António Costa é um político muito perigoso

“A liberdade não é uma coisa abstracta, depende das condições de cada um.” → António Costa

Respigado aqui.


Esta noção de “liberdade” é extremamente nociva à própria liberdade, por várias razões.

monhe-das-cobras-webEm primeiro lugar — e como o autor escreveu —, o António Costa reduz a liberdade ao condicionalismo financeiro do indivíduo, o que é uma visão utilitarista de liberdade e do ser humano; e esta visão utilitarista do ser humano não é de origem marxista (vem do inglês Bentham): Karl Marx foi um acérrimo e feroz crítico do Utilitarismo, a que chamou de “moral de merceeiro inglês”.

Em segundo lugar (e mais grave do que a concepção utilitarista do ser humano e da liberdade), a noção de “liberdade”, segundo António Costa, encerra em si mesma uma ideia determinista (ver “determinismo”) da acção humana, em que o livre-arbítrio desaparece para dar lugar a um puro e duro nexo causal no comportamento humano: aqui, sim, há uma influência directa do materialismo dialéctico marxista no pensamento de António Costa — o ser humano é considerado como uma espécie de robô que apenas responde a estímulos cerebrais e materiais.

A Esquerda actual, junta de uma forma sincrética e em uma mesma doutrina existencial, o Utilitarismo (da escola escocesa, por um lado, e do Pragmatismo americano, por outro lado) e o Determinismo (pseudo-científico ou cientismo do século XIX, por um lado, e o materialismo dialéctico marxista, por outro lado), no que diz respeito à concepção ética e moral do ser humano — como podemos verificar, por exemplo, em um dos paladinos da actual Esquerda, que é o australiano Peter Singer (nem a Hannah Arendt escapou ao ardil do materialismo comportamental!).

Ou seja, para António Costa, “o ser humano é livre porque age” — tal qual acontece com um animal irracional.

Em contraponto, e até ao Idealismo de Hegel (Kant defendeu a possibilidade de livre-arbítrio do ser humano, ao separar a “razão pura” e a “razão prática”, e diferencia-se assim radicalmente de Hegel), e desde os pré-socráticos, os filósofos diziam que “o ser humano age porque é livre” — a liberdade, até Hegel, era a condição da acção: os gregos antigos não falavam de “liberdade” porque ela estava implícita no conceito de cidadania — assim como os cristãos da Idade Média não falavam em “religião” (cristã) porque o Cristianismo fazia parte integrante da própria Realidade colectiva e dos indivíduos.

A partir da dialéctica de Hegel e do materialismo dialéctico de Karl Marx, a acção passou a ser a condição da liberdade: com estes dois “filósofos”, aconteceu uma total inversão de parâmetros e de valores.

Karl Popper fez uma crítica demolidora ao determinismo comportamental no ser humano (a chamada Teoria da Identidade, ou Fisicalismo), chamando à atenção para o facto de esta teoria (a Teoria da Identidade) não poder ter qualquer sentido se obedecer aos seus próprios pressupostos.

Se as minhas ideias são produtos ou efeitos da química que se processa na minha cabeça, então nem sequer é possível discutir a neurociência ou a liberdade do António Costa: a teoria da identidade não pode ter qualquer pretensão de verdade, visto que as alegadas “provas”  apresentadas pela neurociência são também também química pura: se alguém defende uma teoria contrária ou oposta ao Fisicalismo, esse alguém também tem razão, dado que a sua química apenas chegou a um resultado diferente. Karl Popper chamou a esta armadilha lógica de “pesadelo do determinismo físico”.

Porém, o mais grave na noção de “liberdade” de António Costa é que ele implicitamente nega a ideia de “liberdade política” que, em juízo universal, é independente das características particulares de cada indivíduo e da necessidade 

(liberdade política ≠ necessidade)

— a não ser que o ser humano seja considerado uma espécie de escravo, o que me parece ser a ideia que António Costa tem do cidadão comum.

A noção de “liberdade” de António Costa coincide simultaneamente com a ideia de “liberdade” que é proveniente da plutocracia globalista (o Utilitarismo e o Pragmatismo), e com a ideia de “liberdade” característica dos materialistas e/ou cientificistas, e/ou do materialismo dialéctico dos marxistas.


António Costa é um político muito perigoso. Esta concepção de “liberdade” nunca seria perfilhada por Mário Soares ou por Manuel Alegre, por exemplo. Com António Costa, o Partido Socialista sofreu uma evidente e clara involução para um radicalismo trauliteiro de Esquerda.

¿O partido IL (Iniciativa Liberal) é de Direita? (parte 1)

Hoje, os ditos “intelectuais” insistem na ideia de que “já não existe Esquerda e/ou Direita”; a primeira vez que ouvi esta tese foi em uma entrevista radiofónica em meados da primeira década do século XXI, na rádio TSF, proferida pela militante do CDS, Teresa Caeiro; fiquei logo “com a pulga atrás da orelha”: quando uma militante proeminente do CDS (e pessoa de confiança de Paulo Portas) diz publicamente que “já não existe Esquerda e/ou Direita”, não seria de estranhar que o CDS acabasse como acabou hoje.

O que define a Esquerda ou a Direita, em primeiro lugar (há outros factores, embora menos importantes) é a mundividência (a forma como se vê o mundo e o ser humano). Obviamente, há quem se diga “de Direita” (ou de Esquerda) e, na prática, não é. Uma coisa é ser; outra coisa é parecer. Há muita gente que se esforça por parecer aquilo que não é.

Entre a Esquerda e a Direita existe uma diferença fundamental, e absolutamente irreconciliável. A Direita (a propriamente dita) escora-se no conceito de “autonomia do indivíduo” como base da liberdade inerente à Natureza Humana como algo de intrínseca- e fundamentalmente inalterável — ao passo que a Esquerda nega o conceito de Natureza Humana essencialmente perene, e acredita que pode alterá-la radicalmente através de engenheiras sociais promovidas pela elite gnóstica (gnosticismo moderno).

Por isso é que, por exemplo, o Anselmo Borges, que se diz “católico”, é de esquerda — porque acredita que a Natureza Humana pode ser radicalmente alterada por uma elite gnóstica: trata-se de um Pneumático moderno; e o mesmo se aplica ao Chico, o tal que se diz “papa”.

Ser católico, por exemplo, não significa que se é de Direita: o católico de Esquerda tem uma visão monista e imanente da realidade (por exemplo, Anselmo Borges ou o Chico), ao passo que católico de direita tem uma visão exclusivamente transcendental da realidade.

* Um indivíduo de direita segue os princípios da cultura ancestral — conforme Mircea Eliade nos relatou nos seus livros de investigação antropológica — que se baseiam no conceito de “pecado original”. O ser humano é visto (pela pessoa de direita)como um “anjo caído”, um “animal ferido” na sua origem ontológica, e o objectivo da política é o de suprir as lacunas dessa fraqueza originária humana mediante instituições fortes e que se fundamentem na herança histórica. O indivíduo de direita é um herdeiro de uma civilização, e ao mesmo tempo é o transmissor dessa civilização para as gerações futuras. Para um indivíduo de direita, a tradição é a condição do progresso.

* Um indivíduo de esquerda recusa a herança da tradição porque acredita que o futuro (a utopia, sempre presente) é portador de maior felicidade e de sempre crescente liberdade, e considera o passado como limitador dessa felicidade e dessa liberdade. Por isso, para o indivíduo de esquerda, a política significa romper com a tradição em nome de um alegado  “progresso”. Para a esquerda, o ser humano é um ser naturalmente bom (o “bom selvagem”, de Rousseau) e sem “pecado original”, que tende, pelo sentido da História, a um progresso em direcção à perfeição (Historicismo, e o “progresso” utópico visto como uma “lei da natureza”), sendo que considera que os “arcaísmos do passado” são obstáculos a ser removidos em função desse progresso rumo à perfeição do ser humano e ao paraíso na Terra — e a política é vista como uma forma de libertação desse “passado arcaico”.

Portanto, caros amigos: a Esquerda e a Direita (ainda) existem. O que se passa é que a maioria actual é de Esquerda.

Na segunda parte deste verbete irei escrever acerca deste artigo do Inconveniente.

Temos uma classe política de esquerda que se assume claramente como inimiga do povo

Antes de mais, um esclarecimento: os partidos, com assento parlamentar, que não são de esquerda são o CDS e o CHEGA; todos os outros partidos (incluindo o PSD) pertencem à Esquerda.

marrocos imigrantes webO Sr. Santos Silva é um dos políticos mais corruptos — do ponto de vista moral — que existe em Portugal, e foi escolhido a dedo pelo actual primeiro-ministro, também ele moralmente corrupto.

Eu conheço bem Marrocos, porque trabalhei com empresas sediadas nesse país. A produtividade média de um marroquino é, grosso modo, metade da de um português — a ideia de que o parco salário pago a um marroquino compensa ao patrão, é falsa: paga-se menos, mas obtém-se metade da produtividade. E essa fraca produtividade tem diversas causas; e, entre estas, está a cultura islâmica.

O senhor Santos Silva, enquanto ministro, sabe com certeza disto; ou deveria saber.

sr silva webDou aqui o exemplo de uma grande empresa dinamarquesa da área do calçado, que tem uma fábrica em Lourosa, em Santa Maria da Feira: no ano de 2000, os donos da empresa fecharam a fábrica em Portugal e abriram outra, substituta, na Indonésia (país islâmico), à procura dos salários baixos. Ao fim de 15 anos, a produção da fábrica portuguesa foi reactivada, porque chegaram à conclusão de que a produtividade indonésia era directamente proporcional aos salários pagos — como diz o povo: “tal trabalhito, tal dinheirito”.

Ou seja: objectivamente, os salários baixos não compensam, pelo menos a médio / longo prazo — a não ser quando a política de salários baixos se aplica em um país com um regime político totalitário, como é o caso da China.

A ideia — preconizada pelo senhor Silva — segundo a qual a imigração livre de Marrocos irá “combater a imigração ilegal e o tráfico de seres humanos”, só pode vir de um político profundamente desonesto e inimigo do povo português — porque uma coisa não tem nada a ver com a outra: são fenómenos independentes; desde logo porque a imigração clandestina, para trabalho agrícola (por exemplo, no Alentejo) não é de origem marroquina (praticamente zero marroquinos), mas antes de origem asiática (Paquistão, Bangladeche, etc.) .

É difícil compreender este acordo assinado pelo senhor Silva senão em um contexto ideológico globalista de erosão progressiva (e progressista) da soberania dos povos, por um lado, e, por outro lado, de promoção da instabilidade social (e a promoção activa de uma violência intercultural) nas nações da Europa que justifique o reforço necessário de um Poder autoritarista (e mesmo totalitário) de um Leviatão Europeu controlado pela elite globalista.

O senhor Silva deverá ter em mente o seguinte: não irá dormir descansado, enquanto for vivo.