O antipatriotismo progressista

Temos aqui um texto de Carlos Bobone que aborda a questão do Patriotismo, na linha de pensamento de Fernando Pessoa. Aconselho a leitura.

Ora, sabemos que Fernando Pessoa foi (e é) odiado por uma certa Direita corporativista, mas hoje também é odiado — mais ou menos dissimuladamente — pela Esquerda radical (Bloco de Esquerda, Partido Comunista, LIVRE, e ala Esquerda radical do Partido Socialista).

Pobre Fernando, leva pancada de todo o lado…

O antipatriotismo dos “progressistas” actuais é directamente promovido, na cultura, pelo núcleo duro que conduz a política da União Europeia.

Porém, é perfeitamente possível construir uma União Europeia sólida sem colocar em causa os patriotismos dos países da união — de forma semelhante, os clubismos no futebol não impedem o apoio à selecção nacional de futebol. Dizer que o “clubismo é inimigo da selecção nacional” é próprio de uma estupidez que confunde planos de categorização da realidade.

“O patriotismo, vimos nós e demonstrámos, é a base do instinto social — é, mesmo, o único instinto social verdadeiro; não é, de resto, mais que um egoísmo colectivo, ou, melhor, a forma colectiva do egoísmo, base de toda a vida psíquica”.

→ Fernando Pessoa (“Obras em Prosa”, “Do sufrágio político e da opinião pública”)


«A primeira verdade da sociologia (…) é que a humanidade não existe. Existe, sim, a espécie humana, mas num sentido somente zoológico: há a espécie humana como há a espécie canina. Fora disso, a expressão “humanidade” pode ter somente um sentido religioso ― o de sermos todos irmãos em Deus, ou em Cristo.

(…)

Na realidade social há só dois entes reais ― o indivíduo, porque é deveras vivo, e a nação, porque é a única maneira como esses entes vivos, chamados indivíduos, se podem agrupar socialmente de um modo estável e fecundo. A base mental do indivíduo (…) é o egoísmo (…). Esse egoísmo é o da Pátria, em que nos reintegramos em nós através dos outros, fortes do que não somos. »

→ Fernando Pessoa (“Obras em Prosa”, “Sobre Portugal”, III Volume, Edição do Círculo dos Leitores, 1987, página 316).

A Esquerda e o Efeito Dunning-Kruger

Um tal David Pontes escreveu o seguinte no pasquim Púbico:

“Sem os novos habitantes, o envelhecimento demográfico seria ainda mais acentuado e muitos trabalhos essenciais não teriam mão-de-obra disponível.”

O comunista Daniel Oliveira escreveu o seguinte no semanário Espesso:

“Foi a economia, mais do que a lei, que determinou as oscilações migratórias. Mesmo assim, envelhecemos e a população activa só cresceu graças aos imigrantes. A questão não é se 14% é demais. É o que seríamos sem eles. Pressionam serviços públicos porque os preparámos para o deserto demográfico. Recebemos imigração pouco qualificada e desintegrada porque é isso que o modelo económico extractivista e com pouco valor acrescentado absorve. A questão não é quem entra. É mudar o que o país oferece. A eles e a nós”.

Tanto o David Pontes como o Daniel Oliveira são exemplos chapados do chamado Efeito Dunning-Kruger que, basicamente, é a transposição do conceito de Sócrates (o grego) da frase “só sei que nada sei”, e da eliminação das certezas.

O indivíduo inteligente tem dúvidas: os estúpidos da Esquerda só têm certezas — incluindo as certezas acerca do futuro. Faz parte da mente revolucionária (a certeza do futuro).

Com o advento da Inteligência Artificial, o David Pontes irá em breve fazer de conta que não escreveu aquilo.

A certeza do futuro que ele tem hoje irá ser colocada em causa pelos factos oriundos da Realidade. A ideia segundo a qual teremos que duplicar a população para manter uma performance na economia é já contraditada pela realidade imposta pela Inteligência Artificial. Muito provavelmente, o David Pontes está errado.

Já o Daniel Oliveira, como bom marxista, reduz a Realidade inteira à economia — para além de também ignorar os ventos da mudança que a Inteligência Artificial nos traz.

Segundo os especialistas, virá um tempo em que a mão-de-obra operária e agrícola será essencial para sobrevivência da população portuguesa autóctone. E de nada nos valerá ter, por exemplo, 20 milhões de habitantes em Portugal — a não ser que a nova Esquerda radical continue a alimentar a utopia da revolução dirigida pelo Lumpemproletariado enquanto nova classe revolucionária.

As opiniões do David Pontes e do Daniel Oliveira nada têm de científicas ou lógicas.

São ditadas por ideologia. A falta de conhecimento leva-os a tirar conclusões erradas baseando-se na ideologia enquanto Ersatz da Razão, e impede-os de ver que estão errados. Eles têm certezas. E nós temos que levar com elas.

Odeio socialistas. Não me esqueço.

Nos anos do COVID-19, eu fui detido pela polícia quando estava a andar na praia, e levado para a esquadra onde permaneci algumas horas, alegadamente para “identificação”; ou seja, uma loooonga identificação.

Fui chamado, pelos socialistas e em tudo o que era me®dia, de “negacionista”, “grunho”, apenas por me recusar a meter nas minhas veias um produto que — comprovadamente — altera a estrutura do mRNA, por um lado, e que, por outro lado, era uma “vacina” que não evitava a doença que pretendia vacinar.

Nas viagens que fiz, naquela época, fui proibido de entrar em restaurantes porque não estava “vacinado”. Ou seja, passei fome durante as viagens.

Naquela mesma época, os socialistas deixaram entrar no país dezenas de milhar de imigrantes que não estavam “vacinados”, e nem foram posteriormente “vacinados”.

A exigência socialista da “vacina” do COVID-19 só de aplicou ao “grunho português”: o monhé socialista, grande filho-de-puta António Costa autorizou os “imigras” do Paquistão e da Índia a entrar em Portugal sem tomar previamente a “vacina”. Mas eu não podia entrar em restaurantes.

Odeio socialistas. Tenho-lhes “um pó” que vocês não fazem ideia.

A Equipa de Demolição da Civilização (1)

Somos uma sociedade em que os “intelectuais” (Susana Peralta, Joana Marques Brás & Comandita) são pagos a peso de ouro para defender publicamente (nos me®dia) a ideia de que a nossa civilização e sociedade não devem existir.

Ontem passei, por acaso, pela RTP no programa “Estado da Arte”, um programa de debate mediado pela jornalista Alberta M. Fernandes, e que tem (semanalmente) a presença, no comentário, de Susana Peralta (51 anos, claramente conotada com o Bloco de Esquerda ou com o LIVRE) Joana Marques Brás (24 anos, actriz, também da Esquerda “progressista”), Henrique P. Mesquita (28 anos, funcionário da Porto Editora), e Rodrigo Moita Deus (48 anos, o mais ajuizado do grupo, mas, ainda assim, “liberal”).

Mal sintonizei o programa e vi o Rodrigo Moita Deus a queixar-se de que a Joana Marques Brás lhe tinha (implicitamente) chamado de “racista” por razão (d’aquele) ter criticado as políticas de imigração em massa protagonizadas pela Geringonça.

E, mais uma vez, concluí ser impossível ter qualquer tipo de diálogo com os ditos “progressistas”: se discordamos deles, somos imediatamente chamados de xenófobos, homófobos, transfóbos, misóginos, sexistas, machistas, rassistas, fassistas, escrotos patriarcais, supremacistas branquelas, pais de família, marialvas, negacionistas, chalupas, grunhos, preconceituosos e reaccionários.


A Susana Peralta e a Joana Brás fazem parte daquilo a que podemos chamar de “Equipa de Demolição da Civilização” — assim como o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda, o LIVRE, a ala Esquerda radical do Partido Socialista representada por Isabel Moreira, e até alguns elementos notórios do PSD como por exemplo o José Pacheco Pereira.

Aquilo a que chamamos de “civilização” é composto por vários pilares, por exemplo:

1/ Lei e Ordem,

2/ Fronteiras Nacionais,

3/ Meritocracia,

4/ Igualdade na Justiça,

5/ protecção das crianças e adolescentes,

6/ industrialização,

7/ liberdade de expressão,

8/ protecção da vida humana e fé no futuro de uma sociedade livre.

Todos estes pilares da civilização estão a ser ameaçados pela Equipa de Demolição da Civilização.

Até meados da década de 1970, a ameaça da Equipa de Demolição contra a civilização era frontal, inequívoca, violenta muitas vezes. Com o esboroamento da URSS em finais da década de 1980, a Equipa de Demolição da Civilização passou a actuar pelos flancos, de forma dissimulada, sub-reptícia, hipócrita muitas vezes.

Pretendem demolir a civilização para a substituir por um sistema utópico construído através de uma fé metastática (a crença de que é possível mudar a natureza fundamental da Realidade e da Natureza Humana).

A crítica da Equipa de Demolição da Civilização não é a de que a nossa civilização funciona mal, mas é que a civilização funciona normalmente.

Ora, é este “normal” do funcionamento  da civilização que terá que ser (alegadamente) “arrebentado” pela Equipa de Demolição para que possa surgir daí um paraíso na Terra. É uma espécie de “destruição criativa” Schumpeteriana mas à maneira da Esquerda neomarxista.

Os pseudo-intelectuais “progressistas”, os “intelectuais” anti-civilização do tipo Susana Peralta ou Joana Brás, dizem que “amam a humanidade”, mas de facto odeiam o ser humano (odeiam a Natureza Humana).

Vêem a Lei e Ordem, as Fronteiras Nacionais, e a Meritocracia como estratégias criminosas de opressão.

Vêem a expressão da Realidade e dos factos, não como prova contra os seus projectos radicais, mas antes como prova de que os seus projectos radicais não têm sido suficientemente radicais, e que é necessário radicalizar ainda mais.

Somos uma sociedade em que os “intelectuais” (Susana Peralta, Joana Marques Brás & Comandita) são pagos a peso de ouro para defender publicamente (nos me®dia) a ideia de que a nossa civilização não deve existir. Isto vai ter que acabar. É tempo de os “progressistas” irem cavar batatas.

Um carro eléctrico é um IPAD com rodas

O meu filho comprou um Toyota Yaris “híbrido”. “Híbrido” significa que não é carne nem é peixe; é assim “uma coisa a modos” que uma quimera… porém, por ser da Toyota, o meu parecer foi neutro, ou seja, não fui contra a escolha. A Toyota é como Brandy Constantino: tem uma fama que vem de longe…

Além disso, o motor a gasolina deste carro (Toyota Yaris “híbrido”) tem 1.500 Centímetros Cúbicos (ou 1,5 litros), embora apenas com 3 cilindros em linha. O novo Toyota Yaris “híbrido”, que irá ser comercializado ainda este ano em Portugal, também um motor a gasolina com 1.500 Centímetros Cúbicos, mas com 4 cilindros.

Portanto, eu não considero este “híbrido” da Toyota como sendo um carro eléctrico: é um carro com motor a combustão a gasolina com 1.500 Centímetros Cúbicos, embora com assistência eléctrica.

Carro eléctrico é outra coisa. É um IPAD com rodas.

ipad com rodasNão consigo entender as pessoas que compram carros eléctricos. Essas pessoas estão fora da minha capacidade de compreensão. Eu devo ser muito burro, porque não as compreendo. Não sei como é possível uma pessoa gastar um balúrdio de dinheiro na compra de um carro novo apenas para seguir a moda. O carro eléctrico está na moda… e vai daí, pumba! lá vão 40 mil Euros pela janela fora…!

O novo IPAD com rodas da BMW tem assentos aquecidos, mas tens que pagar 18 Euros por mês para desfrutar do aquecimento do teu traseiro. Se te esqueces de pagar os 18 Euros mensais, a BMW corta-te remotamente o aquecimento dos assentos através do IPAD instalado na viatura.

Nos novos modelos dos IPAD com rodas da Tesla, quase tudo o que consta do ecrã do IPAD terá um custo mensal. Ou seja, compras um IPAD com rodas à laia de automóvel, pagas e não bufas, mas o carro não é teu: continuas a pagar mensalmente pelo software e pela utilização das comodidades. O IPAD com rodas tem cerca de 1 milhão de linhas de código (software) que servem para perpetuar o controlo do fabricante sobre um produto que já pagaste com língua de palmo…

Os novos IPAD com rodas significam o fim dos mecânicos de bairro, aqueles que nos resolvem pequenos problemas. Qualquer problema com os IPAD com rodas, e terás que te dirigir obrigatoriamente a um concessionário que te cobrará “couro e cabelo” (isto é uma metonímia) pela manipulação de algumas linhas de código de software sob autorização do fabricante. Nos diagnósticos e reparações, acabou a concorrência. Deixamos de procurar o melhor mecânico e o mais barato: é a marca que nos obriga a pagar e a “chorar baba e ranho” (outra metonímia).

E depois, com o advento dos novos IPAD com rodas, temos o “Kill Switch”. Por exemplo, se excederes o máximo de velocidade permitido, pimba!, desligam-te o IPAD remotamente. Ficas parado na estrada à espera do reboque.

Compraste um IPAD com rodas, convencido que era teu, mas a verdade é que não é tua propriedade.

E não tens um mercado automóvel de segunda mão que valha a pena… os IPAD, findas as baterias, deitam-se fora — porque a substituição da bateria do IPAD custa quase tanto como o IPAD novo.

Pagaste um balúrdio por um aluguer vitalício de um bem que te pode ser retirado a qualquer momento. E os políticos de Esquerda (por exemplo, o Carlos Moedas) estão caladinhos que nem ratos, à espera que o modelo político chinês das “cidades 15 minutos” se instale definitivamente…

As elites ocidentais irão ter que assassinar em massa

A missão política das elites europeias já é a de eliminar progressivamente a população autóctone, de inicio de uma forma incipiente e dissimulada, e mais tarde de forma massiva, dando razão ao prognóstico de Enoch Powell feito através do seu discurso “Rivers Of Blood”, proferido em 1968 em Birmingham.

O caminho a seguir, segundo as elites ocidentais, é um neofascismo de tipo chinês, em que as empresas privadas são estritamente controladas por um Estado que as tolera, e que promove socialmente uma classe de bilionários caninamente obedientes a esse mesmo Estado.

Para a plutocracia globalista, é necessário eliminar uma população autóctone culturalmente influenciada por aquilo a que Schumpeter chamou de “Democracia Procedimental” — in “História da Análise Económica”, 1954: a democracia que funciona como método político.

Ora, as elites aliadas (a “ruling class”) pretendem alterar / erradicar o método político actual, e para isso é necessário alterar radicalmente a cultura política da população autóctone.

É preciso reinstalar o Absolutismo da Razão de Estado, e para isso é necessário proteger uma população invasora que tenha como cultura de origem a aceitação do princípio totalitário de Estado, ou que seja mais maleável à aculturação de um qualquer tipo de totalitarismo.

Para as elites oraculinas ocidentais, a democracia — enquanto método político — passou a ser a inimiga do progresso e do futuro.

A influência do Iluminismo na cultura política passou a ser considerada perniciosa, e pretende-se agora recuperar e engrandecer os valores políticos que o Iluminismo colocou em causa.

Quando nos questionamos, por exemplo, acerca da razão por que o falecido Pinto Balsemão (e o seu filho, agora), que foi o representante do Grupo de Bilderberg em Portugal, sempre promoveu a Esquerda mais radical (por exemplo, Francisco Louçã ou Daniel Oliveira) no seu (dele) canal de televisão (“SIC”). Ou qual é a relação entre o Grupo de Bilderberg e a Esquerda radical? Qual é a relação entre o bilionário George Soros e os esquerdistas mais psicóticos e auto-contraditórios da actualidade, como por exemplo o partido neomarxista LIVRE?

A erradicação da cultura política superveniente ao Iluminismo é essencial para a agenda política das actuais elites ocidentais — que incluem os dois partidos americanos que apenas defendem metodologias diferentes para atingir o mesmo objectivo: a restauração do Estado Absoluto.

A China “comunista” (que contém em si mesma os maiores capitalistas do mundo inteiro) é apontada como exemplo do caminho a seguir. O caminho a seguir, segundo as elites ocidentais, é um neofascismo de tipo chinês, em que as empresas privadas são estritamente controladas por um Estado que as tolera, e que promove socialmente uma classe de bilionários caninamente obedientes a esse mesmo Estado.

bill gates socialismo  web

Quando Bill Gates se refere à urgência do “socialismo”, refere-se à urgência da imposição do sistema político chinês.

O que as elites políticas pretendem para o Ocidente (Europa + América Latina + Estados Unidos) é a imposição coerciva de uma espécie de regime fascista chinês.

A construção de um novo fascismo global e globalista, começou, em primeiro lugar, nas décadas de 1970 e 80 com a reciclagem das teorias de Karl Marx contra o capitalismo, reciclagem promovida pelas elites globalistas através dos me®dia controlados pela Esquerda.

Salvo raras excepções, os me®dia globalistas não se referiram às criticas da Teoria da História de Marx, feitas por exemplo, por Maitland, Max Weber ou Sombart; não se referiram às críticas feitas à teoria do valor de trabalho de Karl Marx, por exemplo, por Böhm-Bawerk, von Mises, entre outros; não se referiram às críticas das teorias marxistas da “falsa consciência”, da “alienação”, e da “luta de classes”, feitas por exemplo por Karl Popper, Sombart, Mallock, Hayek ou Aron Raymond.

A atitude dos me®dia esquerdistas controlados pela elite globalista, foi sempre a da promoção de uma moral assimétrica (baseada no conceito de tolerância repressiva de Marcuse) que atribui à Esquerda o monopólio da virtude moral, e que usa o conceito de “direita” como um termo sinónimo de “abuso”, a que juntou uma assimetria lógica que impõe que o ónus da prova (que , neste caso, é considerado como sendo eterno) deve ser sempre atribuído à Direita.

Este maniqueísmo político foi imposto na cultura ocidental pelas elites, nomeadamente através dos me®dia propriedade dos globalistas mas controlados pela Esquerda radical — as mesmas elites de bilionários que hoje criticam as políticas de Ronald Reagan e Margaret Thatcher e dizem que o regime político ideal é o neofascismo chinês.

Porém, a agenda da aliança entre a plutocracia globalista e os neomarxistas internacionalistas está a criar monstros políticos.

A eliminação da classe média a Ocidente, imposta pelos mais ricos do mundo com a clara anuência da Esquerda neomarxista, é propositada, e tem como objectivo a imposição coerciva de um Estado Absoluto. Os oráculos dos deuses de Wall Street ou da City de Londres mostram uma clara tendência para se gerar exactamente o oposto da previsão adivinhatória e da certeza revolucionária do futuro.

Portugal deve começar a pensar em programar a saída da União Europeia

Políticos franceses e alemães, alguns de nomeada e ligados aos partidos tradicionais do “sistema”, defendem agora que o poder de decisão dentro da União Europeia (comissão + conselho) deve ser restrito a apenas seis países: França, Alemanha, Holanda, Itália, Espanha e Polónia.

Ou seja: seis países passam a mandar na Europa, e o resto obedece sem “piar”.

Isto significa, desde logo, que a actual responsável da União Europeia para os negócios estrangeiros, a estoniana Kaja Kallas, será demitida e o seu cargo extinto, para ser substituído por um novo cargo e por um qualquer ministro francês ou alemão; e significa também que os outros países da União Europeia não serão consultados — pelos menos, oficialmente — acerca das decisões que se tomam na União Europeia.

Ora, uma nação sem dignidade é um pasto de bovinos.

A nova política europeia que se desenha retira a dignidade aos países pequenos da União Europeia.

Nos Estados Unidos, por exemplo, todos os estados federais têm a mesma e igual dignidade na sua representação no Senado (que é uma espécie de Conselho de Ministros, na União Europeia). Ora, é esta igual dignidade de representação que o novo leviatão dos poderosos da Europa pretende retirar aos países pequenos da União Europeia.

Em princípio, Portugal pode sair da União Europeia sem sair do tratado de Schengen — como acontece, por exemplo, com a Suíça, que não faz parte da União Europeia mas assinou o tratado de Schengen —, a não ser que o actual poder na União Europeia aja de má-fé em relação a Portugal (o que é sempre uma possibilidade).

É claro que, para a retirada de Portugal da União Europeia, não podemos contar com o Partido Socialista e com o Partido Social Democrata; teremos que tentar convencer o CHEGA acerca da importância da dignidade multissecular da Nação Portuguesa.

Se for para sermos humilhados, então que se f*da a União Europeia.

Isabel Moreira e o recurso aos “técnicos” ideológicos para manipular a ciência

Quando a ciência actual recusa a categorização empírica da realidade observável, já não é ciência: em vez disso, é pura ideologia política.

“O parecer da Ordem dos Médicos, citado pela deputada, aponta falhas nos projectos de lei apresentados. O documento alerta para uma confusão entre diferentes conceitos médicos e jurídicos.

Segundo o parecer, “algumas propostas legislativas assentam em imprecisões conceptuais relativas à distinção entre identidade de género, incongruência de género e disforia de género, bem como numa compreensão simplificada da complexidade do sexo biológico, que não reflecte o conhecimento médico actual”.

Isabel Moreira usa parecer da Ordem dos Médicos para criticar projectos sobre identidade de género

Por absurdo, a Ordem dos Médicos poderia dizer o seguinte:

“O ser humano não é um animal bípede, reflectindo o conhecimento médico actual”.

Porém, a verdade é que todos nós verificamos que a esmagadora maioria dos seres humanos são bípedes a partir do segundo ano de vida — com excepção dos humanos com síndroma de Uner Tan.

Ou seja, a ciência propriamente dita diz que os seres humanos podem ser categorizados naqueles que têm o síndroma de Uner Tan, e por isso são quadrúpedes, por um lado, e os que não têm a síndroma de Uner Tan e por isso são bípedes, por outro lado.

No exemplo que dei, o que a Ordem dos Médicos poderia dizer é o seguinte (isto é uma metáfora):

“Há pessoas com o síndroma de Uner Tan, e por isso não podemos dizer que os seres humanos são bípedes”.

É a recusa do juízo universal. É o nominalismo (recusa da categorização) levado ao absurdo por motivação puramente ideológica, embora com a chancela de “ciência”.

Ademais, a Ordem dos Médicos não define “identidade de género”. A Wikipédia define assim “identidade de género”:

“A identidade de género é o sentido pessoal que cada um tem do seu próprio género”.

Esta “definição” é tautológica. Seria como eu definisse a “cor branca” da seguinte forma:

“A cor branca é clara.”

ou definisse a luz:

“A luz é o movimento luminoso dos corpos luminosos”.

— isto é pura tautologia.

É por demais evidente que a ciência, por sua própria natureza, não se ocupa do sujeito, ou seja, do indivíduo como ser humano. Só podemos fundamentar a noção de “sujeito” em uma forma tautológica, ou seja, baseando-a na experiência subjectiva.

O conhecimento científico concebe acções determinadas e determinísticas; não concebe a autonomia, o sujeito, tão pouco a consciência e a responsabilidade. Esta última é não-senso e não-científica. As noções de autonomia, sujeito, consciência e responsabilidade, pertencem à ética e à metafísicae não à ciência positiva.

A Ordem dos Médicos deveria ter só um pouquinho de vergonha — já que a Isabel Moreira nunca terá vergonha na cara.

Os patrões adoptam a linguagem da extrema-esquerda

migrante web

O patronato “liberal” adopta a linguagem da Esquerda mais radical. Por exemplo, o uso do adjectivo “migrante”, em lugar de “imigrante”, por parte do patrão Francisco Calheiros.

Há várias razões para a substituição de “imigrante” por “migrante”.

Desde logo porque o adjectivo “migrante” pressupõe uma deslocação de um território para outro mas com carácter provisório: os migrantes, em princípio, não se fixam definitivamente no território de arribação. Neste sentido, o substantivo “migração” é sinónimo de “transumância” — que também se aplica aos animais: por exemplo, às aves de arribação, ou à migração de aves.

Por outro lado, o adjectivo “migrante” não significa necessariamente a deslocação de um país para outro: pode significar a deslocação de uma região para outra região dentro de um mesmo país — ao passo que “imigrante” tem uma conotação internacional: o imigrante/emigrante passa sempre fronteiras nacionais.

Por exemplo, uma pessoa que tenha vivido em Lisboa e vá viver para o Porto, é um “migrante” — e não um “imigrante”: um imigrante e/ou um emigrante passam sempre fronteiras nacionais.

Portanto, o patronato e a extrema-esquerda estão de acordo em suavizar o impacto brutal do fenómeno da imigração na cultura antropológica e na coesão social portuguesas através da substituição de conceitos que possam colocar em risco as suas estratégias políticas “liberais” e antipatriotas.

Ainda irei ver o Francisco Calheiros como deputado do LIVRE, e a Cláudia Azevedo como coordenadora do Bloco de Esquerda.