Com a ascensão do monhé Costa, os políticos portugueses ficaram capados

A excepção é André Ventura.

“O deputado único do Chega entregou esta sexta-feira um projecto de resolução no Parlamento para revogar a decisão do Conselho de Ministros de declarar a situação de contingência em todo o país a partir de 15 de Setembro”.

André Ventura contra estado de contingência a partir de 15 de Setembro


O único deputado com colhões é André Ventura; o resto é tudo uma cambada de capados que não se atreve a desafiar o monhé — incluindo o Marcelo Rebelo de Sousa, que se converteu num castrato e agora pia fininho.

Rui Rio é o capado-mor: quando o monhé berra, o Rio assobia.

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¿Como é que os “iluminados” do regime não previram isto?!

«Para José Gil, a complexa equação que levou à subida de popularidade do Chega envolve o facto de o PS ter “integrado a extrema-esquerda no sistema” e de o PSD e o CDS terem “deixado de fazer oposição”. »

Ficarão para a História os reparos públicos censórios de Isabel Moreira em relação às opiniões de Assunção Cristas, e a subserviência da (então) líder do CDS/PP em relação à neurótica deputada do Partido Socialista, por um lado;

e, por outro lado, a formação da Geringonça (patrocinada pelo António Costa e pelo José Pacheco Pereira); e a noção prevalente — oriunda de José Pacheco Pereira, entre outros — de que tudo, na política portuguesa, faz parte de uma Enorme Esquerda (o Grande Partido), um pouco à semelhança do partido social-democrata russo que se dividia entre bolcheviques e mencheviques.

Criou-se na política portuguesa um unanimismo ideológico no que respeita aos aspectos fundamentais da gestão da pólis (política); e qualquer divergência da linha ideológica oficial — do Grande Partido da Grande Esquerda — estava sujeita à censura (mais ou menos violenta) do Totalitarismo de Veludo em vigor.

Tal como aconteceu com o regime do Estado Novo, o actual regime não admite refractários e divergências ideológicas fundamentais; e quem impõe a actual da lei-da-rolha são os auto-denominados “antifascistas” ideologicamente orientados por intelectualóides de urinol da estirpe do José Pacheco Pereira e/ou Daniel Oliveira.


Discordo (daquilo que li dele), quase na totalidade, das ideias de José Gil; este faz parte do actual problema nacional, e não apresenta quaisquer soluções.

Por exemplo, discordo do Gil quando este diz que “os partidos políticos não podem elevar-se contra um sistema a que pertencem”.

O que o Gil faz (talvez sem o saber) é invocar o teorema de Gödel (aplicado à metafísica) segundo o qual “é impossível (a um elemento componente do sistema) demonstrar a não-contradição desse sistema — bastante rico — pelos os seus próprios meios, ou mediante meios mais fracos”.

Porém, se um elemento do sistema estiver submetido à determinação de um outro elemento sistémico de ordem superior, as contradições do sistema em causa podem ser facilmente identificadas e, por isso, o sistema pode ser superado.

A restrição da liberdade da “Cultura do Cancelamento” do Bloco de Esquerda que manda em Portugal

Lembro-me de um comício do CDS na Póvoa do Varzim em 1976 (¿ou 1977?), em que o Zeca Afonso (que se dizia que era simpatizante do Partido Comunista) abrilhantou a festa do CDS. Naquela altura, não passava pela cabeça do Zeca Afonso pedir desculpas públicas por cantar numa festa do CDS.

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Vivemos hoje num país menos livre do que em finais da década de 1970 — em parte devido ao efeito “Bloco de Esquerda”, que é o partido da “Cultura do Cancelamento” em Portugal.

E o Olavo Bilac não teve outra hipótese senão pedir desculpas públicas por cantar numa festa do CHEGA, sob pena de ser culturalmente “cancelado” pelo Bloco de Esquerda que é quem manda em Portugal.

A normalização do normal

A cidade americana de Somerville estendeu aos grupos “poliamorosos” os direitos civis concedidos pelo Estado às pessoas unidas pelo matrimónio — por exemplo, os direitos decorrentes da Segurança Social e da assistência médica, assim como o direito dos membros dos grupos “poliamorosos” a visitar os seus “cônjuges” nos hospitais.

Rapidamente o “casamento” poliamoroso será legalizado no Estado de Massachusetts.

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Em um verbete anterior, esbocei a diferença de propósitos entre o marxismo cultural do Bloco de Esquerda — mas também do Livre, do PAN, e mesmo da ala radical do Partido Socialista de que faz parte o António Costa —, por um lado, e o liberalismo de Stuart Mill — do IL (Iniciativa Liberal) e de um certo PSD de Rui Rio —, por outro lado. Chamei à atenção para o facto de, não obstante os métodos de acção política serem semelhantes, os fins a alcançar (num e noutro caso) são díspares, senão mesmo opostos.

Segundo Fernando Pessoa, os liberais são “aqueles que cuja teoria do progresso inculca a ideia de que ele se faz por uma lenta alteração da sociedade, não tanto nem somente dentro de moldes em que essa vida social se encontra vasada”. (…) “Para o liberal, os moldes (culturais) alargam-se mas a sua forma fica”.

O problema (que Fernando Pessoa não terá visto) é o facto de o “progresso” não obedecer a uma qualquer lei da natureza, por um lado; e por outro lado, o facto de só existir progresso na ciência; e mesmo na ciência, o progresso é estabelecido em função de determinados pontos de referência assinalados epistemologicamente “a posteriori” — como escreveu o reaccionário Nicolás Gómez Dávila: “duvidar do progresso é o único progresso”.


Depois da normalização legal da eutanásia, a legalização e a normalização do “casamento” poliamoroso será uma das prioridades do Bloco de Esquerda e do IL (Iniciativa Liberal) e com ajuda preciosa dos me®dia — embora por razões diferentes. O problema é que o IL (Iniciativa Liberal) não se dá conta de que está a fazer o jogo político destrutivo e totalitário do Bloco de Esquerda.

Quando foi da normalização legal do “casamento” gay, os políticos (do Bloco de Esquerda ao PSD, e mesmo no CDS de Paulo Portas) disseram-nos que “a homossexualidade era coisa normal”, não obstante apenas cerca de 2% da população ser homossexual. O termo “normal” passou a ter uma dimensão abstrusa, produto de um nominalismo radical que infesta a cultura das “elites” políticas actuais.

Quando dizemos que o comportamento característico especifica- e exclusivamente de apenas 2% da população “é normal”, estamos a adoptar uma concepção acientífica da realidade social e cultural.


Precisamos de contrariar esta elite política; e para isso necessitamos de um partido político burkeano forte (burkeano, de Edmund Burke):

  • um partido político que defenda a coesão social e os interesses da maioria (mesmo que o católico bonzinho Seara Duque não concorde) e dos seus costumes;
  • um partido político que se oponha sistematicamente à humilhação do povo por parte da elite política (como esta faz constantemente, por exemplo, quando diz que “o povo português é racista”. A humilhação do povo tem o propósito de o submeter e controlar);
  • um partido que defenda os pressupostos morais básicos e as normas fundamentais que caracterizam a vida boa comunitária;
  • um partido que defenda o respeito pela autoridade, a começar pelos pais e extensível aos idosos em geral;
  • um partido que dê valor à família e apoie políticas de nascimento de crianças;
  • um partido que reconheça as nossas dívidas históricas em relação aos mortos, heróis nacionais incluídos.

Esse é o partido da normalização do normal.

A violência da “extrema-direita” do CHEGA

Segundo o Bloco de Esquerda e a Esquerda em geral, o CHEGA é um partido da “extrema-direita violenta”.

E é tão violenta que, na Manif de ontem do CHEGA, dois “caramelos” do Black Lives Matter passeavam-se com dois cartazes contra a própria Manif; e ninguém os insultou ou agrediu.

Agora imaginem o que aconteceria a dois eventuais “turistas” do CHEGA que se passeassem com os respectivos cartazes em uma Manif do Bloco de Esquerda…. imaginem os beijos e abraços com que seriam recebidos!.

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Ricardo Quaresma está errado; e é racista

Eu não tenho nada contra a comunidade Cigana, assim como nada tenho contra (por exemplo) a comunidade Evangélica.

Porém se a comunidade Evangélica violasse a lei de isolamento social do covi19, não constataríamos certamente a benevolência complacente de gentinha estúpida como (por exemplo) Isabel Moreira, Francisco Louçã, Ana Gomes, Teresa Leal Coelho, António Costa e outras avantesmas (que já estão a mais na nossa política) que demonstram agora em relação à comunidade cigana.


chesterton-tolerancia-webSlavoj Žižek, em uma palestra nos Estados Unidos, fez uma crítica feroz à Esquerda de Raça Branca (‘white liberals’); e contou o episódio de um nigeriano (negro) se sentir insultado pela “Esquerda de Raça Branca” porque nem sequer concede aos negros a prerrogativa humana de “ser mau”.

Segundo a “Esquerda de Raça Branca”, o negro (ou o cigano) nunca tem culpa; e a culpa da maldade do negro é do colonialismo europeu.

A historieta do “bom selvagem” (de Rousseau) ganhou raízes na cultura do Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca”.

Neste caso concreto, juntou-se a ignorância e o facciosismo étnico (que é uma forma de racismo) do cigano Ricardo Quaresma, por um lado, com o Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca”, por outro lado; e esta mistura é explosiva.

Quando o cigano Ricardo Quaresma nega quaisquer defeitos comportamentais generalizados da comunidade cigana, demonstra ele próprio ser racista em relação às pessoas que não são ciganas. O Ricardo Quaresma é racista.

E o paternalismo obsolescente do Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca” em relação a determinadas minorias (mas já não em relação a outras minorias), e, no caso concreto, em relação à comunidade cigana, é uma forma de racismo encapotado.

Quando o André Ventura pretende que os ciganos cumpram a lei (não vou discutir agora se a lei está certa, ou não), como quaisquer outros portugueses, é tudo menos “racista”; e o ónus de “racismo” cai sobre gentalha da laia da Isabel Moreira, Francisco Louçã, Ana Gomes, Teresa Leal Coelho, António Costa e outras bestas ambulantes que, tal como um vírus letal, contaminam mortalmente a cultura portuguesa.

Eu não estou a gostar da atitude do André Ventura

snowflake-webTodos nós somos (mais ou menos) narcisistas; e os políticos são mais narcisistas do que as pessoas normais.

Porém, as atitudes recentes do André Ventura ultrapassam os limites do bom-senso e desafiam claramente o senso-comum — desde logo porque ele “se arma” em vítima, por exemplo, quando se demite da direcção do CHEGA porque tem sido (alegadamente) “vítima dos malandros do partido que o criticam” (é o momento “Bruno de Carvalho” de André Ventura), e por isso pede aos militantes do CHEGA que o legitimem nas próximas eleições internas do partido, quiçá com 99% dos votos.

O André Ventura embarca assim na cultura do politicamente correcto — nomeadamente, a cultura política de auto-vitimização própria da Geração Floco de Neve (Hoje doeu muito! Coitadinho de mim! Tenham pena de mim porque eu estou a sofrer muito! Buáááááá ! Sniff !”).

O narcisismo do André Ventura é de tal forma exagerado e abstruso, que ele já vive em uma realidade (política) alternativa. Parece-me que muitas das críticas internas do CHEGA ao André Ventura terão razão de ser; só que o narcisismo da criatura já a impede de as ouvir.

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O Notícias Viriato e o Totalitarismo de Veludo

O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada assina aqui um artigo que fundamenta a minha tese do Totalitarismo de Veludo que vigora em Portugal.

“É a democracia que está em causa quando é restringida a liberdade de pensamento e de expressão. Foi assim com o República e é agora com o Notícias Viriato. Há quarenta e cinco anos, sendo ainda um jovem liceal, mas já então militante e activista da liberdade e da democracia, participei na manifestação contra a ocupação comunista do República, como agora, quase meio século depois, defendo o Notícias Viriato. É necessário que todas as forças democráticas se unam neste combate pela liberdade de imprensa. Hoje, mais do que nunca, somos todos Notícias Viriato!”


Não esperem, do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista do António Costa, a defesa da liberdade de expressão (e já não falando do Partido Comunista!): estes dois partidos são os principais protagonistas do Totalitarismo de Veludo que nos ameaça amordaçar.

O efeito “Bloco de Esquerda” na nossa sociedade é assustador.

Por exemplo, o Partido Socialista está controlado pelo Bloco de Esquerda, com a cumplicidade do António Costa; e o José Pacheco Pereira encarrega-se de maniatar ideologicamente o PSD de Rui Rio, no sentido da imposição de uma complacência política deste partido em relação ao Bloco de Esquerda.

Quem governa Portugal, de facto, é o Bloco de Esquerda.

O CDS foi destruído por Assunção Cristas; a nova direcção do CDS está a tentar levantar o partido, mas vai demorar tempo — tempo esse que não temos disponível: e por isso impõe-se um apoio tácito ao partido CHEGA que já atingiu os 5% dos votos, e com tendência para subir.

Um voto no CHEGA é uma espinha cravada na garganta do Totalitarismo de Veludo.

A Igreja Católica do Chico e do Bispo de Lisboa pouco se diferencia politicamente do Bloco de Esquerda

“O pior totalitarismo não é o estatal, nem o nacional; em vez disso, é o totalitarismo social: a sociedade como meta englobante de todas as metas” — Nicolás Gómez Dávila


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O totalitarismo do Bloco de Esquerda não é nacional — porque o Bloco de Esquerda é internacionalista; também não é apenas um totalitarismo estatal — porque o Bloco de Esquerda defende (demagogicamente) a supremacia da “autonomia do indivíduo” como forma de afirmação do pior totalitarismo de todos: o totalitarismo social.

Para o Bloco de Esquerda, o conceito de “autonomia do indivíduo” é, em si mesmo, a afirmação exigente de um conformismo social.

A principal razão por que o nazismo foi um totalitarismo pior do que o comunismo, foi a de que o nazismo — para além de ser um totalitarismo estatal e nacional — foi um totalitarismo social: a alegada “pureza” da sociedade alemã (o eugenismo ariano) foi entendida, pelo nazismo, como uma “meta englobante de todas as metas”.

Na sociedade alemã nazi, o conformismo social (o totalitarismo social) fez com que o povo alemão se mostrasse insensível aos crimes do holocausto — mesmo sabendo de que esses crimes estavam a acontecer: acima do humanismo civilizacional da herança cultural cristã, estavam os valores do totalitarismo social impostos pela ideologia nazi.

O conceito de “autonomia do indivíduo”, entendido segundo o Bloco de Esquerda, conduz à atomização da sociedade e à anomia, o que é meio caminho andado para o totalitarismo social — o que, de forma semelhante, aconteceu na Alemanha com o advento do nazismo.

O individuo entendido como um “átomo” social, separado dos seus concidadãos por um conceito radical de “autonomia” (como é defendido pelo Bloco de Esquerda), é a condição necessária para a imposição de um totalitarismo social — em que os laços sociais são anulados para que a ideologia em vigor possa impôr na cultura um conceito de “sociedade como meta englobante de todas as metas”.

Para o Bloco de Esquerda, o conceito de “autonomia” é apenas uma forma de transformar a alegada autonomia em uma forma de conformismo social.

É nesta aparente contradição (entre a alegada “autonomia”, por um lado, e o conformismo social, por outro lado)  que consiste a perversidade da nova forma de totalitarismo social que o Bloco de Esquerda nos quer impôr.

Vou fazer uma analogia, e não propriamente uma comparação: tal como a Igreja Católica alemã do tempo do nazismo se submeteu caninamente ao regime totalitário nazi, também a Igreja Católica portuguesa faz das opiniões enviesadas do Bloco de Esquerda, uma espécie de oráculo.