A psicopatia não é tão vulgar nas mulheres quanto é nos homens

Ponto prévio: não sou psicólogo.

johnny deppUm caso raro de psicopatia na mulher, é o da actriz Amber Heard que foi casada com o actor Johnny Depp.

Segundo os psicólogos, a diferença entre um sociopata, por um lado, e um psicopata, por outro lado, é a de que a psicopatia é inata (manifesta-se desde tenra idade), ao passo que a sociopatia é adquirida pelo meio-ambiente, pelas experiências pessoais e pela educação.

Se analisarmos o comportamento da referida actriz no julgamento que a opõe ao ex-marido, verificamos que ela apresenta comportamentos próprios de uma psicopata:

  • mantém um bom controle emocional e físico (o que não acontece com uma sociopata);
  • não demonstra sentimento de culpa ou qualquer remorso em relação aos seus actos, em relação a pessoas que conhece pessoalmente (o que não acontece com uma sociopata);
  • demonstra um narcisismo exacerbado;
  • tentativa claríssima de manipulação psicológica do ex-marido;
  • problemas com falta de empatia;
  • não aprende com a experiência (próprio dos psicopatas);
  • organização meticulosa da sua acção destruidora (idem);
  • habilidade em imitar sentimentos, apresentando-se no tribunal como uma mulher “normal”, que é a “vítima” (ibidem).

Uma mulher que caga na cama onde dorme com o marido, só pode ser psicopata.

Não metam o Soljenítsin onde não é chamado

A ideia segundo a qual Soljenítsin defenderia a anexação da Ucrânia pela Rússia, é duplamente abusiva: desde logo porque não há nada, na obra dele, que possa fazer crer na defesa da conquista armada russa de territórios de povos com outras culturas; e depois porque Soljenítsin está morto desde 2008, e portanto ele não pode emitir opinião sobre a actual tentativa de anexação russa da Ucrânia.

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O único “intelectual” notório do actual regime russo, aqui revelado, é o Duguin (ou Dugin), que foi literalmente “cilindrado” por Olavo de Carvalho em um debate realizado entre os dois.

A doutrina de Dugin tem como fundamento/base a dialéctica de Hegel (da qual foi deduzida, mais tarde, a teoria do materialismo dialéctico de Karl Marx); e por isso é que, para Dugin, a concepção de “religião oficial” russa (Ortodoxa) é um monismo de tipo hegeliano: o “transcendentalismo russo” segundo Dugin, é imanente — em um país em que a religião oficial coincide exactamente com o Estado russo. E se o Estado russo se expande, a religião oficial ortodoxa russa expande-se com ele — ao contrário do que aconteceu com a Igreja Católica que possui uma dinâmica autónoma (muitas vezes em conflito com os Estados).

A ideologia de Dugin defende a hegemonia e a superioridade do povo russo sobre todos os outros povos do mundo; e defende esta ideia recorrendo à dialéctica de Hegel. Não é difícil desmontar esta ideologia.

O dogmatismo travestido de cepticismo

Um indivíduo de Esquerda admite a imutabilidade da Natureza Humana, o que é extraordinário: em bom rigor, ele não é propriamente de Esquerda — ou não é revolucionário, o que vai dar no mesmo: todos os revolucionários são de Esquerda.

E a contra-revolução permanente consiste em raspar sistematicamente o verniz da inteligibilidade (com que os revolucionários pretendem permanentemente ocultá-la) que cobre o Mistério da Existência e da Natureza (trata-se de um Mistério positivo, que é sombra da Realidade, e não propriamente um Mistério negativo que é sombra da nossa condição de ignorantes).

bertrand-russell-esgar-webChama-se “burguesia progressista” à classe revolucionária que tomou o Poder no Ocidente (não confundir com o “burguês tradicional”, que se extinguiu no início do século XIX).

Ao burguês actual, podemos inculcar-lhe — em nome do “progresso” — qualquer patranha, e vender-lhe, em nome da arte, qualquer mamarracho.

Chama-se a isto “cultura”, que não pode ser confundida com “Natureza Humana”.

Hoje, os “intelectuais” (por exemplo, os pachecos) defendem a ideia segundo a qual “a Natureza Humana mudou porque mudou a cultura”: são os mesmos que dizem que “a lógica evoluiu e progrediu”.

O tal indivíduo de Esquerda (de seu nome Carlos Matos Gomes) começa por constatar um facto que Fernando Pessoa descreveu sucinta- e poeticamente:

“A velhice do eterno novo”.

Só os estúpidos não sabem que o novo é tão velho quanto o mundo.

E contrapõe (o tal indivíduo) o dogmatismo ao cepticismo; mas o dogmatismo que ele critica é o dogmatismo moderno, dito “racionalista”, que tem uma confiança quase absoluta no poder da Razão.

Contudo, convém que se diga que a experimentação (ou a experiência) não confirma nem refuta os axiomas matemáticos ou/e os dogmas religiosos — portanto, há uma diferença abismal entre o “dogma racionalista”, combatido por David Hume e depois por Bertrand Russell, por um lado, e, por outro lado, o “dogma religioso” que não é uma especulação da consciência religiosa, mas antes é uma fórmula canónica de enigmas experimentais que pretende evitar que a doutrina católica se evapore em metafísica.

Porém, o momento de maior lucidez do ser humano é aquele em que ele duvida da sua própria dúvida.

Mais do que razões para crer, ele há melhores razões para duvidar da dúvida. O crente pode saber como se duvida; mas o incréu não sabe como se crê.

Portanto, o cepticismo, que o tal indivíduo apoia e contrapõe ao “dogmatismo racionalista”, não é um bem em si mesmo.

Aliás, o cepticismo moderno (o de Hume e Bertrand Russell) pode assumir uma forma dogmática, na medida em que o céptico recuse colocar em causa a validade da sua própria visão céptica da realidade — e é esse o dogmatismo do tal indivíduo, quando nega a evidência de que a Rússia violou o Direito Internacional ao invadir a Ucrânia: trata-se de um dogmatismo travestido de cepticismo.

O arquétipo mental sinuoso e soviético da Raquel Varela

Diz a Raquel Varela que, se subirmos os salários dos portugueses, não será por isso que acontecerá inflação.

« A frase “se subirmos o salário subimos a inflação” de António Costa, apoiada e repetida em vários comentários públicos, e entre eles economistas, não tem qualquer valor científico-económico. Se subirmos o salário sem subir os preços não sobe a inflação. O que se faz é usar e abusar da iliteracia económica da população.»

→ Raquel Varela : “Subir os salários não sobe, necessariamente, a inflação”

E, até certo ponto, ela tem razão: por exemplo, o Donald Trump aumentou os rendimentos (salários) dos cidadãos americanos (em geral), e a inflação manteve-se em menos de 2% enquanto ele foi presidente dos Estados Unidos; mas o Donald Trump conseguiu esse aumento dos salários para o povo com a redução de impostos sobre o trabalho — e não com o aumento brutal de dinheiro impresso em circulação, como está agora a fazer o socialista João Bidé.

Ora, para a Raquel Varela, a redução de impostos é heresia.

E, portanto, se excluirmos a redução de impostos, só existem duas soluções para o problema do aumento dos salários: ou o aumento da produtividade na economia portuguesa (que também não causa inflação), ou o aumento do dinheiro impresso em circulação na economia (o que, em princípio, não é permitido pelo BCE [Banco Central Europeu]), mas que causa inflação ou mesmo estagflação.

Há uma terceira hipótese: descapitalizar as empresas portuguesas através de um aumento de salários por decreto-lei, e levá-las à falência. Desta forma, a Raquel Varela ficaria feliz ao ver realizado, em Portugal, o seu sonho da reconstrução da União Soviética.

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Vem aí uma recessão económica na zona Euro. E quem se lixa é o mexilhão.

Com uma recessão económica na zona Euro, toda a gente vai perder — incluindo os países da OPEP.

O aumento do preço do petróleo já vinha de antes da invasão da Rússia à Ucrânia: a Esquerda, na União Europeia (que inclui os partidos sociais-democratas e mesmo o partido da “direitinha” de Angela Merkel ), conseguiu guindar artificialmente o preço do Brent para os 100 US Dollars o barril — este é o preço “fetiche” do petróleo preconizado pelos antónios guterres deste mundo…

O Brent teve um aumento de 28% desde há três meses (ainda não havia guerra)… um aumento de 61% no último ano (ainda não havia guerra)…e apenas 1% no último mês (depois da invasão russa da Ucrânia). Portanto, os grandes aumentos do crude já se verificavam antes da guerra na Ucrânia.

Os actuais preços dos combustíveis (nas bombas) são artificiais, ou seja, foram criados e fomentados pela elite globalista que controla os Estados.

Por outro lado, a chamada “bazuca” da União Europeia (mais “Quantitative Easing na zona Euro) soma-se à inflação natural causada pelo aumento artificial dos preços dos combustíveis. A elite globalista está a f*der o nível de vida dos povos da Europa, causando propositadamente uma inflação cujas consequências são difíceis de quantificar neste momento, e com o intuito de potenciar mais-valias e sacar da economia à fartazana.

O resultado da sobreposição da inflação causada pelo aumento artificial dos combustíveis + a inflação propositada causada pelo “Quantitative Easing” brutal (a “bazuca” europeia), é uma recessão que se aproxima.

Tomem nota. Vem aí uma tempestade perfeita. E quem se lixa é o mexilhão.

O chefe da oposição à oposição

A sorte do monhé nunca acaba: agora temos o próprio Marcelo como chefe da oposição à oposição. O monhé nasceu com o cu virado para a Lua. marcello comunidade que nao é comunidade

Para as “elites” portuguesas (segundo o cínico Santos Silva), “não existe culpa colectiva” da comunidade cigana — mas existe “comunidade”, por um lado, e existe uma putativa “riqueza, cultura e história” dessa comunidade, por outro lado.

Ou seja: para a “elite”, o que é “colectivamente válido” é tudo aquilo que desresponsabiliza a comunidade cigana dos seus deveres sociais — e por isso é que (entre outras coisas) o Marcelo Rebelo de Sousa faz parte do parte do “problema português”.

Temos em Portugal um berbicacho político muito complicado.

O cínico Santos Silva pretende subjectivizar as normas que regem o parlamento

«De acordo com o Regimento da Assembleia da República, qualquer orador pode ser “advertido” pelo Presidente da Assembleia quando apresenta um discurso “injurioso ou ofensivo” ou que se desvia do assunto em discussão.

“O orador é advertido pelo Presidente da Assembleia da República quando se desvie do assunto em discussão ou quando o discurso se torne injurioso ou ofensivo, podendo retirar-lhe a palavra”, diz o ponto número 3 do artigo 89 – Modo de usar a palavra.»

(EM QUE SITUAÇÕES PODE O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA INTERROMPER UM DISCURSO?)

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Quando as normas se tornam de execução subjectivista (como pretende a Esquerda), estamos perante uma ditadura. Razão tem o deputado Mithá Ribeiro quando diz que vivemos sob uma ditadura de Esquerda (a que eu chamo de Totalitarismo de Veludo).

Uma norma é o critério (ou princípio) que rege a conduta — ou ao qual nos referimos para fazer um juízo-de-valor. A norma é facilmente associável às noções de “lei” ou de “regra”, porque estes conceitos — que em democracia são fixados por uma instituição, e não por um indivíduo todo-poderoso, como se auto-considera o cínico Santos Silva — levam à prescrição dos comportamentos ou dos estados aos quais está ligado um valor especial.

A norma define o que é normal — porque a norma é instituída em relação a uma medida que estabelece os possíveis desvios, e cuja amplitude se afasta (mais ou menos) da norma.

Ora, acontece, em Portugal, que aquilo que é normal pode, amiúde, ter um critério para a Esquerda, e ter outro critério, bem diferente, definido para a Direita — dependendo apenas da pura subjectividade dos agentes esquerdistas que invariavelmente detêm o Poder.

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Ora, uma norma subjectiva não é propriamente uma “norma”: em vez disso, é um instrumento político totalitarizante, ou de construção de uma ditadura.

Ser “normativo” é privilegiar (ou mesmo tentar impôr) “valores” — que não podem ser confundidos, como faz o cínico Santos Silva, com “facto”, com “medida”, ou com “ideal” (v. Georges Canguilhem, in “O Normal e o Patológico”).

Quando o “valor” da protecção das minorias (que é o que está em causa agora, com a comunidade cigana e com a interrupção do discurso de André Ventura), invocado pelo cínico Santos Silva, obnubila ou reprime a nomeação e/ou identificação pública dos danos que essa minoria (ou comunidade étnica) evidente- e manifestamente causa à sociedade —, então deixamos de estar perante a aplicação de uma norma propriamente dita, mas antes estamos perante uma pura manifestação ideológica (v. ideologia).

O cínico Santos Silva pretende transformar as normas (que são objectivas, por definição, porque são baseadas em valores) que regem a assembleia da república, em critérios ideológicos subjectivos.