
ISSO DAÍ TAMÉIM É CUPÁ DUISS PORRTUGUESIS;
PORRTUGAU, DEVÓUVI U ÔRO!!!

ISSO DAÍ TAMÉIM É CUPÁ DUISS PORRTUGUESIS;
PORRTUGAU, DEVÓUVI U ÔRO!!!
Quando mudamos de canal de televisão em Portugal, parece que todos os canais são o mesmo canal. Todos dizem (pelo menos, implicitamente) que metade do povo brasileiro é fassista.
Para já é só 50%; mas não tarda muito, poderemos ter 60, 70 ou 80% de fassistas entre povo do Brasil! Quem não vota no Lula Ladrão, é fassista. Quem não é corrupto, é corrupto.
O politicamente correcto diz que “não devemos generalizar” — mesmo quando a esmagadora maioria das inferências aponta no sentido da necessidade de generalização. Não nos esqueçamos que a ciência é feita de generalizações.
Porém, salvo raríssimas excepções, os brasileiros nutrem um ressentimento irracional em relação aos portugueses — ressentimento que Theodore Dalrymple tratou assim:
“Com um ressentimento cuidadosamente nutrido, um homem pode passar a vida a culpar outrem, ou toda a sociedade, pelos seus fracassos — o que lhe permite ser simultaneamente um fracasso e sentir-se moralmente superior ao mundo”.
O brasileiro ressentido sente-se superior ao mundo.
Por exemplo, tivemos — durante cerca de 20 anos — em Portugal um CEO da TAP (Transportes Aéreos Portugueses) que é brasileiro, e nunca ouvimos ninguém criticá-lo por ser brasileiro; e há muitos casos de brasileiros com sucesso em Portugal que ninguém critica apenas por serem brasileiros.
O ressentimento brasileiro, em relação ao português, é absolutamente irracional.
E os portugueses devem tirar as devidas ilações desse ressentimento brasileiro — porque o politicamente correcto (leia-se, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa) diz que que a “xenofobia” só é má se o cidadão português a praticar; mas se o ressentimento contra os portugueses é brasileiro, a Esquerda portuguesa fica muito feliz.
Nota: “generalizar” é praticar a variedade de indução ou de extrapolação que consiste em passar do singular, ou do individual, ao geral ou ao universal.
“Marcelo merecia que o Presidente brasileiro mandasse recambiar o seu avião de volta a Lisboa e nem sequer o deixassem entrar no país, pela ofensa de se ir imiscuir nos assuntos internos de outro país e em tempo sensível de pré-campanha eleitoral. O Estado português tem de se dar ao respeito e respeitar os outros Estados.”
Nós não devemos criticar os Estados Unidos quando invadem outros países (por exemplo, GWB invadiu o Iraque, ou Obama que invadiu a Líbia), e simultaneamente apoiar a Rússia quando esta invade, por exemplo, a Ucrânia. Porém, é isto que uma certa Direita faz, nomeadamente uma certa Direita “bolsonarista” no Brasil.

Quando ouvimos os comentários de Bolsonaro em relação à invasão da Ucrânia por parte da Rússia, percebemos que ele não “se põe de fora” do apoio a Putin:
«In a news conference on Sunday, Brazil’s president Jair Bolsonaro mocked Ukrainian President Volodymyr Zelensky – saying his counterpart’s people had placed their hopes in the hands of a comedian.
Bolsonaro has refused to condemn Russia’s invasion and on Sunday said Brazil would stay “neutral” in the conflict, adding that Brazil and Russia are “practically brother nations”.
“We will not take sides, we will continue being neutral, and help with whatever is possible,” Bolsonaro said. “A big part of Ukraine’s population speaks Russian.”
He claimed he also held a two hour discussion with Putin on Sunday, but the country’s foreign ministry later clarified that he was referring to his visit to Moscow earlier this month.»
Por um lado, Bolsonaro diz que defende a neutralidade política em relação à invasão da Rússia; mas, por outro lado, Bolsonaro diz que “uma grande parte da população da Ucrânia fala russo” — o que é falso, porque 17% da população de etnia russa na Ucrânia não é “uma grande parte”: é uma minoria.
Na Ucrânia, é certo que cerca de 30% da população fala russo, mas destes 30%, apenas 56% têm o russo como língua nativa (são biologicamente russos) — o que reduz a etnia (biológica) russa da Ucrânia para 17% do total da população.
O argumento de Bolsonaro é (metaforicamente) o seguinte: “mais de 50% da população portuguesa fala inglês, e por isso é, no mínimo, defensável que os ingleses reclamem a posse do território português”.
Sem mais comentários acerca do argumentário de Bolsonaro!
Vejamos agora este comentário:
“A Pax Americana terminou efectivamente com a invasão da Ucrânia. Essa a enorme surpresa. Que o tenha surpreendido a si, a mim e a muitos mais é normal.
Certamente Putin meditou no assunto e nas sanções, nas que já sofre e nas que vai sofrer. Mas o mais importante é estarmos a assistir a uma nova relação de forças no mundo. A invasão da Ucrânia é apenas o princípio. Agora é estar atento ao que se vai seguir.”
Olavo de Carvalho falou-nos amiúde do conceito de Fé Metastática, de Eric Voegelin, que é característica do movimento revolucionário. A Fé Metastática é a crença de que é possível mudar a natureza fundamental da realidade, o que, segundo Eric Voegelin (in “Ordem e História”), não é possível.
Resumindo o conceito de Fé Metastática em uma noção que os portugueses entendem:
A Fé Metastática é sinónimo dos “amanhãs que cantam”.
“Os “amanhãs que cantam” (ou fé metastática) fazem transfigurar a percepção que os revolucionários (de Esquerda, e agora também de Direita) têm da estrutura da realidade, e produzem a crença em uma subsequente emergência de uma ordem superior à actual (ou mesmo uma ordem paradisíaca).
Ora, existe uma “Direita revolucionária” que apoia — claramente ou de forma ambígua — a instauração de um regime totalitário (ou, no mínimo, autoritarista) para “combater os males do mundo”; e Putin assume o papel messiânico de trazer ao mundo essa nova ordem mundial dos “amanhãs que cantam” — desta vez são os “amanhãs que cantam” da nova “Direita”, e não já da Esquerda marxista.
Naturalmente que uma “Direita revolucionária” não é Direita; é uma caricatura da Esquerda (por exemplo, o regime nazi).
Para Bolsonaro (e para esta Direita revolucionária que também temos em Portugal), a invasão de Putin à Ucrânia é o prenúncio dos “amanhãs que cantam” (a Fé Metastática) que vai retirar o Brasil, de uma forma automática e sem qualquer esforço, da situação de deficiência económica endémica em que vive: para Bolsonaro, a culpa da situação do Brasil não é interna!: pelo contrário, a culpa é dos outros países do mundo ocidental, e Putin é o símbolo revolucionário que irá contribuir para resgatar o Brasil e conduzir este país para uma transfiguração radical (automática) da sua realidade, seguindo os “amanhãs que cantam” da nova Direita.
No Brasil, o sistema judicial constitui-se como um governo sombra, em clara oposição política ao actual executivo federal de Jair Messias Bolsonaro. Isto significa que o sistema judicial não é (nem tenta ser) politicamente neutro.
Por exemplo, esta notícia:

“A Justiça Federal do Rio de Janeiro deferiu liminar que proíbe o governo federal de “praticar qualquer acto institucional atentatório à dignidade intelectual“ de Paulo Freire. A decisão da juíza Geraldine Vital, da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro, engloba servidores públicos, autoridades e integrantes do actual governo, que serão multados em R$ 50 mil caso não respeitem a ordem.”
Em Portugal temos o Artº 185 do Código Penal (“ofensa à memória de pessoa falecida”), que diz que “quem ofender gravemente a memória de pessoa falecida, é punido com pena de prisão até 6 meses”.
Porém, se a “ofensa” corresponder à verdade dos factos constatados empiricamente, deixa de ser punível.
No Brasil, a decisão de a “ofensa” ser punível (ou não punível), é arbitrária: depende do tribunal e da opinião de um qualquer juiz, por um lado, e de quem profere a putativa “ofensa”, por outro lado.
Se a “ofensa” tiver origem na Direita política, é certo que irá ser censurada discricionariamente pelo sistema judicial — e independentemente de a “ofensa” corresponder à verdade dos factos verificados empiricamente.
Para o sistema judicial brasileiro, não interessa se aquilo que se diz (neste caso) de Paulo Freire é verdadeiro, ou não.
Quando a “justiça” brasileira (protagonizada por juízes esquerdistas e politicamente activistas) pretende censurar qualquer opinião relevante oriunda da Direita, incorre sistematicamente em actos gratuitos, o que revela que o sistema político brasileiro se encontra em roda livre, à espera, quiçá, de uma urgente intervenção militar.
¿Já notaram que o Ariano Suassuna não tinha sotaque do Rio de Janeiro ou de S. Paulo?
O português do nordeste do Brasil é muito mais próximo do português de Portugal e dos outros países de língua portuguesa.
O linguajar do Rio de Janeiro e de S. Paulo — aquela língua “diferentxi” , que pretende ser o português oficial do “Brásiu” — não é o único sotaque do Brasil (graças a Deus!).
Aliás, os maiores nomes da intelectualidade brasileira recente, como por exemplo, Olavo de Carvalho, Ariano Suassuna (+ 2014), Clarice Lispector (+ 1977), Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Carlos Drummond de Andrade (+ 1987), entre outros — fazem (ou faziam) questão de se demarcar do linguarejar carioca.
É a segunda vez que esquerdistas brasileiros vêm aqui ao blogue afirmar que “quem está em cima no mapa, sempre se achará superior”, pensando que assim criticam os portugueses.

Hoje, outra abécula brasileira veio defender a mesma tese segundo a qual “quem está em cima no mapa, sempre se achará superior”:

Ora, se for necessário inverter o mapa-múndi para que os brasileiros se sintam felizes e reconciliados com eles próprios, então que o façam; Ninguém impede o Brasil de inverter o mundo!
Ademais, eu não tenho nenhuma “fixação” pelo Brasil; aliás, eu nunca fui ao Brasil, e já viajei muito pelos cinco continentes. Os portugueses, em geral, não têm nenhuma “fixação” pelo Brasil; nós, portugueses, queremos apenas que nos deixem em paz e sossego.
A minha “fixação” pelo Brasil é de tal ordem de grandeza que nunca fui ao Brasil! Penso mesmo que o Brasil deveria fazer outro Acordo Ortográfico (dentro do espírito do Imbecil Colectivo), adoptando a língua tupi (ou coisa que o valha!), para ver se nos deixavam de vez de nos “encher o saco”!

A razão por que o mapa-múndi foi desenhado com o Pólo Norte em cima, tem a ver com a função que o próprio Norte Magnético desempenhou nas viagens marítimas dos europeus.
Não seriam possíveis as viagens marítimas na Baixa Idade Média sem a orientação através do Pólo Norte — seja através da orientação a olho nu mediante a posição da constelação da Ursa Menor (que aponta para o Pólo Norte), seja através do astrolábio náutico que foi desenvolvido pelos portugueses na Idade Média.
Portanto, a posição e a referência geográfica do Norte Magnético foi de essencial importância para o sucesso das viagens marítimas na Baixa Idade Média. Só por esta razão é que o Norte Magnético ficou desenhado em cima no mapa (o Norte Magnético entendido como ponto de referência).
Quando alguém diz que “quem está em cima no mapa, sempre se achará superior” — atribuindo uma importância desproporcionada à orientação de um “mapa” —, revela um espírito miserável, um complexo de inferioridade incomensurável que só pode ser causa de dó, e de vergonha alheia.
Mesmo assim, países como a Espanha, a Itália, o Reino Unido ou a Bélgica, deviam abster-se de criticar o Brasil; deviam ter vergonha na cara.
Olhar para o número de mortes em termos absolutos (sem contar com a população total), para poder criticar o Bolsonaro, é narrativa estratégica de filho-de-puta esquerdista.
