Eis por que o CHEGA teve sucesso (até agora)

José Ribeiro e Castro escreveu um artigo acerca da tentativa do Partido Socialista da Isabel Moreira em controlar o Tribunal Constitucional.

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A grande diferença entre a Esquerda a que pertence a Isabel Moreira, por um lado, e a Direita da Assunção Cristas e do José Ribeiro e Castro, por outro lado, é a de que a Esquerda da Isabel Moreira diz pública- e claramente ao que vem: não esconde que pretende censurar opiniões diferentes, sobre matérias ditas “fracturantes”. A Isabel Moreira joga abertamente ao ataque.

Em contraponto, José Ribeiro e Castro joga à defesa: coloca a sua posição ideológica barricada, por detrás dos putativos “direitos” exarados na Constituição — “direitos”, esses, em relação aos quais a Isabel Moreira está-se borrifando.

Para a Isabel Moreira, os direitos individuais consagrados na Constituição só são válidos se jogarem a favor das suas (dela) posições ideológicas. Não sendo esse o caso, ela está-se cagando para os “direitos”.

Uma das razões — senão a principal — por que o CDS desapareceu, foi esta estratégia política titubeante, polida, educadinha e tíbia (exemplificada pelas atitudes políticas de Assunção Cristas) de jogar sistematicamente à defesa: a Isabel Moreira atacava-a nas redes sociais, e a Assunção Cristas pedia desculpa nos me®dia.

A estratégia da Direita não pode ser defensiva, politicamente correcta, educadinha: a Isabel Moreira tem muito pouco de “educada”. A Isabel Moreira tem que ser confrontada com a crueza estramontada que caracteriza as suas próprias atitudes.

Quid Pro Quo.

O Pacheco diz que uma largada de touros é uma espécie de assassínio em série americano

Os comunistas trocaram o proletariado pelo ambientalismo e animalismo, na costumeira e ávida procura de concentração de Poder.

O José Pacheco Pereira diz aqui que uma largada de touros é a mesma coisa que uma tourada de arena — na medida em que ele coloca a largada popular de touros (por exemplo, as largadas à corda dos Açores) na mesma categoria das touradas de arena.

Colocar uma tourada (de arena), por um lado, e uma largada de touros, por outro lado, em uma mesma categoria, só pode vir de um estúpido.

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Aliás, a comparação estúpida que o Pacheco faz só revela o radicalismo puritano da criatura: se dependesse dele, todo o espectáculo popular que desse prazer aos espectadores seria proibido — tal como escreveu Thomas B. Macaulay:

“os puritanos [ingleses, da segunda metade do século XVII] detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

Mas o estúpido vai mais longe: compara (coloca em uma mesma categoria de análise) a morte de um jovem de 16 anos causada por um touro em uma largada na Moita e às 2 horas da madrugada, por um lado, com os assassínios em série com armas de fogo que se vão tornando normais nos Estados Unidos, por outro lado.

E é esta besta que diz que “os outros é que são os demagogos e populistas !”.

Com quem defende abertamente a censura em relação ao que se não concorda, não devemos ter pejo, nós próprios, de censurar. O Pacheco deveria ser censurado na Comunicação Social.

¿O Tribunal Constitucional funciona em roda livre?

“A Constituição atribui aos grupos parlamentares funções relevantes no âmbito do processo legislativo e no domínio do funcionamento e composição da Assembleia da República. Todavia, não lhes confere legitimidade para intervir em processos de fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade.”juízes do Tribunal Constitucional

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Ora, acontece que o pedido do CHEGA não pretende propriamente “intervir em processos de fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade” legislativos. O Tribunal Constitucional utiliza aqui a Falácia do Espantalho.

O CHEGA não afirmou que “a lei em causa é constitucional”, ou terá solicitado que o Tribunal Constitucional tornasse, a referida lei, constitucional. Por isso é que se trata de uma Falácia do Espantalho. O Tribunal Constitucional interpreta o Direito conforme lhe dá jeito.

O recurso à formalidade estrita (à forma da lei), para assim poder recusar discutir um pedido (um pedido não é uma ordem) de um partido político (nem que tivesse 1 só deputado), por parte do Tribunal Constitucional, é um meio de dogmatização salazarenta do Direito e uma forma de alienação da substância jurídica.

O Chico: um papa ambíguo, ambivalente, hipócrita e puro político

Em Outubro de 2013, defendi a ideia de que o papa Chico é um político — em contraponto a Bento XVI, que é um místico. Ou seja: o actual papa da Igreja Católica é um político revolucionário.


O Inconveniente faz uma apologia ao Chico: «“Nazis de luvas brancas”: Papa alerta médicos a não abortar em nenhum caso»


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papa-chico-montagem-webPorém, em 2013, o Chico afirmou crítica- e publicamente que “os católicos andam obcecados com o aborto”, e que deveriam preocupar-se com “outras coisas”. E mais: “¿quem sou eu para julgar?” — perguntou o Chico, referindo-se aos católicos que criticavam o aborto.

“Now Pope Francis says it’s time to drop the church’s “obsession” with divorce, contraception, homosexuality and abortion, and speak of other things”.

Pope Francis says church should not be “obsessed” with abortion, birth control and gays

O António Balbino Caldeira, do Inconveniente, é um católico acrítico e seguidista (como a maioria dos católicos, infelizmente); e está no seu (dele) direito. Porém, um papa não deve dizer uma coisa e o seu contrário, ao sabor da moda ou da sua “sede” pessoal de atenção pública.


“Tanto quanto está autorizado a resistir a um Papa que comete uma agressão física, do mesmo modo que é permitido resistir-lhe se faz mal às almas ou perturba  a sociedade e, com mais forte razão, se procurasse destruir a Igreja — é permitido, digo, opôr-se a ele não cumprindo as suas ordens e impedindo que a sua vontade seja realizada.

Não é licito, contudo, julgá-lo em tribunal, impor-lhe punição, nem o depor, pois estes são actos próprios a um superior”.

(São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, Livro II, Capítulo 29.)

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Theodore Dalrymple e o conceito de "Maoísmo Emocional"

Um recente ensaio de Theodore Dalrymple fala-nos da “cultura da emoção” — a que ele chama de “Maoísmo Emocional”:

“The modern taste for emotional exposure partakes of two seemingly disparate currents: First, the kind of psychotherapy according to which all contents of the mind must be outwardly expressed for fear of turning inwards and causing a mental abscess of unexpressed thoughts and emotions that eventually bursts. Second, it reflects a kind of emotional Maoism, according to which people have the social duty to confess their emotions to the multitudes”.

non binary human webPorém, não é possível falar em “Maoísmo Emocional” sem procurar (sumariamente) as suas causas culturais (em uma espécie de “epistemologia da cultura ocidental”) com raízes na Alta Idade Média católica, nomeadamente em Pedro Abelardo (que, para o efeito, “retorceu” algumas teses de Santo Agostinho) e na sua “ética da intencionalidade”: segundo Abelardo, apenas a intenção moral é susceptível de qualificação, qualquer que seja o acto exterior.

Hiperbolizando: por exemplo, eu mato o meu vizinho e depois digo que o acto hediondo foi justificado por uma boa intenção que consistia em salvá-lo das garras da tirania da sua (dele) esposa. Ou o assassino pós-moderno que diz ao juiz: “Eu não tenho culpa, senhor dr. juiz, porque não tive intenção: a culpa é dos meus genes!”.

O “acto exterior” — segundo Pedro Abelardo —, sendo sempre moralmente indiferente, é bom ou mau apenas em função da intenção alegada pelo agente que o pratica [pro intentionis agentis]; e, por isso, nenhuma acção humana — nem mesmo a crucificação de Jesus Cristo — pode ser classificada (a priori) como “má”, “não sendo importante o que se faz, mas o espírito no qual se faz” [Dialogus].

Por outro lado, Pedro Abelardo invoca o mesmo argumento de São Bernardo de Claraval segundo o qual pode acontecer que façamos o que Deus quer sem que a nossa intenção seja a de cumprir a vontade divina [a chamada casuística”, que foi adoptada nomeadamente pelos jesuítas na Contra-Reforma, justifica um crime pelo motivo (intenção) segundo o qual se cometeu, por um lado, e por outro lado atribuiu à Providência Divina o propósito (ou a vontade) de uma determinada má acção humana (São Bernardo de Claraval)].

Quando (alegadamente, segundo São Bernardo de Claraval, Pedro Abelardo e os jesuítas, ou seja, os iluminados que conhecem antecipadamente as intenções de Deus) Deus ordena as nossas acções (mesmo contra a nossa vontade), pode acontecer que não agimos bem ainda que se realizem coisas boas segundo a vontade divina.

Este conceito (a casuística) dá muito jeito a psicopatas como o papa Chico. Aliás, praticamente toda a ética do papa Chico é baseada na casuística e no intencionalismo (doutrina da indiferença dos actos externos) de Pedro Abelardo.

De acordo com a “doutrina da indiferença dos actos externos” (de Pedro Abelardo), por mais que o ser humano faça o que Deus quer que ele faça, somente a boa intenção (que é subjectiva, por definição) torna a acção “boa” [está aqui a génese teorética, que se baseia em passagens bíblicas retiradas de contexto, do conceito de sola fide  dos protestantes].

Para Pedro Abelardo e segundo a sua doutrina da indiferença dos actos externos (intencionalismo), a necessidade do desejo natural exclui a noção de “pecado”: por exemplo, (hiperbolizando) se um homem sente necessidade e um desejo natural de ter relações sexuais com um cavalo, o prazer natural que ele sentir é inocente desde que ele racionalmente não consinta [Ethica] — temos aqui a justificação do papa Chico para as relações sexuais homossexuais, invocando uma suposta  “necessidade natural”.

O intencionalismo (de Pedro Abelardo, mas não só) tem como base um cepticismo em relação ao conhecimento objectivo da ordem moral, o que, em compensação, dá lugar a uma (pretensa) autenticidade e uma (suposta) sinceridade do acto da vontade humana (subjectivismo).

O intencionalismo subjectivista esteve na base do Romantismo que surgiu na Idade Clássica e se prolongou pela Idade Moderna, e que atingiu a sua expressão mais absurda com o pós-modernismo.

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Finalmente: outra origem cultural do “Maoísmo Emocional” pós-moderno é o da tradição da confissão pública católica durante a Alta Idade Média: no fim da missa católica medieval, os fiéis católicos confessavam publicamente (alta voz e em bom som) os seus pecados aos outros membros da sua comunidade; ou seja, a confissão dos pecados era pública. Só a partir do século XVI e com a Contra-Reforma, a confissão católica passou a ser privada e secreta, com a utilização dos confessionários individuais.

Porém, a tradição católica da “confissão pública” foi retomada pelo Romantismo dos séculos XVIII e XIX (embora já despojada das vestes culturais da religião cristã) com o conceito político de “auto-crítica” pública que foi bastamente aplicada (nomeadamente) pelos regimes marxistas da modernidade.

¿O Carlos Fiolhais será o próximo CEO do Banco inglês HSBC?

Eu fiquei admirado ao saber que o coimbrinha Carlos Fiolhais não tinha sido convidado para a cimeira da “World Economic Forum” que decorre neste momento — porque o Carlos Fiolhais “encaixa” ideologicamente na agenda política da plutocracia globalista.

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Os casos de Varíola do Macaco em Madrid, a sauna gay, e a mundividência anti-científica

Em Madrid, foram confirmados 30 casos de Varíola do Macaco, sendo que 95% dos casos tiveram origem em uma sauna gay, que entretanto foi fechada.

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Porém, a Esquerda e a “Direita Liberal” ficam escandalizados se alguém diz que “a Varíola do Macaco é uma doença propalada por gays” — e a principal razão deve-se a uma limitação cognitiva do cidadão pós-moderno, que consiste em uma extrema dificuldade em categorizar a realidade e em elaborar intelectualmente em juízo universal: a esta dificuldade cognitiva pós-moderna, chamamos de “nominalismo radical” que se traduz em uma predisposição psicológica dogmática e acientífica.

O nominalismo pós-moderno é um niilismo, que é favorável ao totalitarismo porque torna a realidade objectiva inextrincável.


A ciência necessita de categorias (necessita de categorizar a realidade), e necessita de excepções que confirmem a regra imposta pelas categorias estabelecidas. Sem excepções à regra, uma proposição não pode ser considerada “científica” (ver: falsificabilidade).

Porém, o homem pós-moderno (em geral, ou seja, em juízo universal)  é intrinsecamente acientífico (para não dizer “anti-cientifico”), porque recusa categorizar a realidade para não ter que aceitar axiomas — sejam os axiomas de ordem cultural, moral, ética, etc..

O único axioma que o homem pós-moderno aceita é o de que “não há axiomas” — assim com a única verdade aceite pelo homem pós-moderno (em juízo universal) é a de que “a verdade não existe” (relativismo axiomático) .

Esta recusa de categorizar factos da realidade concreta, transporta o homem pós-moderno (em geral, ou em juízo universal) para o tempo dos sofistas da Grécia Antiga: o novo sofismo traduz-se na recusa pós-moderna de aceitar como válido qualquer tipo de juízo universal.

As putas do jornal Público são vesgas

Uma das características do jornal Púbico são as suas putas que campeiam em busca de clientela acéfala e acrítica (à boa maneira socialista).

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Mas o putedo do Púbico só vê com os antolhos que lhe são colocados pelos respectivos chulos: quando os factos contradizem a narrativa de alcova que as guindam ao estatuto de “jornalistas”, a putaria faz de conta que a realidade não existe.

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