A RTP vai convidar o general Agostinho Costa para defender a Terra Plana

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O personagem é burro; ¿como é que a cavalgadura chegou a general?

Eu tive a pachorra de o ouvir ontem em duas estações de televisão: primeiro, na RTP3; depois na CNNP.

O referido animal salta de conceito em conceito sem se fixar em algo de concreto: fala de alhos, e salta para bugalhos sem que haja qualquer nexo causal que justifique a mudança de argumentação: é o modus ponens à Agostinho Costa: elimina o Antecedente sem concluir alguma coisa a partir dele:

A → B
A
—–
∴ C

Por exemplo:

“A Rússia (A) tem direito ao território da Ucrânia (B); por isso, quando falamos de Ucrânia (B), está subentendido o território do Afeganistão (C)”.

Dá CNNP já espero tudo; mas ¿como é que a RTP, com o dinheiro dos nossos impostos, chama uma besta cavalar destas para comentar seja o que for?!

O argumento utilizado para trazer aquela alimária à ribalta, é o da “liberdade de expressão”.

Bom… se aquele espécime de muar defendesse a ideia segundo a qual 2+2=5, ¿também seria convidado pela RTP para comentar aritmética?!

Domingos Faria e a Isabel Moreira: les bons esprits se rencontrent…

Uma certa casta de “iluminados” — que inclui a Isabel Moreira — lançaram uma Fatwa à “moral sexual” da Igreja Católica que, segundo ela, é a causa da pedofilia na Igreja Católica.


Há um livro com o título “Goodbye, Good Men: How Liberals Brought Corruption into the Catholic Church”, do autor Michael S. Rose, que não foi publicado em Portugal porque vai contra a narrativa da Esquerda protagonizada pelas editoras como a Gradiva (por exemplo), por um lado, e, por outro lado, porque é interpretada fielmente por “liberais” e radicais de esquerda como o Domingos Faria e a Isabel Moreira, que controlam os me®dia — o mesmo Domingos Faria que escreveu que o aborto e a eutanásia são perfeitamente compagináveis com a ética da Igreja Católica, e que seria mesmo normal e positivo que os sacerdotes católicos pregassem a sodomia, o aborto e a eutanásia do alto do púlpito.


politicamente-correcto-grc3a1fico-webO problema, aqui, é o de gente (como a Isabel Moreira e o Domingos Faria) que acredita que a Natureza Humana pode ser mudada através de legislação — porque, como bons progressistas, a culpa é sempre dos outros, ou da sociedade.

Porém, mais grave: acreditam que a aplicação da lei é um caminho ou um meio para o gradual aperfeiçoamento (prometaico) da humanidade (para se atingir a perfeição do colectivo humano).

O problema da Isabel Moreira e do Domingos Faria não é apenas um anti-catolicismo primário: eles acreditam mesmo que a Natureza Humana poder ser mudada; mas quando vemos a reacção da população autóctone aos recentes sismos na Turquia, por exemplo, compreendemos que a reacção humana aos fenómenos da Natureza não mudou uma vírgula desde que apareceu o primeiro homo sapiens.

A Natureza Humana é imutável, no sentido em que não há leis humanas que a mudem.

E quem pensa o contrario disso padece de um delírio interpretativo (a Isabel Moreira é um caso patológico de interpretação delirante).

O caso de Domingos Faria é mais grave (do que o da Isabel Moreira), porque ele tem formação em filosofia, por um lado, e por outro lado porque as suas teses abstrusas são oficialmente reconhecidas por uma universidade de Lisboa.

Reparem na minha seguinte proposição hipotética:

“Eu sou um genuíno militante do partido IL (Iniciativa Liberal), mas não me identifico com a actual ética política propugnada pelo partido IL (Iniciativa Liberal)”.

Agora vejamos a seguinte proposição do Domingos Faria:


“Há um número bem significativo de pessoas genuinamente católicas que não se identifica com a actual ética sexual da Igreja Católica”.

É assim que o Domingos Faria inicia a sua logomaquia. E ¿é isto um “doutorado em filosofia”?! Estamos f*didos!

¿Como é que eu posso ser um “genuíno” militante de um partido se eu não me identifico com o ideário fundamental desse partido?!

Posso ser oposição interna a esse partido; mas se a oposição interna colocar em causa os princípios fundamentais e basilares desse partido, então deixa de ser uma oposição interna para passar a ser uma forma de pressão para transformar esse partido em outra coisa completamente diferente do que é hoje.


Uma coisa devemos afirmar peremptoriamente ao Domingos Faria, para que ele entenda, sem sofismas:

Meter um pau no ânus, para alegada satisfação própria, é um acto sexual intrinsecamente desordenado; não é preciso ser católico para entender isto.

Ora, ele diz que os católicos são contra o acto sexual de meter um pau no ânus — o que é uma falácia. Todas as religiões, incluindo o Budismo e/ou as religiões animistas africanas, e mesmo muitos ateus, não concordam com o acto sexual de meter um pau no ânus — até porque está cientificamente provado de que é prejudicial à saúde.

Escreve, o animal:

“A actual ética sexual da Igreja Católica está assente no seguinte princípio central: um acto é moralmente lícito se com esse acto se pretende ou se visa realizar os propósitos naturais ou biológicos dos órgãos (ditados por Deus).”

O que o Domingos Faria faz, ali, é misturar o conceito de “acto sexual do casal (natural) que tem por fim o acasalamento mas não a fertilização necessária para a procriação”, por um lado, com o conceito de “meter o pau no ânus”, por outro lado — ou seja, o Domingos Faria pretende que os actos sexuais do casal (homem + mulher) que não tenham por fim a reprodução, sejam equiparados eticamente aos actos de “meter o pau no ânus” de um par de gays.

Para o Domingos Faria, o Coitus Interruptus, praticado eventualmente por um casal católico com 5 filhos, é moralmente equivalente a um acto masturbatório praticado em uma suruba gay.

Ora, o Domingos Faria deveria ler Santo Agostinho, por um lado, e S. Tomás de Aquino, por outro lado. S. Tomás de Aquino defendeu o princípio da “autorização divina” de actos sexuais não reprodutivos em casais com filhos.

Santo Agostinho não condenou as práticas sexuais (no âmbito de um casal católico com filhos) que não tenham por fim exclusivista a reprodução; mais: Santo Agostinho defendeu que, em determinados casos, o divórcio é justificado eticamente — esta corrente agostiniana e tomista foi parcialmente alterada pela contra-reforma católica que nada mais fez, basicamente, do que adoptar parcialmente a moral protestante e burguesa de Lutero.

É falso que a moral católica esteja assente no princípio segundo o qual “um acto é moralmente lícito só se com esse acto se pretende ou se visa realizar os propósitos naturais ou biológicos dos órgãos”.

Aliás, no catecismo da Igreja Católica, no seu artigo 2370, está escrito:

“(…) os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objectivos da moralidade.”

É isto que repugna o Domingos Faria: meter um pau no cu de um gay é, para o Domingos Faria, tão belo eticamente como uma cópula interrompida em um casal filhento.

Portanto, o Domingos Faria mente quando diz que, na moral católica, “um acto é moralmente lícito só se com esse acto se pretende ou se visa realizar os propósitos naturais ou biológicos dos órgãos”. O animal mente. Mas é douto em filosofia, embora não tenha lido Santo Agostinho. E o Observador estende-lhe o tapete vermelho.

O que o catecismo faz é tornar moralmente ilícito o uso da pílula contraceptiva, por exemplo — aliás, já se comprovou cientificamente que a pílula prejudica a saúde da mulher.

Tudo o que seja a banalização do acto sexual é condenado pela Igreja Católica — e é isto que repugna o Domingos Faria: meter um pau no cu de um gay é, para o Domingos Faria, tão belo eticamente como uma cópula interrompida em um casal filhento.


Portanto, o postulado da tese do Domingos Faria é falso; e, como como defendeu Aristóteles, se um princípio é falso, toda a teoria que parte desse princípio é igualmente falsa.

Finalmente, é ignóbil que se estabeleça uma equivalência entre os actos sexuais entre insectos ou entre peixes, ou entre bonobos, por exemplo e por um lado, e o acto sexual entre seres humanos, por outro lado.

Este tipo de comparação ou equivalência (próprias da sociobiologia liberal) incorre em um sofisma naturalista [não é possível deduzir valores e normas a partir de factos! Porra! (George Edward Moore)] — porque a situação da natureza não pode ser transposta, sem reservas, para o mundo dos seres humanos: é preciso fornecer uma fundamentação para as normas, o que a ciência não pode fazer.

Portanto, os factos não fundamentam quaisquer normas, embora as normas possam criar factos.

Isto não é um governo: é uma organização terrorista

O governo socialista geringonceiro do Monhé das Cobras criou um problema: a imigração massiva que fez aumentar o preço dos arrendamentos para habitação (o mercado a funcionar).

E, alegadamente para resolver esse problema, o monhé justifica agora uma crescente e maior intrusão do Estado na vida pessoal dos cidadãos, através da limitação da liberdade dos proprietários das casas.

Este tipo de procedimento esquerdopata é recorrente: é o próprio governo que cria problemas à sociedade, para depois justificar uma maior e crescente intervenção do Estado na vida privada dos cidadãos para (alegadamente) resolver os problemas que o próprio governo criou antecipadamente.

Isto não é um governo: é uma organização terrorista.

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Ou seja: o governo geringonceiro do monhé sabia perfeitamente, antes de mandar vir gente em barda da estranja (através de um “efeito de chamada” nos me®dia), que iria criar um enorme problema nacional de acesso à habitação.

Portanto, o governo do monhé criou este problema de forma deliberada, para assim justificar a posterior limitação da liberdade dos cidadãos nacionais e a restrição do direito à propriedade privada. “Em política, o que parece, é”.

Só por isto, justifica-se um golpe-de-estado e a prisão do Monhé das Cobras.

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O Pedro Arroja escreve aqui uma apostila que distingue o Direito Natural, por um lado, do chamado Direito Social (imposto pelo Direito Positivo), por outro lado. Convém ler — embora a atribuição da propriedade privada como Direito Natural seja uma questão complexa, como o atestou, por exemplo, David Hume.

“Os Direitos Sociais, ou, mais abrangentemente os Direitos Humanos, não são uma Política” [Marcel Gauchet, 1980, “Le Debat”].

O reconhecimento, na sociedade e na cultura antropológica, de todas as espécies de Direitos Sociais, tem como contraponto o retraimento narcísico dos indivíduos (aumenta a dose de narcisismo em circulação na sociedade) e, consequentemente, aumenta o desinteresse pela coisa pública, através do qual uma omnipresente encenação da liberalização dos costumes (aborto livre, eutanásia “à la carte”, “casamento” gay, adopção de crianças por pares de invertidos, etc.) encobre a propensão para um mimetismo cultural, um seguidismo e um conformismo sem precedentes (ou seja, está na origem de uma “formação de massa” [tema abordado também no livro “The Psychology of Totalitarianism”, de Mattias Desmet, 2022, Wook]).

Os direitos humanos ou Direitos do Homem não se devem transformar num biombo para aquilo a que a revolução dita “democrática” (que de “democrática” tem muito pouco) pode implicar de sujeição e alienação do ser humano.

A política de imigração do monhé socialista falhou

Em praticamente todas as proposições da tuiteiras da Isabel Moreira, ela descamba para o argumento jurídico — o que revela uma insegurança na argumentação. Seria como se um economista só tivesse argumentação de cariz económico, ou um médico só argumentasse com argumentos médicos. Muito fraquinha, a criatura.

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Algo de muito estranho se passa em Portugal. Parece que voltamos ao PREC [Processo Revolucionário em Curso].


Quando a sociedade deixa de lutar pela posse da propriedade privada, a “elite” política socialista lutará pelo usufruto elitista da propriedade colectiva.

Quando gentalha, como a Isabel Moreira e o Monhé das Cobras, definem a propriedade privada na sua “dimensão social”, o confisco da propriedade privada avizinha-se; e quando definem o trabalho como “função social”, a escravatura aproxima-se.

Tão certo como 1+1=2.

A Isabel Moreira encarna o ideal distópico do socialismo. Gente muito perigosa.


A lei só prevê as “obras coercivas” na propriedade privada em casos em que a segurança da propriedade coloque em risco as vidas ou/e os bens de terceiros — por exemplo: se um prédio está abandonado e em risco de desmoronamento, colocando em risco vidas e bens de terceiros, o Estado pode exercer o direito de coagir o proprietário a fazer obras de beneficiação na sua propriedade privada.

A expropriação, por parte do Estado, de uma propriedade privada pode acontecer se o proprietário agir sistemática- e continuamente no sentido de fugir às suas responsabilidades no sentido de realizar as obras de beneficiação requeridas (conforme parágrafo anterior); ou quando o Estado necessita da superfície da propriedade privada para realizar construções de interesse nacional (por exemplo, a construção de uma linha de comboio, ou de uma auto-estrada).

Tudo isto consta do Livro III do Código Civil português.

O Estado não pode expropriar propriedades privadas para (alegadamente) resolver problemas causados por uma imigração massiva. Não há nada na lei que o permita, e a Constituição proíbe-o.

A política de imigração massiva, propugnada pelo monhé socialista, morreu. Paz à sua alma.

O Arnaldo de Matos tinha razão

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Em nenhum momento o Mário Machado se referiu directa- e pessoalmente a Renata Cabra (ver).

Ninguém pode ser condenado em tribunal por “difamação em abstracto”, a não ser em países desprovidos de Estado de Direito — que é para onde estamos a caminhar com esta súcia socialista comandada pelo Monhé das Cobras.

Gente como a Isabel Moreira e Ana Gomes teriam a obrigação de saber que ninguém pode ser condenado em tribunal por “ataques abstractos à honra de pessoas imaginadas”. Estas duas criaturas (entre outras) andam a brincar com assuntos sérios.

Temos que mudar o Código Penal e o CPP por forma a permitir uma indemnização paga por quem processa judicialmente outrem de forma indevida- e arbitrariamente — neste caso concreto, o Mário Machado teria direito a pelo menos 10 mil Euros de indemnização paga pela referida litigante.

Hoje, meter alguém em tribunal é, muitas vezes, um exercício de um acto gratuito — o que é insuportável em um Estado de Direito digno desse nome.

Por exemplo, alguém escreve no Twitter : “há blogueiros que são uns filhos-de-puta”. E eu, sentindo-me ofendido, meto o autor do dichote em tribunal e peço 10 mil Euros de indemnização.

Isso é que era bom! Nem no regime de Putin isso acontece!, embora comece a acontecer na Nicarágua, na Venezuela e no Brasil do #LulaLadrão.

Os socialistas do Monhé pretendem transformar Portugal em um país da América Latina, em que a Justiça  depende da discricionariedade da “elite” política.

Qualquer advogado de vão-de-escada (não me refiro ao Paulo Rangel) safa o Mário Machado. O problema são as despesas com advogado.

O Arnaldo de Matos tinha razão.

A ciência, a filosofia, e o gongorismo académico

Em relação a este texto no Porta da Loja:

1/ A filosofia consiste na procura da verdade, o que pressupõe que a verdade existe. Podemos dizer que a filosofia aspira a ser “a ciência dos postulados não-arbitrários”.

ortega-y-gasset-webFoi esta procura filosófica da verdade que impulsionou a ciência, o que é uma característica da civilização grega, e europeia em geral — “enquanto os gregos inventavam a Ciência, os chineses dominavam Técnica” (mutatis mutandis, Ortega y Gasset, in “¿Que es Filosofía?”).

A diferença entre a ciência e a filosofia é, basicamente, a de que as proposições da ciência são verdadeiras ou falsas — porque são juízos falsificáveis em relação a factos existentes —, ao passo que os enunciados filosóficos são autênticos ou apócrifos, porque são juízos de significação.

A verdade de uma proposição (científica) é sempre hipotética, e apenas a sua falsidade é experimentalmente constatada — ao passo que a autenticidade de um enunciado (filosófico) é passível de corroboração, mas a sua natureza apócrifa apenas é supositiva (hipotética).

O critério científico é o da experimentação, que pode falsificar, mas que não verifica; o critério da filosofia é o da experiência, que pode confirmar, mas que não refuta. Não podemos nunca garantir a eternidade de uma proposição científica, nem assegurar que um enunciado filosófico já terá perdido totalmente a sua validade.

Também porque são diferentes, a ciência e a filosofia complementam-se. São duas bases do “tripé” que procura a verdade. A terceira base do tripé é a teologia.

O erro, e o acto de errar, fazem parte da procura da verdade.

Neste sentido, uma qualquer filosofia que negue a existência da Verdade (como é o caso da teoria relativista de Nietzsche), cai em contradição — porque se a verdade não existe, a filosofia (assim como a ciência) deixam de fazer sentido lógico. Trata-se, neste caso, de uma filosofia errada.

Todas as teorias ditas “filosóficas” que não partam do princípio do reconhecimento da existência da Verdade, são falsas — assim como todas as teorias científicas procuram a verdade através de um processo de falsificação.

Similarmente, a “ciência” está cheia de erros — como é o caso, por exemplo, do Lysenkoísmo, que foi uma manipulação política da ciência por parte de Estaline, e que pode ser comparada à actual Ideologia de Género que se serve de uma “ciência anti-experimental” para prosseguir uma determinada agenda ideológica e política.


karl popper web2/ Os professores de filosofia olham para o filósofo com uma superioridade de adulto.

Em um texto/carta publicado na década de 1960, Karl Popper desanca nos académicos e nos ditos “intelectuais”.

«Aquilo que designei mais atrás por “pecados contra o espírito santo” — a arrogância dos pretensamente instruídos — é a verborreia, o pretensiosismo de uma sabedoria que não possuímos. A fórmula é a seguinte: tautologias e trivialidade condimentadas com o absurdo paradoxal. Uma outra receita é escrever em estilo empolado, dificilmente inteligível, e juntar, de quando em quando, uma ou outra banalidade: agrada ao leitor que se sente lisonjeado por encontrar, numa obra tão “profunda”, reflexões que ele próprio já tinha feito.

(…)

Quando um estudante entra na universidade, não sabe quais os critérios que deve adoptar. Assim, aceita os critérios que lhe são propostos. Uma vez que os critérios intelectuais da maior parte das escolas filosóficas (e muito em particular, na sociologia) toleram o gongorismo e a arrogância (todas essas pessoas parecem saber imenso), algumas boas cabeças são completamente afectadas. E os estudantes a quem o falso pretensiosismo da filosofia “dominante” irrita, tornam-se, com razão, detractores da filosofia. E convencem-se, sem razão, que tais pretensiosismos são próprios da classe dominante”, e que seria, então, preferível uma filosofia de influência marxista.»

Mais adiante, Karl Popper dá exemplos do gongorismo académico, como é o caso de Habermas:

«

[citação de ensaio de Habermas]

A totalidade social não tem vida própria acima do que é por ela concatenado, e de que ela própria é constituída.

Ela produz e reproduz-se através dos seus momentos singulares.

Tão pouco é de dissociar esse todo da vida, da cooperação e do antagonismo do individual (…) »

A tradução simplificada de Karl Popper:

« A sociedade é constituída por relações sociais.

As diferentes relações sociais produzem, de qualquer modo, as sociedades.

Entre essas relações encontra-se a cooperação e o antagonismo; e uma vez que (como já foi dito) a sociedade é constituída por tais relações, não pode ser dissociada delas.»

Duvidar do progressista é o único progresso

Segundo os progressistas, o conceito de “liberdade” é próprio da “extrema-direita”; ou seja, quem clama por liberdade, é fassista.

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O progressista actual, que se preze, luta contra a liberdade — contra a “liberdade política”, segundo o conceito de Hannah Arendt.

“Só um fassista inclui a liberdade política no seu ideário” — dizem os progressistas. “A liberdade é um valor fassista”.

Não tarda muito e veremos também o partido IL (Iniciativa Liberal) a afirmar peremptoriamente (já o faz de forma velada, imitando o Bloco de Esquerda) a negação da liberdade política, em nome do progresso. O “libertarismo” do IL (Iniciativa Liberal) é autoritarista, não admite correntes internas.

O progresso imbeciliza o progressista do IL (Iniciativa Liberal), de um modo tal, que o torna incapaz de ver a imbecilidade do progresso.

Segundo os progressistas, o progresso é a antítese da liberdade. A humanidade constata, com horror, que o progresso se vai tornando incurável.

Dizem eles que “não é possível ser progressista e, simultaneamente, defender a liberdade”: progresso e liberdade são (alegadamente) noções contraditórias.

Mais repulsivo do que o futuro que os progressistas involuntariamente preparam, é o futuro com que sonham: um totalitarismo a nível global.

É neste contexto, por exemplo, que os progressistas portugueses criam um novo Bilhete de Identidade (Cartão de Cidadão) com informações biométricas incrustadas — o precursor do sistema de Crédito Social chinês. O futuro preconizado pelos progressistas é uma emulação do totalitarismo chinês.

Duvidar do progressista é o único progresso.  

Inês Pedrosa segue o pensamento científico do professor Carlos Fiolhais : “as mudanças climáticas causam terramotos”

“Tivemos [o terramoto de] 1755, depois um sismo em 69, mas agora com as alterações climáticas é mais rápido”.

[Inês Pedrosa, RTP 3]


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A culpa não é dela: é de gentinha como o Carlos Fiolhais.