O grande erro da Conferência Episcopal Portuguesa: adaptar a doutrina católica às opiniões publicadas no FaceBook

 

A Conferência Episcopal Portuguesa pretende cativar a juventude através da banalização das Escrituras; mas a estratégia de marketing ideológico não irá certamente resultar: quem não é jovem não irá à missa por causa da vulgarização do discurso doutrinal; e quem é jovem não vai à igreja porque pode tratar Deus por “tu”. Eu, pelo menos, vou deixar de ir à missa católica se o Padre começar a tratar Deus por “meu cunhado” ou “tiozinho da aldeia”, ou coisa que o valha.

Nova tradução da Bíblia trata Deus por  tu  e altera orações como o Pai Nosso

Um absurdo, tudo isto. O clero continua um processo de deterioração hermenêutica e simbólica das Escrituras, fenómeno que já vem do Concílio do Vaticano II.

O clero progressista nunca decepciona quem é apreciador do ridículo — é este o clero que hoje absolve os pecados, em vez de absolver os pecadores.

Antes do Concílio do Vaticano II, os clérigos tontos (da espécie do Frei Bento Domingues) atacavam a Igreja — os mesmos tontos que hoje a reformam.

O progressismo católico é uma tentativa de adaptar a doutrina católica às opiniões publicadas no FaceBook, e a outras opiniões patrocinadas pelas agências de notícias e por agentes de publicidade.

A degradação do Cristianismo, da responsabilidade do clero, já não é somente ética: é sobretudo sociológica.

O Chiquismo

Há um determinado tipo de “conservador católico” que eu considero ser pior do que o esquerdista típico — a nova geração de progressistas direitosos e campeões dos direitos de braguilha; prefiro a bala marxista a uma palmadinha nas costas de um direitóide do CDS da Assunção Cristas ou do PSD do Rui Rio.

Prefiro a bala marxista a uma palmadinha nas costas de um direitóide do CDS da Assunção Cristas ou do PSD do Rui Rio.

Por exemplo, o papa-açorda Chico representa o que mais detestável existe no chamado “conservadorismo católico”. Vamos chamar a este novo “conservadorismo católico” de “Chiquismo”.

O Chiquismo segue a tradição da Teoria Crítica  do marxismo cultural  (que, por sua vez, influenciou a Nova Teologia  que marcou o Concílio do Vaticano II): utiliza violentamente a picareta ideológica, como se não existisse amanhã! Critica tudo e todos, mas não oferece uma alternativa social e política que seja facilmente perceptível: o revezamento ideológico (a alternativa do sentido da vida) é tão “absconditus” como o Deus que já não existe na realidade do actual “conservadorismo católico”. Essa alternativa social e política existe no discurso do Chiquismo, mas é propositadamente escondida para não assustar os católicos em geral.


Podemos ver, bem patente, o Chiquismo neste texto da autoria de moderno “conservador católico” que dá pelo nome de Patrick Deneen, e que o Carlos Fiolhais gostou tanto que transcreveu para o seu blogue. Quando o Carlos Fiolhais transcreve um texto no seu blogue, só devemos desconfiar.


Patrick Deneen faz uma crítica ao liberalismo político (americano). Eu também critico o liberalismo se este for concebido pela ruling class como um fim em si mesmo — que é o que acontece com o liberalismo do globalismo e dos neocons (não confundir “globalismo” e “globalização”: a globalização começou com os descobrimentos portugueses), e não como um meio ou instrumento político de prossecução da Vida Boa.

Ora, o tal Patrick Deneen não faz essa distinção entre meios e fins, no que diz respeito ao liberalismo americano que, conforme fundado no século XVIII, já pouco tem a ver com o liberalismo político actual.

Ou seja, Patrick Deneen não faz (no texto) a distinção entre o liberalismo religioso dos fundadores dos Estados Unidos, por um lado, e, por outro lado, o liberalismo ateu e materialista promovido pela maioria da ruling class americana actual.

Quando Donald Trump fala amiúde em “Deus” nos seus discursos, ele sabe perfeitamente que o liberalismo sem Deus não faz qualquer sentido — ou, como dizia o liberal Montesquieu: “Se Deus não existisse, teria que ser inventado”.

Deus é o fundamento metajurídico do liberalismo dos Estados Unidos; Deus é Aquilo que está “antes e para além” da própria Constituição dos Estados Unidos.

Não é possível defender a democracia e simultaneamente defender as ideias do papa-açorda Chico.

Se retirarmos Deus da simbologia política liberal americana, toda a estrutura constitucional e institucional americana é colocada em causa, como está, aliás, a acontecer actualmente com a radicalização à esquerda de gente como Alexandria Ocasional-Cortex ou Beto O’Dork.

Patrick Deneen não deixa de ter razão em algumas críticas que faz ao liberalismo político, mas “esqueceu-se” de traçar a mudança (na cultura política) do conceito de “liberalismo” desde o século XVIII — por exemplo, no século XVIII começou-se por chamar de “democráticas” às instituições liberais do século XVIII, mas hoje chamamos de “liberal” à servidão “democrática” (que de “democrática” tem apenas o nome): a construção política do leviatão da União Europeia é apenas um dos exemplos da “servidão democrática” que se diz “liberal”, e que obedece claramente a critérios de sinificação institucional.

Não é possível democracia sem o nacionalismo (esta foi a melhor herança de Napoleão: o Estado-Nação que torna possível a democracia). E é o nacionalismo que o Chiquismo condena, horrorizado! Não é possível defender a democracia e simultaneamente defender as ideias do papa-açorda Chico; e é isto que o Patrick Deneen não diz.

Das duas, uma: ou Marcelo Rebelo de Sousa é estúpido, ou está senil; e o Frei Bento Domingues também

 

“Marcelo Rebelo de Sousa, católico, conhecedor da realidade da sua Igreja, actor e personalidade atenta a esse universo e a toda a sociedade civil, complementou a sua consideração sobre o papa Francisco com uma reflexão sobre os autores e, podemos dizer, sobre o catolicismo português: afirmou que hoje faz falta, à Igreja e à sociedade, o incómodo, a luta desses católicos comprometidos com um discurso político de esquerda. E a Igreja está mais pobre na medida em que esse grupo vindo das décadas de sessenta e de setenta se vai erodindo, vai perdendo gente e espaço social, vai sendo menos influente. Essa via de pensamento e de atitude faz falta à Igreja Católica, afirmava Marcelo Rebelo de Sousa. Não era, especificamente, de Frei Bento Domingues que Marcelo Rebelo de Sousa falava, mas Frei Bento é quem melhor e mais representa essa realidade.”

Frei Bento Domingues, teologia humanística e cidadania supra-católica

Marcelo Rebelo de Sousa é o exemplo do “político palhaço” da “Direita” que não pode viver sem a Esquerda; mas não só ele: há muitos mais, como, por exemplo, Rui Rio, Assunção Cristas, Paulo Portas, Adolfo Mesquita Nunes, Telmo Correia, etc..


Por vezes pergunto-me se o Marcelo Rebelo de Sousa não atingiu já a “Sétima Idade”, segundo Shakespeare — a idade da senilidade.

Das duas, uma: ou Marcelo Rebelo de Sousa é estúpido, ou está senil — porque a situação a que chegou a Igreja Católica actual é exactamente produto dos “católicos de Esquerda” da laia do Frei Bento Domingues, que saíram vitoriosos do Concílio do Vaticano II. A situação da Igreja Católica é de tal forma putrefaciente que até o obtuso Rodrigo Duterte preconiza o seu fim em 25 anos.

É evidente que “ser de Esquerda” (ou seja, “ser marxista”), por um lado, e “ser católico”, por outro lado, é uma contradição em termos. E é evidente que se o Marcelo Rebelo de Sousa não se dá conta disso, ou é estúpido ou está senil.

Não é possível “ser de Esquerda” sem se “ser marxista”; o que pode variar é a forma como o marxismo molda a pessoa de Esquerda (a forma como o indivíduo de Esquerda adopta o marxismo). Quem não se dá conta da contradição ontológica entre o marxismo e o catolicismo (ou o Cristianismo, em geral), ou é estúpido ou ignorante. É também o caso do Paulo ¿Mentes? Minto!”: para além de estúpido, é ignorante.


Afirmar que o “Frei Bento Domingues é coerente” (da forma como faz o Paulo ¿Mentes? Minto!”) é pretender afirmar que a coerência de um discurso é, em si mesma, a prova da sua verdadee não apenas e só a prova da sua coerência (porque, na realidade, a Verdade é a soma de evidências incoerentes). A alegada “coerência” do Frei Bento Domingues não faz dele necessariamente um católico: o mais que pode fazer dele é um indivíduo “coerente” com alguma coisa — no sentido em que a coerência é o postulado que falsifica qualquer interpretação do Concreto e do Real.

Ter hoje a alegada “coerência” do Frei Bento Domingues é coisa fácil: basta seguir a corrente da moda, alardear ao mundo as nossas virtudes gnósticas e deitar a culpa do Mal do mundo para cima dos Hílicos modernos. Ter a “coerência” do frade não tem qualquer dificuldade.

O que não é fácil é ser o oposto de Frei Bento Domingues, ou seja, transformar a coerência em uma rede com a qual apenas o paradoxo pesca realidades. O não é fácil é gritar que o rei do Frei Bento Domingues vai nu”, que o progressismo na Igreja Católica está a matar a Igreja e a religião. Isto é que não é fácil!

“A Teologia costuma ser centrada em Deus, raiz grega que marca a palavra. Mas, para Frei Bento, apenas interessa pensar Deus se for um caminho para o humano. Mais certo seria falar em “Humanologia”, para não dizer Antropologia. Mas o lado rico da humanização de Frei Bento reside na forma como, através da centralidade de Jesus, afirmando que ele se fez Homem, a Teologia distante dos dogmas se transforma na brilhante, simples e bela reflexão sobre a vida, a condição humana e a humanidade. Para Frei Bento, Teologia é libertação, não é conformismo.”

ibidem

A essa “teologia” do Frei Bento Domingues podemos chamar de “pastoralismo político”.

A verdade é que apenas nos resignamos a amar o próximo porque cremos na divindade de Jesus Cristo — ao passo que os “teólogos” modernos, da laia do Frei Bento Domingues, não se resignam a crer na divindade de Jesus Cristo porque Ele ordenou o amor ao próximo. A Igreja do Frei Bento Domingues e do Concílio do Vaticano II absolve os pecados — e não já os pecadores.

O dogma de Rousseau (adoptado pelos “teólogos” da laia de Frei Bento Domingues), ou seja, o dogma do “Bom Selvagem”, segundo o qual “o Homem é naturalmente bom, e a culpa do Mal é da sociedade” (a “teologia” do Frei Bento Domingues reduz-se a isto) resume, em termos éticos, a experiência central do gnóstico moderno: “o Homem é naturalmente bom porque é naturalmente deus”.

“There are two kinds of people in the world: the conscious dogmatists and unconscious dogmatists. I have always found myself that the unconscious dogmatists were by far the most dogmatic.”

→ G. K. Chesterton : ‘Generally Speaking.’

A tentação do pastor político, da laia do Frei Bento Domingues, é a de transportar as águas da religião com a peneira de uma “teologia” que se transforma na arte de reduzir o Mistério ao irrisório.

É neste contexto que o Frei Bento Domingues defende “a teologia distante dos dogmas”, quando se sabe que os dogmas cristãos não são especulações da consciência religiosa, mas antes são a fórmula canónica de enigmas experimentais. E quem repudia (ou desvaloriza) o dogmatismo na Igreja Católica terá que escolher entre o indiferentismo, por um lado, e a hierarquia, por outro lado; o anarquismo do Frei Bento Domingues opta claramente pelo indiferentismo.

A “teologia” do Frei Bento Domingues (como a do clero do Concílio do Vaticano II), pretende racionalizar o dogma, abrandar a moral, simplificar o rito — o que resulta na aproximação da Igreja ao incréu, e não na aproximação do incréu à Igreja.

Que a terra lhe pese como chumbo!

O Anselmo Borges mete nojo aos cães

 

“Para Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, o grande mérito do encontro entre o Papa e os presidentes das conferências episcopais, desta quinta-feira até domingo, em Roma, será forçar os bispos a tomarem consciência da gravidade dos abusos sexuais de menores”.

Anselmo Borges: “O celibato obrigatório não faz sentido”


a) Quem ouvir o Anselmo Borges, fica com a ideia de que é obrigatório ser Padre; e, sendo obrigatório a qualquer homem seguir o sacerdócio, segue-se que não é justo que se lhe imponha o celibato.

O Anselmo Borges é muito desonesto, do ponto de vista intelectual. O Anselmo Borges é uma fraude académica. É uma vergonha!

Que fique claro:

1/ nenhum homem é obrigado a seguir o sacerdócio; só vai para Padre quem quer.

2/ a Igreja Católica está infestada de homossexuais (a máfia alfazema): se é verdade que nenhum homem é obrigado a seguir o sacerdócio, também é verdade é que a percentagem de homossexuais no clero católico é assustadora (perguntem, por exemplo, ao Bispo Azevedo).

O abuso sexuais de menores é esmagadora- e maioritariamente homossexual (abusos de crianças do mesmo sexo). É isto que o desonesto Anselmo Borges não diz; e por isso é que ele mete nojo aos cães.

O problema não está no celibato (como parece fazer crer o desonesto Anselmo Borges: falácia do espantalho): o problema da Igreja católica está na paneleiragem que controla a actual Igreja do papa Chiquinho.

b) Os católicos ditos “progressistas” andam a falar muito na necessidade do diaconato para as mulheres, mas fazem de conta que não existe o diaconato os homens. As diferenças entre sacerdotes e diáconos são as de que estes últimos “não consagram a hóstia nem ungem enfermos, como também não atendem confissões”.

“Os poderes de um diácono são: ministrar os sacramentos do baptismo e do matrimónio, dar bênçãos diversas, dar a bênção do santíssimo sacramento, fazer a celebração da palavra, distribuir a sagrada comunhão e fazer pregações”.

Os diáconos podem ser casados; mas deste facto na fala o Anselmo Borges, porque falar no “diaconato dos casados” não mina a estrutura da Igreja Católica. O que interessa ao diabólico Anselmo Borges é destruir a Igreja Católica.

A ideia segundo a qual “o pluralismo e a diversidade de religiões é querida por Deus”, é directamente contrária à fé católica

 

1/

Este é um princípio decisivo para quem queira estar na religião/religiões com dignidade: Deus não precisa que O defendam; as pessoas sim. Porque é isso que Deus quer, o seu único interesse são as pessoas”.

O Anselmo Borges diz que “Deus não precisa que O defendam”, por um lado; mas, por outro lado, ele fala em defesa de Deus (“porque é isso que Deus quer, o seu único interesse são as pessoas”). O Anselmo Borges pretende fazer a defesa de Deus dizendo que “Deus não precisa que O defendam” — o que não é senão uma forma sinistra de o defender, mas de uma forma negativa.

O Anselmo Borges é uma contradição com pernas. O que me admira é que ninguém, dentro da estrutura eclesiástica da Igreja Católica portuguesa, tenha coragem de lhe fazer frente na praça pública.

2/

É claro que o Anselmo Borges vem fazer a defesa da visita do papa Chiquinho aos Emirados Árabes Unidos — um país que se rege pela lei islâmica da Sharia e que, por isso, pratica a pena-de-morte, e aplica o imposto da Jizya aos católicos. Mas estes factos insofismáveis, que demonstram que não existe reciprocidade nos países islâmicos, são escondidos da opinião pública em nome do marxismo cultural.

A ideia segundo a qual “o pluralismo e a diversidade de religiões é desejada por Deus” (ideia esta defendida pelo Chicão e pelo palerma Anselmo Borges), é directamente contrária à fé católica.

O pluralismo e a diversidade religiosas, entendidas exclusivamente em si mesmas e por princípio, são um mal — e por isso não podem ser desejadas por Deus. As ditas “religiões” que não incluem em si mesmas o conceito de Santíssima Trindade, são falsas religiões. Ponto final.

Neste sentido, podemos dizer que o Chico é um apóstata: ele pode ser aquilo que ele quiser, mas certamente não é um católico.

3/

A Igreja Católica segundo o Chico é assustadora, porque, por exemplo, não tem em consideração o conceito islâmico de Taqiyya. O Chico condena a Igreja à imolação no altar da lei islâmica (Sharia) — e isto em nome do “pluralismo”, “fraternidade”, “diversidade”, etc.

As pessoas (como o Anselmo Borges) têm fraca memória, e já se esqueceram do que aconteceu à Esquerda depois da revolução islâmica no Irão. A Esquerda iraniana aliou-se aos Aiatólas contra o Xá, e depois os islamitas assassinaram tudo o que mexia à esquerda. O mesmo irá acontecer com a Igreja Católica do Chicão.

Deus o leve mais cedo do que tarde, antes que cause mais alarde.

4/

O facto de haver liberdade (jurídica) de praticar uma determinada religião, não significa que eu seja obrigado a reconhecer ou a aceitar a ideia segundo a qual “todas as religiões são iguais” — aliás, este mesmo princípio é seguido pela lei islâmica nos Emirados Árabes Unidos, onde os católicos pagam um imposto específico pelo simples facto de serem católicos (Jizya).

Ora, é isto que o Chico defende (que as religiões são todas iguais), alegadamente em nome da Igreja Católica e contra a doutrina da Igreja.

Vemos em baixo um vídeo em que o francês Eric Zemmour explica o conceito de islamização de um determinado território. Mas, a julgar pelo Anselmo Borges (que segue o seu guru Chicozinho), a islamização da Europa é aceitável em nome do “pluralismo”, “fraternidade”, “diversidade”, etc..

É espantoso como o Anselmo Borges fala do Islamismo, quando parece objectivamente que ele nunca leu o Alcorão.

Só uma besta quadrada do calibre do Anselmo Borges (ou/e o Chico) pode afirmar que “as religiões são todas iguais”. De facto, não são!

 

O Vaticano do papa Chico é um antro de paneleiros

 

Um livro a ser brevemente publicado pelo sociólogo francês Frédéric Martel (ele próprio um invertido), revela que o Vaticano do papa Chicozinho é um antro de panascas onde funciona a maior rede de apanascamento do mundo inteiro.

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O livro será publicado em 20 países, mas não conta que o Bloco de Esquerda autorize a sua publicação em Portugal.

o chico e NSF