¿O partido IL (Iniciativa Liberal) é de Direita? (parte 1)

Hoje, os ditos “intelectuais” insistem na ideia de que “já não existe Esquerda e/ou Direita”; a primeira vez que ouvi esta tese foi em uma entrevista radiofónica em meados da primeira década do século XXI, na rádio TSF, proferida pela militante do CDS, Teresa Caeiro; fiquei logo “com a pulga atrás da orelha”: quando uma militante proeminente do CDS (e pessoa de confiança de Paulo Portas) diz publicamente que “já não existe Esquerda e/ou Direita”, não seria de estranhar que o CDS acabasse como acabou hoje.

O que define a Esquerda ou a Direita, em primeiro lugar (há outros factores, embora menos importantes) é a mundividência (a forma como se vê o mundo e o ser humano). Obviamente, há quem se diga “de Direita” (ou de Esquerda) e, na prática, não é. Uma coisa é ser; outra coisa é parecer. Há muita gente que se esforça por parecer aquilo que não é.

Entre a Esquerda e a Direita existe uma diferença fundamental, e absolutamente irreconciliável. A Direita (a propriamente dita) escora-se no conceito de “autonomia do indivíduo” como base da liberdade inerente à Natureza Humana como algo de intrínseca- e fundamentalmente inalterável — ao passo que a Esquerda nega o conceito de Natureza Humana essencialmente perene, e acredita que pode alterá-la radicalmente através de engenheiras sociais promovidas pela elite gnóstica (gnosticismo moderno).

Por isso é que, por exemplo, o Anselmo Borges, que se diz “católico”, é de esquerda — porque acredita que a Natureza Humana pode ser radicalmente alterada por uma elite gnóstica: trata-se de um Pneumático moderno; e o mesmo se aplica ao Chico, o tal que se diz “papa”.

Ser católico, por exemplo, não significa que se é de Direita: o católico de Esquerda tem uma visão monista e imanente da realidade (por exemplo, Anselmo Borges ou o Chico), ao passo que católico de direita tem uma visão exclusivamente transcendental da realidade.

* Um indivíduo de direita segue os princípios da cultura ancestral — conforme Mircea Eliade nos relatou nos seus livros de investigação antropológica — que se baseiam no conceito de “pecado original”. O ser humano é visto (pela pessoa de direita)como um “anjo caído”, um “animal ferido” na sua origem ontológica, e o objectivo da política é o de suprir as lacunas dessa fraqueza originária humana mediante instituições fortes e que se fundamentem na herança histórica. O indivíduo de direita é um herdeiro de uma civilização, e ao mesmo tempo é o transmissor dessa civilização para as gerações futuras. Para um indivíduo de direita, a tradição é a condição do progresso.

* Um indivíduo de esquerda recusa a herança da tradição porque acredita que o futuro (a utopia, sempre presente) é portador de maior felicidade e de sempre crescente liberdade, e considera o passado como limitador dessa felicidade e dessa liberdade. Por isso, para o indivíduo de esquerda, a política significa romper com a tradição em nome de um alegado  “progresso”. Para a esquerda, o ser humano é um ser naturalmente bom (o “bom selvagem”, de Rousseau) e sem “pecado original”, que tende, pelo sentido da História, a um progresso em direcção à perfeição (Historicismo, e o “progresso” utópico visto como uma “lei da natureza”), sendo que considera que os “arcaísmos do passado” são obstáculos a ser removidos em função desse progresso rumo à perfeição do ser humano e ao paraíso na Terra — e a política é vista como uma forma de libertação desse “passado arcaico”.

Portanto, caros amigos: a Esquerda e a Direita (ainda) existem. O que se passa é que a maioria actual é de Esquerda.

Na segunda parte deste verbete irei escrever acerca deste artigo do Inconveniente.

Temos uma classe política de esquerda que se assume claramente como inimiga do povo

Antes de mais, um esclarecimento: os partidos, com assento parlamentar, que não são de esquerda são o CDS e o CHEGA; todos os outros partidos (incluindo o PSD) pertencem à Esquerda.

marrocos imigrantes webO Sr. Santos Silva é um dos políticos mais corruptos — do ponto de vista moral — que existe em Portugal, e foi escolhido a dedo pelo actual primeiro-ministro, também ele moralmente corrupto.

Eu conheço bem Marrocos, porque trabalhei com empresas sediadas nesse país. A produtividade média de um marroquino é, grosso modo, metade da de um português — a ideia de que o parco salário pago a um marroquino compensa ao patrão, é falsa: paga-se menos, mas obtém-se metade da produtividade. E essa fraca produtividade tem diversas causas; e, entre estas, está a cultura islâmica.

O senhor Santos Silva, enquanto ministro, sabe com certeza disto; ou deveria saber.

sr silva webDou aqui o exemplo de uma grande empresa dinamarquesa da área do calçado, que tem uma fábrica em Lourosa, em Santa Maria da Feira: no ano de 2000, os donos da empresa fecharam a fábrica em Portugal e abriram outra, substituta, na Indonésia (país islâmico), à procura dos salários baixos. Ao fim de 15 anos, a produção da fábrica portuguesa foi reactivada, porque chegaram à conclusão de que a produtividade indonésia era directamente proporcional aos salários pagos — como diz o povo: “tal trabalhito, tal dinheirito”.

Ou seja: objectivamente, os salários baixos não compensam, pelo menos a médio / longo prazo — a não ser quando a política de salários baixos se aplica em um país com um regime político totalitário, como é o caso da China.

A ideia — preconizada pelo senhor Silva — segundo a qual a imigração livre de Marrocos irá “combater a imigração ilegal e o tráfico de seres humanos”, só pode vir de um político profundamente desonesto e inimigo do povo português — porque uma coisa não tem nada a ver com a outra: são fenómenos independentes; desde logo porque a imigração clandestina, para trabalho agrícola (por exemplo, no Alentejo) não é de origem marroquina (praticamente zero marroquinos), mas antes de origem asiática (Paquistão, Bangladeche, etc.) .

É difícil compreender este acordo assinado pelo senhor Silva senão em um contexto ideológico globalista de erosão progressiva (e progressista) da soberania dos povos, por um lado, e, por outro lado, de promoção da instabilidade social (e a promoção activa de uma violência intercultural) nas nações da Europa que justifique o reforço necessário de um Poder autoritarista (e mesmo totalitário) de um Leviatão Europeu controlado pela elite globalista.

O senhor Silva deverá ter em mente o seguinte: não irá dormir descansado, enquanto for vivo.

O silêncio ruidoso e hipócrita da Esquerda em relação à repressão política talibã brutal em relação às mulheres no Afeganistão

mulheres afegas web

Mensagens clandestinas e nocturnas de mulheres afegãs, nas paredes de Cabul: “Não reconhecemos o governo talibã”. “Queremos liberdade”. “Somos seres humanos”.

O Estado português é controlado por um bando de ladrões e malfeitores

“Portugal [o Estado português] condenado a pagar 50 mil euros de indemnização a herdeiras de Emídio Rangel pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem” (a ler aqui)

Tenho hoje muitas dúvidas se não irá ser necessário fazer correr sangue — isto já lá não vai com votos.

kosta socrates grande lider web

Não acreditem nisto: é uma Teoria da Conspiração e “fake news” (perguntem ao Polígrafo)

“Les chiffres sont là, tétus et implaccables : le Professeur Patrick Meyer de l’université de Liège démontre que la vaccination anti-Covid fait exploser la mortalité. Il a croisé pour ce faire les données sur les 18 pays européens.

La toxicité des vaccins utilisés ne fait à ce jour plus aucun doute : c’est un empoisonnement globale de la population qui est en cours avec des conséquences gravissimes dont l’observation n’en n’est qu’à ses débuts.

La poursuite de la vaccination devrait donc qualifiée d’homocide volontaire.”

teorista conspirativo webTrata-se de uma notícia falsa (perguntem ao Polígrafo) segundo a qual um professor da universidade de Liège demonstra que a vacinação contra o COVID-19 faz aumentar o índice mortalidade.

Em primeiro lugar, a universidade de Liège não existe (perguntem ao Polígrafo e ao monhé); nem sequer existe uma tal localidade chamada “Liège” (pura Teoria da Conspiração).

Em segundo lugar, não existe um tal “professor Patrick Meyer” da universidade de Liège — o Polígrafo informou-se já junto da universidade de Liège e verificou que não existe por lá um tal “professor Patrick Meyer”.

Esta notícia provém da extrema-direita (perguntem ao Polígrafo, ao José Pacheco Pereira e à Catarina Martins): só um fassista inventa uma estória de uma universidade que não existe e de um professor que não existe nos quadros de uma instituição tão importante como é a universidade de Liège.