


Um burro que escreve nos jornais; coisa rara, aliás. Para o José Pacheco Pereira, uma “democracia estabilizada” é um regime dito “democrático” que favorece politicamente a Esquerda — mesmo quando uma pseudo-direita seja eleita, como foi o caso do regime de Angela Merkel.
Segundo aquele estafermo, implicitamente, um regime que não favoreça naturalmente a Esquerda não pode ser democrático.
Existem testemunhos próximos de Angela Merkel que relataram que, no dia em que o Muro de Berlim caiu (dia 9 de Novembro de 1989) — e o povo da cidade andava alvoroçado, dirigindo-se em massa para as portas de Brandeburgo —, Angela Merkel optou por ir fazer sauna (!).

Ora, quando existe um partido de Direita que não favorece politicamente a Esquerda — como é o caso do CHEGA, em Portugal —, então a grande besta diz que é um partido “anti-democrático”.
Alegadamente, segundo aquele estafermo, os “partidos democráticos” são os da Esquerda (radical ou não) e os partidos de “Direita” que fecham a Esquerda à direita (por exemplo, o CDS de Paulo Portas e de Assunção Cristas).
[A União Europeia foi obrigada pelos Estados Unidos a] “aceitar acelerar a entrada para a União de países do antigo bloco de Leste que estavam longe de ter democracias estabilizadas, eleições e comunicação social livres, primado da lei e independência do sistema judicial. Alguns dos problemas com a Polónia e a Hungria, assim como com a Roménia e a Bulgária, vêm daí.”
Segundo o grande animal, a Polónia e a Hungria são “democracias desestabilizadas” porque os respectivos povos não votaram à esquerda, por um lado, e por outro lado não votaram numa “Direita” amiga da Esquerda — como foi o caso da “Direita” da Angela Merkel que arrebentou com a política energética da Alemanha, fechando todas as centrais nucleares e aumentando a dependência energética do gás e petróleo em relação à Rússia: esta é a “Direita” que a avantesma Pacheco Pereira e a bruxa Isabel Moreira gostam.
O José Pacheco Pereira é um dos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo; é um inimigo do povo.
Que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista apoiem a agressão militar e ocupação da Rússia à Ucrânia, já seria de esperar; mas que uma certa “Direita” o faça, é extraordinário!
Um dos “argumentos” dessa “Direita” é o seguinte:
a Arábia Saudita bombardeia o Iémene, e o Ocidente não diz nada; mas se a Rússia invade a Ucrânia, o Ocidente critica a Rússia.
Este é um dos argumentos utilizados (nomeadamente) por Joseph Paul Watson, um inglês de “Direita” com um canal no YouTube.
Em primeiro lugar, trata-se de uma falácia Tu Quoque:
“se a Arábia bombardeia o Iémene e ninguém diz nada, então segue-se que a Rússia também tem o direito a bombardear a Ucrânia”.
Esta “Direita” está a tornar-se estúpida, embrutecida.
Em segundo lugar, a comparação é desproporcionada — porque a Arábia Saudita não ocupou território do Iémene. Só podemos comparar aquilo que é comparável. Joseph Paul Watson gosta de ser “original” de “Direita”, e depois acaba por dizer merda.
Finalmente, a Arábia saudita responde a uma guerra de guerrilha vinda do Iémene contra a sua própria população; e, que eu saiba, a Ucrânia não apoia e/ou financia uma guerra de guerrilha em território russo: a agressão militar russa é absolutamente unilateral.
Os auto-proclamados “progressistas católicos” pretendem transformar o Chico (em uma profecia que, alegadamente, se cumpriu) na figura do pescador das sandálias, do filme “As Sandálias do Pescador” de 1968.
Faz parte dessa tentativa de mitificar e fixar o pescador das sandálias na figura do Chico, por exemplo, as recentes saídas do Vaticano, extra-protocolares, que o político Chico tem feito, por exemplo, à embaixada russa em Roma e sem o prévio conhecimento do Cardeal Parolin.
O Chico, o cínico, quer imitar o pescador protagonista do filme, assim procurando a glória da imanência.
Em um episódio relatado por Diógenes Laércio, Antístenes, o cínico (representado aqui pelo Chico) semi-nu e envolto na sua capa rota, dizia que Platão (representando aqui os católicos tradicionalistas) era um vaidoso e que se comportava como um cavalo que se pavoneia.
E Sócrates, vendo que Antístenes (o Chico) exibia ostensivamente a parte mais rota da sua capa, dizia-lhe: “ Vejo, pelo teu manto, ó Antístenes (Chico), que procuras a glória…!”
A verdade é que as sandálias do pescador já tiveram dono: a profecia foi cumprida com o Santo João Paulo II, a quem o Chico não tem sequer nível espiritual para lhe lamber as fivelas.

Faltam ali, na fotografia, o Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, e o Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba. Com estes dois, o quadro dos amigos do Jair Bolsonaro fica completo.
Em política externa, a diferença entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro é praticamente nenhuma.