A “formação de massa” covideira é diabolicamente para-totalitária

Hannah Arendt explicou bem a diferença entre “ditadura” (por exemplo, a de Salazar), por um lado, e “totalitarismo” (por exemplo, o comunismo e/ou o nazismo), por outro lado.

Em 2010, escrevi o seguinte:

“Na radical atomização da sociedade que é apanágio dos totalitarismos, não existe o “deserto político” das ditaduras vulgares (como a de Salazar ou de Franco em Espanha), nas quais ficava claro que os interesses e mundividência do tirano se opõem, e se impõem pela força, aos interesses e mundividências de uma maioria;

no totalitarismo, existe, em vez disso, uma ilusão de liberdade, dando a ideia generalizada de que a vida cultural e política não tem origem em uma força coerciva imposta pelas elites, mas antes que surge da espontaneidade social radicalmente atomizada.

O totalitarismo convence as pessoas de que não vivem em um sistema totalitário.”


O cidadão comum da Alemanha nazi (ou da ex-URSS, no início da revolução) tinha a sensação de viver em liberdade; o regime totalitário convenceu-o de que ele era “livre”, por um lado, e por outro lado ele tinha a sensação de que as decisões políticas do regime nazi tinham claramente como objectivo o “bem colectivo”.

Esta ilusão de liberdade, própria dos regimes totalitários (e não das “ditaduras”, propriamente ditas), é paradoxal.

O processo começa, em primeiro lugar, com uma ideologia; e depois, com a imposição, na cultura antropológica — através dos me®dia — de uma narrativa política que se caracteriza por uma determinada interpretação delirante da realidade.

Chamamos a este processo de estruturação primordial do totalitarismo de “formação de massa1 .

TOTALITARISMO-VOEGELIN

Qualquer tipo de “formação de massa” tem como origem a inculturação de um determinado medo do futuro, ou mesmo de aterrorização das massas através da propaganda dos me®dia. Na Alemanha nazi, o papel do ministro da propaganda (Joseph Goebbels), por intermédio dos me®dia, foi de crucial importância na afirmação totalitária do movimento político nazi.

Através da disseminação social do medo (mais ou menos difuso), a ideologia encontra invariavelmente o seu objecto de repúdio, o seu bode expiatório ou inimigo social (o objecto do medo). Mediante a descoberta desse bode expiatório (por exemplo, os judeus na Alemanha nazi), então o medo desaparece, e o cidadão sujeito à “formação de massa” tem agora uma resposta para o seu medo que lhe transmite um novo sentido de solidariedade social: a culpa (dos males da sociedade) é dos judeus, ou dos não-vacinados.

Em um regime totalitário (com a “formação de massa”), à medida em que as vozes dissidentes são eliminadas ou se calam voluntariamente, as massas começam a cometer atrocidades em nome da “solidariedade” e do “bem colectivo”. Em nome do “bom interesse colectivo”, surge o epíteto ideológico de “negacionista” propalado pelos me®dia criminosos.

Com a “formação de massa”, vai paulatinamente desaparecendo a racionalidade e o espírito crítico (a irracionalidade volta a estar na moda) em circulação na sociedade.

Este fenómeno de rarefacção da racionalidade explica o facto, por exemplo, de o “intelectual” José Pacheco Pereira defender publicamente a segregação social dos não-vacinados — mesmo sabendo que a vacinação não impede a infecção e transmissão do vírus! O rei francês Luís IX (por exemplo), visitava os leprosos nos seus leitos de morte, não temendo a infecção e dando um sinal claro de fomento de uma civilização; em oposição a Luís IX, o José Pacheco Pereira defende a barbárie.

A irracionalização da sociedade, conseguida por intermédio de uma difusão agressiva, sistemática e me®diática do medo, torna as pessoas intolerantes em relação aos “relapsos da ideologia” vigente: a dissidência ideológica deixa de ser permitida pela “formação de massa”.

E as elites, buscando um Poder absoluto, não se podem permitir que os indivíduos que compõem a “formação de massa” acordem da hipnose colectiva em que se encontram — porque se o povo acordar, poderá constatar as perdas imensas que a ideologia das elites causou na sociedade. Através do estudo da História, verificamos que os organizadores de uma qualquer “formação de massa” são invariavelmente eliminados fisicamente pelo povo que acorda do torpor hipnótico causado pela respectiva ideologia.


Notas
1. Conforme definido pelo psicólogo francês Matthias Desmet. Aqui, o conceito de “massa” deriva do conceito de “homem-massa”, de Ortega y Gasset.

O que a Polícia Judiciária encontrou no estádio do FC Porto é muito anormal

slb2Durante as buscas mandatadas pelo juiz lisboeiro que nasceu nas Beiras (outro parolo que emigrou para Lisboa), a Polícia Judiciária encontrou documentação histórica considerada anormal na tradição portuguesa, a ver:

  • 2 taças dos Campeões Europeus
  • 2 taças da Liga Europa
  • 1 Supertaça Europeia
  • 2 Taças Intercontinentais

Perante estes factos, a Polícia Judiciária teve que recorrer à Interpol para conseguir interpretar os referidos achados, e espera que o juiz lisboeiro que nasceu nas Beiras dê ordem de arresto aos objectos encontrados.

Kyle Rittenhouse foi absolvido

Eu fui expulso do Twitter porque coloquei uma mensagem a defender a inocência de Kyle Rittenhouse em função de um vídeo que tinha visto, e ao abrigo da lei americana que permite o porte-de-arma e a legítima defesa.

Kyle Rittenhouse foi absolvido pela Justiça americana de qualquer crime, mas eu fui definitivamente banido do Twitter.

kyle rittenhouse web

Para o pasquim Jornal de Notícias, o partido CHEGA não existe

“A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira a proposta de lei do Governo que regula o recurso a videovigilância pelas forças de seguranças, que inclui, entre outras medidas, o uso por polícias de câmaras na farda.

O diploma foi aprovado com os votos contra de BE, PCP, PEV, IL, da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira e de quatro deputados do PS: Cláudia Santos, Carla Sousa, Hugo Oliveira e Isabel Moreira. Os restantes deputados socialistas, PSD, CDS-PP, PAN e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues votaram a favor.”

Parlamento aprova uso de “bodycams” pela polícia

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A marca de automóveis VOLVO é “fassista”

“Um estudo elaborado pela Volvo aponta que o processo de produção de um novo automóvel 100% eléctrico gera mais 70% de emissões de gases com efeito de estufa do que um modelo convencional equipado com motor térmico.”

Eléctricos geram mais emissões do que os automóveis a combustão

puta que pariu os electricos web

Ora, só uma marca de automóveis fassista é que faria estudos científicos que chegassem à conclusão de que o carro eléctrico é mais poluente do que o carro a diesel.

Nem sempre a ciência é boa: quando a ciência contraria as nossas crenças aquecimentistas, então a ciência é uma merda.

Mas, mais grave ainda, é um estudo científico que demonstra que se os automóveis da Europa fossem todos eléctricos, o planeta Terra estaria todo esburacado por causa da procura do lítio para as baterias — e nem sequer haveria os diversos minerais suficientes e necessários para satisfazer a procura de baterias.

Portanto, a solução que as elites políticas oferecem ao povo é a de os ricos andarem electricamente bem montados, e os pobres andarem a pedalar bicicletas. Adoptamos, na Europa, o modo de via na China da década de 1950.

Enquanto isto, o Moreira da Selminho no Porto, e os xuxalistas em Lisboa, constroem vias para as trotinetas eléctricas dos meninos pobres mas progressistas, e instalam fichas eléctricas na via pública para os popós dos meninos ricos.

O que importa é estar na moda.


Ver ficheiro PDF da notícia.

O Pacheco Pereira defende o “apartheid” sanitário covideiro

Uma das grandes armas de propaganda anti-semita dos nazis foi a da (alegada) propagação de doenças infecciosas por parte dos judeus. Os nazis convenceram a população austríaca e alemã de que só os judeus propagavam doenças infecciosas, e que, por isso, era necessário segregar os judeus para se evitar contrair as maleitas (alegadamente) tipicamente judias.

Os socialistas não mudaram; apenas adaptaram-se aos novos tempos. A eutanásia, o aborto, e a segregação social nazis mantêm-se, embora noutros moldes.

Complementando o que escrevo aqui, aconselho a leitura deste artigo no Blasfémias.

Voltando a Pacheco Pereira: não esperava outra coisa daquele espírito mutilado. Só uma besta maoísta defende a segregação de uma parte da população, alegadamente por motivos sanitários, sem suficientes razões científicas que o justifique.

O Pacheco age exclusivamente por motivos ideológicos. O Pacheco é uma cavalgadura — com o devido respeito pelos equídeos.

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A Esquerda está literalmente a destruir os Estados Unidos

O que está a acontecer, nos Estados Unidos, é uma tempestade perfeita.

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Por um lado, a radicalização (no sentido marxista) do Partido Democrata de Joe Biden; por outro lado, o aumento da impunidade da corrupção perpetrada por uma certa “elite”, em geral, (no sentido de corrupção generalizada da “ruling class”) que inclui o corrupto Joe Biden e a sua (dele) família.

Esta combinação (nos Estados Unidos) da predominância política da aliança entre o marxismo e a corrupção das elites (compostas por uma aliança tácita entre marxistas e corruptos plutocratas), é explosiva; é uma manifestação de uma tendência para a afirmação de uma cultura do Terceiro Mundoexactamente o que aconteceu em Portugal com o regime político do monhé manhoso, em que Portugal se transformou em uma espécie de “Venezuela da Europa”.

Ou seja: sob a égide de Joe Biden, os Estados Unidos “viraram” uma espécie de “país da América Latina”.

Enquanto isto, a China ameaça (impudicamente) invadir a ilha Formosa (Taiwan), e ameaça aberta- e publicamente a Austrália com um bombardeio nuclear; os britânicos enviam tropas para a Ucrânia (alegadamente para defender este país de uma eventual invasão russa) porque já chegaram à conclusão de que os Estados Unidos estão militarmente inoperantes.

A economia americana está nas lonas, com a inflação média já na casa dos 10% e com tendência a subir ainda mais — inflação causada, em grande parte, pela própria elite corrupta do país, quando esta destruiu as fontes de produção e de distribuição de combustíveis fósseis.

A Justiça, que deve ser independente do sistema partidário, já é praticamente inexistente nos Estados Unidos — ou seja, os criminosos ligados ao Partido Democrata são já inimputáveis: a violência e a “acção revolucionária” criminosa são justificadas (e até recomendadas!) não só pela minoria marxista que controla o Poder, mas também pela elite corrupta que se aproveita da confusão ideológica e política para enriquecer desmesurada- e ilicitamente.

Com a Esquerda de Joe Biden no Poder, as desigualdades sociais aumentaram em menos de um ano. As perspectivas para o próximo futuro, nos Estados Unidos, são negras. Devemos estar preparados para o pior.