O maniqueísmo d’ A Situação

«(…) não é necessário que existam censura ou polícia política para que na sociedade portuguesa se crie um pensamento único; basta que o Poder seja de Esquerda.

Quarenta e seis anos depois do 25 de Abril aqui estamos presos naquela patética armadilha em que discordar do governo ou criticá-lo, não é discordar do governo ou criticar o governo, mas sim criticar o país e estar contra Portugal. Noutros tempos chamou-se a isto “A Situação”. E agora será “cidadania”?»

Helena Matos

macacos-webAs doutrinas políticas totalitárias, de um modo geral, praticam habitualmente um maniqueísmo confesso/aberto ou mitigado/simulado. Por exemplo, o conceito de tolerância repressiva — de Herbert Marcuse e do marxismo cultural — é maniqueísta.

Não é por acaso que o José Pacheco Pereira e o Rui Rio apoiam claramente a geringonça do António Costa: o primeiro tem formação hegeliana (que é maniqueísta por excelência), e o segundo é um contabilista, ignorante de primeira apanha.

Porém, o que mais me espanta é gente que se diz e se julga “inteligente” — como, por exemplo flagrante, Miguel Sousa Tavares — e que sanciona positivamente “A Situação“. Para mim, essa gente é incompreensível.

O António Balbino Caldeira e o Argumentum ad Trumpum

Basta que se associe uma determinada ideia a Donald Trump, para que essa ideia seja automaticamente desacreditada.

Esta é uma característica da Esquerda que o António Balbino Caldeira também perfilha (acredito que de forma inconsciente).

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O conceito de “Argumentum ad Trumpum” foi engendrado pelo médico e pensador Theodore Dalrymple:

  • se uma determinada opinião se assemelha, de qualquer modo possível, às ideias de Donald Trump (nem que seja porque chega às mesmas conclusões lógicas), então não é necessária qualquer refutação racional dessa ideia: ela está automaticamente (e irracionalmente) refutada;
  • o  tipo de “argumentação” do Argumentum ad Trumpum não utiliza o cérebro; em vez disso, utiliza as vísceras: o ódio a Donald Trump é tal, que qualquer coisa que possa ser remotamente imputável a Donald Trump a torna (a essa coisa) desqualificada para qualquer consideração inteligente e inteligível.

O vírus da China é uma arma biológica (2)

No dia 31 de Março escrevi aqui um artigo com o título “O Coronavirus ou “vírus da China” é uma arma biológica”; perguntaram-me se eu tinha base científica para afirmar que o vírus indicia engenharia humana. A resposta a essa pergunta vai-se construindo aos poucos, desta vez com o Nobel da medicina, Luc Montagnier:

“Pour Luc Montagnier, le Covid-19 serait sorti d’un laboratoire de Wuhan qui tentait de créer un vaccin contre le VIH.”

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Obviamente que o reconhecimento da engenharia humana do vírus não significa que tenha sido construído propositadamente para ser uma arma biológica; mas a minha tese — “O Coronavirus ou “vírus da China” é uma arma biológica” — vai-se afirmando como plausível.

O meu blogue “Perspectivas” foi censurado pelo WordPress.com

O WordPress.com era conhecido pela sua tolerância em relação à liberdade de expressão. Era. Hoje, sem qualquer aviso prévio, eliminaram o meu blogue da Internet — cerca de 14 anos de blogue “foi à vida” por motivos de censura política.

Actualização: ver este artigo.

O grande problema que é o das mulheres na política

Vemos aqui em baixo dois mapas:

  • o primeiro (mapa A) mostra a distribuição dos votos nos Estados Unidos se as mulheres não votassem — sendo que a cor azul corresponde à Esquerda, e a cor vermelha corresponde à Direita;
  • o segundo mapa (B) mostra a distribuição dos votos se os homens não votassem.

Vemos que as mulheres (em juízo universal) defendem muito menos a liberdade individual e uma grande influência do Estado na sociedade e na economia. Em suma, as mulheres são maioritariamente socialistas.

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Um singelo soneto dedicado ao professor Eugénio Lisboa

No seguimento deste poema do distinto professor Eugénio Lisboa, ocorreu-me escrever um singelo soneto, como segue:


O doutor Eugénio, de seu nome,
que d’ economia sabe tudo,
acha que um qualquer velho sortudo
não adoece, e morre de fome.

“¿Entre trabalhar e a sezão,
entre a vida boa e o ataúde?!
Que trabalhem os ricos com saúde!”

— diz o douto senhor… ¿pois, então?!

A longeva e loquaz senhoria,
do alto da cátedra, ensina:
“Deixem o povo dormir de dia,

que dormir de noite é indolência”.
E é assim que a nossa gente fina
nos ensina as regras da decência.

Por fim, alguém com coragem que questiona a pretensa autoridade de direito do Anselmo Borges

“Contra a soberba gnóstica, só imuniza o cepticismo ou a fé. Aquele que não crê em Deus pode ter a decência de não crer em si mesmo”. — Nicolás Gómez Dávila


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A única forma de lidar com um gnóstico é o de impedir a sua contaminação ideológica, afastando-o das instituições que são visadas pelo parasitismo ideológico que o motiva e alimenta.

Vemos, no semanário Sol, um artigo assinado por Pedro Sinde que se refere à pústula escrita pelo Anselmo Borges a que eu fiz referência em um comentário recente.

Face ao silêncio escandaloso da hierarquia da Igreja Católica portuguesa, é caso para dizer: “Por fim, aparece alguém que desafia a pretensa autoridade de direito do Anselmo Borges em matéria de catolicismo!”

A posição do Anselmo Borges em relação ao Novo Testamento é (nitidamente!) de desconstrução [“desconstrucionismo”, ou “desmontagem ideológica” (ver, por exemplo, Derrida)], que é uma atitude que se identifica claramente, desde a Antiguidade Tardia, com o gnosticismo ideológico parasitário (racionalismo” é o pseudónimo oficial de “gnosticismo ) — por exemplo, quando o Pedro Sinde escreve o seguinte, revelando o gnóstico que existe em Anselmo Borges:

[as afirmações do Anselmo Borges] “decorrem de uma concepção como que desencarnada de catolicismo, isto é, de uma concepção em que a religião aparece como uma ‘espiritualidade’ sem esqueleto, em que o Espírito não penetra irradiantemente a carne, numa glorificação heróica, transfigurante do mundo sensível; em que os Evangelhos ficam sem o sentido literal, para expressarem um sentido vagamente simbólico ou alegórico, como uma alma sem corpo. Retira a literalidade dos Evangelhos, retira a substancialidade da Eucaristia”.

Ao longo dos séculos, e desde a Antiguidade Tardia, os gnósticos sempre foram parasitas (entendido aqui no sentido literal) ideológicos da Igreja Católica 

O dogma da “bondade natural do Homem” (na esteira de Rousseau) formula, em termos éticos, a experiência central do gnóstico: “o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente Deus”.


O Anselmo Borges tem todo o direito de desconstruir ideologicamente o Novo Testamento; mas não o pode fazer em nome da Igreja Católica e na sua (aparente) qualidade de sacerdote da Igreja Católica. A hierarquia da Igreja Católica portuguesa não pode continuar (cobardemente) em silêncio.

«O homem chama de “absurdo” a tudo o que escapa às suas clandestinas pretensões à omnipotência. » — Nicolás Gómez Dávila

Em última análise, e depois da desconstrução ideológica do Novo Testamento (por parte do Anselmo Borges), qualquer argumento do Pedro Sinde em sentido contrário (ao do Anselmo Borges) é improfícuo: a própria desconstrução ideológica torna irrelevante qualquer contra-argumento, porque o objecto de análise deixa de existir (de forma objectiva, enquanto tal) através do desmantelamento ideológico por parte do gnóstico.

A única forma de lidar com um gnóstico é a de impedir a sua contaminação ideológica, afastando-o das instituições que são visadas pelo parasitismo ideológico que o motiva e alimenta.

O profeta José Gil

O José, da Porta da Loja, chamou à atenção para este artigo do “filósofo” da treta José Gil.


Os conceitos têm que ter correspondência com a realidade concreta. Um conceito que se afaste da experiência concreta reflecte uma linguagem ideológica (faz parte de uma ideologia qualquer).

Quando o filósofo da treta José Gil utiliza conceitos como (por exemplo) “subjectividade digital” ou “capitalismo numérico”, refere-se a abstracções que não têm correspondência com a experiência intersubjectiva concreta.

A ideia — do filósofo da treta José Gil — segundo a qual vem aí uma transformação social e económica radical devido às novas tecnologias segue a tendência do chamado “liberalismo progressista” (por exemplo, Bloco de Esquerda, e outras franjas partidárias do Partido Socialista como o PSD e o PAN) que luta denodadamente contra a Natureza Humana. Estamos em presença da Grande Utopia que coloca em causa a própria existência do ser humano enquanto tal, e (alegadamente) em nome da “liberdade”.


Enquanto o liberalismo clássico (séculos XVIII, XIX, XX) pugnou pela libertação do Homem em relação às forças (físicas) da Natureza através do desenvolvimento da Ciência e da Técnica, o liberalismo progressista (leia-se, “Esquerda”, neomarxista ou pós-marxista) luta pela libertação do Homem — o que consubstancia a “Grande Utopia” ou “Utopia Final” — em relação à própria Natureza Humana (o que é uma contradição em termos; entramos já na dimensão do absurdo do politicamente correcto).


É neste sentido — no sentido da Grande Utopia — que a radical (que se diz “socialista”) Isabel Moreira escreveu que “o Direito” (enquanto parte das ciências humanas e sociais) “não se deve vergar às leis da Natureza”. (Trata-se da negação do Direito Natural e dos fundamentos metajurídicos do Direito).

É neste ambiente cultural progressista — ou de anti-cultura (contra o liberalismo clássico) generalizada – de “guerra” contra a Natureza Humana que se situa o referido texto (senão ele próprio enquanto agente cultural) do filósofo da treta José Gil, que, neste caso, pretende passar a ideia segundo a qual “a influência social da tecnologia existe independentemente das normas e crenças políticas e sociais”.

O liberalismo progressista (a Esquerda, em geral) introduz na nossa cultura um conjunto de normas (trata-se de uma ideologia) que convence os incautos de que “a tecnologia se desenvolve independentemente de quaisquer intenções políticas prévias”, por um lado, e por outro lado, propala a ideia segundo a qual “os efeitos sociais e culturais da tecnologia são inevitáveis e irreversíveis”.

É neste sentido da Grande Utopia — o da “inevitabilidade e irreversibilidade dos efeitos da tecnologia” — que o filósofo da treta José Gil se transforma em um profeta da “liberdade e do progresso, contra a Natureza Humana”.

Depois da repressão policial, vem a censura do governo da geringonça

O António Guterres está “lélé da cuca”

O Guterres nunca me enganou; um indivíduo insidioso, com ares de bonacheirão, que singrou na política através de um certo sincretismo ideológico característico da chamada Terceira Via socialista (por exemplo, Tony Blair).

Agora, o Guterres vem exigir 10% do total do PIB do planeta (de todos os países do mundo) para a ONU ! — alegadamente para combater o vírus da China.

O homúnculo está louco!

O valor total exigido por Guterres para a ONU é de cerca de 8 biliões de Euros (8 triliões Euros, na classificação anglo-saxónica), o que corresponde a 2.900 vezes o actual orçamento anual da ONU que é de 3 mil milhões de Euros (ou 3 biliões de Euros).

O homenzinho não pode estar bem da cabeça…!

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