Aristóteles, e o Modernismo e Pós-modernismo

direito natural e positivo horse webA professora Helena Serrão cita aqui Aristóteles (o ateniense) em um texto que versa os temas da política e da Justiça. Em aditamento, Helena Serrão questiona-se acerca dos actuais “líderes [políticos] que ignoram a comunidade que representam, e que se motivam pela ganância”.

O assunto é muitíssimo complexo e liga-se, em primeiro lugar, com a Modernidade; e depois com a Pós-modernidade — com a Modernidade, quando o Iluminismo é colocado em causa pelo Idealismo de Hegel e seus apaniguados coevos e futuros (como por exemplo, a cáfila da Escola de Frankfurt ou o irracionalismo de Heidegger); na Pós-modernidade, quando o Iluminismo é finalmente “assassinado” pelo irracionalismo de Derrida e pela sua tropa fandanga (entre outros notórios e notáveis malucos de Esquerda).

A actual atomização da sociedade deriva, em grande parte, da forma como o Modernismo organizou o trabalho, em que ninguém sabe concretamente para quem trabalha, nem quem concretamente trabalha para si. E a Esquerda foi uma das grandes beneficiárias deste Modernismo.

A classe política é sempre produto das ideias prevalecentes no Zeitgeist. Sempre.

E o Zeitgeist actual é maioritariamente irracional, fruto de um acumular de erros graves — ao longo de muitas décadas — da concepção da Realidade, desde Hegel até Derrida. O corolário lógico do descalabro das ideias psicóticas desde Hegel até Fukuyama, passando por Derrida, é a actual situação internacional em que a irracionalidade impera e o subjectivismo relativista dita a prevalência impune do narcisismo exacerbado nas classes políticas.

Em Portugal, basta olhar paras as estações de televisão (e os me®dia em geral) e verificar a prevalência deste fenómeno de irracionalismo instituído nas “classes dirigentes” (os ingleses chamam-lhe “ruling class”): desde logo, desapareceu, da cultura portuguesa, o conceito de “escol” (muito bem ilustrado por Fernando Pessoa): hoje, os políticos constituem-se como uma classe social separada do comum dos mortais, em uma espécie de apartheid político, acolitada por comentadeiros e jornaleiros coordenados por gentalha como, por exemplo, Cláudia Azevedo (SONAE) que financia afanosamente o défice de exploração deste jornalixo que temos.

É uma “pescadinha de rabo-na-boca”: o jornalixo promove positivamente a classe política elitista junto da opinião pública, e a classe política, por sua vez, compensa materialmente o jornalixo e os seus patronos. “Uma mão lava a outra”. Por isso é que nunca vimos, por exemplo, o Partido Comunista a criticar abertamente os donos do pasquim “Público”.

Estamos em presença de um irracionalismo político pós-moderno potenciado por esteróides. Os tecidos sociais gangrenam, quando os deveres da maioria se transformam nos direitos de minorias.

Por exemplo, isto acontece quando a elitista Isabel Moreira defende a negação do Direito Natural, pespegado no Direito Positivo (ver ficheiro PDF), paradoxal- e contraditoriamente concebendo o “progresso anti-natural” como uma lei da natureza.

A ciência foi “tomada” / dominada pela ideologia irracionalista pós-moderna: hoje, é a classe política irracionalista que valida e chancela a ciência, e já não os cientistas propriamente ditos.

Em Portugal, é gentalha como a Isabel Moreira que carimba a “boa ciência” (através do conceito de “consenso científico” politicamente correcto) e repudia a “má ciência” que é aquela que não corrobora a ideologia do Zeitgeist.

A Esquerda nutre um ódio existencial e de estimação em relação aos portugueses

Os Portugueses começam a ser estrangeiros no seu próprio país:

  • Quando há rusgas policiais nos bairros dos brancos (portugueses), no pasa nada!
  • Quando há rusgas policiais nos bairros dos pretinhos (coitadinhos!),  no pasarán!

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A Ideologia de Género nas escolas, e o esquerdalho esgrouviado

A família dita “tradicional” — constituída por 1 homem, 1 mulher, e respectivos filhos — é entendida, pela Esquerda, à imagem de Engels e do seu livro “A Origem da Família, da Propriedade e do Estado”, ou seja, é entendida como uma construção social “confessional” (isto é, uma construção judaico-cristã).

O próprio conceito de “família sindiásmica”, de Engels, foi mais tarde adoptado pelo Estruturalismo, com a noção de “família nuclear” (Claude Lévi-Strauss) que adopta as principais características da “família sindiásmica” segundo Engels.

O que é espantoso é que o conteúdo de um livro a-histórico, acientífico, amador, superficial, ficcional até — como é o citado livro de Engels —, é tido ainda hoje como referência por “intelectuais” como José Pacheco Pereira e Rui Tavares, e referenciado benevolamente por mentes esclerosadas como a de Isabel Moreira (que parece não ter estudado o Direito Romano, que é pagão por excelência) ou das manas Mortágua.

O José Pacheco Pereira chegou a dizer, em um programa de televisão, que “quem defende a família [tradicional] quer o domínio do homem sobre a mulher” (sic) — que é, em súmula, o que Engels defendeu no citado livro.

Se observarmos com atenção o discurso de Joana Mortágua no vídeo abaixo, verificamos como ela opõe (claramente!) a “família tradicional” dita de “origem confessional” (judaico-cristã), por um lado, e a “diversidade das famílias”, por outro lado, que inclui a “família homossexual”. Esta oposição é dicotómica: ou uma coisa, ou outra: não há terceiro excluído.

A ideia esquerdista segundo a qual é possível conciliar a “família tradicional de origem confessional” (alegadamente de origem judaico-cristã) e a “diversidade das famílias” (que traduz a ideia da “família sindiásmica” e matriarcal de Engels), é apenas uma figura de retórica do marxismo pós-modernista (marxismo cultural).

Na mente de Joana Mortágua (e da Esquerda em geral), essa conciliação não é desejável nem é sequer possível, porque a “família judaico-cristã” é (alegadamente) o sustentáculo da super-estrutura cultural que impede ou obstaculiza a revolução e a realização do paraíso na Terra.

A escola é pré-política (Hannah Arendt). A formação e a educação das crianças e adolescentes é pré-política.

A doutrinação (ideológica e política) das crianças, desde tenra idade, contra a ideia de “família tradicional”, faz parte de um programa ideológico de ensino nas escolas, elaborado pelo Partido Socialista, acolitado e influenciado pelo Bloco de Esquerda, Partido Comunista, Livre e PAN. É neste contexto que é adoptada a Ideologia de Género nas escolas, como ferramenta de desconstrução da realidade biológica no sentido da afirmação de uma realidade alternativa, acientífica, dogmática e paradisíaca, guiada por uma Fé Metastática ideológica que anuncia a escatologia milenarista dos “amanhãs que cantam”.

Isabel Moreira, o Partido Socialista, a Esquerda obscena e o Casamento Anfíbio

“A deputada do PS Isabel Moreira pediu ao Governo, esta quarta-feira, que retome “com urgência” o processo de regulamentação da gestação de substituição, e avisou que o executivo não pode escolher, “conforme as suas convicções, se respeita uma lei do Parlamento que consagra um direito”, à semelhança do que fez com a morte medicamente assistida.”

Bloqueio na regulamentação da gestação de substituição cria desespero em casais que querem constituir família

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“Gestação de substituição” é o termo que os radicais de Esquerda — por exemplo, Isabel Moreira, Mariana Mortágua, Daniel Oliveira, etc. — usam para substituir (na novilíngua orwelliana esquerdopata) o conceito de “barriga de aluguer” que decorre do Casamento Anfíbio — que é o tipo de “casamento” cuja reprodução se processa à maneira dos animais anfíbios.

O putedo e a paneleiragem do Partido Socialista, apoiantes incondicionais do Casamento Anfíbio, defendem a institucionalização (na cultura antropológica) da “barriga de aluguer” que faz da gestação de um ser humano um negócio obsceno, digno do pior que a escravatura nos trouxe no passado, fazendo parte de um utilitarismo que transforma o ser humano em mercadoria.

Esta gente tem que ser parada. A bem ou a mal. Por mim, a coisa ia a mal.