A imprensa globalista defende claramente as guerras
A injustiças simétricas dos globalismos
“O pensamento que quer ser sempre justo, paralisa-se. O pensamento progride quando caminha entre injustiças simétricas, como entre duas filas de enforcados” — Nicolás Gómez Dávila
Reparemos neste aforismo de Nicolás Gómez Dávila, e apliquemo-lo à dialéctica política e ideológica entre o globalismo ocidental, por um lado, e o globalismo russo-chinês, por outro lado (para além destes dois globalismos, Olavo de Carvalho mencionou um terceiro: o globalismo islâmico).
É esta “dialéctica”, entre estes dois tipos de globalismo, que está em causa com a invasão e ocupação da Ucrânia por parte da Rússia.
Determinadas pessoas (nomeadamente as de uma certa “Direita” ocidental), na medida em que não gostam do globalismo ocidental (anglo-saxónico), opta por apoiar o globalismo sino-russo contra o globalismo anglo-saxónico.
Ou seja, entre injustiças que são simétricas, essa “Direita” opta por apoiar uma delas; entre (metaforicamente) “duas filas de enforcados”, consideram que uma delas foi mais vitimizada do que a outra (maniqueísmo, que é típico da mente revolucionária).
Porém, o pensamento só “progride quando caminha entre injustiças simétricas, como entre duas filas de enforcados” — o progresso do pensamento, e a procura da verdade só ocorrem quando o nosso pensamento crítico questiona os dois tipos de globalismo.
Por exemplo: pelo facto de eu criticar duramente o “World Economic Forum” (e o louco Klaus Schwab), o globalismo anglo-saxónico com as suas elites marcadamente misantrópicas e neo-malthusianas — isso não significa que, por este facto, eu seja necessariamente obrigado a apoiar a injustiça simétrica, protagonizada pelo globalismo sino-russo que também invade nações sem dar cavaco a ninguém.
Se o mundo se passar a reger pela lei da bala, estamos todos f*d*dos!

Olavo de Carvalho começa já a fazer muita falta ao Brasil
Nós não devemos criticar os Estados Unidos quando invadem outros países (por exemplo, GWB invadiu o Iraque, ou Obama que invadiu a Líbia), e simultaneamente apoiar a Rússia quando esta invade, por exemplo, a Ucrânia. Porém, é isto que uma certa Direita faz, nomeadamente uma certa Direita “bolsonarista” no Brasil.

Quando ouvimos os comentários de Bolsonaro em relação à invasão da Ucrânia por parte da Rússia, percebemos que ele não “se põe de fora” do apoio a Putin:
«In a news conference on Sunday, Brazil’s president Jair Bolsonaro mocked Ukrainian President Volodymyr Zelensky – saying his counterpart’s people had placed their hopes in the hands of a comedian.
Bolsonaro has refused to condemn Russia’s invasion and on Sunday said Brazil would stay “neutral” in the conflict, adding that Brazil and Russia are “practically brother nations”.
“We will not take sides, we will continue being neutral, and help with whatever is possible,” Bolsonaro said. “A big part of Ukraine’s population speaks Russian.”
He claimed he also held a two hour discussion with Putin on Sunday, but the country’s foreign ministry later clarified that he was referring to his visit to Moscow earlier this month.»
Por um lado, Bolsonaro diz que defende a neutralidade política em relação à invasão da Rússia; mas, por outro lado, Bolsonaro diz que “uma grande parte da população da Ucrânia fala russo” — o que é falso, porque 17% da população de etnia russa na Ucrânia não é “uma grande parte”: é uma minoria.
Na Ucrânia, é certo que cerca de 30% da população fala russo, mas destes 30%, apenas 56% têm o russo como língua nativa (são biologicamente russos) — o que reduz a etnia (biológica) russa da Ucrânia para 17% do total da população.
O argumento de Bolsonaro é (metaforicamente) o seguinte: “mais de 50% da população portuguesa fala inglês, e por isso é, no mínimo, defensável que os ingleses reclamem a posse do território português”.
Sem mais comentários acerca do argumentário de Bolsonaro!
Vejamos agora este comentário:
“A Pax Americana terminou efectivamente com a invasão da Ucrânia. Essa a enorme surpresa. Que o tenha surpreendido a si, a mim e a muitos mais é normal.
Certamente Putin meditou no assunto e nas sanções, nas que já sofre e nas que vai sofrer. Mas o mais importante é estarmos a assistir a uma nova relação de forças no mundo. A invasão da Ucrânia é apenas o princípio. Agora é estar atento ao que se vai seguir.”
Olavo de Carvalho falou-nos amiúde do conceito de Fé Metastática, de Eric Voegelin, que é característica do movimento revolucionário. A Fé Metastática é a crença de que é possível mudar a natureza fundamental da realidade, o que, segundo Eric Voegelin (in “Ordem e História”), não é possível.
Resumindo o conceito de Fé Metastática em uma noção que os portugueses entendem:
A Fé Metastática é sinónimo dos “amanhãs que cantam”.
“Os “amanhãs que cantam” (ou fé metastática) fazem transfigurar a percepção que os revolucionários (de Esquerda, e agora também de Direita) têm da estrutura da realidade, e produzem a crença em uma subsequente emergência de uma ordem superior à actual (ou mesmo uma ordem paradisíaca).
Ora, existe uma “Direita revolucionária” que apoia — claramente ou de forma ambígua — a instauração de um regime totalitário (ou, no mínimo, autoritarista) para “combater os males do mundo”; e Putin assume o papel messiânico de trazer ao mundo essa nova ordem mundial dos “amanhãs que cantam” — desta vez são os “amanhãs que cantam” da nova “Direita”, e não já da Esquerda marxista.
Naturalmente que uma “Direita revolucionária” não é Direita; é uma caricatura da Esquerda (por exemplo, o regime nazi).
Para Bolsonaro (e para esta Direita revolucionária que também temos em Portugal), a invasão de Putin à Ucrânia é o prenúncio dos “amanhãs que cantam” (a Fé Metastática) que vai retirar o Brasil, de uma forma automática e sem qualquer esforço, da situação de deficiência económica endémica em que vive: para Bolsonaro, a culpa da situação do Brasil não é interna!: pelo contrário, a culpa é dos outros países do mundo ocidental, e Putin é o símbolo revolucionário que irá contribuir para resgatar o Brasil e conduzir este país para uma transfiguração radical (automática) da sua realidade, seguindo os “amanhãs que cantam” da nova Direita.
No decorrer da agressão russa, temos a necessidade de retirar à China algum Poder logístico
A invasão da Rússia à Ucrânia revelou o seguinte:
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nenhum país (desnuclearizado) da Europa está livre de ser invadido pela Rússia, ou até destruído por armas nucleares russas;
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o apoio claríssimo (político, logístico) da China a esta Rússia agressiva terá que ser (parcialmente) coarctado mediante a transferência (paulatina, mas sistemática) da produção industrial — necessária ao Ocidente —, para outras paragens (por exemplo, nos países da Europa de leste, ou mesmo países da América latina);
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para que se consiga o desiderato do ponto anterior, os globalistas plutocratas terão que ser disciplinados pela política — nomeadamente através da instauração de cargas fiscais adicionais sobre as importações da China, mas também e sobretudo com uma política concertada de criminalização pesada (com penas de prisão pesadas) sobre o investimento triangular ocidental na China que beneficie a Rússia.
Naturalmente que não será possível desindustrializar a China; mas será possível, se se actuar imediatamente, impedir a invasão de Taiwan por parte da China, por um lado, e por outro lado beneficiar outras zonas do mundo que merecem, de facto, maior e melhor investimento industrial e em detrimento de um país (China) com aspirações imperiais.
Joe Tzu Bidu
Os talibãs apelam ao diálogo na resolução da violência na Ucrânia
A que ponto chegamos!: os talibãs já dão lições de moral aos europeus.

A Europa Colorida (estamos futricados… e mal pagos!)
Os idiotas assumiram o Poder político no Ocidente
Alguém escreveu aqui o seguinte comentário, acerca da invasão da Ucrânia por parte da Rússia de Putin:
“Resultados do nacionalismo, da doutrina estado nação associada ao saudosismo imperial. As sanções são uma basófia porque quem sanciona não se quer prejudicar com isso e as trocas comerciais fundamentais continuam”.
1/ Desde logo, Estado-Nação escreve-se com hífen — porque Estado e Nação são dois conceitos diferentes. Se queremos criar uma noção que aglutine estes dois conceitos, temos que os ligar mediante um hífen.
2/ “Basófia” escreve-se com “z”. É bazófia.
3/ Do ponto de vista ideológico, o comentário supracitado reflecte uma tendência cultural vigente e maioritária actualmente na União Europeia (e em Portugal), e promovida – nos me®dia — por políticos sem escrúpulos (por exemplo, Durão Barroso), que defende a ideia segundo a qual “o nacionalismo é um fenómeno político nazi e hitleriano” (argumento ad Hitlerum), por um lado, e que “o Estado-Nação é algo de muito negativo para a democracia”, por outro lado.
4/ Não é possível, de uma forma lógica, defender a eliminação do Estado-Nação e, simultaneamente, defender a democracia representativa. É uma contradição insanável.
Ora, aquele idiota que escreveu aquele comentário limita-se a papaguear a cartilha ideológica de políticos sem escrúpulos (como por exemplo o Grande Babush Monhé). É um papagaio.
5/ Finalmente: parece que existem Estados-Nação que são malvados (por exemplo, a Rússia), e outros Estados-Nação que são bonzinhos (por exemplo, a Ucrânia).
Os Estados-Nação que são bonzinhos são aqueles que defendem os interesses comuns da aliança entre a Esquerda Neanderthal e a plutocracia globalista (por exemplo, a Alemanha, que se opôs unilateralmente à expulsão da Rússia do sistema bancário SWIFT); e os Estados-Nação que são malvados são os que confrontam essa aliança entre a Esquerda Neanderthal e os globalistas (por exemplo, a Rússia).
O estado a que as coisas chegaram é o seguinte: os burros, maioritários, assumiram o Poder, a mando de psicopatas sem quaisquer escrúpulos.
