O povo húngaro votou mal, e por isso a União Europeia vai puni-lo

Segundo a Ursula von der Leyen (na foto em baixo, à esquerda), o povo húngaro votou em Viktor Órban e por isso votou mal.

Para a União Europeia, a democracia só é válida quando os povos votam de acordo com os interesses globalistas do leviatão europeu.

Apesar de Viktor Órban ter ganho massivamente as eleições — e com garantia de validade in loco de observadores da OSCE — contra uma coligação heterogénea nitidamente apoiada pela União Europeia e financiada por George Soros, a presidente não-eleita da União Europeia decidiu (com a validação dos deputados do “paralamento” europeu) punir o povo húngaro alegadamente por “violação dos princípios do Estado de Direito”.

Para a União Europeia, “votar mal” significa “violação dos princípios do Estado de Direito”.

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O estado a que a “pachecagem” chegou…

“Quem defende a família quer o domínio do homem sobre a mulher.”

José Pacheco Pereira, no programa televisivo “Princípio da Incerteza”


A “pachecagem” é o Imbecil Colectivo português, que não se restringe apenas à Esquerda, mas estende-se também a uma certa “Direitinha” bem educadinha e paneleira de que fazem parte alguns barões do extinto CDS/PP (por exemplo, Paulo Portas).

Para que se entenda bem o que é o Pacheco, aconselho a leitura do blogue Porta da Loja.

A pachecagem governa Portugal; estamos a ser governados por um Imbecil Colectivo composto e controlado por pachecos.

A ideia de “família” supracitada — que é adoptada pela pachecagem e imposta coercivamente ao povo português através da manipulação dos me®dia — vem directamente de Engels, e baseia-se em uma flagrante falsa historicidade do conceito de “família”, contida no seu livrinho “A Origem da Família, da Propriedade e do Estado”, de 1884. Para quem tem dois dedos de testa, o conteúdo deste livrinho é confrangedor; mas para o imbecil Pacheco, é seguramente uma obra-prima.

Para a Esquerda (marxismo), a diferença objectiva (entre sujeitos) é sinónimo de uma qualquer “hierarquia”.

Por isso é que (para os marxistas) toda a gente tem que ser (objectivamente) igual, para não existir “domínio de uns sobre outros” — porque, alegadamente, a diferença objectiva significa a existência de “uma hierarquia que legitima necessariamente um domínio”.

O marxista, em busca da igualdade, passa a bitola sobre a humanidade para cortar o que diferencia: a cabeça. Decapitar é o rito central da missa marxista e pachequista.

Em contraponto, a diferença subjectiva (entre sujeitos) é incentivada pelo marxismo cultural pachequista — porque a afirmação da diferença radical subjectiva (“casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, legitimação de transgéneros e de dezenas de diferentes “géneros”, legalização subjectivista do aborto, do infanticídio e da pedofilia, eutanásia a pedido do freguês, etc.) não incomoda a construção paulatina do Poder absolutista dos pachecos, por um lado, e por outro lado cultiva a anomia social essencial ao Totalitarismo de Veludo, e conduz a uma ilusão de “liberdade” que alimenta a burocratização do Estado e a alienação das massas.

Os pachecos são radicalmente contra a diferenciação objectiva, e totalmente a favor da diferenciação subjectiva.

Crer que o interesse pessoal (como acredita o Pacheco) determina exclusivamente as nossas convicções — neste caso, as convicções pessoais do homem e da mulher acerca da “família” segundo Engels, e da relação entre o homem e a mulher — converte-se em uma convicção que pode determinar os nossos actos, e de um modo tal que o motivo de toda a convicção passa a ser o exclusivo interesse pessoal.

Eu acredito que o Portugal controlado pela pachecagem é um país com morte anunciada. Por isso, ou morrem os pachecos, ou morremos todos nós. A escolha é fácil. Morte aos pachecos, Pum!

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A Fé é confiança

“Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei (…)” — Jeremias 1, 4

“Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca esqueceria.” — 2 Isaías 49, 15

“Até à vossa velhice, Eu serei o mesmo; sustentar-vos-ei até virem as cãs. Como já fiz, continuarei a fazê-lo. Cuidarei de vós e hei-de livrar-vos.” — 2 Isaías 46, 4.

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A ideologia e os seus lugares-comuns

Um “cliché”, ou “lugar-comum” em bom português, é uma expressão linguística que foi — outrora — inovadora, mas que perdeu a sua novidade e originalidade devido a um excesso de uso.

Um “slogan” publicitário também pode ser considerado um “lugar-comum”, por exemplo: por exemplo, a frase de Fernando Pessoa, referindo-se à Coca-cola: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

Os slogans políticos (os clichés ideológicos) também são “lugares-comuns” cunhados originalmente por ideólogos, mas que são repetidos ad Nauseam pelos seguidores da ideologia.

A forma de pensar através de clichés (ou de “lugares-comuns”) é característica de pessoas que seguem fielmente uma determinada ideologia — sendo que uma ideologia é uma redução e/ou simplificação de uma determinada corrente filosófica que, não tendo o estatuto de ciência, também não é possível decidir da sua exclusão do domínio dos conhecimentos regidos pela relação entre a teoria e a prática.


A professora Helena Serrão transcreve aqui um texto de Hannah Arendt acerca do nazi Eichmann que, segundo esta, se expressava constantemente através de lugares-comuns (ou clichés). A expressão sistemática através de clichés revela, por um lado, uma mente com limitações cognitivas, e por outro lado revela o espírito de um burocrata — o que vai dar no mesmo: um burocrata é quase sempre (em juízo universal) limitado no que diz respeito ao Coeficiente de Inteligência.


Porém, convém dizer que nem sempre o uso de lugares-comuns é negativo; por exemplo, é positivo quando são utilizados pontualmente para estabelecer uma sincronização comunicacional imediata com uma plateia ou com os leitores.


O que a Hannah Arendt se refere, no texto, é ao uso sistemático dos lugares-comuns, que é característica do espírito do burocrata (neste caso, do burocrata nazi Eichmann).

Segundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;
2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;
3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes (clichés) que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Por exemplo, a ideia de “transformar o mundo” (Karl Marx), que é um cliché progressista e revolucionário de tipo “Pacheco Pereira”, significa ultimamente, de facto, burocratizar o Homem. Não tenho dúvidas que este cliché poderia ter sido utilizado por Eichmann. Por exemplo, o marxismo cultural (ou politicamente correcto que o Pacheco Pereira nega que exista) é a burocratização do espírito do nosso tempo.

Quando uma burocracia cativa ou controla um sistema político — que é o que está acontecer hoje, por exemplo, na União Europeia —, seguem-se as revoluções que são os seus partos sangrentos. Eichmann já era um burocrata do sistema político alemão, antes da revolução nazi de 1933.

Uma situação semelhante acontece com a democracia portuguesa: está a burocratizar-se rapidamente.

Por exemplo, o espírito da Constituição portuguesa já perdeu o seu valor simbólico (por exemplo, com a legalização da eutanásia), e foi substituído pelos clichés anónimos e anódinos de uma classe de burocratas politicamente instalada, que custa muitíssimo mais ao povo português do que custaria uma aristocracia (entendida enquanto escol).

As decisões despóticas do Estado socialista português são finalmente tomadas por um burocrata anónimo, subalterno, pusilânime, e provavelmente cornudo.


Hannah Arendt lies web