Para O Diabo que os carregue! – Crónicas (1998-2008)

Homenagem ao nacionalista Walter Ventura

distronr's avatarContra-Corrente

Autor: Walter Ventura

Título: Para O Diabo que os carregue!

Subtítulo: Crónicas (1998-2008)

Nº páginas: 370 | Formato: 150x210mm

ISBN: 9798445741213

Preço: 15 €

Este livro é uma justa homenagem a Walter Ventura que, no seu estilo muito próprio, assinou durante mais de uma década artigos no jornal O Diabo, reunindo-se neste volume aqueles que foram publicados entre 1998 e 2008, o período de maior regularidade deste bom combate.

Nestes artigos são citadas diversas personalidades e analisados acontecimentos que moldaram a nossa História mais recente. Enriquecido com quase duas centenas de notas explicativas, esta obra, para além dos artigos de um grande patriota, constitui um documento de inegável valor histórico.

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A pronúncia de Ariano Suassuna

¿Já notaram que o Ariano Suassuna não tinha sotaque do Rio de Janeiro ou de S. Paulo?

O português do nordeste do Brasil é muito mais próximo do português de Portugal e dos outros países de língua portuguesa.

O linguajar do Rio de Janeiro e de S. Paulo — aquela língua “diferentxi” , que pretende ser o português oficial do “Brásiu” — não é o único sotaque do Brasil (graças a Deus!).

Aliás, os maiores nomes da intelectualidade brasileira recente, como por exemplo, Olavo de Carvalho, Ariano Suassuna (+ 2014), Clarice Lispector (+ 1977), Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Carlos Drummond de Andrade (+ 1987), entre outros — fazem (ou faziam) questão de se demarcar do linguarejar carioca.

A filosofia continua agarrada ao passado epistemológico, por pura conveniência egológica dos “filósofos”

Eu entendo por que razão o ensino da filosofia continua a fazer, de Kant ou de Russell, paradigmas que orientam a mundividência intelectual. Mas a verdade é que Kant e Russell estão (em grande parte) obsoletos, porque o primeiro viveu antes de Einstein, e o segundo assumiu claramente que a teoria dos quanta era “coisa de malucos”.

Para um empiricista radical como era Russell, a teoria dos quanta não passava disso mesmo: uma teoria.

Escreve-se aqui, no Porta da Loja:

“É aqui que se explica a ideia de Kant sobre a existência de Deus, arrasando toda a tentativa intelectual de comprovar a Sua existência e reservando para a Crítica da Razão Prática os motivos pelos quais acredita que são diversos.”


Aconselho a leitura de uma série de apostilas:


A fenomenologia (Husserl) surgiu também depois de Kant e foi literalmente ignorada por Russell.

Partindo da noção medieval de “intencionalidade” (Brentano), segundo a qual “a consciência psicológica nunca está vazia e é sempre consciência de alguma coisa exterior a si”, Husserl estabeleceu que a consciência lógica não age a partir de dados empíricos, mas antes a partir de certas “essências” ou “objectos ideais”.

Por exemplo: se segurarmos esta mão cheia de fósforos, não podemos imaginar “claramente” os quarenta fósforos que ela contém, pois que nos servimos correntemente do número 40. Transpondo os “objectos ideais” para a lógica, Husserl infere que a consciência, munida de intencionalidade, abarca e cativa esses “objectos ideais”.


A ideia segundo a qual “Deus existe” é obsoleta; desde Karl Jaspers que sabemos isso. Deus não “existe” da mesma maneira ou forma que existe uma pedra, o meu vizinho ou o presidente da república.

“Existência é algo que nunca se tornará um objecto, é a origem, a partir da qual eu penso e actuo — existência é aquilo que apenas posso ser, mas que não posso ver ou saber”.

(Karl Jaspers, Von der Wahrheit, 1958).

Existência não significa um simples existir, mas sim uma categoria contraposta aos objectos.

A existência não é uma coisa do mundo, se se entende por mundo os objectos que nos rodeiam. Para a razão humana, a existência é um domínio que ela não pode alcançar através do pensamento, e que permanece totalmente remoto. A razão não encontra nada na procura da existência. A existência escapa ao pensamento que transforma tudo o que apanha em uma qualquer coisa objectiva. Tal como o ser humano não pode alcançar a sua própria sombra, o pensamento não pode alcançar a existência daquele que pensa.

Do ponto de vista do pensamento objectivo, a existência é um Nada da perspectiva do ser humano vivo, é a raiz absolutamente indubitável da qual o seu estar nasce a cada segundo.

Dizer que “Deus existe” é apenas uma força de expressão. Mas para Kant, a “existência de Deus” era um fenómeno literal, era uma “personagem” que existia em coadjuvação com o universo.


“É nesta parte que Russell escreve que Kant entende que a lei moral exige justiça i.e. felicidade proporcional à virtude e por isso só a Providência o poderá garantir. E é também aqui que se explica o conceito de imperativo categórico”.

¿Por que razão “a lei moral exige justiça”?! E que “justiça”? O que é a “justiça”?

Nem Russell nem Kant dizem por quê. Kant e Russell partem de um postulado, segundo o qual “a lei moral exige justiça”. Mas, por exemplo, para Hitler, a lei moral não exigia o mesmo tipo de “justiça” advogado por Kant e Russell. Este argumento de Russell e de Kant é muito fraco.

Ademais, o imperativo categórico pode ser explicado, grosso modo, da seguinte forma: segundo Kant, não é permitido mentir, por exemplo, porque a mentira considerada como uma lei geral — “todos podem mentir” — significaria o fim de qualquer comunicação humana.

Se o meu comportamento se orientasse por uma norma que me permitisse mentir sempre que quisesse, então todos os outros seres humanos teriam o mesmo direito de o fazer. No entanto, se todos podem mentir, não se acredita em ninguém e nenhum mentiroso alcança o seu objectivo.

Até aqui, Kant está correcto. Aplicada a todos os seres humanos de uma forma consequente, a máxima da mentira permitida, anula-se a si própria.

Porém, eu não sou — de modo algum — inconsequente se prefiro que os outros sigam as regras que eu próprio não gostaria de seguir. Se eu minto sempre que me apetece, mas desejo que todos os outros digam sempre a verdade, na minha qualidade de grande oportunista, sou, em certa medida, perfeitamente consequente com a aplicação do imperativo categórico de Kant.

Como a China ganha a guerra sem disparar um tiro

Imagens da cidade chinesa de Wuhan (de onde saiu o vírus COVID-19 de um laboratório de “alta segurança”), à esquerda; e da cidade de Nova Iorque, à direita  — na madrugada do dia 1 de Janeiro de 2021.

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Votos de um Feliz Natal !

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Este ano, a quadra de Natal tem sido atípica. Ainda assim desejo-vos um Feliz Natal (se possível, em família) e um Próspero Ano Novo!

O vírus COVID-19 é um produto laboratorial chinês

Segundo a médica e bióloga investigadora chinesa Li-Meng Yan (que conseguiu fugir da China comunista e vive hoje nos Estados Unidos), o COVID-19 é um produto do laboratório biológico da cidade chinesa de Wuhan — o que, aliás, eu já tinha defendido aqui em Março p.p..

O vírus COVID-19 não existia na Natureza antes de ser criado laboratorialmente pela China.

Li-Meng Yang web


A ler :

Vou deixar a Igreja Católica

Aquilo que o Henrique Raposo escreve, ou/e as opiniões dele, valem zero absoluto. O que me surpreende é que o sítio da Rádio Renascença, dita “católica”, dê eco a opiniões de autênticos mentecaptos.

rr-gay-web


Ontem o cardeal Müller afirmou (mutatis mutandis) o seguinte:

“Quando um papa tem uma opinião, e um cardeal (ou mais gente) tem opinião diferente, então aplica-se o princípio “in dubio pro Deo”: devemos então seguir as escrituras”.

E as escrituras contradizem a opinião da pessoa que ocupa o trono pontifício. Só nos resta agora deixar a Igreja Católica e abraçar a Igreja Ortodoxa.