A Lei 67/2025 ou Lei dos Okupas, e a Direita esquerdista do PSD/CDS

Desde que Paulo Portas se apoderou do CDS (1997), eu sempre disse que “o CDS fecha a Esquerda à direita” — ou seja, a Esquerda tinha e tem um espectro político que vai da extrema-esquerda (Bloco de Esquerda) até ao chamado “centro político” (CDS).

O CDS só foi de Direita com Adriano Moreira e Manuel Monteiro, e talvez com Lucas Pires. A partir da tomada de poder, no partido, de Paulo Portas, o CDS tem vindo “a fechar a Esquerda à direita”.

Hoje, o PSD absorve o CDS de Nuno Melo, e ambos os partidos “fecham a Esquerda à direita”.

A lei dos Okupas, ou seja, a Lei 67/2025 de 24 de Novembro, é um exemplo de uma lei de uma pseudo-direita maçónica:

  • com a alteração do Código Penal, estabelece as penas para os Okupas;

  • mas, através da alteração do Código de Processo Penal, a alteração referida do Código Penal é “minada” através da definição clara da possibilidade de discricionariedade de juízo por parte do juiz (Artº 200, nº 8), por um lado, e por outro lado através da revogação automática da culpa e da pena aplicável no Código Penal se “tiver lugar a desocupação voluntária do imóvel” (idem, nº 9).

Ou seja: eu ocupo uma casa, o juiz pode ou não (discricionariamente) obrigar a desocupação imediata; mas se eu sair da casa voluntariamente, segue-se que então não há crime e nada me acontece.

Esta lei é de Esquerda.

André Ventura: “Portugal pertence à O.T.A.N., mas não muito…”

Segundo depreendi das palavras de André Ventura de ontem, Portugal deverá permanecer na O.T.A.N., mas se um país da organização for atacado pela Rússia, Portugal não terá nada a ver com isso.

Ou seja, segundo Ventura, Portugal está na O.T.A.N.; mas não está na O.T.A.N..

A posição de André Ventura em relação à Ucrânia não é muito diferente da posição de Marine Le Pen, da AfD (Alternative für Deutschland) e de Viktor Órban; e é muito diferente da posição de Giorgia Meloni, por exemplo.

A pequena diferença entre André Ventura, por um lado, e Viktor Órban ou Marine Le Pen por outro lado, é que o primeiro diz que está solidário com a Ucrânia, embora conclua que não está solidário com a Ucrânia — ao passo que os dois últimos dizem que são claramente a favor da Rússia e contra a Ucrânia. A diferença é uma questão de retórica.

A posição do André Ventura em relação à possibilidade de haver tropas europeias da O.T.A.N. na Ucrânia é um NIN: é como o Melhoral, não faz bem nem faz mal.

Nota: O Portugal de Salazar foi neutral na II Guerra Mundial, mas foi antes de entrar na O.T.A.N..

Os me®dia e o Sistema já condenam o debate de ideias

Não é por acaso que o radical trotskista Daniel Oliveira se sente bem no semanário Expesso: aquilo é um fojo, um covil, guarida de malfeitores.

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Não tarda nada e veremos os me®dia a defender publicamente a legitimidade do regime de Putin. Já faltou mais.

“Demagogia” e “populismo” são os vocábulos que os ditos “democratas” de pacotilha empregam quando a democracia os assusta. A corrupção ideológica do sistema vigente atingiu um nível tal que se legitima agora o fim do debate político.

Na escola de Platão, a democracia repugnava porque (naquele tempo) esta negava a autonomia dos Valores — e não (como diz o idiota) por uma putativa ameaça à verdade.

Pelo menos desde Platão que os “intelectuais” defendem a ideia de que o povo deve ser governado discricionariamente por uma elite, e independentemente da vontade popular — não obstante Karl Popper ter bastamente demonstrado que, ao longo da História, os povos têm errado menos do que as elites governantes.

Defender a legitimidade racional da República de Platão só pode vir de um deficiente cognitivo do quilate do Henrique Raposo.

A retórica cultural substitui hoje a retórica patriótica, nas efusivas expectorações dos tontos como o Henrique Raposo. E partem sempre do princípio de que o povo é tonto.

Temos hoje uma classe social elitista (ruling class) que governa despoticamente de uma forma insidiosamente dissimulada, ao mesmo tempo que defende sub-repticiamente a construção política e social da ausência de classes sociais. Gente como o Henrique Raposo são os lacaios dessa ruling class.

Uma Justiça enviesada irá tornar o ambiente político irrespirável

Imaginem um cartaz do Bloco de Esquerda com as seguintes frases: “A lei é para todos”; e “os capitalistas têm que pagar impostos”.

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Não lembraria ao careca que a AEP fosse processar a Mariana Mortágua por injúria ou difamação — porque o cartaz seria de Esquerda.

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Mas se o cartaz é de Direita — como é o cartaz dos “ciganos que têm que cumprir a lei” —, então já vale a judicialização da política, e a intervenção de uma Justiça enviesada e injusta.

Aplica-se aqui o conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse:Tudo o que vem da Esquerda é bom, e tudo o que vem da Direita é mau”. E os juízes da república das bananas assinam por baixo.

O argumento segundo o qual “o André Ventura não é católico”

Os me®dia e os jornaleiros invocam amiúde a pretensa hipocrisia de André Ventura, alegadamente porque ele vai à missa mas não defende as portas abertas à imigração. Para tal, o jornalixo invoca o papa Chico e o Leão XIV — mas os jornaleiros nunca dizem a verdade: o Estado do Vaticano não acolheu um só imigrante!

Que fique bem claro: nem o Cristianismo nem o paganismo defendem éticas altruístas.

Tanto a moral cristã como a pagã são individualismos éticos que impõem deveres sociais apenas como meios para o aperfeiçoamento individual terreno, tendo em vista a salvação.

O facto de o Estado do Vaticano não ter acolhido um só imigrante diz bem da hipocrisia do Leão XIV. Aqui, o hipócrita não é André Ventura que apenas segue o padrão ético tradicional do Cristianismo: o hipócrita é o Leãozinho, porque defende que se deve fazer uma coisa e faz outra (bem prega Frei Tomás…!).

Sobre o campanário da igreja moderna, o clero progressista do Leãozinho, em vez de uma cruz, coloca um cata-vento para seguir caninamente o Espírito do Tempo.

A Igreja Católica — até Concílio do Vaticano II — evitou o seu esclerosamento em seita quando pediu ao cristão que exigisse a sua própria perfeição, e não que a exigisse ao seu vizinho. Hoje, a Igreja Católica tende a transformar-se em uma seita.

A angústia da Igreja actual — a do Leãozinho — perante a miséria das multidões obscurece a sua consciência de Deus.

No seio da Igreja Católica actual, existem os “integristas” que são os que não perceberam ainda que o Cristianismo necessita de uma teologia com algumas alterações em relação à teologia tradicional, e existem os “progressistas” que são os que não perceberam que a nova teologia deve ser cristã. O falecido Chico e o Leãozinho fazem parte do grupo dos “progressistas”.

Os idiotas que noutros tempos atacavam a Igreja Católica, são os mesmos que agora se encarregam de a reformar. Há dois séculos para cá que o “Cristianismo primitivo” se acomoda, a cada novo decénio, às opiniões da moda.

Se a Igreja Católica do Leãozinho se converter num partido político (como já está a acontecer), as portas do inferno vomitarão quantos eleitores forem necessários para a submeter. Até ao Concílio do Vaticano II, a Igreja Católica absolvia os pecadores; hoje, a Igreja Católica do Chico e do Leãozinho absolve os pecados.

Por isso é que a classe política do sistema actual protege os ciganos

Na actual sociedade do Estado progressista, as classes com interesses opostos já não são a burguesia e o proletariado, mas antes são a classe que paga impostos, por um lado, e, por outro lado, a classe que vive na chulice e à pala dos impostos pagos pela maioria.

Por isso é que os políticos da Esquerda (PSD incluído) protegem e respeitam o modus vivendi dos ciganos: comem todos da mesma gamela.

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O Capitão Iglo e a falácia ad Hitlerum

Reductio ad Hitlerum, ou argumento ad Hitlerum, é um termo cunhado pelo (grande) filósofo Leo Strauss em 1951.

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O argumento ad Hitlerum é uma falácia lógica (informal) que consiste em tentar refutar a opinião de um seu adversário comparando-o com a opinião que seria alegadamente defendida por Adolfo Hitler ou pelo partido nazi alemão.

O argumento ad Hitlerum é uma forma de ad Hominem ou de ad Misericordiam. O que se pretende, com o uso da falácia ad Hitlerum, é associar a culpa [associação de culpa dos actos de Hitler] ao adversário político. De facto, o argumento ad Hitlerum é uma variação do argumento ad Absurdum utilizado contra o seu adversário político.

Por exemplo:

“Hitler foi um patriota, e portanto o patriotismo é uma forma de fascismo.”

O Capitão Iglo é o que, no Brasil, chamam de “Milico”. Dos dois neurónios de um militar de carreira não pode sair grande coisa.

O anão está acagaçado

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Os donos da democracia, de quem o anão é um dos porta-vozes, já decidiram que o povo não pode eleger André Ventura para presidente da república.

Para os donos da democracia, a “unidade dos portugueses” é sinónimo de “unanimismo” 1.

Em Portugal impera um certo nanismo moral e político de quem se arroga no direito de impôr ao povo o resultado do voto; ora, este nanismo político é insuportável, nauseabundo: reduz Portugal a uma república das bananas.

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Nota

1. condição do que é unânime, do que é aceite por todos; comunhão de pareceres ou de vontades entre diversas pessoas acerca de uma determinada matéria.

O exercício retórico narcisista do Gabriel Mithá Ribeiro

O ego de Gabriel Mithá Ribeiro é do tamanho do universo; e depois critica o narcisismo dos outros. Senão vejamos a abertura do texto dele (aqui, em PDF):

“A evidência transitou de latente a cristalina quando a causa nobre pela qual me bato há mais de vinte anos, a reforma do ensino, a que sobrava da minha missão de deputado, também foi atingida pela cultura de cancelamento com o anúncio do governo sombra. Foi a derradeira oportunidade que poderia conceder ao predador psicológico André Ventura de anular a minha existência.

Renunciei de imediato ao mandato na Assembleia da República e desvinculei-me do Chega, pois não toleraria a mim mesmo arrastar-me numa das mais escandalosas práticas de parasitismo social e subsídio-dependência, a condição de deputado-joguete nas mãos de um líder narcísico incompatível com qualquer forma de sujeito colectivo, que tratou de destruir os fundamentos de uma instituição sólida que lhe servisse de filtro existencial.”

A criatura escreve em Acordês, pelo que tive que fazer as devidas e necessárias correcções no trecho supracitado.

O Gabriel Mithá Ribeiro filiou-se no partido CHEGA para ser Ministro da Educação (!) — é o que se depreende logicamente da citação supra. Ora, só um ego descomunal se filiaria num partido expressamente para vir a ser ministro.

Pode ser normal acontecer o contrário: um ministro filiar-se no partido que o convidou para o governo; mas um tipo aderir a um partido expressamente para ser ministro revela um ego do tamanho do mundo.

O Mithá Ribeiro considera-se tão importante (o tal ego patológico que ele critica nos outros, em forma de projecção) que ajuizou que o André Ventura quis propositada- e expressamente “anular” a sua (daquele) “existência” (!).

Ou seja, segundo a referida criatura, o André Ventura acordava de manhã a pensar em como tramar o Gabriel Mithá Ribeiro, e deitava-se à noite a pensar neste.

E como o André Ventura não o escolheu para o Governo Sombra — assim como não escolheu o professor João Tilly que teria muito melhores credenciais políticas para o cargo de Ministro da Educação — vai daí, em uma atitude narcísica de primeira água, o Ribeiro desfilia-se do CHEGA e acusa o André Ventura de “narcisismo”.

Em resumo, segundo o Mithá Ribeiro, o André Ventura não seria “narcisista” se o escolhesse para Ministro da Educação do Governo Sombra do CHEGA. O ego da criatura é tão disforme que pretendia mandar no líder do partido.