O leitor assíduo deste blogue poderá ter-se apercebido de que eu utilizo amiúde as “aspas” na linguagem escrita. Há uma razão para isso: a distinção entre linguagem-objecto, por um lado, e metalinguagem, por outro lado.
Por exemplo, a frase “O Monhé é manhoso” está aqui entre aspas porque, neste caso, pertence à linguagem-objecto, ou seja, pertence à linguagem que se fala comummente: “O Monhé é manhoso”, entre aspas, pode ser considerado como um nome, porque o objecto de que se fala é sempre representado por um nome.
Mas o mesmo conceito — Monhé manhoso —, sem estar entre aspas, pertence à metalinguagem, que é a linguagem que utilizamos para falarmos da linguagem-objecto: ou seja, a frase “O Monhé é manhoso” é verdadeira se, e só se o Monhé é manhoso.
A metalinguagem fica mais rica e mais comunicativa se contiver em si mesma a linguagem-objecto.

Eu sinto nojo dos jornalistas, em geral; são parte de uma casta ontológica inferior, agentes do embrutecimento da população, que têm como única função enganar os povos do mundo. São agentes da decepção, do ludibrio, do mal.