O Ludwig Krippahl e a “confusão de géneros”

et-webNo canal História, existia um programa que fazia a defesa da existência de extraterrestres; normalmente, o narrador começava os programas (mutatis mutandis) assim:

“¿Será que existem extraterrestres? E, se existem extraterrestres, ¿não é razoável e racional que eles nos visitem, aqui, no planeta Terra? Por isso é que é perfeitamente racional aceitar, como verdadeiras e válidas, as opiniões de pessoas que dizem que viram extraterrestres. E mais: existindo, os extraterrestres fazem parte da nossa realidade.”

Repare-se como o narrador começa como uma hipótese muito imprecisa (“¿Será que existem extraterrestres?”), e depois, baseando-se nessa hipótese, desenvolve um argumento afirmativo, e parte depois para a construção de uma certeza ou de uma verdade (“os extraterrestres existem”). Quando nos damos conta, o discurso do narrador afirma já a existência de extraterrestres.


É assim que funciona o Ludwig Krippahl, neste texto.

Começa por especular acerca do conceito de “género” — quando sabemos que é incorrecto falar em “género masculino” ou “género feminino” no sentido biológico. Quando nos referimos ao homem (YX) e à mulher (XX), devemos falar em “sexo masculino” e “sexo feminino”.

Para mais informação, caro leitor, veja o que significa “género”.

Assim como o canal História diz que é perfeitamente racional e válida a existência de extraterrestres (que, objectivamente, nunca ninguém viu), assim o Ludwig Krippahl diz que é perfeitamente racional e válida a existência de “géneros” que se fundamentam em pura subjectividade — e exactamente porque os “géneros” são subjectivos, é que existem muitas dezenas de “géneros”.

Todo o “raciocínio” do Ludwig Krippahl enferma da confusão de “géneros” — sendo que o “género” não passa de uma categoria gramatical e linguística modelada culturalmente pelas diferenças biológicas entre os dois sexos (em juízo universal).

Em alguns idiomas (por exemplo, em África, entre os Macuas), nem sequer existem géneros linguísticos e, portanto, a noção de “género” é desconhecida.

O tipo de “ciência” do Carlos Fiolhais

Segundo a “ciência” do Carlos Fiolhais, e na medida em que os índios americanos usavam e abusavam dos combustíveis fósseis, a sua exterminação (por parte dos assassinos de raça branca) causou um arrefecimento global.

ciencia do carlos fiolhais web

Ou seja: segundo a “ciência” do Carlos Fiolhais, os “filhos-de-puta dos brancos” (de raiz cultural cristã, e por isso é que são filhos de puta) são (alegadamente) os responsáveis pelo aquecimento e pelo arrefecimento globais.

A Isabel Moreira, e a “presidenta” da república em “top-less”

marcelo-selfie-web

O liberal, em primeiro lugar, degrada o valor dos símbolos (neste caso concreto: degrada-se o valor do símbolo do Chefe de Estado); para depois poder nivelar por baixo.

isabel-moreira-feminismo


“Onde o terrorismo e a pornografia prosperam, o liberal rende-lhes homenagem em nome da liberdade de consciência.”Nicolás Gómez Dávila

E os “progressistas” ainda dizem que os motores a combustão não são ecológicos

Uma bateria vulgar para um carro eléctrico pesa cerca de 450 kg.

A mesma bateria contém 11 kg de lítio, cerca de 14 kg de cobalto, 27 kg de níquel, mais de 40 kg de cobre, e 50 kg de grafite — mas também cerca de 180 kg de aço, alumínio e plásticos.

Agora imaginem as escavações mineiras necessárias para produzir carros eléctricos em série e em escala.

E os “progressistas” ainda dizem que “os motores a combustão não são ecológicos”.

O grande amigo do peito de Marcelo Rebelo de Sousa

O ressentimento do brasileiro, em relação ao cidadão português, é patológico

O politicamente correcto diz que “não devemos generalizar” — mesmo quando a esmagadora maioria das inferências aponta no sentido da necessidade de generalização. Não nos esqueçamos que a ciência é feita de generalizações.

abel ferreira brasil

Porém, salvo raríssimas excepções, os brasileiros nutrem um ressentimento irracional em relação aos portugueses — ressentimento que Theodore Dalrymple tratou assim:

“Com um ressentimento cuidadosamente nutrido, um homem pode passar a vida a culpar outrem, ou toda a sociedade, pelos seus fracassos — o que lhe permite ser simultaneamente um fracasso e sentir-se moralmente superior ao mundo”.

O brasileiro ressentido sente-se superior ao mundo.

lula da silva treinador

Por exemplo, tivemos — durante cerca de 20 anos — em Portugal um CEO da TAP (Transportes Aéreos Portugueses) que é brasileiro, e nunca ouvimos ninguém criticá-lo por ser brasileiro; e há muitos casos de brasileiros com sucesso em Portugal que ninguém critica apenas por serem brasileiros.

O ressentimento brasileiro, em relação ao português, é absolutamente irracional.

E os portugueses devem tirar as devidas ilações desse ressentimento brasileiro — porque o politicamente correcto (leia-se, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa) diz que que a “xenofobia” só é má se o cidadão português a praticar; mas se o ressentimento contra os portugueses é brasileiro, a Esquerda portuguesa fica muito feliz.


Nota: “generalizar” é praticar a variedade de indução ou de extrapolação que consiste em passar do singular, ou do individual, ao geral ou ao universal.

Um exemplo do centralismo lisboeiro

Temos aqui, em baixo, as capas das notícias de dois “jornais” desportivos lisboeiros (o jornal “A Bola”, e o jornal “Record”) acerca das goleadas do SLB (Sporesboa e Malfica) — 4-0, no lado esquerdo — e o do FC Porto — 5-1, à direita —, do fim-de-semana passado.

Clique na imagem para ampliar.

benfica vs porto web

E depois, os lisboeiros da me®dia vêm dizer que “o Pinto da Costa tem uma narrativa facciosa e divisionista”.