Uma figueira que não dá frutos tem que ser cortada

No Evangelho de hoje, a Parábola da Figueira (Lucas 13, 6 – 9) aplica-se à actual Igreja Católica do papa Chico. É uma igreja que não dá frutos, mesmo que lhe deitemos adubo.

À semelhança da figueira que não dá frutos, a igreja privada do Chico terá que ser cortada.

papa-chico-montagem-web

Vou deixar a Igreja Católica

Aquilo que o Henrique Raposo escreve, ou/e as opiniões dele, valem zero absoluto. O que me surpreende é que o sítio da Rádio Renascença, dita “católica”, dê eco a opiniões de autênticos mentecaptos.

rr-gay-web


Ontem o cardeal Müller afirmou (mutatis mutandis) o seguinte:

“Quando um papa tem uma opinião, e um cardeal (ou mais gente) tem opinião diferente, então aplica-se o princípio “in dubio pro Deo”: devemos então seguir as escrituras”.

E as escrituras contradizem a opinião da pessoa que ocupa o trono pontifício. Só nos resta agora deixar a Igreja Católica e abraçar a Igreja Ortodoxa.

O papa Chico e a divisão na Igreja Católica

chico-reino-dividido-web

17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes:

Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá casa sobre casa. 18 Ora, se Satanás também está dividido contra si mesmo, ¿como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demónios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demónios, ¿por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas, se eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós.”

(…)

23 “Quem não está comigo, está contra mim. E quem não junta comigo, dispersa.”

(Lucas, 11, 17- 23)

O CDS está num beco sinuoso e apertado, de difícil saída

A Joana Bento Rodrigues escreveu o seguinte:

«Ora, muitos dos que apoiam e continuam a votar no CDS, fazem-no por convicção na sua doutrina e nos seus valores. Como tão bem referiu o líder [o Chicão] em entrevista recente, o CDS é o partido dos valores, do conservadorismo, “da solidariedade, da família, da vida, da dignidade da pessoa, da constância, da firmeza”.»

Mais adiante, ela escreve:

«(…) o CDS-PP, que se assume como democrata-cristão e da direita conservadora (…)»


Ora, o Chicão diz que o CDS é o “partido dos valores”, mas ficamos sem saber exactamente quais as consequências políticas da assunção esses valores, por um lado, e por outro lado, o Chicão não nos diz de onde esses “valores” são originários. A Joana Bento Rodrigues dá-nos uma pista, quando fala em “democracia-cristã”; mas a opinião da Joana não define a linha política e ideológica oficial do CDS — o conceito de “democracia-cristã” foi formal- e substantivamente banido do CDS desde que o Manuel Monteiro deixou a liderança daquele partido.

Os “Valores, do conservadorismo, da solidariedade, da família, da vida, da dignidade da pessoa”, têm uma origem ideológica e filosófica profundamente enraizada no Cristianismo.

Se retirarmos, aos tais “valores”, a influência histórica e cultural cristã, ficaríamos com uma mão cheia de nada: não saberíamos por que razão teríamos como dever adoptar a solidariedade, respeitar a família e da vida humana.

Isto não significa que todo o militante ou simpatizante do CDS teria que ser um religioso praticante; não é isso que eu pretendo dizer. O que eu digo é que o CDS terá que assumir publica- e oficialmente a matriz cristã do seu ideário — porque, caso contrário, em pouco se distingue formalmente do PSD ou do Partido Socialista. Em política, o formal tem muita importância.

Eu percebo a dificuldade do Chicão: em um tempo em que a Igreja Católica do Chiquinho se compraz sistemicamente com Haraquiris públicos e com cedências à extrema-esquerda, é compreensível que um líder do CDS tenha alguma vergonha em se afirmar “católico”.

Mas o conceito de “democracia-cristã” não tem que ser, necessariamente, restrito ao conceito do “católico que está na moda”; o conceito de “Cristianismo” ultrapassa largamente as modas pueris e radicais daquele Chicozinho que ocupa a cátedra do Vaticano.

chico-priests-web

Quando os ateus de serviço nos me®dia têm mais respeito pelo papa Chicozinho do que pelo povo católico

«Ou falamos, afinal, da intolerância do fundamentalismo católico que tudo faz para se opor ao Papa Francisco, cuja coragem e espírito progressista tanto incomodam os conservadores da igreja, dos “huguinhos”, à Fraternidade São Pio X, passando pelos “legionários de Cristo”?»

1/ Quando vemos os ateus em geral — e esta ateísta em particular — a tecer loas ao papa Chico, algo de muito grave se passa na estrutura hierárquica da Igreja Católica. Contudo, penso que o professor Bacelar Gouveia não deveria gastar cera com tão ruim defunta.

O facto de o papa Chiquinho e o cardeal de Lisboa beijarem os genitais ao António Costa não significa que os artigos da Constituição percam o seu valor e a sua objectividade.

Parece-me claro que se a Constituição não permite que o estado de excepção (ou estado de emergência) limite a liberdade religiosa, então segue-se que a Constituição deve ser revista para satisfazer a ateísta Bárbara Reis; ou então, a criatura deve meter a viola ao saco e ir cavar batatas, em vez de escrever em jornais.

papa-chico-comuna-400-webO que não vale (não é legítimo) é dizer-se que a Constituição pode ser sujeita a interpretações que justifiquem a própria defesa da inconstitucionalidade dos seus artigos.

Assim, por exemplo, o artigo 24, alínea 1., da Constituição, diz que “a vida humana é inviolável”; e o artigo 25, alínea 1., diz que “a integridade moral e física das pessoas é inviolável”. E o conjunto destas duas disposições legais não permite a eutanásia, ou mesmo o suicídio assistido patrocinado pelo Estado.

Ou seja, para que a eutanásia seja legalizável, é preciso previamente rever a Constituição. Não há aqui margem para “subjectivismos interpretativos” à moda da Bárbara Reis.

A ideia segundo a qual “nada, na lei fundamental, é objectivo” e “tudo na Constituição está sujeito à nossa interpretação” mais conveniente politicamente — esta ideia é assustadora. Passamos a viver juridicamente sobre areias movediças.

2/ A sra. Bárbara Reis deveria saber distinguir entre a lei, por um lado, e o seguidismo político do actual clero da Igreja Católica, por outro lado. Mas ela não parece saber fazer a distinção; e por isso é que o professor Bacelar Gouveia “está a chover no molhado” quando lhe faz qualquer crítica.

O facto de o papa Chiquinho e o cardeal de Lisboa beijarem os genitais ao António Costa não significa que os artigos da Constituição percam o seu valor e a sua objectividade.

A contrição do Anselmo Borges “Pachamama”

“O diálogo entre os comunistas e os católicos tornou-se possível desde que os comunistas falsificam Marx e os católicos deturpam Cristo”

→ Nicolás Gómez Dávila


papa-chico-montagem-webO Anselmo Borges “Pachamamalamenta aqui que “o marxismo não seja [hoje] um guia para quase ninguém”; e que, por isso, “há um grande vazio” e que “o que agora existe é uma grande inesperança/desesperança”. E quando o marxismo era um guia para muita gente — diz o Anselmo Borges “Pachamama” — “havia futuro: era uma sociedade que, apesar dos problemas, tinha futuro e tinha projectos de longo alcance”.

Por outro lado, o Anselmo Borges “Pachamama” critica ferozmente o passado histórico [da Europa], e faz o elogio da utopia futurista dos “amanhãs que cantam” — confundindo a utopia da imanência do Escathos  com o próprio Deus :

«Aquele Deus de quem o teólogo Karl Rahner disse que é “o Futuro Absoluto”, Futuro de todos os passados, Futuro de todos os presentes, Futuro de todos os futuros, na consumação e plenitude da existência de todos os homens e mulheres de todos os tempos»

O católico progressista/moderno — da laia do Anselmo Borges “Pachamama” — fala de “dimensão histórica” do cristianismo a fim de perverter a historicidade da sua origem, reduzindo-o à imanência de múltiplas metas históricas. “Reino de Deus”, no léxico progressista do Anselmo Borges “Pachamama”, é o sinónimo eclesiástico de “reino do homem”.

Neste contexto, a diabolização do passado [europeu] significa, para o Anselmo Borges “Pachamama”, a reificação de um futuro perfeito constituído pela construção do paraíso na Terra, e que passa pelo resgate do marxismo.

Enquanto isto não acontece — enquanto o marxismo não for resgatado —, “aquilo a que chamamos o progresso é [este] um vendaval”. Ou seja, — segundo o Anselmo Borges “Pachamama” — o progresso [seja o que isso signifique] só faz sentido [estético e ético] se emoldurado pelo marxismo.


O Anselmo Borges “Pachamama” remata o seu [dele] textículo da seguinte forma:

«A crise do nosso tempo manifesta-se essencialmente no esquecimento e obturação das grandes perguntas, decisivas, perguntas metafísico-religiosas

anselmo-borges-web¿E o que é que o Anselmo Borges “Pachamama” defende para remediar a situação da tal “crise metafísica” (para além de lamentar a decadência do marxismo)?

  • Defende a marxização do Cristianismo, por exemplo através da substituição da doutrina milenar da Igreja Católica pela Nova Teologia (e pela Teologia da Libertação);
  • defende a imanentização do Cristianismo, retirando-lhe a transcendência (ou atribuindo à transcendência uma função meramente secundária);
  • defende a redução da religião à matéria (seja o que for o que “matéria” signifique) e a politização da religião, ao mesmo tempo que critica aquilo a chama “política reduzida aos negócios” (como se a política pudesse ser, em qualquer tempo, coisa diferente);
  • defende a redução dos mistérios da doutrina da Igreja Católica — de Niceia e/ou de Calcedónia — a simples teorias metafísicas.

“Os tontos que antes criticavam a Igreja Católica, agora dedicam-se à sua reforma.”

— Nicolás Gómez Dávila

Eu detesto ter razão antes do tempo

Em Outubro de 2013, alguns meses depois do papa Chicozinho se ter guindado ao Poder do Vaticano, fiz a carta astral dele; e, sobre o Chico, escrevi o seguinte:

“O Sol em sagitário e na casa 6 revela um revolucionário, na acepção política e moderna do termo — um revolucionário utopista que trabalha para um “mundo melhor”. Um homem pragmático na realização da utopia, e não propriamente um místico.

A lua em aquário e na casa 7 revela um indivíduo extremamente frio, distante e impessoal na relação com os outros (pode parecer o contrário, se “Francisco” fizer por parecer o contrário). Mas quando não se quer envolver em determinadas situações, acaba por reagir de uma forma bastante emotiva. É muito imprevisível nas relações com os outros.

Vénus em aquário e na casa 7 revela dificuldades em lidar com os outros no plano emocional, por um lado, e por outro lado, revela uma tendência para a temeridade (o que é diferente de coragem, como se sabe), o gosto pelo risco nas relações humanas e uma atracção pelo que é diferente.”

papa-chico-montagem-web