O relativismo é a negação da ciência e do método científico

Este texto é um exemplo daquilo a que o utilitarista neozelandês Nicholas Agar chama de “shit-stirring” (“mexer na merda”): é o triunfo de um estilo filosófico que dá prioridade à provocação, em vez da abordagem da substância moral propriamente dita — trata-se de uma crítica de um utilitarista (Nicholas Agar) em relação aos utilitaristas que, em geral, não debatem em boa-fé.

O texto (ler em PDF) é uma manifestação utilitarista, que emula as teses relativistas dos sofistas, em geral, e de Protágoras, em particular: “O homem é a medida de todas as coisas”. Eu, que pensava que Aristóteles já tinha tratado deste problema, fico surpreso pelo facto de a professora Helena Serrão tornar a levantá-lo, mais de dois mil anos depois.

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Aristóteles chegou à seguinte conclusão:

Se “o Homem é a medida de todas as coisas”, então segue-se que, tudo o que parece, é verdadeiro; e igualmente verdadeiro. E as afirmações contraditórias são verdadeiras ao um mesmo tempo ― porque se “tudo é relativo” e a verdade depende exclusivamente do ponto de vista do observador (como defendiam Protágoras e os sofistas), então as afirmações de toda a gente são verdadeiras, mesmo que contraditórias. Neste sentido, segundo Protágoras, é legítimo ― porque implícita ou explicitamente verdadeiro ― que seja afirmado, a um mesmo tempo, que uma coisa é e não é.

Assim, Aristóteles conclui que o relativismo moral nega o princípio de identidade ( A=A), porque permite que, simultaneamente, uma coisa seja e não seja (seja verdadeira e falsa), em um mesmo momento. Para o relativismo moral, e segundo Aristóteles, o exercício do contraditório não serve para a procura epistemológica (episteme) da verdade senão para a constatação de que a verdade depende exclusivamente da opinião de cada um (doxa); e se as opiniões são contraditórias, para os sofistas elas não podem deixar de ser todas verdadeiras; e se todas são verdadeiras, nega-se o princípio de identidade segundo o qual “é impossível que uma coisa seja e não seja, a um mesmo tempo”.

Quando os sofistas dizem que nenhum Homem tem a verdade absoluta, Aristóteles responde dizendo que mesmo que fosse possível que todas as coisas pudessem ser e não ser simultaneamente, nunca seria possível retirar, à natureza dos seres, o mais e o menos (o maior e o menor).

« Nunca se poderá sustentar que dois e três são, de igual modo, números pares. E aquele que pense que quatro e cinco são a mesma coisa, não terá um pensamento falso de grau igual ao daquele que defendesse a ideia de que quatro e mil são idênticos.

Se existe diferença na falsidade, é evidente que o primeiro pensa uma coisa menos falsa. Por conseguinte, está mais próximo ao que é verdadeiro. Logo, se o que é mais uma coisa é o que se aproxima mais dela, deve haver algo verdadeiro, do qual será o mais verdadeiro mais próximo.

E se este verdadeiro [absoluto] não existisse, pelo menos existem coisas mais certas e mais próximas da verdade que outras (…) »

― “Metafísica”, 4 ― IV (tradução livre da edição em língua inglesa)

Portanto, mesmo que a verdade absoluta não existisse (como defendem os sofistas), Aristóteles demonstrou assim que existem coisas mais verdadeiras do que outras, ou que o grau de falsidade não é sempre o mesmo. Se existem coisas mais verdadeiras do que outras, todas as coisas não podem ser igualmente verdadeiras. Se todas as coisas não podem ser igualmente verdadeiras, o Homem não pode ser a medida de todas as coisas.


Ora, o que faz falta, ao tal “filósofo da treta” Stéphane Ferret, é ler Aristóteles.

E faz falta que a professora Helena Serrão recomende a leitura de Aristóteles aos seus alunos. O texto referido parte (implicitamente) de um princípio errado (a negação do princípio de identidade), e por isso todo o “raciocínio” nele contido está errado; e depois, o texto chega à conclusão de que o relativismo ético e/ou moral não impõe (à sociedade) uma universalidade (moral) — o que é uma falácia de todo o tamanho: a negação de uma metafísica é sempre uma forma de metafísica. Uma moral relativista é sempre tendencialmente universal, mesmo quando defende o contrário.

A mulher do El Fidelito não transmite o Covid ao marido

Parece que a que mulher do El Fidelito pega o COVID-19 a outros homens, mas não ao marido.

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Naquela família, é normal — e até tradição — que as mulheres peguem o COVID-19 a homens de fora, porque os maridos pegam de empurrão.

A judicialização da política (e a politização da Justiça)

A construção de um Totalitarismo de Veludo 

pensamento unico 300 webQuando falamos hoje em “regime político” (em Portugal), em geral, já não podemos distinguir claramente a Esquerda e a Direita: é praticamente tudo igual, excepto algumas diferenças na forma como a economia deve ser orientada.

A Direita não é mais do que uma “Esquerda moderada” — porque a sua ideologia parte dos mesmos pressupostos / princípios (acerca da realidade, entendida em si mesma) dos que são adoptados pela Esquerda.

A Direita do nosso tempo é uma “Esquerda de Ontem”, desejosa de digerir, em paz e sossego, o seu opíparo manjar de iguarias burguesas.

Por exemplo, a diferença entre Rui Rio e António Costa tem a ver apenas com o carácter pessoal e personalidade, por um lado, e, por outro lado um deles é monhé e o outro não; em tudo o resto (na mundividência), são iguaizinhos.

A Esquerda controla o regime, e a chamada “Direita” vai a reboque.

Um indivíduo da “Direita normalizada” é hoje um “progressista paralisado” — como é o caso da Assunção Cristas que destruiu o CDS. E quando alguém da “Direita” (ou da Não-esquerda, como queiram) se rebela contra a agenda política da Esquerda, entra em funcionamento o “bullying” da Esquerda — como foi o caso do “bullying” sistemático da Isabel Moreira (Partido Socialista) sobre Assunção Cristas (a ler, por exemplo: “A lógica política da puta chamada Isabel Moreira”).

Todo o indivíduo que desagrade ao intelectual de Esquerda, merece a morte. Por isso é que vemos a Isabel Moreira com aquelas trombas de bruxa, quando confrontada pelo Pedro Frazão; ou o nervoso miudinho do José Pacheco Pereira, face aos “negacionistas” da vacina covideira.

O controlo do regime pressupõe a existência de privilégios concedidos à Esquerda, e dos quais a Direita não pode — de modo nenhum! — usufruir (tolerância repressiva).

Por exemplo, é permitido (pelo regime) que a Esquerda possa publicamente insultar, difamar, vilipendiar. Mas se alguém se lembra de fazer o mesmo em relação a um dignitário de Esquerda, é logo metido em tribunal. Esta é a nova estratégia da Esquerda, face ao surgimento de uma nova Direita que se rebelou contra o seu estatuto de menoridade e de inferioridade.

A liberdade de expressão só se aplica plenamente à Esquerda.

O esquerdista português (a mente revolucionária, em geral, como são os casos do Fernando Rosas ou do Francisco Louçã) clama pela “liberdade que está moribunda!”, quando as suas vítimas se recusam a contribuir para os seus próprios assassinatos — físicos, intelectuais ou morais.

A judicialização da política tem uma relação estreita com a assumida “superioridade moral” da Esquerda.

A judicialização da política cumpre o desígnio da construção de um Totalitarismo de Veludo, substituindo provisoriamente as funções de uma polícia do pensamento, e com a contribuição valiosa dos juízes activistas que exercem (provisoriamente) as funções de inspectores de uma polícia política em construção.

Por outro lado, o esquerdista acredita piamente que a opinião de um antagonista de Direita é refutada acusando-o de “imoral” (ad Hominem). O seu antagonista é “imoral”, e por isso “não tem razão” — sendo que a “moral” adoptada pelo esquerdista é discricionária, por um lado, e por outro lado é considerada a única, e sem qualquer discussão possível.

O esquerdista diz-se, dele próprio, que é uma parte do processo democrático; mas, em boa verdade, sente-se o juiz.

Hoje, só é considerado “imparcial” aquele que aceita, sem discutir, as teses da Esquerda; e quem as discute e as coloca em causa — muitas vezes respondendo na mesma moeda utilizada pela Esquerda —, é condenado em tribunal por um qualquer juiz activista.


Convém dizer que nem o Cristianismo, nem o paganismo, ensinam éticas altruístas

Tanto a moral cristã como a moral pagã (não a actual moral pagã dos nazis, mas antes a moral pagã da Antiguidade Tardia), são individualismos éticos que impõem deveres sociais apenas como meios de atingir um determinado fim — no caso do paganismo: o fim é a perfeição terrena; no caso do Cristianismo: a salvação eterna.

Portanto, a ideia segundo a qual “o esquerdista procura a colectivização de uma ética altruísta, na esteira do Cristianismo” (como defendem o Anselmo Borges ou/e o papa Chico), é absolutamente falaciosa.

Embaixador russo na Suécia: “Estamos-nos cagando para todas as vossas sanções!”

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Com um aliado como a China, ¿quem é que se preocupa com as sanções dos Estados Unidos?

Emmanuel Macron vai ter morte macaca

O que se está a passar em França — mas que é escondido pelos me®dia e jornaleiros portugueses — é inacreditável, em um Estado de Direito.

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A treta existencialista do padreco abortista Anselmo Borges

“A autoridade do sofrimento dos humilhados, dos destroçados, de todos aqueles e aquelas a quem foi negada qualquer possibilidade é ineliminável. Trata-se de uma autoridade que nada nem ninguém pode apagar, a não ser que o sofrimento não passe de uma função ou preço a pagar para o triunfo de uma totalidade impessoal.”

→ “Deus e os vencidos” (ou “O Bacorejar do Padreco Anselmo Borges”)

Foi este mesmo padreco satânico que defendeu a legitimidade do aborto (ler aqui, ou aqui em PDF). Um Padre que defendeu a legalização do aborto, vem agora falar no “sofrimento dos humilhados, dos destroçados, e todos aqueles e aquelas a quem foi negada qualquer possibilidade é ineliminável” — mas ele não se refere aos nascituros: grande desfaçatez, o bacorejar de um grande porco!

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Pedro Pinto é o homem ideal para promover uma aliança entre o CHEGA e a IL (Iniciativa Liberal)

Uma coisa é a lei; outra coisa, diferente, é a legitimidade.

Uma lei ilegítima não deve ser considerada como tal. Ou a lei é a forma jurídica do costume ou da tradição ; ou então é um atropelo à liberdade (individual e colectiva), ou seja, é lei ilegítima.

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Para Pedro Pinto — e também para o Cotrim — basta que um cão nasça num estábulo para ser “tomaticamente” um cavalo.

A mentalidade liberal — como são as de Pedro Pinto e/ou a de Cotrim — não entende, jamais, que os horrores da História que a espantam e lhe causam repúdio, são o envesso das falácias que ela própria admira.

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