Não gosto de usar canga ou albarda

Primeiro, foi a obrigação de uso do cinto de segurança nos automóveis; depois foi a proibição do consumo de tabaco, mesmo ao ar livre; agora, no rescaldo dos confinamentos coercivos covideiros, os Estados dos países da União Europeia pretendem o “progresso da opinião pública” no sentido de se proibir o consumo de vinho e cerveja.

A Esquerda puritana europeia defende uma nova Lei Seca.

O “progresso da opinião pública” (segundo o conceito de Karl Popper) define a Janela de Overton.

Quando o Estado passou a obrigar a colocação do cinto de segurança nos condutores de automóveis, eu reagi muito mal. O argumento antiliberal então utilizado pelo Estado foi o de que “as despesas hospitalares das vítimas dos acidentes de viação são pagas pelo Estado”; e eu contra-argumentei: assim sendo, então que as vítimas dos acidentes sejam responsabilizadas pelos seus actos (por exemplo, quem não usa cinto de segurança e tem um acidente de automóvel, então que pague a respectiva despesa hospitalar do seu próprio bolso) em vez de as pessoas serem tratadas, pelo Estado, como crianças.

O meu problema não é o de usar o cinto de segurança; o meu problema é o de ser obrigado e coagido pela violência do Estado a usar o cinto de segurança. Não gosto de usar canga ou albarda. Para cavalgadura já me basta o monhé.

“Um governo que fosse fundado sobre o princípio da benevolência para com o povo — tal o do pai para com os seus filhos, quer dizer, um governo paternal —, onde, por consequência, os sujeitos, tais filhos menores, incapazes de decidir acerca do que lhes é verdadeiramente útil ou nocivo, são obrigados a comportar-se de um modo unicamente passivo, a fim de esperar, apenas do juízo do Estado, a maneira como devem ser felizes, e unicamente da sua bondade que ele o queira igualmente — um tal governo, digo, é o maior despotismo que se pode conceber.”

→ Immanuel Kant [“Teoria e Prática”, 1793]


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A Raquel Varela e o branqueamento do Holodomor

Um bom comunista, que se preza como tal (ou um cripto-comunista, como é, por exemplo, Putin) nega a existência do Holodomor. É o caso da Raquel Varela.

A Raquel Varela chama ao Holodomor estalinista de “colectivização forçada”. É assim que os “historiadores” branqueiam a História. Não é “genocídio”!: é “colectivização forçada”. Desta não se lembrou o George Orwell!

Para a Raquel Varela, a teoria segundo a qual não teria existido “genocídio” na Ucrânia estalinista, mas antes apenas uma “colectivização forçada”, revela uma incapacidade de moldar os factos aos seus (dela) propósitos. E, a esta incapacidade, ela chama de “contexto”. E disto tudo, a Raquel Varela sai cada vez mais descredibilizada.

Comentar os textos da Raquel Varela é um exercício penoso, chegando por vezes a ponto de causar náusea.

As chamadas “ciências humanas” contemporâneas estão a estrangular a História, porque constroem esquemas atemporais que, de uma forma sub-reptícia, restauram o “homem abstracto” do século XIX — que os “reaccionários” populares actuais chamam de NPC (Non Personal Character).

npcmeme


A ideia segundo a qual “a bandeira portuguesa é (para o CHEGA) um símbolo fassista”, só poderia vir da cabecinha oca da Raquel Varela — ou então, a utilização da bandeira nacional só pode ser feita pela Esquerda e, portanto, a utilização simbólica da bandeira portuguesa por parte do CHEGA é ilegítima, senão mesmo ilegal, porque, para a Raquel Varela, o CHEGA é um partido “fassista”. Não há como contornar este problema.


Um historiador que investiga “causas”, “estruturas”, ou “leis” na História, acaba por se fechar na sua própria subjectividade: é o caso da Raquel Varela.

A ambição de transcender (ir para além delas) as representações empíricas e extrínsecas da consciência alheia, transforma a História em uma mera projecção do historiador: se tenta ir “para além” da consciência dos sujeitos históricos, o historiador não descobre senão a sua própria consciência.

A maioria dos “historiadores” crê que os critérios de verosimilhança, prevalecentes no seu tempo, são universais.

A complexidade dos factos históricos é de tal forma, que as teorias mais estapafúrdias encontram sempre justificações aplicáveis — como é o caso da redução da ligação simbólica da “cruz de ferro” ao nazismo, ou da redução simbólica da bandeira nacional ao alegado “fassismo do CHEGA”. Na História, abundam exemplos para ilustrar as teorias mais heterodoxas da Raquel Varela.

Para Raquel Varela, o totalitarismo cripto-comunista de Putin deve ser exclusivista: segundo a Raquel Varela, a Ucrânia não tem o direito de se defender utilizando meios políticos semelhantes aos de Putin.

Por isso, “a abolição de partidos políticos, jornalistas, perseguições a gente de esquerda e imposição da censura nos media ucranianos” (sic) são atributos e meios de acção a que só o Putin tem direito legítimo: para a Raquel Varela, a utilização destes expedientes “fassistas” para defesa da Ucrânia, não é legítima.

Para Raquel Varela, o “fassismo” do cripto-comunista Putin é tolerável; mas o “fassismo” semelhante, o do Zelensky, já não é.

É este o “contexto” histórico defendido pela Raquel Varela que transforma a sua (dela) análise histórica (da invasão russa da Ucrânia) em uma projecção da sua própria (dela) ideologia.

A Raquel Varela não se dá conta — porque o QI não ajuda, por um lado, e porque ela teria que ter estudado filosofia muitos anos a fio, por outro lado — de que um “historiador” estrangeiro, por mais sagaz que seja, transcreve sempre a sinfonia histórica da Ucrânia em uma partitura para flauta. E, a esta simplificação da História daquele país, a Raquel Varela chama de “contexto”.

“¿E se fosse um branco?”

Imaginem que um branco vestia uma t-shirt com as seguintes palavras impressas: “Branco, estás na tua terra!” — era ver o grande filho-de-puta do monhé a chamar-lhe “racista”.

branco na tua terra web

A primeira coisa que a elite política dos pretos das ex-colónias portuguesas fizeram depois da independência, foi vincar, bem claro, que os brancos não estavam na terra deles.

Com Elon Musk no timão do Twitter, duvido que a censura aconteça

“O Twitter anunciou que não permitirá anunciantes que neguem o consenso científico sobre as alterações climáticas, fazendo eco de uma política já em vigor na Google – noticia a agência Lusa em 23-4-2022.”

Twitter vai banir “negacionistas” climáticos

Segundo Elon Musk, só o discurso proibido por lei será censurado no Twitter. Sublinho: proibido por lei. E, que eu saiba, negar que “o clima nunca terá mudado antes do capitalismo”, não é ainda proibido por lei.

O Poder fáctico da Esquerda, que pretende censurar a opinião geral e estabelecer um Totalitarismo de Veludo, ficou seriamente ameaçado com a compra do Twitter por Elon Musk.

Com a libertação de Elon Musk, voltei ao Twitter

Eu fui banido do Twitter porque reagi a insultos múltiplos vindos de esquerdistas: a minha reacção aos insultos foi punida com banimento pelos censores esquerdopatas, mas os insultos dos esquerdistas raramente são punidos.

Com o advento da libertação do Twitter por parte de Elon Musk, voltei ao Twitter.


Tomem nota da minha conta: @OBraga_02

elon musk tt web

O blogue “Estátua de Sal” e os textos de José Pacheco Pereira

O blogue “Estátua de Sal” publica sistematicamente os textos “me®diáticos” de José Pacheco Pereira; mas fez vista grossa em relação a este texto, porque não cumpre os requisitos obrigatórios da narrativa cripto-comunista ortodoxa.


Quem legitima e favorece o PCP com o seu discurso contorcido sobre a guerra? Os russos. Façam-nos justiça de perceber que nós percebemos.

Nem a Polónia, em 1939, nem a Ucrânia, em 2022, eram democracias perfeitas, mas havia um agressor e um agredido.

O PCP, para além de se ter perdido a si mesmo, acabou por fazer, nas suas palavras, o maior frete possível ao ‘patronato’.

Falar em guerra sem nomear o agredido e o agressor, e tirar daí consequências, é colocar-se do lado do agressor. Quem beneficia na apresentação neutral da “guerra”? O agressor.

Quem beneficia numa defesa da “paz” que trata os beligerantes como iguais? O agressor.

Quem fala em detalhe dos males de “uns” (os ucranianos) e genericamente e sem pormenores dos males dos “outros” (os russos) não está do lado da “paz”, mas da guerra. Quem justifica, legitima, favorece, protege o PCP com o seu discurso contorcido sobre a guerra? Os russos. Toda a gente percebe, a começar por muitos eleitores, simpatizantes e militantes do PCP, por isso é que esta situação é devastadora para o PCP. Façam-nos justiça de perceber que nós percebemos.”

José Pacheco Pereira (ler aqui em PDF)

A obsessão liberal pela “igualdade” é o fundamento do novo totalitarismo

A busca pela “igualdade total” impõe um totalitarismo neognóstico que, através da ideologia, pretende alterar/modificar a estrutura fundamental da Realidade. igualdade novo totalitarismo web

“O gnosticismo é um sistema de crenças que nega e rejeita a estrutura da realidade, particularmente a realidade da natureza humana, e substitui-a por um mundo imaginário construído por intelectuais gnósticos e controlado por activistas gnósticos.”

Eric Voegelin


O “totalitarismo” é a realidade empírica da “Vontade Geral“.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

O liberal/democrata começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado.

Para o liberal, a “igualdade” é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias — por exemplo, com a instituição liberal do aborto como um “direito à igualdade da mulher”. As matanças liberais e democráticas pertencem à lógica de um sistema obcecado pela “igualdade”.

O liberalismo progressista e igualitarista ignora a diferença entre verdades e erros: apenas distingue a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. Em nome da “igualdade”, o liberal degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo liberal não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura liberal espelha a merda em que se transformou o espírito humano.

É isto que a aliança entre o IL (Iniciativa Liberal), e o Partido Socialista do monhé, pretende para Portugal

escravatura em serpa

“Cerca de duas centenas de imigrantes moldavos estarão a ser escravizados em Serpa, cidade do concelho de Beja. Além de trabalharem horas a fio sem condições, nem sempre auferem um salário. A remuneração, suspeita-se, estará a ser enviada para uma pessoa que se encontra fora do país.”

é disto que o IL (Iniciativa Liberal) gosta!