Algumas notas acerca dos putativos “neonazis” na Ucrânia

1/ A defesa da Ucrânia é compostas por duas forças distintas:

  • as Forças Armadas, propriamente ditas, com os seus três ramos, que dependem do ministério da Defesa;
  • e a Guarda Nacional, que depende do ministério do Interior e que compõe cerca de 40% das forças de defesa da Ucrânia.

2/ Da Guarda Nacional da Ucrânia, uma parte dela é composta por milícias para-militares (tipo mercenários) que desde 2014 (desde a anexação da Crimeia pela Rússia) são financiadas pelos Estados Unidos (Joe Biden), França (Macron), Reino Unido (Boris Johnson), e Canadá (Trudeau). Existem milícias para-militares (mercenários) provenientes de 19 países e nacionalidades.

3/ Passam em alguns me®dia e blogues de extrema-esquerda “notícias” de que a) a Guarda Nacional ucraniana é toda composta por milícias para-militares (o que é absolutamente falso), e que b) as milícias para-militares são todas de extrema-direita (o que também é falso).

Existem batalhões de milícias para-militares controlados por mercenários de extrema-direita (nomeadamente na região do Donbass e em Mariupol), mas é totalmente falso que se diga que toda a Guarda Nacional ucraniana é controlada pela extrema-direita”.

A razão por que aparecem estes combatentes de extrema-direita na Ucrânia (é absurdo dizer deles que são “neonazis”, porque o seu anti-semitismo é cultural, e não político) serão eventualmente explicados noutro verbete.

Com jeitinho, “os russos fizeram muito bem em invadir a Ucrânia”.

Falta pouco. Mais um cadinho, e “os russos não têm culpa nenhuma por terem invadido a Ucrânia”.


É a inversão da culpa (a inversão do sujeito-objecto): a culpa dos actos de horror causados pelo exército ocupante é das vítimas, porque estas não compreenderam a missão revolucionária das tropas soviéticas, quero dizer, russas, que as libertaria dos neonazis que controlam a Ucrânia e libertariam este país do imperialismo gringo.

« As vítimas mortais da acção revolucionária soviética, digo, russa, não foram assassinadas: em vez disso, suicidaram-se, porque não compreenderam a missão revolucionária das tropas soviéticas, quero dizer, russas — e a acção revolucionária soviética, quer dizer, russa, é a que obedece sem remissão a uma verdade dialéctica imbuída de uma certeza científica que clama pela necessidade de um futuro dos “amanhãs que cantam”, sem o controlo neonazi na Ucrânia e livre do imperialismo americano.

A luta continua! »

André Ventura contrata Cristina Rodrigues, e o Ferro "Estou-me Cagando" Rodrigues a rir

A ex-deputada do PAN – Pessoas-Animais-Natureza, Cristina Rodrigues, ¿agora trabalha para o CHEGA?!

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Por este andar, iremos ver o José Manuel Pureza a conselheiro político do André Ventura!

Ainda veremos o André Ventura a meter os toureiros, todos amarrados uns aos outros, no Campo Pequeno!

E não vale o estafado argumento segundo o qual “trata-se de apoio meramente profissional”.

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Segundo o jornalista britânico John O’Sullivan, há uma lei segundo a qual uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios éticos e na sua acção política, com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda.

Trata-se da Lei de O’Sullivan.

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Parece-me que o André Ventura anda à procura de um pretexto qualquer para substituir Rui Rio no assalto ao “centro político” esquerdista — talvez por isso é que o André Ventura anda obcecado com o Monhé das Cobras. E quem se está a rir, com isto tudo, é o Ferro “Estou-me Cagando” Rodrigues.

A Helena Damião e o relativismo

O Rerum Natura continua a teimar sobre as putativas virtudes de Bertrand Russell.

Desta vez, a Helena Damião escreve:

« Perguntaram um dia ao filósofo Bertrand Russell se seria capaz de morrer por uma ideia. Como filósofo cristalino e frontal, que era, respondeu sem hesitar: “Não, porque poderia estar errado.” »

Ora, foi o mesmo Bertrand Russell que defendeu a ideia de que os Estados Unidos deveriam aniquilar a URSS com bombas atómicas, logo a seguir a Nagasaki e Hiroxima, em um momento em que os russos ainda não tinham armas atómicas. Para quem diz que “podia estar errado”, não me parece racional que defenda a aniquilação de milhões de pessoas com bombas atómicas.

A Helena Damião continua:

« Irrefutável. Qualquer não fanático, com a mente asseada, sabe que pode sempre estar errado. Só os fanáticos acreditam em “verdades”. Os cientistas e os filósofos, não. Mesmo o mais notável pensador pode estar errado e o mais provável é estar. Portanto, se uma ideia pode estar errada, morrer por ela é um rotundo disparate. »

A Helena Damião confunde “verdade”, por um lado, com “certeza”, por outro lado.

Alguém terá que explicar à Helena Damião que “verdade” e “certeza” não são a mesma coisa. Para um fanático, a verdade é irrelevante, e a certeza é que conta. A ciência não seria possível sem a procura da verdade, embora a ciência não possa nunca ter a certeza da verdade de uma tese ou de um paradigma.

Ao confundir “verdade” e “certeza”, a Helena Damião defende o relativismo. Karl Popper escreveu, acerca do relativismo:

“O relativismo é um dos muitos crimes dos intelectuais. É uma traição à Razão e à Humanidade”.

Vou fazer um desenho, a ver se os burros entendem

Imaginem que, em Espanha, acontece um golpe-de-estado que coloca um ditador do Poder. Segue-se que as tropas espanholas, comandadas por esse ditador, invadem Portugal.

Imaginem depois, e por absurdo, que três (poderiam ser mais ou menos) partidos políticos portugueses defendem a legitimidade da invasão espanhola, e apregoam essa legitimidade em público, inclusivamente defendendo a aniquilação da nação portuguesa.

Acto continuo, o presidente da república portuguesa e o Tribunal Constitucional decidem ilegalizar esses três partidos políticos.

¿O que aconteceria nos me®dia portugueses?

Veríamos o Miguel Sousa Tavares e a Raquel Varela a reagir à ilegalização desses três partidos políticos, afirmando que o regime político português é autoritarista, intolerante e “fassista”.

Não são só idiotas úteis, nem se trata apenas de má-fé!: são mesmo estúpidos!

Nos me®dia, toda a gente “importante” dá opinião acerca da invasão russa da Ucrânia

« When the episteme is ruined, men do not stop talking about politics; but they now must express themselves in the mode of doxa. »Eric Voegelin

Mais uma “posta” da Carmo Afonso no jornal Púbico

Já muita tinta se gastou acerca das escrevinhações no jornal Púbico de um outro estafermo causídico, que dá pelo nome de Carmo Afonso. Neste texto (ler em PDF) acerca da invasão russa da Ucrânia, o estafermo causídico incorre em diversas falácias, a começar pela

1/ falácia do NIN, ou a tipologia da “esquerda pré-diluviana”:

“Neste caso da invasão [da Ucrânia pela Rússia], não é que gostem do Putin, esse “capitalista”, como grazinou o Avô Jerónimo, mas o Putin é russo, era do KGB e da URSS, e o Sol do Mundo era lá para os lados de Estalinegrado, foi naquelas longitudes que eles foram formatados a esperar o “Homem Novo”, enfim, faz parte do seu sistema operativo.”

2/ depois, o referido estafermo “intelectual” invoca, como argumento, um maniqueísmo inexistente (uma falsa dicotomia) — porque o que está em causa com a reacção negativa à invasão russa não é, fundamentalmente, uma putativa luta moral do bem contra o mal, mas antes é o respeito (ou desrespeito) pelo Direito Internacional que está em causa.

3/ uma advogada que parece ter dificuldade em compreender a perigosidade da violação gritante do Direito Internacional, só pode ser indigente cognitiva.

4/ o argumento Tu Quoque: o estafermo diz, de uma forma implícita e subjacente, que a invasão da Ucrânia por parte da Rússia pode ter sido justificada (por exemplo) pela invasão do Iraque pelas potencias ocidentais. Ou seja, para aquela trampa com olhos, um mal pode justificar outro mal.

5/ finalmente, o argumento dos “nazis da Ucrânia” (que é, de facto, um dos “argumentos” de Putin para invadir a Ucrânia) — um país com um presidente da república judeu.

Trata-se de uma falácia da generalização (e simultaneamente uma falácia da composição): basta que exista um só neonazi na tropa ucraniana, para que (segundo aquela avantesma) todos os membros das Forças Armadas se tornarem suspeitos de serem nazis.


A família do falecido Belmiro de Azevedo deveria ter vergonha do papel que desempenha na comunicação social em Portugal.

O conceito de “Esquerda Neanderthal”

O conceito de Esquerda Neanderthal identifica-se com a ideia de “Esquerda Woke”, conforme aqui:

Esquerda Neanderthal web

“Trata-se de uma certa fauna urbana que adora visibilidade, se acha mais esclarecida que os outros e, de certo modo, naturalmente predestinada para guiar, a bem ou a mal, as massas ignaras no caminho da superior iluminação que acredita possuir. Vem das franjas do Trostkismo, da “New Left”, do Leninismo, do Maoísmo e de outros “ismos” do mesmo caixote. Não tem qualquer sentido de humor, mas sim a inabalável convicção de que tudo o que acontece, ou deixa de acontecer, deriva da intrínseca maldade do Ocidente, especialmente da América e, mais recentemente, do conceito que engloba tudo isso: o hetero-patriarcado branco.

Cultiva o estilo “intelectual de esquerda” e “artista de vanguarda” e arroga-se uma inexplicável superioridade moral e intelectual constantemente auto-reforçada frente ao espelho de Narciso.”


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O Baizuo é a caricatura simbólica da Esquerda Neanderthal.

Não é difícil identificar a Esquerda Neanderthal (e o Baizuo) com personagens como Daniel Oliveira, Pedro Filipe Soares, Rui Tavares, mesmo com José Pacheco Pereira (embora em faixa etária serôdia) e o ministro socialista Pedro Nuno Santos (estes três últimos, entre outros, representam a Esquerda Neanderthal fora do Bloco de Esquerda).

baizuo web

A Esquerda Neanderthal é (hoje) o movimento político-cultural mais perigoso que existe.

Francisco J. Marques e o ódio que os “lisboeiros” têm ao norte de Portugal

O Director de Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, tem sido alvo de uma campanha caluniosa da parte dos me®dia de Lisboa, nomeadamente no canal CMTV que, através da jornaleira borrachona Tânia Laranjo, tratou de (mais uma vez) levar a mentira desbragada ao povo português.

Neste esforço de desinformação, por parte da CMTV, há que sublinhar o papel da jornaleira Mariana Águas (as mulheres da família Águas nunca foram grande espingarda), o benfiquista Diamantino Miranda (o tal que foi expulso de Moçambique, considerado Persona Non Grata por aquele país, e agora entretém-se a comentar os problemúnculos da vida pessoal de outrem).

Porém, a pior prestação opinativa veio de uma advogada que participou ontem em um programa da CMTV, que é filha de um conhecido dirigente histórico do MRPP. Aquele estafermo causídico partiu do princípio de que as “informações” fornecidas pela jornaleira Tânia Laranjo seriam verdades insofismáveis e, por isso, passou à condenação judicial de Francisco J. Marques, em directo na TV, ao vivo e a cores.

O Jornal de Notícias publica aqui o desmentido oficial de Francisco J. Marques. Sinceramente espero que a CMTV vá parar a tribunal por calúnia, assim como o referido estafermo causídico que condenou o Francisco J. Marques em praça pública e sem julgamento.

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