Este palavreado do Ludwig Krippahl revela essencialmente duas coisas:
1/ a velha tese de Karl Marx segundo a qual “no futuro, a tecnologia substituirá o trabalho humano” — o que constitui (alegadamente e segundo os marxistas) “uma contradição do capitalismo que conduzirá à vitoria final do comunismo” e ao advento dos “amanhãs que cantam”;
2/ a ideia segundo a qual não há qualquer alternativa política à aliança tácita (existente hoje) entre a plutocracia globalista, por um lado, e os capatazes e capangas políticos esquerdistas locais (no Ocidente), por outro lado — o que constitui uma nova forma de fascismo à escala global (ver “sinificação”).
II) Por exemplo: a Índia e a China são dois países que produzem (de longe!) a maior quantidade de CO2 em todo o mundo, mas não vemos os mentores políticos da esquerdista Greta Thunberg a fazer críticas a estes dois países; a crítica “ecológica” da Esquerda é feita sistematicamente a países do Ocidente.
Quando o Ludwig Krippahl diz que “o rendimento real nos Estados Unidos está estagnado”, esta ideia é falsa; ou melhor: está desactualizada: no consulado de Donald Trump, o rendimento real dos trabalhadores americanos (blue collar workers) subiu substancialmente. E esta subida de rendimentos reais dos trabalhadores deve-se principalmente à recusa — por parte de Donald Trump — das políticas globalistas das presidências anteriores desde o Bush pai até Barack Hussein Obama.
A aspiração globalista plutocrata (não confundir “globalismo” e “globalização”), de hegemonia política através da eliminação de fronteiras nacionais, coincide com a utopia (marxista) do internacionalismo trotskista (Les bons esprits se rencontrent…). É neste sentido que podemos dizer que o Ludwig Krippahl, embora tendo ideias marxistas, podia perfeitamente ser eleitor votante circunstancial do IL (Iniciativa Liberal), o que diz muito sobre a essência deste partido político.
Ademais, e ao contrário do que defende o Ludwig Krippahl, a “precariedade no trabalho” não é necessariamente um coisa má: desde logo porque a “precariedade” lança as oportunidades de primeiro emprego nos jovens que, de outro modo, não existiriam. Graças à “precariedade” — que os marxistas e o Ludwig Krippahl desprezam —, a taxa de desemprego nos Estados Unidos está em níveis históricos muito baixos.
Se a precariedade é causa de emprego extraordinário, então que Viva A Precariedade!
I) no que diz respeito ao ponto 1.: a ideia de Karl Marx e de Ludwig Krippahl segundo a qual “no futuro, a tecnologia substituirá o trabalho humano”: esta ideia é engenhosa e difícil de desmontar, porque especula acerca do futuro (“determinismo tecnológico” marxista).
O bom marxista é um profeta da desgraça presente, que anuncia o iminente (e imanente) surgimento do paraíso na Terra (a imanentização do Escathos).
A essência de toda a teoria económica marxista é a especulação determinista acerca do futuro (a imanentização do Escathos). Para a mente revolucionária, o futuro almejado será inexoravelmente atingido (o futuro utópico é uma certeza; não pode ser mudado); vem daqui a certeza do Ludwig Krippahl em relação ao futuro com que ele especula.
Como marxista dissimulado, o Ludwig Krippahl confunde “justiça” e “igualdade”; para ele, estes dois conceitos são inseparáveis — esquecendo que “a desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas com desigualdade justa” (Nicolás Gómez Dávila).



O YouTube cancelou a minha conta alegando que esta tinha “conteúdo sexual explícito”; naturalmente que essa alegação é absolutamente falsa, embora eu não possa demonstrar a falsidade do argumento porque a conta já não existe. 
A afirmação da superioridade de uma raça ou de um povo é justificação, a partir deste
A crítica do filósofo MacIntyre à chamada “escolha soberana” do indivíduo, em relação a uma escolha com a qual não estaria previamente comprometido, é a de que o sujeito (o indivíduo) é, em primeiro lugar, um agente (uma pessoa que age), e, nesta qualidade de agente, deve dar um sentido inteligível às suas acções. Ora, esse sentido inteligível não pode resultar de um acto isolado, mas, pelo contrário, deve ser encontrado numa sequência de actos, para que possa adquirir um mínimo de inteligibilidade. Essa “sequência de actos” é parte da identidade do individuo.