Acerca do porreirismo do José Mário Branco

estaline-gajo-porreiro-webNão me interessa saber se o JMB era um gajo porreiro ou não; provavelmente era um gajo porreiraço, dentro ambiente  do Nacional-porreirismo que governou Portugal desde o 28 de Abril de Troca-O-Passo.

Há quem diga que Estaline era um gajo porreiro nas suas relações privadas; assumo que sim, que Estaline era um gajo porreiríssimo e que até gostava de crianças. Gajos porreiros como o JMB só não se transformaram em “mini-estalines” porque não lhes surgiu a oportunidade para tal.

Eu conheci gajos porreiros em Moçambique, que depois da tomada do Poder absoluto pela Frelimo em 1975, militaram no partido único e se transformaram em autênticos filhos-de-puta. A minha experiência diz-me que o grau de porreirismo de um gajo é independente do seu potencial de filha-da-putice.


A propósito do porreirismo do JMB, dedico duas citações do ex-comunista Edgar Morin a este e a estoutro, como seguem:

« O marxismo, que relativiza a moral dos outros, situa-se no plano da ética absoluta quando denuncia os crimes capitalistas e imperialistas. Assim, a ideologia coloca-se num trono auto-cêntrico, no lugar da Terra no sistema de Ptolomeu, no lugar do Sol no sistema de Copérnico. Torna-se o centro de referência absoluto».

→ Edgar Morin (“Pour sortir du XX siècle”, 1981)


« (…) a lógica do liberalismo político leva-o a tolerar ideias ou movimentos que têm como finalidade destruí-lo. A partir daí, perante a ameaça, o liberalismo está condenado, quer a tornar-se autoritário, isto é, a negar-se ― provisória ou duradouramente ― a si mesmo, quer a ceder o lugar à força totalitária colocada no poder por meio de eleições legais (Alemanha, 1933) »

→ Edgar Morin (Idem)

Para os que justificam a filha-da-putice em potência do JMB por causa da sua (dele) arte, aconselho a leitura deste artigo.

Gente perigosa controla a nossa cultura

A Raquel Varela tem que “crescer e ser adulta, em vez de viver de emoções fáceis”.

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Não existe qualquer possibilidade de se construir uma sociedade perfeita (o paraíso na Terra, ou a imanentização do éschatos), a não ser na mente revolucionária do tipo de pessoas psicóticas como a Raquel Varela.

Na cabeça da Raquel Varela, a culpa de todo o Mal já não é do Diabo (que, alegadamente, já não existe): o mal passou a ser “culpa do capitalismo” (que é o novo diabo).

Ou o Mal já não é a “ausência do Bem” (como defendeu, por exemplo, positivamente, S. Tomás de Aquino): para a Raquel Varela e para os seus confrades utopistas, o Mal é a ausência da sociedade utópica, tornada real por uma plêiade gnósticos modernos que controla a nossa cultura.

Temos aqui, chapado, o romantismo gnóstico que marcou o processo revolucionário moderno (desde Montaigne até Karl Marx, passando por Rousseau e os seus amigos jacobinos).

Para a Raquel Varela, a sociedade utópica que ela imagina é isenta de mal: não há, nessa sociedade utópica da Raquel Varela, mulheres que tentam o infanticídio dos filhos “por causa do capitalismo”.

Esta gente (do tipo da Raquel Varela) concebe a Natureza Humana, de tal forma que lhe seja possível a coacção total por parte do Estado, no sentido da limitação (a bel-prazer das elites gnósticas) das vontades egoístas de cada indivíduo — porque se “a culpa é do capitalismo”, a ausência do capitalismo elimina automaticamente a culpa que possa existir em relação às falhas da sociedade utópica engendrada em pleno delírio interpretativo.

Por isso é que a Raquel Varela continua a fazer de conta que não existiram mais de 100 milhões de vítimas da utopia romântica socialista, e só no século XX. É isto que nós temos, alcandorada a líder de opinião na televisão do Estado.


Há mais de dois mil anos, Jesus Cristo (referindo-se às crianças, vítimas de violência) constatou aquilo que a Raquel Varela não consegue ver:

“ É inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os causa! Melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem ao mar, do que escandalizar um só destes pequeninos.” »

— (S. Lucas, 17, 1 – 2).

Em qualquer tipo de sociedade, haverá sempre mulheres (ou homens) que pratiquem o infanticídio; “é inevitável”, porque faz parte do avesso minoritário da Natureza Humana. O problema é o de saber como a sociedade deve lidar com este tipo de fenómenos, se os reprime ou tolera — e  independentemente de a sociedade ser “capitalista” ou outra coisa qualquer.

Torna-se legítimo limpar o sebo ao monhé

« António Costa prepara o assalto final aos portugueses que ainda trabalham e produzem alguma coisa nesta chafarica: o orçamento de estado de 2020 englobará as rendas de imóveis e de capital (juros, acções, etc.) no IRS, de modo a aumentar os escalões de quem paga impostos e a agravar os que incidem já sobre esses rendimentos.»

O Assalto Final

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A Raquel Varela e o Argumentum ad Salazarum

A Raquel Varela anda aflita, e por isso mente, desaforada; porque a “mama” do Estado pode estar em risco.

Diz ela queo CHEGA pretende proibir o sindicalismo — ai a menina mentirosa! “Atão faxisto?!”

O que o CHEGA defende, a propósito do sindicalismo, é o seguinte:

“Fim de subvenções públicas a fundações, sindicatos, associações patronais e organizações de proselitismo ideológico. Excluem-se os partidos legalmente constituídos”.

Se a Raquel Varela interpreta o trecho supracitado como “proibição do sindicalismo”, então teremos que concluir que as associações patronais, por exemplo, também deverão ser proibidas pelo CHEGA.

Ou seja, segundo o CHEGA, o Estado não tem que dar de “mamar” (com o dinheiro do povo) a matulões ideologicamente sustentados por avantesmas políticas.

Para disfarçar a mentira descarada, a Raquel Varela remata o textículo com o Argumentum ad Salazarum, que é a tentativa de invalidar a posição de alguém tendo como base a ideia segundo a qual “Salazar também tinha uma posição parecida com essa”.

Por exemplo, qualquer católico pode ser alvo do Argumentum ad Salazarum, porque “Salazar também era católico; e por isso, todos os católicos são salazaristas”.

Ou seja, através do Argumentum ad Salazarum, o CHEGA é considerado “culpado por associação”, mesmo tendo em conta o facto de a acusação ser falsavemos aqui o estalinismo latente da Raquel Varela em todo o seu esplendor …!

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A “mama” no Estado tem que ser restringida! Nós, o povo, já pagamos demasiados impostos para sustentar prebendas de sibaritas da laia da Raquel Varela!