Viva a Tourada ! (e bardamerda para o chamado “progresso” puritano!)

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. »Thomas B. Macaulay 


A tradição pode ser definida como um conjunto das ideias, crenças, instituições e costumes de qualquer colectividade — conjunto esse que não provém de uma codificação escrita ou do Direito Positivo.

Mesmo que fosse verdade — como se escreve aqui — que a maioria da população de Lisboa se manifestasse contra uma determinada tradição inócua (ou seja, uma tradição que não afecte involuntariamente a integridade física do ser humano que nela participe), ainda assim não se justifica a sua proibição política puritana e unilateral.

Quando as forças políticas (a Esquerda) que defendem a proibição das touradas, passarem a defender a proibição do aborto, por exemplo — poderemos eventualmente então estar em início de uma cumbersa profícua e racional.

Entretanto não contem comigo para colaborar com uma das maiores hipocrisias políticas de que há memória em Portugal, que consiste em tentar substituir — na cultura antropológica — um tabu cultural (o tabu do aborto, por exemplo) por outro tabu cultural (o tabu das touradas). Tudo isto se resume a uma tentativa de manipular a cultura antropológica no sentido de desenraizar o ser humano da sua própria natureza — na medida em que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

Não é racionalmente sustentável que a tradição do “tabu do aborto” tenha sido repelido pela actual classe política, por um lado, e por outro lado essa mesma classe política queira impôr um novo tabu que proíba a manifestação pública da tradição da tourada.

picasso e touros-web

O “argumento democrático” (ou seja, o argumento da “maioria dos lisboetas é contra”, como se Portugal se resumisse a Lisboa!) não é válido.

“A estatística é a ferramenta de quem renuncia a compreender para poder manipular.”Nicolás Gómez Dávila 

vasco graça moura e a tourada webPossivelmente, a maioria dos lisboetas pensa que a carne que consome é fabricada no talho, e talvez essa maioria nunca tenha visto uma horta onde se plantem cebolas ou batatas. O desenraizamento (do lisboeta vulgar) em relação à Natureza não pode ser justificação válida para se proibir uma tradição directamente ligada à actividade e cultura rurais.

As forças políticas (a Esquerda) que actualmente defendem a legalização e normalização da eutanásia, por exemplo, são as mesmas forças políticas que defendem a proibição e ilegalização das touradas — ou seja, o velho tabu da eutanásia é eliminado (na cultura antropológica) em favor da implementação do novo tabu da tourada. É a “substituição cultural” do desenraizamento em relação à Natureza, em pleno “progresso”.

O argumento utilitarista (“o dinheiro que a tourada não rende”) não pode ser justificação racional para se proibir uma tradição. Qualquer pessoa com dois dedos de testa vê isso.

“Duvidar do progresso é o único progresso” — Nicolás Gómez Dávila

Depois vem o “argumento do progresso” — como se o “progresso” fosse uma lei da Natureza. Só um burro defende esta ideia. Basta uma geração de lisboetas desenraizados (ideologicamente radicalizados, e alienados em relação à realidade) para deitar qualquer “progresso” (social ou mesmo científico) pela pia abaixo.

Em bom rigor, só existe progresso na ciência.

Em todas as outras áreas da actividade humana, o conceito de “progresso” deve ser abordado com muitas reservas; e mesmo na ciência, o progresso é estabelecido em função de determinados pontos de referência assinalados epistemologicamente à posteriori.

Por exemplo, eu não considero que a legalização e a banalização cultural do aborto ou/e da eutanásia seja um sinal de “progresso”; em vez disso, penso que se trata de mais um contributo para o triunfo da barbárie na nossa sociedade.

Uma geração de bárbaros (ou de desequilibrados mentais) tomou conta da nossa política. E é esta mesma geração de bárbaros de Lisboa que é maioritariamente contra as touradas.

Bardamerda para o “progresso!”.

A lógica política do Bloco de Esquerda (e dos “liberais”) apela à legalização do infanticídio

adelaide-matou-filho-webO principal argumento do Bloco de Esquerda (e também dos “liberais”) para justificar a legalização do aborto foi o de que “há mulheres que abortam em vãos de escada”; e, portanto, na medida em que “há mulheres que abortam ilegalmente”“há que legalizar o aborto” — diziam eles.

A lógica política e jurídica dos “liberais” e da Esquerda é a de que “os factos ditam a feitura do Direito” — ou seja, as elites actuais reduzem a norma ao facto, e por uma razão simples: com a imposição do secularismo radical e extremista na cultura política, já não existe um fundamento metajurídico para o Direito (já não se sabe o que funda o Direito).

Seguindo a mesma lógica (e sendo coerentes), os “liberais” e a Esquerda terão que defender a legalização do infanticídio — porque “há mulheres que matam os seus bebés”.

Desde logo (e segundo a lógica dos “liberais” e da Esquerda), as mulheres que matam os seus filhos não devem ser presas pela polícia — a descriminalização do infanticídio é o primeiro passo para a sua legalização.

A seguir, o corolário lógico da actual postura política utilitarista é a de legalizar o infanticídio, porque “há mulheres que matam os seus bebés”: os factos ditam as normas.

legalizar-infanticidio-web

Petição contra a alteração da idade para assistir a Touradas

Contra a alteração da idade para assistir a Touradas   Petição Pública

Para Hélder Milheiro, secretário-geral da PróToiro, “a proposta discriminatória que António Costa apresenta é um atentado contra os menores e contra a liberdade parental, querendo proibir os pais de escolherem onde levam ou não os filhos”. Ao que acrescenta: O Governo não é dono dos direitos e liberdades de crianças e pais para proibir as suas escolhas. Está a vender os direitos dos menores e dos pais, numa negociata política para obter apoios parlamentares anti-taurinos. As crianças têm direito à Cultura, como todos os cidadãos, e o Estado está constitucionalmente obrigado a promover esse acesso”.

Os esquerdistas são doentes mentais

Os esquerdistas — sob os auspícios da ONU e com o apoio dos globalistas — andam a ensinar as crianças, nas escolas, que tomar no cu faz bem à saúde; e autoriza a “mudança de sexo” das crianças sem a autorização dos pais…

Mas as touradas é só para maiores de 18 anos!

Touradas para maiores de 18 anos

12 de Outubro, dia mundial dos cuidados paliativos

No que diz respeito aos cuidados paliativos, Portugal (e o seu Serviço Nacional de Saúde) está ao nível da Albânia, Bielorrússia, Bósnia, Costa do Marfim, Nepal, Suazilândia, Turquia, entre outros (grupo 3b).

cuidados-paliativos-portugal-web

Por isso é que a Esquerda utilitarista (Bloco de Esquerda, Partido Socialista, e o PSD de Rui Rio) pretende legalizar a eutanásia: não é uma questão de “direitos do condenado-à-morte” (isso é “cumbersa” fiada de demagogos profissionais), mas antes é uma questão de poupança de dinheiro do Estado.

No grupo 4a (imediatamente acima de Portugal) estão, por exemplo, a Espanha, a Costa Rica, o Quénia, a Malásia, a Mongólia, a África do Sul, o Chile, Israel, Hungria, a Dinamarca, a Finlândia, Holanda, etc.

cuidados-paliativos-grupo4-web

No grupo 4a (mais acima ainda) está a maioria dos países da União Europeia, os Estados Unidos, Austrália e o Canadá.

Abaixo de Portugal estão países (por exemplo) Angola, Brasil, Moçambique (no grupo 3a), para além dos países do grupo 1 e 2.

cuidados-paliativos-grupo1-web cuidados-paliativos-grupo2-web

A mentira sistémica do Diário de Notícias

Dois colaboradores do advogado pessoal do presidente dos EUA foram detidos. Estão a ser acusados de violarem as regras de financiamento da campanha eleitoral. Lev Parnas e Igor Fruman terão ajudado Rudy Giuliani a pressionar a Ucrânia para investigar Joe Biden.”

Detidos dois colaboradores do advogado de Trump - DN -web

Vemos aqui a notícia verdadeira na Fox News News: os dois homens detidos são empresários (“homens de negócios”), e não trabalham para o advogado de Donald Trump; ou seja, não são “colaboradores” do advogado de Donald Trump. (ver aqui a notícia do pasquim em PDF).

Reparem bem como a “notícia” do Diário de Notícias (seguindo o paradigma da CNN) foi construída de tal modo que 1/ não só branqueia os crimes de corrupção do vice-presidente de Obama, Joe Biden, mas sobretudo 2/ utiliza a acusação de alegado crime de doação excessiva de dinheiro para a campanha de Donald Trump para induzir no leitor a ideia segundo a qual a investigação dos crimes de corrupção do esquerdista Joe Biden, em si mesma, é um crime.

O José Pacheco Pereira é parecido com o Rui Tavares (e a Isabel Moreira é igual)

“Artigo do democrata de extrema-esquerda, Rui Tavares, no Público de hoje:

O Chega de André Ventura é de extrema-direita, fascista. Arreda, Chega pra lá!

Este democrata de extrema esquerda marxista concebe a democracia se todos os partidos forem de esquerda e no máximo tolera uma direita que eles definem como tal mas que não se distingue da esquerda”.

Livre: arreda, Chega pra lá…

jpp-marx

A evolução do esquerdista Ludwig Krippahl

O Ludwig Krippahl tem vindo a “evoluir” (¿ou a “involuir”?!). Basta pesquisarmos o termo “Ludwig Krippahl” neste blogue para verificarmos a evolução (¿darwiniana?) da forma de pensar dele.

Por exemplo: o Ludwig Krippahl candidatou-se a deputado pelo partido LIVRE em 2015, e hoje já “diz cobras e lagartos” do LIVRE.

Ademais, o Ludwig Krippahl sempre defendeu a ideia segundo a qual “o Estado deveria condicionar a maneira de ser das pessoas” — embora de uma maneira negativa (liberdade negativa) e sem deixar impressões digitais; mas, agora, o Ludwig Krippahl já critica o “condicionamento da maneira de ser das pessoas” por parte do Estado.

Não tarda muito, o Ludwig Krippahl passa a ter o rótulo de “extrema-direita”.

Estamos a assistir ao estertor do Partido Social Democrata em câmera-lenta

“O PS ganhou, tranquilizando todos os velhinhos do país e o Dr. Rui Rio. Basta ouvir o seu discurso de viúva alegre, ontem à noite, para perceber o alívio”.

Pedro Picoito


JPP-ZAROLHOSem dúvida.

O Partido Socialista ganhou as eleições, e o Rui Rio ficou tranquilo e o José Pacheco Pereira muito feliz porque o PSD é (alegadamente) “um partido de esquerda”.

A missão de Rui Rio — e do actual ideólogo oficial do PSD (José Pacheco Pereira) — é a de desmantelar o Partido Social Democrata.

Se Rui Rio continuar no PSD por muito tempo — e oxalá continue! Quem nos dera! — o IL (Iniciativa Liberal) e o CHEGA irão sugar aquele partido até ao tutano.

Iremos assistir à parasitação do PSD, por parte do IL (Iniciativa Liberal) e do CHEGA; quando os militantes do PSD se derem conta, o “PSD de Esquerda” (o do José Pacheco Pereira) e “recentrado” (o do Rui Rio) será um mero partido satélite do Partido Socialista.