A sanha da capital-do-império-que-já-não-existe contra o FC Porto

Na passada Segunda-feira, o FC Porto passou para o primeiro lugar no campeonato nacional, e imediatamente os poderes fácticos lisboetas se insurgem contra o clube, chegando ao ponto de revistar a casa de Iker Casillas.

Naturalmente que tiveram que dizer ao povo do norte que iriam fiscalizar “todos os clubes”: se assim não fosse, não conseguiriam disfarçar a sanha prepotente do poder centralizador da capital-do-império-que-já-não-existe.

O anacronismo actual do cuidado hospitalar, segundo o juramento de Hipócrates

A foto abaixo foi tirada em 1959 em um hospital público inglês; vemos, nela, um grupo de enfermeiras rezando, antes de iniciar o seu turno de trabalho.

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Esta foto é hoje um anacronismo — em um tempo em que (em alguns países) o Estado já pede ao pessoal hospitalar que mate os doentes.

Aliás, o acto de oração, retratado na foto, é (hoje) ilegal; é uma blasfémia contra o Zeitgeist: uma enfermeira que reze em serviço pode ser sujeita a processo disciplinar, porque, alegadamente, é um exemplo de “ódio” que pode ser participado às autoridades.

Em apenas 60 anos, a realidade reflectida naquela foto parece nunca ter existido; e para a dissipação daquela realidade contribuíram também os mentores católicos do concílio do Vaticano II, e os “teólogos” da estirpe do Anselmo Borges — os mesmos que vêm agora hipocritamente carpir contra a legalização da eutanásia patrocinada pelo Estado.

Eu concordo com a posição do Partido Comunista acerca da legalização da eutanásia

Desde logo, concordo com o termo “provocação da morte antecipada”, em vez de “eutanásia”: o termo “morte antecipada” é mais abrangente do que “eutanásia”. E, com todo o texto, concordo a 100 porcento (ler em ficheiro PDF).

O Partido Comunista põe a nu (no referido texto) o ideário político da legalização da provocação da morte antecipada : esse ideário faz parte da agenda política da plutocracia globalista (com origem nos Estados Unidos), a que obedecem caninamente os seus serviçais e caciques portugueses do Bloco de Esquerda, do Partido Socialista e do Partido Social Democrata.

Patricia MacCormackÉ nesse contexto ideológico, patrocinado pela plutocracia globalista, que verificamos (por exemplo) casos como o de Patricia MacCormack (na imagem), professora na universidade de Cambridge (pasme-se!), que lançou um livro com o título “The Ahuman Manifesto” (“O Manifesto Inumano”) — em que a dita “professora universitária” de Cambridge defende que se acabe com a espécie humana, para “salvar o planeta” — o que é um absurdo total!: se não existirem seres humanos para desfrutar da vida no planeta, qual é o sentido de “salvar” o planeta?!
Ao longo da História, verificámos que as famílias numerosas sempre assustaram os poderosos…

Os professores universitários actuais são cada vez mais assim…

Gente como Patricia MacCormack é alcandorada a posições de docência nas universidades ocidentais porque é subsidiada (através dos seus caciques locais) pelos globalistas dos países anglo-saxónicos. É esta a nova “elite” patrocinada pelo globalismo.

A legalização da provocação da morte antecipada faz parte de uma agenda política tenebrosa, diria mesmo, neofascista. Neste aspecto, o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata colaboram com essa agenda política neofascista globalista.

Ademais, a legalização da provocação da morte antecipada é inconstitucional, porque atenta contra o princípio da igualdade inscrito na Constituição; como se pode ler no texto:

«O princípio da igualdade implica que a todos seja reconhecida a mesma dignidade social, não sendo legítima a interpretação de que uma pessoa “com lesão definitiva ou doença incurável” ou “em sofrimento extremo” seja afectada por tal circunstância na dignidade da sua vida.»

O André Ventura vai com muita sede ao pote

«O líder do Chega, André Ventura, anunciou, este sábado, a sua candidatura às próximas eleições presidenciais, marcadas para Janeiro de 2021

O CHEGA, de André Ventura, faz-me lembrar uma experiência que eu tive em um Verão no princípio da década de 1990, quando fui passar uns (poucos) dias de férias à praia de Vila Chã, perto da Póvoa de Varzim: estava por lá, de passagem, um circo; e resolvi levar as crianças a ver os palhaços.

Reparei numa coincidência: o homem da bilheteira era o mesmo que controlou os bilhetes à entrada; além disso, ele era o domador dos leões, e era também o palhaço. Ou seja, era o “homem-circo”.

O André Ventura também parece o “homem-circo”. Faz também lembrar um certo partido político que já não existe, e que foi fundado por um advogado que tinha sido bastonário da Ordem e euro-deputado.

Corrida de São Silvestre em Espanha

perspectivas

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O enorme problema que é a actual Esquerda

perspectivas

Vemos, no vídeo abaixo, um esquerdista americano que pretende ser eleito pelo Estado do Maine. A retórica da Esquerda actual é racista — anti-semita (por exemplo, com Corbyn ou com Alexandria Ocasio-Cortez) e anti-europeia:

“Se a taxa de suicídio aumentou entre os homens brancos, esse facto é muito bom!”.


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Eu detesto ter razão antes do tempo

Em Outubro de 2013, alguns meses depois do papa Chicozinho se ter guindado ao Poder do Vaticano, fiz a carta astral dele; e, sobre o Chico, escrevi o seguinte:

“O Sol em sagitário e na casa 6 revela um revolucionário, na acepção política e moderna do termo — um revolucionário utopista que trabalha para um “mundo melhor”. Um homem pragmático na realização da utopia, e não propriamente um místico.

A lua em aquário e na casa 7 revela um indivíduo extremamente frio, distante e impessoal na relação com os outros (pode parecer o contrário, se “Francisco” fizer por parecer o contrário). Mas quando não se quer envolver em determinadas situações, acaba por reagir de uma forma bastante emotiva. É muito imprevisível nas relações com os outros.

Vénus em aquário e na casa 7 revela dificuldades em lidar com os outros no plano emocional, por um lado, e por outro lado, revela uma tendência para a temeridade (o que é diferente de coragem, como se sabe), o gosto pelo risco nas relações humanas e uma atracção pelo que é diferente.”

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Não confundir “Estado” e “Nação”

O que está escrito aqui é falso:

“ A «pátria» é a «terra dos pais», liga com um passado que se quer projectar para o futuro. A Nação, ao contrário, é outra coisa: é um conceito essencialmente moderno, não anterior à Revolução Francesa e que substitui o de Reino. (…) Dito de outra forma, a origem do Nacionalismo é fundamentalmente liberal e burguesa, referindo-se a uma ordem de ideias que tem que ver com os valores inerentes às revoluções liberais do século XIX.”

Desde logo, confunde-se o conceito de “nação”, por um lado, com o conceito de “Estado”, por outro lado. Esta confusão é imperdoável.

A Razão de Estado, essa sim, tem origem na modernidade.

A palavra “nações” já era utilizada no latim “natione”, e portanto tem muito mais do que dois mil anos. Dizer que o termo latino “natione” é modernista, só pode vir de uma mente esdrúxula.

O historiador romano Estrabão definiu (no século I d.C.) a Lusitânia nos seguintes termos: “A mais poderosa das nações (latim “natione”) da Hispânia, aquela que, entre todas, por mais tempo deteve as armas romanas”.

Grande parte dos países da Europa são “nações históricas” (como é, por exemplo, o caso de Espanha, onde têm politicamente coexistido várias nações propriamente ditas; ou o caso do Império Austro-húngaro).

Uma “nação histórica” é sinónimo de “albergue espanhol”.

E por isso é que o Ernesto Milá, sendo espanhol, confundiu (penso eu que de forma propositada) “nação” e “Estado”. Hoje, é o Estado que substitui o antigo Reino — e não a Nação.

No caso português — onde a evolução linguística e cultural tem sido homogénea (em oposição à heterogeneidade da Espanha) desde a fundação da nacionalidade (e não fundação da “patrionalidade”) — estamos em presença de uma nação propriamente dita.

Em Portugal, o Reino coincidia com a Nação, o que nunca aconteceu com o centralismo castelhano e/ou espanhol.

A diferença entre “nação” e “pátria” é apenas etimológica. Pátria tem uma conotação romântica, literária, retórica; Nação tem uma conotação histórica e científica. Basicamente significam a mesma coisa.

Coisa diferente é o termo “nacionalismo”, que pode ter significados ligeiramente diferenciados. Fernando Pessoa escreveu:

« O nacionalista tradicionalista vai ao passado para descobrir o presente. O nacionalista integral vai ao presente e ao passado para descobrir o presente. O nacionalista cosmopolita busca o presente apenas no presente. » → Fernando Pessoa, in “O Preconceito Tradicionalista”.