Um singelo soneto dedicado ao professor Eugénio Lisboa

No seguimento deste poema do distinto professor Eugénio Lisboa, ocorreu-me escrever um singelo soneto, como segue:


O doutor Eugénio, de seu nome,
que d’ economia sabe tudo,
acha que um qualquer velho sortudo
não adoece, e morre de fome.

“¿Entre trabalhar e a sezão,
entre a vida boa e o ataúde?!
Que trabalhem os ricos com saúde!”

— diz o douto senhor… ¿pois, então?!

A longeva e loquaz senhoria,
do alto da cátedra, ensina:
“Deixem o povo dormir de dia,

que dormir de noite é indolência”.
E é assim que a nossa gente fina
nos ensina as regras da decência.

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