O ministro Cabrita

O ministro Cabrita

«A civilização pode, de facto, avançar e declinar em simultaneidade ― mas não para sempre. Existe um limite em relação ao qual se dirige este ambíguo processo; o limite é alcançado quando uma seita activista que representa a verdade gnóstica, organiza a civilização em forma de um império sob seu controlo. O totalitarismo, definido como o governo existencial dos activistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista.»
— Eric Voegelin, “Nova Ciência da Política” (página 133)
No início da década de 1970, quando eu era estudante (no Liceu Salazar, em Lourenço Marques), fui “incomodado” pela PIDE — porque eu ansiava por mais liberdade de expressão; hoje, sou implicitamente considerado “fassista” pela NOVA-PIDE da opinião pública e publicada do actual regime político — nomeadamente porque eu apoio o partido CHEGA que é agora alvo de tentativa de ilegalização pelos novos aprendizes de ditadores ditos “democratas”.
Atenção: apoiar um partido não é a mesma coisa que militar nele. Nunca militei em um qualquer partido político.
Muita gente como eu, que foi a favor da liberdade de expressão no tempo de Marcello Caetano, é hoje alvo de discriminação (e, em alguns casos, mesmo de perseguição) política por parte dos protagonistas ( da “vanguarda”, como se diz aqui) do regime actual.
No Portugal me®diático de hoje, quem defende claramente a liberdade de expressão, é “fassista”.
Quando nós verificamos, por exemplo, que gente como o José Pacheco Pereira diz que o conceito de “marxismo cultural” é teoria da conspiração, ou o Francisco Louçã que diz que “o Holodomor não existiu” — entre muitos outros exemplos, como é o caso do “senhor intelectual” Guilherme Valente que tece loas ao totalitarismo chinês —, percebemos como o ar político se torna paulatinamente irrespirável, à medida que os gnósticos actuais vão reforçando o seu Poder.
Temos aqui um texto que identifica claramente o politicamente correcto (ou marxismo cultural, vai dar no mesmo) com os “gnósticos modernos”.

Eu entendo por que razão o ensino da filosofia continua a fazer, de Kant ou de Russell, paradigmas que orientam a mundividência intelectual. Mas a verdade é que Kant e Russell estão (em grande parte) obsoletos, porque o primeiro viveu antes de Einstein, e o segundo assumiu claramente que a teoria dos quanta era “coisa de malucos”.
Para um empiricista radical como era Russell, a teoria dos quanta não passava disso mesmo: uma teoria.
Escreve-se aqui, no Porta da Loja:
“É aqui que se explica a ideia de Kant sobre a existência de Deus, arrasando toda a tentativa intelectual de comprovar a Sua existência e reservando para a Crítica da Razão Prática os motivos pelos quais acredita que são diversos.”
Aconselho a leitura de uma série de apostilas:
A fenomenologia (Husserl) surgiu também depois de Kant e foi literalmente ignorada por Russell.
Partindo da noção medieval de “intencionalidade” (Brentano), segundo a qual “a consciência psicológica nunca está vazia e é sempre consciência de alguma coisa exterior a si”, Husserl estabeleceu que a consciência lógica não age a partir de dados empíricos, mas antes a partir de certas “essências” ou “objectos ideais”.
Por exemplo: se segurarmos esta mão cheia de fósforos, não podemos imaginar “claramente” os quarenta fósforos que ela contém, pois que nos servimos correntemente do número 40. Transpondo os “objectos ideais” para a lógica, Husserl infere que a consciência, munida de intencionalidade, abarca e cativa esses “objectos ideais”.
A ideia segundo a qual “Deus existe” é obsoleta; desde Karl Jaspers que sabemos isso. Deus não “existe” da mesma maneira ou forma que existe uma pedra, o meu vizinho ou o presidente da república.
“Existência é algo que nunca se tornará um objecto, é a origem, a partir da qual eu penso e actuo — existência é aquilo que apenas posso ser, mas que não posso ver ou saber”.
(Karl Jaspers, Von der Wahrheit, 1958).
Existência não significa um simples existir, mas sim uma categoria contraposta aos objectos.
A existência não é uma coisa do mundo, se se entende por mundo os objectos que nos rodeiam. Para a razão humana, a existência é um domínio que ela não pode alcançar através do pensamento, e que permanece totalmente remoto. A razão não encontra nada na procura da existência. A existência escapa ao pensamento que transforma tudo o que apanha em uma qualquer coisa objectiva. Tal como o ser humano não pode alcançar a sua própria sombra, o pensamento não pode alcançar a existência daquele que pensa.
Do ponto de vista do pensamento objectivo, a existência é um Nada da perspectiva do ser humano vivo, é a raiz absolutamente indubitável da qual o seu estar nasce a cada segundo.
Dizer que “Deus existe” é apenas uma força de expressão. Mas para Kant, a “existência de Deus” era um fenómeno literal, era uma “personagem” que existia em coadjuvação com o universo.
“É nesta parte que Russell escreve que Kant entende que a lei moral exige justiça i.e. felicidade proporcional à virtude e por isso só a Providência o poderá garantir. E é também aqui que se explica o conceito de imperativo categórico”.
¿Por que razão “a lei moral exige justiça”?! E que “justiça”? O que é a “justiça”?
Nem Russell nem Kant dizem por quê. Kant e Russell partem de um postulado, segundo o qual “a lei moral exige justiça”. Mas, por exemplo, para Hitler, a lei moral não exigia o mesmo tipo de “justiça” advogado por Kant e Russell. Este argumento de Russell e de Kant é muito fraco.
Ademais, o imperativo categórico pode ser explicado, grosso modo, da seguinte forma: segundo Kant, não é permitido mentir, por exemplo, porque a mentira considerada como uma lei geral — “todos podem mentir” — significaria o fim de qualquer comunicação humana.
Se o meu comportamento se orientasse por uma norma que me permitisse mentir sempre que quisesse, então todos os outros seres humanos teriam o mesmo direito de o fazer. No entanto, se todos podem mentir, não se acredita em ninguém e nenhum mentiroso alcança o seu objectivo.
Até aqui, Kant está correcto. Aplicada a todos os seres humanos de uma forma consequente, a máxima da mentira permitida, anula-se a si própria.
Porém, eu não sou — de modo algum — inconsequente se prefiro que os outros sigam as regras que eu próprio não gostaria de seguir. Se eu minto sempre que me apetece, mas desejo que todos os outros digam sempre a verdade, na minha qualidade de grande oportunista, sou, em certa medida, perfeitamente consequente com a aplicação do imperativo categórico de Kant.

Quem pensa, analisa, critica, e possivelmente coloque em causa a legitimidade do estatuto das elites políticas, é seguramente de “extrema-direita” — é esta a conclusão a que chegou a Secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, a socialista Helena Fazenda.

Ademais, a sra. Helena defende a ideia segundo a qual, aquilo a que ela chama de “extrema-direita” — que é toda a gente que não vota nos partidos políticos do regime — deve ser objecto de censura política, em contraponto com os “adversários políticos” da “extrema-direita” (possivelmente o Bloco de Esquerda, ou o MRPP), que não devem ser censurados porque são “democráticos”.
Dou um exemplo que ilustra o pensamento da sra. Helena:
Outro exemplo:
Diz a sra. Helena que quando um cigano mata um preto, não é racismo; e/ou quando um preto mata um branco, também não é racismo; mas quando um branco mata um preto, já é racismo.
E quando alguém denuncia este enviesamento ideológico marxista cultural (segundo a sra. Helena, “ninguém é racista, excepto os brancos”) proveniente deste regime político corrupto, trata-se (segundo a sra. Helena) de uma “narrativa-chave do Estado Novo”. (ver Ficheiro PDF).

A força dos idiotas em circulação, é enorme!
O juiz Fonseca e Castro foi suspenso das suas funções pelos corruptos do sistema — e até o João Tilly cedeu à pressão das denúncias dos idiotas agit-prop que lhe causaram a censura de um vídeo no YouTube e a consequente “chibatada” (“strike”) que o suspendeu por uma semana. “Quem tem cu, tem medo”; mas eu fui expulso do YouTube, não por não ter cu, mas antes por não ter medo; comigo, os pulhas “não fazem farinha”.

Dizem, os corruptos do sistema, que o juiz Fonseca e Castro argumenta com “teorias de conspiração” — como é o caso, por exemplo e entre milhares, o da cidadã grega Irène Dimopoulou: ela não existe! Ela é (alegadamente) apenas uma “teoria de conspiração”.
Os filhos-de-puta, unidos, parecem invencíveis, como os dinossauros desaparecidos.
Depois de ter sido suspenso de funções (sublinho: DEPOIS!), o juiz desafiou o chico Magina para um combate de Vale Tudo — alguém que tivesse o nome de “Magina” deveria andar envergonhado; “Ivaginem-lá!” o Maginas!
Num país politicamente correcto, em que tudo é visto a preto e branco, o desafio do juiz Fonseca e Castro feito ao chico Magina causou um escândalo que fez cair o Carmo e a Trindade.
Já não há machos; é tudo uma cambada de “Maginas”.
Um canal do YouTube que recomendo é o da Maria Carreira; aconselho a sua subscrição antes que o YouTube o censure — tal como aconteceu ao canal do professor João Tilly, cujo canal foi censurado porque ele publicou um vídeo com o título “A Gripe”, em que criticava a política do monhé em relação ao COVID-19.
Enquanto o país está a saque pela corrupção dos sicários do monhé, o povo português está confinado e a passar muitas necessidades, o desemprego a aumentar em flecha, e o José Pacheco Pereira caladinho que nem um rato: é que a corrupção é boa quando, de algum modo, beneficia o Pacheco.
A ciência funciona a partir de um qualquer paradigma (v. Thomas Kuhn); se o paradigma está (mais ou menos) errado, segue-se que a ciência está errada; mas, ainda assim (e metendo a ciência e a técnica no mesmo saco), as elites consideram os “cientistas do paradigma” (os médicos, que são técnicos e não propriamente “cientistas”) como uma espécie de deuses do Olimpo.
Acontece que os paradigmas da ciência são hoje ditados e impostos pela grande concentração do capital globalista (a plutocracia globalista)1, e os médicos (entendidos aqui em juízo universal) não passam de meros técnicos que cumprem estritamente ordens emanadas dos grandes laboratórios farmacêuticos multinacionais.
Naturalmente que os médicos, entendidos enquanto indivíduos, deveriam estar abertos a novas experiências científicas; mas as instituições que coordenam os médicos adoptam uma postura dogmática em relação ao Diktat “científico” estabelecido pelos paradigmas que servem os interesses inconfessáveis da plutocracia globalista. Estes interesses não são só económicos e financeiros: são também interesses políticos (e ideológicos) que pretendem transformar o mundo em uma espécie de China — são os interesses políticos que pretendem instalar um fascismo a nível global.

O fascismo chinês é hoje o sistema político adoptado — e imposto em todo o mundo — pela plutocracia globalista que se diz “liberal”.
Tal como acontece os físicos, os médicos têm (mutatis mutandis) uma espécie de “livro de receitas” que lhes permite — até a um médico medíocre! — fazer um trabalho de boa qualidade no consultório. Portanto, o médico pode utilizar este “livro de receitas” sem ter em consideração toda a problemática filosófica e científica do seu campo de trabalho. O médico é um trabalhador, e não um pensador (salvo raras excepções).
Flavia Grosan é uma pneumologista romena que tem tratado com sucesso2 100% dos seus doentes de COVID-19; e exactamente porque tem salvo todos os seus doentes da morte, a dra. Flavia Grosan tem vindo as ser criticada e mesmo perseguida pelas instituições médicas subordinadas caninamente ao grande capital multinacional globalista, por um lado, e que, por outro lado, servem os interesses políticos para-totalitários de filhos-de-puta aprendizes de ditador, como, por exemplo, o cabrão do monhé.
A dra. Flavia Grosan trata o COVID-19 como uma “pneumonia atípica” (sic, nas palavras dela); ora, uma médica que trata o COVID-19 como uma “pneumonia atípica” tem que ser perseguida politicamente pela “ciência do Carlos Fiolhais”.
Em vez de investigar o método de tratamento de COVID-19 utilizado pela dra. Flavia Grosan, a “ciência” parte imediatamente para o dogma imposto pelos mais ricos e poderosos do mundo. A ciência actual, sancionada por interesses financeiros globalistas, está a matar seres humanos em massa e utilizando os próprios médicos (que não passam de meros técnicos) como agentes activos da matança, ao mesmo tempo que servem ideologias políticas totalitárias em nome do “liberalismo”.
Notas:
1. “Too much capitalism does not mean too many capitalists, but too few capitalists.” — G. K. Chesterton: ‘The Uses of Diversity’.
2. Em bom rigor, as doenças não se “curam”; em vez disso, “tratam-se com sucesso”.
Vale a pena ler este texto assinado por José Ribeiro e Castro.
“Para passarem a lei [da eutanásia], PS e PSD esconderam dos programas eleitorais, em 2019, a intenção de o fazerem, levando os eleitores ao engano. Primeiro golpe na República.
A seguir, com 100 mil cidadãos a pedir referendo, rejeitaram-no. Segundo golpe na República.
Depois, aprovaram tudo à mistura com o maior pico da covid19, centenas de mortes por dia e em estado de emergência. Terceiro golpe na República.
Enfim, urdiram o plano imbatível: “Se o Tribunal Constitucional não vem até nós, subimos nós a vergar o tribunal.” Quarto golpe na República, golpe fatal.”

O que eu acho estranho, actualmente, é o facto de a Esquerda mais radical apontar exemplos de funcionamento do sistema político americano como sendo paradigmas a seguir. Há alguma coisa de muito podre no reino da Dinamarca, perdão, nos Estados Unidos.
Depois, temos o problema do regime político actual, que é a convergência entre o Bloco de Esquerda (o Pureza, neste caso) e o Partido Socialista (Isabel Moreira).
Isabel Moreira é o meu ódio de estimação; só a imagem da criatura causa-me um revolutear estomacal. É mesmo nojo.
A aliança entre o Pureza (Bloco de Esquerda) e a Isabel Moreira (Partido Socialista) faz lembrar aqueles que, não conseguindo ganhar o jogo dentro do campo, tentam ganhar o jogo na secretaria; e ainda assim clamam que pretendem aldrabar as regras do jogo em nome das suas boas intenções e do puritanismo mais virtuoso.
Toda a gente sabe por que razão o Tribunal Constitucional não vê com bons olhos esta lei radical da eutanásia; o Tribunal Constitucional sabe perfeitamente que o que está em causa não é a tolerância em relação a excepções de pessoas em fase de doença terminal: o que está em causa é a normalização da barbaridade na nossa sociedade.
O que está em causa é a normalização de gente como a Isabel Moreira na política.

No seu livro “¿Por que falhou o liberalismo?” , o professor da universidade de Notre Dame, Patrick J. Deneen, tem um capítulo com o título “Degradação da cidadania”, em que ele descreve o processo — percorrido por aquilo a que se convencionou chamar de “liberalismo” — de retirada paulatina do poder político do cidadão e a concentração desse poder no Estado.
Naturalmente que Patrick J. Deneen faz a distinção entre “liberais clássicos”, por um lado, e “liberais progressistas”, por outro lado, mas também reconhece que essa distinção já não existe actualmente.
Um dos aspectos da “degradação da cidadania” é a sistemática transferência da autoridade moral do Estado nacional (por exemplo, o Estado português, ou Estado do Texas) para o super-estado do leviatão (por exemplo, a União Europeia, ou Washington).
A União Europeia começou com a política do “princípio da subsidiariedade”, para depois passar a impôr aos Estados as suas políticas internas.
A grande missão da União Europeia é a degradação das cidadanias nacionais da Europa.
A comissária MijaTeVi vomitou (literalmente) a cartilha ideológica do Bloco de Esquerda; trata-se de um discurso encomendado pela extrema-esquerda (trotskista internacionalista) que, em aliança com os “liberais” globalistas (para que se entenda melhor: é, metaforicamente, a aliança entre o Francisco Louçã e o Pinto Balsemão), controlam a União Europeia — numa altura em que a própria comunidade cigana vem reconhecer que o CHEGA tem razão: não se trata de racismo, mas antes de crítica a determinados comportamentos de grupo.
Este Leviatão, que é a União Europeia vendida aos ilogismos do “liberalismo” anti-nacional, tem que ser combatido com todos os meios possíveis.