O Bloco de Esquerda faz parte de uma religião anticósmica

soterioligia esquerdista

Das duas, uma: ou Mariana Mortágua é uma hipócrita de alto coturno, ou a Esquerda radical transformou-se em uma espécie de religião.

Não é uma religião no sentido tradicional do termo, porque tem uma forte componente anticósmica na medida em que a sua mundividência “religiosa” reflecte apenas a realidade do que se passa para cá da órbita dos satélites artificiais terrestres — tudo o que se passa para além dos satélites artificiais é ignorado pela “religião” da Esquerda radical: o universo está limitado ao mundo sub-lunar das órbitas dos satélites artificiais; para a Esquerda radical, o universo é hoje reduzido a uma espécie de rede de Internet.

Nesta frase da Mariana Mortágua — “O mundo e a humanidade estão a ser salvos pelo povo palestiniano” — podemos ver claramente uma corruptela do Milenarismo herdado do marxismo clássico, que anuncia o “fim-dos tempos” e/ou os “amanhãs que cantam”, e que reflecte a evolução das religiões gnósticas da Antiguidade Tardia ao longo dos séculos — desde o “Evangelho da Verdade” de Valentino, passando pelo medievo Joaquim de Fiore, e até ao moderno Adolfo Hitler.

O verbo “salvar”, utilizado pela Mariana Mortágua neste contexto, induz um significado soteriológico à mensagem política que pretende transformar a ideologia em religião — o que, de certo modo, identifica a Esquerda radical com o Islamismo, constituindo, ambas as ideologias, princípios de ordem política de índole religiosa.

A Mariana Mortágua quer mais socialismo

Devido a falta de combustíveis fósseis, o povo cubano recorre ao transporte de tracção animal, fazendo com que Cuba seja o país mais ecológico do planeta e seja considerado como “um país socialista exemplar” pela Mariana Mortágua.

mais socialismo web

Em Cuba não há emissões de CO2; as vacas não tossem e estão proibidas de peidar. Cuba é o paraíso da Mariana Mortágua na Terra. É pena que ela não vá viver para Cuba: ficávamos felizes por cá, e ela também por lá.

pegada de carbono bloco de esquerda esquerda neandertal pegada de carbono web

As consequências do liberalismo feminista na política portuguesa

Na primeira metade da primeira década do século XXI, ouvi na rádio TSF a Teresa Caeiro (então uma militante proeminente do partido CDS) afirmar (mutatis mutandis) que “hoje já não existe Esquerda nem existe Direita”.

Era a instauração do relativismo político em Portugal. Seria isto talvez em 2002 ou em 2003, em uma entrevista radiofónica.

Teresa Caeiro fez parte de uma moda política prevalecente naquela época, seguida também por mulheres ditas “de Direita” como Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz, que valorizaram romanticamente a pusilanimidade das posições tradicionais de Direita, estas baseadas em uma diferente mundividência em relação à Esquerda marxista ou marxizante.

O relativismo político da Teresa Caeiro (et compagnons de route) baseou-se-se na visão liberal de “Fim da História” de Francis Fukuyama, mundividência esta que se revelou desastrosa para a Direita conservadora em todo o mundo Ocidental, e que deu alento ao neomarxismo sob a forma de Wokismo.

A mundividência liberal — personificada em Portugal por mulheres como Teresa Caeiro, Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz — trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita conservadora, e tenta absorver os da Esquerda.

O resultado está a vista, para quem quiser ver: o liberalismo resultou desfavorável à liberdade porque ignorou as restrições que a liberdade deve impôr a si mesma para não se auto-destruir.

Na esteira dessas mulheres ditas “liberais”, surgiram posteriormente a Assunção Cristas (que obedecia caninamente às ordens públicas da socialista Isabel Moreira), em primeiro lugar, e depois e recentemente a Mariana Leitão. Todas as mulheres citadas (e as outras mulheres “liberais”, em geral) são o exemplo da tentativa de absorver a Esquerda, ao mesmo tempo que diabolizavam a Direita tradicional.

Depois de ouvir a Teresa Caeiro na TSF, compreendi que o CDS passou a “fechar a Esquerda à direita” (o CDS passou a ser o partido da Esquerda mais à direita), por um lado, e, por outro lado, passei a ser muito céptico em relação ao papel das mulheres na política — cepticismo esse que mantenho até hoje.

A estratégia da Isabel Moreira: atacar a forma, e ocultar a substância

Neste artigo, Isabel Moreira ataca a posição de quem não concorda com a declaração de inconstitucionalidade da Lei dos Estrangeiros por parte do Tribunal Constitucional; mas ela ataca a forma como essa não concordância se manifesta, sem se ater minimamente à substância que subjaz a essa não concordância.

A Isabel Moreira segue uma estratégia própria de advogado de vão-de-escada.

Isabel Moreira sabe que, do ponto de vista substancial do Direito, ela não pode vencer por argumentos. E por isso opta por atacar a forma como a “Não-esquerda” (o PSD não é Direita) lidou com a situação do chumbo de uma maioria do Tribunal Constitucional.

É um absurdo que se diga, explicita- ou implicitamente, que a Constituição de uma determinada nação se aplica igualmente a todos os cidadãos de todos os países do mundo — e foi isto que a maioria do Tribunal Constitucional fez passar como sendo legal.

Quando uma determinação judicial / jurídica é absurda — no sentido em que o espírito da lei é colocado em causa por imperativos ideológicos —, só deitando a mão à ideologia política será possível argumentar em sua defesa.

O que uma maioria de membros do Tribunal Constitucional disse foi o seguinte:

um imigrante ilegal qualquer tem tantos direitos de cidadania (face à lei portuguesa) como um cidadão autóctone português

— o que vem, aliás, na linha da posição do corrupto Marcelo Rebelo de Sousa sobre esta matéria.

Esta foi a mensagem “jurídica” que a decisão maioritária do Tribunal Constitucional quis fazer passar na opinião pública, e que de “jurídica” tem quase nada e não pode fazer jurisprudência. A mensagem é eminentemente política e ideológica.

O corolário da incongruência jurídica da Isabel Moreira e compagnons de route é a seguinte: “não há qualquer vantagem em ser cidadão português: é a própria Constituição que o diz”.

A política de imigração da Esquerda resume-se a esta merda, com o beneplácito do globalista corrupto Marcelo Rebelo de Sousa.

O José Pacheco Pereira, e o maniqueísmo Marcuseano do “mundo dos brutos” que não são de Esquerda

O José Pacheco Pereira escreveu um artigo no jornal Púbico com o título “O mundo é dos brutos — a ascensão da violência e a queda da empatia”. A crítica do José Pacheco Pereira resume-se, mutatis mutandis, a um tipo de sociedade que institucionaliza “a pena de morte, a tortura, censura, ausência de direitos, em que todos são indefesos face aos mais fortes” (sic).

autocracias incOra, aquela elite que trabalha afanosamente para a “queda da empatia” (atomização da sociedade) é a mesma que se assume como concordante com o artigo do José Pacheco Pereira: é isto o que os anglo-saxónicos chamam de “SPIN”.

Por exemplo, a pena-de-morte, entendida como a legitimação da afirmação cultural de um acto gratuito, é hoje praticada mediante o aborto “a pedido da freguesa”, o que revela de facto uma “queda de empatia” na cultura antropológica do Ocidente; mas não tenho dúvidas de que o José Pacheco Pereira, como bom esquerdista, é a favor da prática social e cultural do aborto.

Ou seja, a Esquerda pratica o crime cultural procurando não deixar impressões digitais, e acusando os outros daquilo que ela própria faz.

O mesmo se passa com a eutanásia “a pedido do freguês” (defendida pela Esquerda), que rapidamente se transforma em uma pena-de-morte utilitarista e prescritiva. Porém, as mesmas pessoas que defendem a eutanásia são as que vêm a terreiro dizer que “os brutos são os outros que não concordam connosco”.

O maniqueísmo da Esquerda não é baseado em factos (intersubjectividade): em vez disso, é baseado em sentimentos, em subjectividade e mundividência (muitas vezes psicóticas ou fundamentadas por uma Fé Metastática) circunscritas a um determinado grupo cultural elitista.

O maniqueísmo da Esquerda é uma transposição do maniqueísmo gnóstico da Antiguidade Tardia, em que os Pneumáticos iluminados (de Esquerda) “se salvam”, ao passo que os Hílicos (os brutos, que não alinham ideologicamente com os iluminados) se perdem no curso da História, e deveriam ser mesmo eliminados.

Por exemplo, o José Pacheco Pereira critica Comte e as consequências do Positivismo; a Esquerda racionalista (Carlos Fiolhais, e quejandos) venera o Positivismo de Comte; e, no entanto, esta Esquerda afirma que concorda com o Pacheco Pereira. É um SPIN vergonhoso.

O texto do Pacheco Pereira é “reaccionário”, entendido no sentido da filosofia comunitarista; poderia ter sido escrito por A. MacIntyre, Michael Walzer, ou Charles Taylor — o que está nos antípodas do que pensam os compagnons de route do Carlos Fiolhais.

No blogue Rerum Natura não há outra coisa senão “deslumbramento tecnológico” e científico positivista (por exemplo, o Galopim e o Eugénio Lisboa), e anti-religião. O impacto da ciência sobre a religião aconteceu no século XIX; o que acontece hoje é o impacto da técnica sobre a imaginação dos imbecis elitistas que pretendem construir um putativo Mundo Novo nietzscheano que tenta transformar a Natureza Humana — porque as opiniões mudam, a elite esquerdista, relativista e imbecil crê que as verdades mudam também.

Para não pensar no mundo que a ciência descreve, a elite positivista esquerdista embriaga-se de técnica. O técnico crê-se superior aos demais porque sabe o que, por definição, qualquer pessoa pode aprender. Esperar que a vulnerabilidade crescente de um mundo exponencialmente integrado pela técnica não exija um despotismo total, é mera estupidez.

Isabel Moreira e a censura prescritiva do Partido Socialista e da Esquerda radical

A censura do Estado Novo apenas proscrevia determinados discursos no espaço público.

Contudo, o chamado “politicamente correcto”, encabeçado pelo Partido Socialista da Isabel Moreira (e da Alexandra Leitão), e coadjuvado pelo LIVRE, Bloco de Esquerda, PAN, e pelo Partido Comunista — para além de proscrever um determinado tipo de discurso público, prescreve também outro tipo de discurso público.

A censura praticada pelo politicamente correcto, identificada claramente pela acção política da Isabel Moreira (Partido Socialista), tem vislumbres da censura praticada na Coreia do Norte: é uma censura que não só proscreve, mas também prescreve.

A censura prescritiva — a do Partido Socialista da Isabel Moreira e da Esquerda radical, à moda da Coreia do Norte —, que é a exigência segundo a qual algumas coisas não podem ser ditas (censura proscritiva), mas também a exigência de que outras coisas têm que ser (obrigatoriamente) ditas (censura prescritiva), é a pior forma de censura que podemos conceber — porque nos conduz (a sociedade inteira) não só ao tédio cultural e político, mas a um senso de violência contra as nossas mentes, porque as coisas que devem ser obrigatoriamente ditas e que não podem ser compulsoriamente negadas, são normalmente falsidades óbvias e grosseiras.

isabel-moreira-costa-os-homens-podem-engravidar-web.

Ser obrigado a aceitar e repetir falsidades grosseiras é muito pior do ser meramente proibido de dizer qualquer coisa.

Quando comparado com Isabel Moreira, Salazar era um menino de coro.

O novo conceito comunista da “Aldeia de Potemkin” em Cuba

A Ministra do Trabalho e da Segurança Social de Cuba, Marta Elena Feitó, afirmou, no parlamento de Cuba, que “no país não existem mendigos, mas antes apenas pessoas que estão disfarçadas de mendigos”:

“Cuando usted les mira las manos, la ropa que llevan esas personas, están disfrazadas de mendigos. No son mendigos”afirmou a Ministra cubana, que acabou por se demitir do cargo devido à pressão da sociedade civil.

Tal como a “Aldeia de Potemkin” original tentava disfarçar a realidade do século XVIII da Crimeia destruída pela guerra, a Aldeia de Potemkin cubana pretende afirmar que a miséria social não existe na Cuba comunista.

Carro-a-pilhas: não se trata de “ecologia”; é, em vez disso, um ataque político à liberdade individual

carros a diesel espanha webNão se trata de “ecologia”: trata-se de eliminação gradual das liberdades individuais. A União Europeia está a construir paulatinamente um novo tipo de totalitarismo e de controlo social seguindo o modelo chinês (sinificação).

Aconselho a leitura do livro de Mattias Desmet, “The Psychology of Totalitarianism”. Infelizmente este livro não foi traduzido para a língua portuguesa — penso eu que a tradução não foi realizada propositadamente. Este livro é considerado perigoso pelas actuais elites políticas, e atentatório contra a construção do leviatão esquerdopata europeu.

Para o reforço desmedido do Poder político, a União Europeia conta (entre outros meios) com a eliminação gradual do automóvel individual, com a consequente socialização comunistóide e massiva dos transportes públicos obrigatórios, por um lado, e com a cidade 15 minutos, por outro lado.

cidade 15 minutos web

Dizer que um carro-a-pilhas é mais “ecológico” do que um carro a diesel moderno, é pura demagogia. Você está a ser enganado!

Aliás, e melhor dizendo: o carro-a-pilhas só é mais “ecológico” porque não será jamais possível dar um auto-a-pilhas a cada cidadão: as classes baixas e médias-baixas serão desprovidas de transporte individual, e por isso perderão mobilidade e liberdade; apenas as classes mais altas e ricas terão direito a um automóvel individual (a pilhas) – o que já está a acontecer na China.

Se, em vez de termos 1 milhão de automóveis a circular numa cidade, tivermos apenas 200 mil carros a pilhas em circulação, então, e só neste caso, poderemos dizer que o carro-a-pilhas é mais ecológico do que o carro a diesel. O carro-a-pilhas será mais “ecológico” porque será objecto de privilégio social na posse.

O automóvel está a ser atacado pelas elites políticas de Esquerda porque é um símbolo de liberdade individual.

No meu condomínio existem apenas 15 carro-a-pilhas numa garagem com várias dezenas de automóveis, e a electricidade do condomínio é interrompida / cortada sistematicamente por incapacidade de abastecimento eléctrico; e, embora a lei diga o contrário, as obras de aumento de potência eléctrica do condomínio irão ser pagas por todos os condóminos.

O automóvel está a ser atacado pelas elites políticas de Esquerda porque é um símbolo de liberdade individual (embora não seja o único símbolo de liberdade). Todos os símbolos de liberdade individual serão inexoravelmente atacados na União Europeia, seguindo o modelo político chinês.

Concomitantemente, a limitação de acesso do povo ao automóvel individual será complementada pela cidade 15 minutos que transformará o cidadão das classes mais baixas em uma espécie de habitante de um zoológico. Se juntarmos, ao carro-a-pilhas, a cidade 15 minutos, e as milhares de câmaras de vídeo-vigilância públicas, teremos uma hipostasia do modelo político chinês na Europa.