O que hoje provavelmente se avizinha é a contra-revolução

Quando a extrema-esquerda é colocada no centro político — quando a extrema-esquerda é branqueada por gente como, por exemplo, o José Pacheco Pereira que terá que ser responsabilizado por isso —, deixa de ser “extrema-esquerda”: pois se o Bloco de Esquerda é já considerado parte do “centro político” de que faz parte o Partido Socialista, segue-se que (alegadamente) não faz sentido dizer do B.E. que é de “extrema-esquerda”.

Mas, por outro lado, a Catarina Martins diz que o Bloco de Esquerda, não sendo de “extrema-esquerda”, é da “Esquerda radical”. Tudo uma questão de semântica. Hoje a política é feita à custa da semântica — à custa das palavras que escondem as acções (ler este artigo).

Por este andar, o MRPP do Arnaldo Matos irá ser considerado um “partido centrista”; e o PSD de Rui Rio passará a ser a “direita ultramontana e fascista”.

O Bloco de Esquerda é um partido gramsciano; disso não há quaisquer dúvidas.

A estratégia de acção política do Bloco de Esquerda tem (actualmente) como esteio as teses de Gramsci de demolição sistemática da cultura ocidental — e sem deixar impressões digitais!. E quem disser de Gramsci que este não foi de “extrema-esquerda”, é um idiota chapado.

O branqueamento ideológico e político que determinada gente (como por exemplo, o António Costa, o José Pacheco Pereira e o Rui Rio) está a fazer ao Bloco de Esquerda, vai custar muito caro ao país: desde logo, vai legitimar a sustentação política crescente e o fortalecimento daquilo a que o Bloco de Esquerda (e o Partido Socialista de António Costa) chamam hoje de “extrema-direita”: o que hoje provavelmente se avizinha não é um terror revolucionário clássico, mas antes um terror contra-revolucionário implantado por revolucionários aziados e enojados.

Hoje, todo o mundo é de Esquerda ! Que alívio !

 

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Quando a Catarina Martins disse um dia que “as políticas do Bloco de Esquerda são necessárias para salvar o capitalismo”, estava em perfeita comunhão com o Adolfo Mesquita Nunes. As diferenças entre o Bloco de Esquerda e o CDS de Assunção Cristas andam muito esbatidas.

Em 2017, a Suécia (por exemplo, foi o quarto país da OCDE com mais impostos por percentagem do PIB (44% dos rendimentos dos suecos é para dar de mamar ao Estado). A Finlândia foi o quinto país com mais impostos (43,3% dos rendimentos para o Estado). A Dinamarca é o segundo país que mais impostos cobra (46%). A França está em primeiro lugar (em 2017) com 46,2% para sustentar os milhões de imigrantes Maome(r)das (com quatro mulheres e cinquenta filhos) que não trabalham.

Em Portugal, esta percentagem é de 34,7%. Portugal está na média dos países da OCDE, a par com a Espanha.

O que o Adolfo Mesquita Nunes pretende dizer é que é necessário colocar o nível percentual dos impostos em Portugal na casa dos 45% do PIB português. O CDS de Assunção Cristas é a favor do aumento de impostos.

Hoje, todo o mundo é de Esquerda ! Que alívio !

A Catarina Martins é a vingança do Anacleto Louçã

 

Se perguntassem a Lenine (dentro da sua facção bolchevique do partido social-democrata russo) se alguma vez defenderia uma ditadura marxista do proletariado, a resposta seria negativa — aliás, era esta a posição oficial de Lenine em relação à facção menchevique do partido social-democrata russo: “nada de totalitarismos: só paz e amor!”.

E depois do golpe-de-estado de Outubro 1917, foi o que se viu.

« Catarina Martins veio a público toda ofendida (coitadita) porque considera insulto que lhe chamemos de extrema esquerda porque “Extrema-esquerda está associado a totalitarismos, a perseguição, a ódio – não encontram absolutamente nada disso no BE com certeza” – diz ela. »

PCP e BE são extrema-esquerda

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