Discurso de André Ventura a propósito da Constituição de 1976

Eu era adolescente quando a Constituição de 1976 congeminou o PREC [Processo Revolucionário em Curso]. Ainda assim, sou testemunha viva de que o que André Ventura diz, no seu discurso, é verdadeiro.

Com esta Constituição, passámos de uma ditadura para uma ameaça séria de implantação de um regime totalitário que, por definição, conseguiria ser pior do que a ditadura do Estado Novo.

Após várias revisões / remendos politicamente correctos, a Constituição de 1976 manteve contudo os seus traços anti-liberdade, até aos nossos dias. Vai ser preciso rever esta Constituição, extirpando dela as influências e componentes “totalitarizantes”.

Os americanos deverão ser convidados a sair da base das Lajes

Donald Trump é um fascista.

Aconselho a leitura do livro do autor britânico Laurence Rees, com o título “The Nazi Mind”, que pode ser comprado no Wook.pt. Existe na FNAC uma edição em brasileiro, mas eu preferi ler em inglês.

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Basta ler a primeira página do dito livro, que contém um resumo do mesmo, para constatarmos de que Donald Trump é um fascista. E não só ele: personagens como Miller ou Vance partilham das mesmas características fascistas de Donald Trump.

O ataque à Venezuela tem menos a ver com o petróleo do que com o dólar — que, para Trump, é o símbolo do Poder universal. Trata-se da imposição ao mundo do Lebensraum do fascista Donald Trump. Mesmo que os Estados Unidos consigam investir na extracção do petróleo da Venezuela, só irão tirar os respectivos proventos daqui a 10 anos, e depois de investirem 100 mil milhões de Euros. Portanto, o motivo principal do ataque à Venezuela não é o petróleo: é o Lebensraum e a protecção do dólar.

A Venezuela, depois de ter sido expulsa da organização SWIFT pelos Estados Unidos, estava a transaccionar no petróleo em Euros, em Rublos e em Yuan (a moeda chinesa), abrindo um perigoso precedente para o dólar.

O actual acordo União Europeia com o Mercosul é também considerado uma abominação pelos Estados Unidos: não só de Trump mas também pelos Republicanos em geral — porque a moeda a utilizar como referência no acordo Mercosul é o Euro.

Ou seja, o Euro consolida-se, por um lado, e por outro lado as economias mundiais tendem a trocar dólares por ouro ou por Euros. Porém, a culpa da actual decadência do dólar é do próprio Trump, que criou uma enorme instabilidade na economia mundial quando tentou instrumentalizar as taxas aduaneiras como arma de arremesso contra o mundo inteiro. Temos aqui a cara chapada de um fascista.

A actual ameaça de Donald Trump contra a integridade territorial da Dinamarca (Gronelândia) é própria de um fascista. A invasão da Gronelândia faz parte da política do novo Lebensraum fascista da actual administração Trump. O Lebensraum é a necessidade da ocupação de um território alheio apenas movido pela sede de Poder ou mesmo capricho, e muitas vezes constituindo-se um acto gratuito. Por outro lado, Trump aproveita-se da necessidade que a Europa tem da venda de armamento dos Estados Unidos, para posterior entrega à Ucrânia, para declarar guerra à NATO.

Porém, a administração Trump está pejada de estúpidos. São fascistas estúpidos — passo a redundância.

Trump ameaça ocupar a Gronelândia e, em consequência, irá perder o mercado da economia europeia de mais de 20 biliões de Euros (triliões, na nomenclatura americana). Os Estados Unidos estão apostados em destruir a União Europeia; por isso, a União Europeia deve começar já a solicitar aos Estados Unidos que abandonem as suas bases militares da Europa.

A NATO já não faz sentido.

Os me®dia e o Sistema já condenam o debate de ideias

Não é por acaso que o radical trotskista Daniel Oliveira se sente bem no semanário Expesso: aquilo é um fojo, um covil, guarida de malfeitores.

democracia perigosa henrique raposo web

Não tarda nada e veremos os me®dia a defender publicamente a legitimidade do regime de Putin. Já faltou mais.

“Demagogia” e “populismo” são os vocábulos que os ditos “democratas” de pacotilha empregam quando a democracia os assusta. A corrupção ideológica do sistema vigente atingiu um nível tal que se legitima agora o fim do debate político.

Na escola de Platão, a democracia repugnava porque (naquele tempo) esta negava a autonomia dos Valores — e não (como diz o idiota) por uma putativa ameaça à verdade.

Pelo menos desde Platão que os “intelectuais” defendem a ideia de que o povo deve ser governado discricionariamente por uma elite, e independentemente da vontade popular — não obstante Karl Popper ter bastamente demonstrado que, ao longo da História, os povos têm errado menos do que as elites governantes.

Defender a legitimidade racional da República de Platão só pode vir de um deficiente cognitivo do quilate do Henrique Raposo.

A retórica cultural substitui hoje a retórica patriótica, nas efusivas expectorações dos tontos como o Henrique Raposo. E partem sempre do princípio de que o povo é tonto.

Temos hoje uma classe social elitista (ruling class) que governa despoticamente de uma forma insidiosamente dissimulada, ao mesmo tempo que defende sub-repticiamente a construção política e social da ausência de classes sociais. Gente como o Henrique Raposo são os lacaios dessa ruling class.

O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda : “Les bons esprits se rencontrent…”

O ex-secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e a eurodeputada Marta Temido são dois dos apoiantes da flotilha humanitária que está a caminho de Gaza, na qual seguem três portugueses: a bloquista Mariana Mortágua, o activista Miguel Duarte e a actriz Sofia Aparício.

No PS, os deputados Isabel Moreira, Marina Gonçalves, Miguel Costa Matos, Tiago Barbosa Ribeiro, Jamila Madeira e Eva Cruzeiro também são apoiantes da flotilha da Liberdade, assim como a eurodeputada Ana Catarina Mendes e a ex-deputada Ana Isabel Santos.”


O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda estão cada vez mais próximos, mais iguais. Praticamente já não se distinguem um do outro.

Votar no Partido Socialista é votar no Bloco de Esquerda. São dois partidos extremistas e anti-Ocidente, duas faces da mesma moeda radical.

Ursula von der Leyen e o “offshore wind”

O. Braga's avatarperspectivas


Vemos, aqui em baixo, um gráfico da rede eléctrica da Alemanha.

O chamado “offshore wind”, ou “vento do mar”, é a fonte de energia mais cara que existe, e é a menos útil para uma rede eléctrica.

Vemos, no gráfico (clica, para aumentar a imagem), e a azul mais escuro em baixo, a produção alemã do “offshore wind” ou “vento do mar”.

Aumentar o “vento do mar” é aumentar a sua inutilidade.

wind offshore web

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