Temos um generalato megalómano ou corrupto

Têm vindo a terreiro várias opiniões de generais das Forças Armadas Portuguesas defendendo a compra do caça F-35 que só é operacional dentro de um ecossistema controlado estritamente pelos americanos.

Ou seja: temos generais que têm a mania das grandezas, e são tão intelijumentos que pretendem colocar as Forças Armadas sob a dependência total de gentalha como Donald Trump.

É preciso informar os “Milicosintelijumentos portugueses que os radares mais modernos já detectam o F-35. E que este avião é o menos interessante em todos os outros componentes operacionais (ver imagem abaixo) — a não ser que se pretenda que o Pentágono comande as Forças Armadas Portuguesas.

caças

Por exemplo, o F-35 tem uma disponibilidade operacional de 30 a 50% — ou seja, pelo menos 50% do tempo útil, o avião está parado em hangar —, ao passo que o sueco Gripen tem uma disponibilidade operacional de 70 a 85%. Ou seja, os generais portugueses têm a mania que são ricos.

Qualquer dos caças concorrentes — o Eurofighter, o Rafale e Gripen — é melhor ou mais útil do que o F-35. Por exemplo, no custo de operação por hora, a diferença é abismal; e a diferença de custo de apoio em base aérea é enorme.

Só compra o F-35 quem está vendido aos interesses americanos. Temos que começar a investigar as contas bancárias dos generais portugueses.

A Constituição portuguesa defende a pedofilia e o Lumpemproletariado

A minha experiência com tribunais, em Portugal, tem-me revelado que uma grande parte dos juízes ou são radicais de Esquerda ou têm distúrbios mentais — o que, na prática, vai dar no mesmo. Por isso, devemos limitar ao máximo possível a discricionariedade de decisão dos juízes: dar poder lato de decisão aos juízes significa minar a estrutura do Estado de Direito em nome de um denominado “bem maior” desenhado por psicopatas.

“Na discussão conjunta dos diplomas, os grupos parlamentares e deputados únicos foram unânimes em condenar a violência sexual contra menores, mas divergiram quanto à constitucionalidade de ser aplicada automaticamente aos condenados por crimes sexuais, por um certo período, a pena acessória de proibição de trabalho com crianças ou de inibição do exercício de responsabilidades parentais, algo actualmente deixado ao critério dos tribunais”.

Parlamento voltou a chumbar pena acessória de castração química de pedófilos reincidentes

Por exemplo: em 1998, um meliante entrou em minha casa para roubar, e eu fiz da cara dele um oito, dentro da minha casa. Um juiz barbudo e comunista de Gaia condenou-me a pagar uma indemnização choruda ao ladrão, e ainda me deu uma ensaboadela moral dizendo que “o roubo é uma mera e simples transferência de propriedade que não justifica violência” (sic).

É deste calibre merdoso que é constituído uma grande parte da judicatura portuguesa.

Em 2016 fui testemunha em um julgamento, e a juíza expulsou-me da sala de audiência a altos berros, alegando que eu estava a influenciar as outras testemunhas mediante o meu “pesado silêncio” (sic).

Poderia dar aqui mais uma mão-cheia de experiências com juízes mentalmente disturbados. Ser juiz, hoje, é ser tendencialmente esquerdóide ou dependente de substâncias psicotrópicas com ou sem receita médica.

Actualmente, confiar no livre escrutínio dos juízes é loucura. Tal como aconteceu com os padres católicos, a condição dos juízes em Portugal é social- e eticamente estercorosa.

A actual Constituição portuguesa foi feita para proteger comportamentos desviantes (por exemplo, a pedofilia), por um lado, e o Lumpemproletariado, por outro lado. É uma Constituição marcadamente maçónica.

Quando os partidos do sistema utilizam o argumento da “constitucionalidade”, ou da falta desta, para se absterem do combate decisivo à pedofilia, verificamos todos que o que a elite política (e maçónica) pretende é rasgar a Janela de Overton no sentido da tolerância cultural e jurídica em relação à pedofilia, numa primeira fase, tendo em vista a legalização e normalização do comportamento pedófilo.

Temos uma Constituição amiga da pedofilia. E temos a obrigação de acabar com ela.

A burrice de Espinoza

A essência do pensamento de Espinoza é a defesa (dele) da possibilidade de o ser humano chegar, através do exercício da Razão (ou da ciência), à unidade com a substância única (panteísmo) a que ele chama de “Deus”.

“Os homens, as mulheres, as crianças, todos na verdade, podem igualmente obedecer, mas não serem sábios. Se dizemos que não é necessário compreender os atributos de Deus mas, acreditar nisso com toda a simplicidade e sem demonstração, está-se em pleno sonho: porque as coisas invisíveis, e que não são senão objecto do espírito, não podem ver-se sobre outra perspectiva para além da demonstração; razão por que o que não a possui não vê absolutamente nada dessas coisas…”

Deus requer ignorância do fiel

Isto seria coisa semelhante a que um cientista físico actual defendesse a ideia de que é possível, ao ser humano e através do exercício da Razão (ou seja, da ciência), compreender todo o universo (incluindo a essência da antimatéria, da matéria escura, dos buracos negros, da física quântica, etc.). Um cientista ateu dirá que sim, que “é possível ao ser humano compreender todo o universo… talvez daqui a 25 mil milhões de anos!”

O cientista ateu é muito optimista e romântico.

Quem estudou suficientemente a Filosofia sabe que Espinoza foi um gnóstico (ver gnose). O gnosticismo parasitou o Cristianismo desde a fundação deste, ou seja, desde a Antiguidade Tardia, e esse parasitismo continuou através da Idade Média — por exemplo, com Joaquim de Fiore, Espinoza, e muitos renascentistas —, entrou pela Idade Moderna adentro com Hegel e quejandos românticos alemães, depois Nietzsche, e mais tarde dominou a contemporaneidade do pensamento dos séculos XX (por exemplo, Heidegger, o Pós-modernismo) e XXI.

A diferença entre um gnóstico medieval, por um lado, e um cristão propriamente dito, por outro lado, é a de que a gnose (ou gnosticismo) é uma qualquer doutrina metafísica de salvação religiosa por intermédio do conhecimento intelectual, e por isso sem o dom directo da Graça Divina — ao passo que o Cristianismo pressupõe o dom directo da Graça de Deus (“graça” é proveniente do grego “Kharis”, que significa “benevolência”, “encanto”: é a dádiva proveniente de Deus relativa à salvação da alma, à remissão dos pecados, e à constância na provação).

A diferença entre Espinoza e um cristão normal é que Espinoza pensa que pode abarcar a compreensão do conceito de Deus (ou de universo) através da Razão humana, enquanto que o cristão adopta uma postura mais humilde e realista, porque sabe que o ser humano jamais conseguirá meter o universo inteiro dentro de um laboratório.

Ou seja: Espinoza é burro, mas é classificado pelos intelectuais como sendo “inteligente”; o cristão é inteligente, mas é classificado pelos intelectuais como sendo “burro”.

E não há mais nada a dizer acerca de Espinoza.

Donald Trump diz que “no pasa nada”, e que “a culpa é da Europa”

A dívida nacional bruta dos Estados Unidos atingiu os 124% do PIB bruto do país. Quando uma situação semelhante aconteceu em Portugal em 2012, caiu o Carmo e a Trindade; mas, nos Estados Unidos, o Trump diz que “no pasa nada”.

A vantagem dos Estados Unidos em relação a outros países endividados, é que a maior parte da dívida americana é detida (é propriedade) de cidadãos do próprio país, correspondendo ao PIB nominal de 31 triliões de US Dólares (utilizo aqui a nomenclatura anglo-saxónica).

Porém, a dívida total bruta dos Estados Unidos aumenta a um ritmo de 1 bilião (1 mil milhões) de US Dólares a cada semestre, e o custo anual dos juros consome cerca de 13% do orçamento (anual) do país.

E depois, há o défice orçamental enorme: os Estados Unidos de Donald Trump gastam 1,33 US Dólares por cada 1 dólar que arrecadam em impostos. Estamos a falar de uma diferença de 33%…

O problema não é só a dívida: é sobretudo o défice orçamental. Uma dívida até pode ser boa para a economia; o défice orçamental sistémico é de muito mau agoiro.

Quando Bill Clinton deixou a presidência dos Estados Unidos em 2001, o país tinha quatro superávites orçamentais consecutivos e uma dívida bruta total de 5,7 triliões de US Dólares; hoje, a dívida bruta total dos Estados Unidos é de mais de 39 triliões de dólares. Em 24 anos, os políticos americanos (a começar por George W Bush) arrebentaram o país…

… mas o Donald Trump diz que “no pasa nada”, e que “a culpa é da Europa”.

O Carlos Moedas, o Rui Tavares e a Mariana Mortágua devem estar felizes e radiantes

radar de okupaOs socialistas espanhóis começaram a instalar uma nova geração de radares nas estradas de Espanha que não controlam a velocidade, mas antes filmam os interiores dos veículos que passam: são os chamados “radares de ocupação” com câmaras de inteligência artificial capazes de fazer prova de que o condutor circula sozinho dentro do carro, implicando uma multa de 200 Euros em caso de prevaricação.

Imaginem a felicidade de Carlos Moedas se a moda pega em Lisboa! Se juntarmos os “radares de ocupação”, por um lado, e a “cidade 15 minutos”, por outro lado, temos o homenzinho orgásmico.

O Conservador deve evitar a confusão entre “género “ e “sexo”

Estando eu a ler um livro de autoria de uma pessoa conservadora, ligada à Igreja Católica, verifiquei que utilizava amiúde o termo “género” em lugar de “sexo”. Ou seja, até os mais conservadores já estão contaminados pela linguagem desconstrucionista do pós-modernismo (ou do marxismo cultural).

Convém recordar aqui um conceito de Eric Voegelin segundo o qual, para podermos criticar a linguagem ideológica (neste caso, a linguagem ideológica do marxismo cultural), temos que criar uma comunidade de linguagem:

«Qualquer pessoa com uma mente informada e reflectiva que viva no século XX a partir do fim da primeira guerra mundial ― como é o meu caso ― acaba por se se sentir cercada ― senão oprimida ― por todos os lados por uma inundação da linguagem ideológica.

Essa pessoa não consegue lidar com os utilizadores da linguagem ideológica como parceiros de uma discussão, mas terá antes que fazer destes o objecto de investigação.

Não existe uma comunidade de linguagem entre os representantes das ideologias dominantes. Por isso, a comunidade da linguagem que essa pessoa pretende usar para criticar os utilizadores da linguagem ideológica deve ser, em primeiro lugar, descoberta e, se necessário, estabelecida.»

→ Eric Voegelin.

Ora, a nossa comunidade de linguagem não pode substituir o conceito de “sexo” pelo de “género”: o conservador que o faz cedeu já, na sua posição, em relação ao desconstrucionismo comunista ou cripto-comunista; já não é um conservador propriamente dito, mas antes é uma espécie de “progressista paralisado”.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), “o género refere-se às características das mulheres, homens, raparigas e rapazes que são socialmente construídas. Isto inclui normas, comportamentos e papéis associados a ser mulher, homem, rapariga ou rapaz, bem como as relações entre as pessoas. Como construção social, o género varia de sociedade para sociedade e pode mudar ao longo do tempo.”

Ora, esta definição de “género” é "pau-para-toda-a-colher", porque pode ser utilizada pelos desconstrucionistas para (tentar) desconstruir / destruir a própria Natureza Humana.

Porém, se tudo passa a ser “construção social”, então nada é “construção social”.


E se a noção de “construção social” é verdadeira (no sentido absolutista dado pelos neomarxistas), então segue-se que a noção de “construção social” é, ela própria, uma construção social.

E quando alguém diz que “o género é uma construção social e que pode ser mudado para acomodar a igualdade de género”, então segue-se que a “igualdade de género” é também uma construção social. E sendo a “igualdade de género” uma construção social, temos também o direito de a rejeitar seguindo os mesmos pressupostos de quem a defende.

Quando se diz que “o género é uma construção social”, o que se pretende dizer é que “o género é uma convenção”. A convenção opõe-se à Natureza. E toda a convenção pressupõe a linguagem, e por isso, pressupõe já a sociedade.

No sentido lógico e comum, “género” é o termo que designa uma categoria de realidades ou de ideias que os seus caracteres essenciais comuns autorizam a reagrupar sob a mesma denominação geral (por exemplo, na gramática, os “diferentes géneros” literários).

Porém, o que está implícito no conceito de “género é uma construção social”, é que “o género é independente do sexo biológico” — o que é um absurdo lógico, porque o género não pode ser simultaneamente dependente e independente do sexo biológico: ou é independente do sexo biológico, ou é dependente deste. É óbvio, e mesmo evidente, que o “género” depende da categoria do sexo biológico.

Em determinadas culturas (fora da Europa), os homens podem ser temporariamente considerados “mulheres”, ou determinadas mulheres ser consideradas “homens”.

Mas, nessas sociedades, essa “troca de papéis de géneros” acontece por razões funcionais e de interesse colectivo — ou seja, essa “troca de papéis de géneros” entre os dois sexos é convencionada, por um lado, e por outro esse fenómeno cultural revela que a “troca de papéis de géneros”, entendida em si mesma, significa que o “normal desejável” não são os géneros trocados, mas antes que o que é normal é a coincidência simbólica entre o género e o sexo.

Nessas culturas, a “troca de papéis de géneros” é uma excepção circunstancial que serve exclusivamente o interesse colectivo; nessas culturas, as funções, códigos e estatutos estão em primeiro plano, e o indivíduo apaga-se diante dos sistemas que o clã, a tribo ou a família formam; nessas culturas, as relações entre seres humanos são nitidamente menos individualizadas e menos personalizadas, quando comparadas com a cultura europeia e ocidental.

Na cultura europeia, de raiz cristã, onde a dimensão afectiva e individual é muito importante, a relação de cada um com a sua identidade pessoal tem uma importância enorme. Na cultura ocidental (de origem cristã), ser “homem” ou “mulher” não pode ser produto de uma decisão do grupo social.

Na cultura ocidental, em que o indivíduo (enquanto tal) ganha uma importância que não existe em outras culturas, não podemos dizer — como dizem os intelectualóides neomarxistas — que “o meu género é construído pelos outros”. Ademais, a ideia de que “o género não é senão uma construção social” (ou seja, é uma convenção) é anti-científica.

Vários estudos científicos recentes sugerem que os comportamentos individuais feminino e/ou masculino não são um mero reflexo de pressões sociais (ou de convenções). Tanto a biologia como a sociedade afectam o comportamento de meninas e meninos.

Quando se categoriza os “géneros” masculino e feminino de acordo com os respectivos sexos biológicos, fazemos isso em consequência da própria categorização de sexo que a Natureza determina desde o início da existência. Por isso é que, por exemplo, damos o nome de Maria a uma menina, e de Manuel a um menino: ao distinguir a nomenclatura em função dos dois sexos, nada mais fazemos do que seguir a categorização sexual que a própria Natureza já determinou a priori.


Ao contrário do que diz o marxismo cultural — que diz defender a validade da diferença entre seres humanos — este debate acerca da identificação entre o “género” e o “sexo” é sintoma da nossa actual dificuldade cultural em assumir a diferença.

Dizer que a diferenciação implica discriminação, ou que hierarquia é sinónimo de desigualdade, corrobora a ideia de “Totalitarismo Doutoral” de Alexis de Tocqueville (a que eu chamo de “Totalitarismo de Veludo”) em que indivíduos intermutáveis formam uma massa indistinta — por exemplo, a “intermutabilidade dos dois géneros” conduz necessariamente à negação da existência dos dois sexos…!, através da confusão propositadamente criada entre “género” e “sexo”. Tudo isto tem a sua âncora ideológica no conceito de “família” de Engels… é preciso ir às origens!

Em suma: todo o conservador deve evitar a confusão, induzida na nossa cultura pelos neo-marxistas, entre “género “ e “sexo”.

Rui Tavares é perigosíssimo; temos um substituto à altura da Mariana Mortágua

 

Rui Tavares é certamente o político mais perigoso, porque pega em factos, manipula-os, altera-os e depois, a coberto daquela aura de intelectual de urinol e com a ajuda de jornalistas analfabetos funcionais, impõe uma realidade paralela ao mesmo tempo que acusa os outros de “fake news”.

É o político espertalhão da nossa praça. Pior do que ele só o José Pacheco Pereira.

Vejamos esta “notícia”:

«O porta-voz do Livre Rui Tavares acusou hoje o presidente do Chega de ter citado Adolf Hitler e um mito nazi no discurso da sessão solene do 25 de Abril quando repetiu diversas vezes a expressão "apunhalado pelas costas".»

Rui Tavares acusa André Ventura de citar Adolf Hitler e mito nazi na sessão solene

Segundo o historiador inglês Laurence Rees, no seu livro “The Nazi Mind” e logo no primeiro capítulo (eu tenho o original em língua inglesa), a frase “fomos apunhalados pelas costas” foi de autoria do marechal Paul Von Hindenburg, que de “nazi” tinha absolutamente nada, e foi proferida numa Comissão Parlamentar de investigação das causas da derrota alemã na I Guerra Mundial, e imediatamente a seguir ao fim da guerra — ainda não existia o partido nazi.

Independentemente de a frase do marechal Paul Von Hindenburg (“fomos apunhalados pelas costas”) constituir uma teoria da conspiração, ou não (eu penso que Hindenburg se baseou em factos concretos), a frase não é de autoria de Hitler ou do partido nazi que ainda não existia naquele momento.

Seria o mesmo que se disséssemos que o conceito nazi e de “super-homem”, da década de 1920, foi criado por Nietzsche que morreu em 1900: esta ideia só pode vir de uma mente deturpada, distorcida e formatada no sistema ortorrômbico, como a de Rui Tavares.

A Isabel Moreira e a Realidade Normativa

«Isabel Moreira partilhou na sua conta do X o "parecer" da CIG – um antro de trans-activistas durante anos -, que conclui que a actual lei da autodeterminação de género é fantástica. Isto apesar da actual lei permitir a qualquer jovem mentalmente descompensado, o acesso imediato a uma identidade e um marcador de género diferente, sem qualquer diagnóstico rigoroso com todas as consequências imprevisíveis e trágicas que resultam daqui.

Desde que ela postou, chovem comentários na conta dela. São centenas e centenas a contestá-la. Dá gosto ver que o Wokismo acabou. Os portugueses já não receiam demonstrar de forma clara que não vão ficar calados perante os perigos desta gente alucinada.

Que o Presidente da República tenha bem noção disso. »

MOMENTO RELAX PARA QUEM NÃO SUPORTA A ISABEL MOREIRA

O dimorfismo sexual é uma característica da Realidade Normativa, mas a Isabel Moreira não concorda com a normatividade da realidade implícita no dimorfismo sexual.

Por exemplo, a Isabel Moreira acredita que se cortarem uma perna a 51% dos carneiros do mundo inteiro, os carneiros deixam de ser quadrúpedes. É uma crença. Mas toda a gente normal sabe que, ainda que os seres humanos cortassem as pernas aos carneiros, estes não deixariam de ser quadrúpedes.

O que está aqui em causa é o bom-senso, por um lado, e o senso-comum, por outro lado. A Isabel Moreira não tem nem uma coisa nem outra. A Isabel Moreira é doente mental.

O Tiago Freitas e a generalização da culpa

O senhor Tiago Freitas escreveu isto no intróito de um seu texto:

“Durante anos vivemos sob o que muitos apelidaram de “opressão woke”. Seguiu-se uma reacção que começou por ser higiénica, mas que rapidamente resvalou para um contrawokismo excessivo, por vezes boçal. O resultado? Um barómetro reputacional completamente desalinhado, onde o que é “bom” ou “aceitável” varia consoante o campo ideológico. Ainda assim, há sinais que atravessam essas trincheiras.”

Vamos tentar “descodificar” (laborar em um pequeno exercício de hermenêutica freudiana) este pequeno trecho do senhor Freitas — por exemplo, o que significa «um barómetro reputacional completamente desalinhado, onde o que é “bom” ou “aceitável” varia consoante o campo ideológico».

Repare-se como o Freitas atribui a responsabilidade do “desalinhamento do barómetro” ideológico igualmente aos “wokistas” e aos “contrawokistas” — o senhor Tiago Freitas gosta de estar em cima do muro; ou, como dizia Ivone Silva: “com um vestido preto, não me comprometo”. O senhor Freitas faz o possível por não se comprometer, como bom comissário político do Totalitarismo de Veludo que é. douglas murray-marxismo cultural web

O senhor Freitas tira partido da alienação do público em geral, quando dá a entender aos seus leitores que o Wokismo é uma coisa que caiu do céu, sem qualquer nexo causal ideológico e histórico, e que os contrawokistas são uma espécie de toscos intelectuais que também e igualmente contribuem para o “desalinhamento do barómetro reputacional” e ideológico.

“Wokistas” e “contrawokistas” são (implicitamente e segundo o senhor Freitas) igualmente culpados pelas guerras culturais e pelos desalinhamentos ideológicos e axiológicos.

Para o senhor Freitas, o Wokismo não tem nada a ver com Lukacs; e sobretudo não tem nada a ver com o italiano Gramsci. O Wokismo caiu do céu, foi (implicitamente) uma invenção da Mariana Mortágua ou das universidades americanas. Para o senhor Freitas — na esteira da opinião “objectiva” do José Pacheco Pereira —, dizer que o Wokismo tem alguma coisa a ver com a Escola de Frankfurt (por exemplo, Marcuse e a sua “tolerância repressiva”; ou Theodore Adorno) é uma flagrante Teoria da Conspiração.

Para o senhor Freitas, assim como para o “intelectualíssimo” José Pacheco Pereira, a Utopia Negativa não existiu: é uma invenção dos “fassistas”.

Mas o Freitas iria mais longe: afirmar que os pós-modernistas, aka desconstrutivistas, ou pós-estruturalistas (por exemplo, Jean-François Lyotard, Deleuze, Foucault, Derrida, etc.) têm alguma coisa a ver com o Wokismo, só pode vir da cabeça de um maluco (como eu). Por isso, eu sou tão culpado pelo “desalinhamento do barómetro” ideológico quanto o é a Mariana Mortágua. Somos todos culpados.

A generalização da culpa só pode servir para a trivializar: podemos sentir-nos exonerados de culpa se não somos mais responsáveis do que os outros. É isto que o comissário Freitas pretende: generalizar a culpa.

Entre a Cristina Ferreira e a Isabel Moreira, venha o diabo e escolha

Aconteceu recentemente um confronto político e ideológico entre o liberalismo levado às suas últimas consequências (Cristina Ferreira), por um lado, e por outro lado o cientificismo de Esquerda (Maria João Faustino, Isabel Moreira, etc.).

cristina ferreira web

No liberalismo (representado aqui por Cristina Ferreira), o negócio está em primeiro lugar; o negócio é o mais importante, e independentemente das consequências sociais, culturais e éticas.

O liberal dá valor ao Estado de Direito porque este promove a liberdade de mercado — em contraponto à posição do cidadão conservador que dá valor à liberdade de mercado porque esta promove o Estado de Direito.

O que me separa da Cristina Ferreira é que eu gosto da liberdade de mercado porque promove o Estado de Direito — ao passo que a Cristina Ferreira inverte as premissas da equação: para ela, a liberdade de mercado é um fim em si mesmo, e não apenas um meio. Para a Cristina Ferreira, a liberdade de mercado é mais importante do que o Estado de Direito.

Porém, o grupo de pessoas que se opõe à Cristina Ferreira nesta carta aberta (Maria João Faustino, Isabel Moreira, Francisco Louçã, Marta Crawford, entre outros) não é composto de cidadãos conservadores que prezam a liberdade e o Estado de Direito, mas antes é composto por agentes políticos de Esquerda para-totalitária (passo a redundância) que manipulam a ciência no sentido de impôr coercivamente a sua agenda política e ideológica.

Imaginem, por absurdo, que um grupo de pessoas ligadas à ala radical do Partido Socialista, e ao Bloco de Esquerda, afirma o seguinte:

“A ciência demonstra-nos que os “fassistas” têm que ser mortos”.

E, recorde-se que, em nome da pseudo-ciência já se promoveram os maiores massacres de seres humanos que a História já registou.

É neste sentido que os radicais signatários da referida carta aberta invocam a necessidade de recurso a “especialistas devidamente qualificados” — como se a ciência pudesse formatar a ética, por um lado, e moldar as relações entre os seres humanos, por outro lado: eles representam a morte da ética em nome da imposição da pseudo-ciência como modelo de formação política e ideológica para-totalitária.

Aquilo que é eticamente auto-evidente para um cidadão conservador, passou a ser necessariamente passível de “prova científica” arbitrária, para um radical de Esquerda. A ética foi, alegadamente e para estes radicais, substituída pela ciência (como se isto fosse possível).

A ideia de “responsabilidade moral” (ética) reside na experiência subjectiva, enquanto que a ciência só concebe acções determinadas pelas leis da natureza, e não concebe autonomia, nem sujeito, nem consciência e nem responsabilidade. A noção de “responsabilidade” é não-científica. A ética e a moral pertencem ao domínio da metafísica que se caracteriza pela falta de “bases objectivas”.

Na sua ânsia de combater a fundamentação ética herdada de milénios de cultura europeia (desde Sócrates a Nicolau Hartmann, passando por Santo Agostinho e S. Tomás de Aquino), os radicais de Esquerda do Partido Socialista, do Bloco de Esquerda e do LIVRE pretendem substituir essa fundamentação ética (que se baseia na Natureza Humana) por leis arbitrárias ditas “científicas” que corroborem a necessidade de restrição drástica da liberdade política.

Para que haja ciência é necessário postular a insignificância do universo e da natureza do ser humano — porque a neutralidade axiológica não é uma conclusão científica, mas antes é um postulado metodológico de quem faz ciência.

E é exactamente isto que os radicais de Esquerda pretendem: a manipulação da ciência (cientificismo) como meio de erradicação (na equação da Cultura e na organização social) do conceito de Natureza Humana.