Engels foi o bisavô do marxismo cultural

Podemos ler aqui uma crítica pertinente a um livro de uma feminista, de seu nome Lúcia Vicente.

Eu não lerei o livro, certamente, por uma razão: quase tudo o que as feministas pós-modernas gritam está condensado em um livrinho de Engels: “A origem da família, da propriedade e do Estado” (a minha edição é de 1976). A primeira edição do livro é de 1884.

Ao ler o artigo crítico de Lúcia Vicente emA incongruente utopia feminista”, fui identificando, ponto por ponto, algumas teses defendidas por Engels na obra “A origem da família, da propriedade e do Estado”. A julgar pela referida crítica, as teses de Lúcia Vicente têm mais de um século.

engels-familia-webO livro de Engels está cheio de contradições, que não serão abordadas aqui e agora.

Este livro de Engels é a base ideológica do ataque à família natural por parte do marxismo cultural de que faz parte a Lúcia Vicente. Porém, as teses de Engels ou são a-históricas (não têm fundamento histórico, ou seja, são especulações “antropológicas” puras), ou são absurdas (não têm qualquer fundamento na realidade).

No livro, Engels defende (por exemplo) a legitimidade do incesto (na página 59), desde que enxertada na “Gens do direito materno” (conceito de “Gens” segundo Engels: círculo fechado de parentes consanguíneos por linha feminina, que não se podem casar uns com os outros); ou seja, segundo Engels, fora da Gens, o incesto é legítimo.

O ataque feminista (e marxista cultural) ao “homem branco, ocidental, rendimento acima da média, heterossexual”, tem a ver essencialmente com o ataque que Engels faz ao indivíduo (enquanto célula humana): “não são os indivíduos, mas os grupos inteiros que estão casados uns com os outros, classe com classe [página 58].

Segundo Engels, a união conjugal em massa (o “matrimónio grupal”) “não é tão monstruoso como o figura a fantasia dos filisteus, acostumados à sociedade da prostituição” [pág 60]. Verifica-se aqui, por exemplo, como Engels mistura alhos com bugalhos, e o “antropólogo”  faz juízos de valor.

A ideia de Engels segundo a qual, em uma comunidade, todas as mulheres e homens são de uns e doutros (comunismo sexual) em uma cultura de predominância matriarcal, não foi adoptada por Lenine; mas foi ideologicamente adoptada pela Escola de Frankfurt em geral, e em particular por marxistas como Marcuse e/ou Wilhem Reich (entre outros).

Segundo Engels, o homem só é livre quando abandona os seus laços familiares (tradicionais e naturais ) para que surja a horda [página 45]; segundo Engels, a horda é a forma social mais elevada [página 46]; segundo Engels, a horda opõe-se à família. O conceito de “horda” (que Engels foi buscar ao autor E. Espinas, “Sociedades Animais”, 1877), passa (em Engels) a ter uma conotação de “comunitarismo”, “colectivismo”, em oposição ao (horroroso) individualismo.

Para Engels, a “guerra” contra o “individualismo” começará com a destruição da família monogâmica (ou aquilo a ele chamou de “família sindiásmica”). Contudo, Engels incorre flagrantemente em uma falácia de apelo à natureza (quando coloca, em uma mesma categoria ontológica, macacos e seres humanos).

A defesa de uma sociedade matriarcal (em alegada oposição à sociedade patriarcal) está directamente ligada à seguinte tese de Engels (página 55):

“Em todas as formas de famílias por grupos, não se pode saber com certeza quem é o pai de uma criança, mas sabe-se quem é a mãe. Ainda que ela (a mulher) chame filhos seus a todos os da família comum, e tenha deveres maternais para com eles, nem por isso deixa de distinguir os seus próprios filhos entre os demais.

É claro, portanto, que em toda a parte onde existir o matrimónio por grupos, a descendência só pode ser estabelecida pelo lado materno, e por conseguinte apenas se reconhece a linhagem materna.”

A este conceito (matrimónio por grupos), Engels chama de “direito materno”.

Ora, na medida em que o “direito materno” — ou seja, a sociedade matriarcal das “famílias por grupos” — anula o indivíduo macho em favor da horda, Engels considera que o matrimónio por grupos — que é a união conjugal em massa de toda uma classe de homens com toda uma classe de mulheres — é mais positivo do que o casamento monogâmico (página 60).

A grande preocupação de Engels é a destruição cultural do conceito de “indivíduo macho em favor do colectivo.

O conceito de “lar comunista” (pág. 64), segundo Engels, significa “predomínio da mulher no lar” [pág 64]: o homem sai de casa por ordem da mulher [pág 65]. Ora, este lar comunista e matriarcal depende da abolição da exclusividade das relações sexuais (com relação a um determinado homem) na cultura antropológica e por parte da mulher (“o fim do matriarcado imprime um rápido desenvolvimento da monogamia” [pág 80].).

“O desmoronamento do direito materno (ou seja, o desmoronamento do matrimónio grupal) foi a grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo” (Engels, ibidem, página 76).

No livro, Engels faz comparações sistemáticas entre entre a cultura ocidental, por um lado, e alegadas culturas pré-históricas, por outro lado, invocando uma série de antropólogos do século XIX (como se a antropologia fosse uma ciência exacta). Trata-se de uma obra de um “antropólogo” amador.


As ideias fundamentais propaladas pelas feministas radicais (da laia da Lúcia Vicente) desenvolveram-se a partir de Engels. Engels foi o bisavô do marxismo cultural.

A aliança entre Marx e Maomé, contra catolicismo (com a ajuda do Francisco)

O que o clero progressista católico pretende com a ordenação sacerdotal de mulheres

Vemos aqui em baixo um tuite de uma sacerdotisa (uma “reverenda”) da Igreja Anglicana (clique na imagem).

É disto que o clero progressista católico gosta.

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O discurso político kafkiano do governo de António Costa

antonio-costa-wc-webDesde 2015 que eu venho aqui chamando à atenção para a periculosidade política de António Costa — não é por acaso que o José Pacheco Pereira o apoia quase incondicionalmente.

António Costa tem um discurso melífluo, mascarado de tolerante mas que esconde um ressentimento endógeno em relação ao português comum. Comparado com António Costa, José Sócrates é (ideologicamente) um menino de coro.

Quando a Ministra-Filha-do-Vieira-da-Silva se propõe “monitorizar o discurso de ódio na Internet”, o que o governo do António Costa pretende é instituir — na cultura portuguesa e com implicações no ordenamento jurídico — e legitimar politicamente a “armadilha kafkiana”.


Na sua obra “O Processo”, Franz Kafka relata a estória de um homem que é acusado de crimes que nunca são especificados e definidos pela acusação.

E mais: quando o referido arguido nega que tenha praticado os tais “crimes não-especificados”, a acusação conclui “logicamente” que a negação da prática desses crimes (não-especificados) é sinal “evidente” de culpa que decorre naturalmente de ele ter — de facto — praticado esses “crimes” (não-especificados).

Ou seja: a negação da prática de um crime (não-especificado) é a prova necessária da sua prática.

Chama-se a isto, em Retórica, a “armadilha kafkiana”. Ou, neste caso, a “armadilha do Costa”. Estamos fodidos!

E o paspalho José Pacheco Pereira continua a dizer que “o marxismo cultural não existe”

O discurso marxista cultural é dissolvente, corrosivo — corrói e destrói o tecido cultural.


É um discurso alegadamente realizado em nome da “ciência”, mas que simultaneamente nega as categorias da ciência: é como se a ciência fosse reinventada de acordo com os paradigmas da ideologia.

rapazes q menstruam

Vemos, por exemplo, um comentário no Twitter ao artigo do jornal Púbico (ver imagem abaixo): alegadamente, “quem concorda com a ideia de que existem cromossomas XX e XY, é ignorante”, e “deve ir aprender com a OMS” (Organização Mundial de Saúde).

Há aqui uma tentativa de fundamentar “cientificamente” a negação das categorias da própria ciência (neste caso, da biologia); e este tipo de atitude acientífica não é apenas popular: é oriundo da própria elite de ideólogos neomarxistas.

hons q mentruam web

A dissolução do espírito crítico em circulação na sociedade é um dos instrumentos essenciais para a construção de uma sociedade totalitária.


O médico psiquiatra Theodore Dalrymple escreveu o seguinte acerca do marxismo cultural:

“O politicamente correcto é propaganda marxista cultural em pequena escala.

Nos meus estudos acerca das sociedades marxistas, cheguei à conclusão que o propósito da propaganda marxista não era o de persuadir ou convencer, nem sequer informar, mas era o de humilhar; e, por isso, quanto menos ela (a propaganda) corresponder à realidade, melhor serve o seu propósito de humilhar.

Quando uma pessoa é obrigada permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto ou marxismo cultural, este tem o mesmo efeito e propósito.”


Por exemplo, quando um cidadão olha para um pau e diz que é uma pedra — porque a elite de ideólogos marxistas (em que se inclui o José Pacheco Pereira) o conseguiu convencer de que “1 pau = 1 pedra”, negando a própria ciência que demonstra que um pau não é uma pedra, — esse cidadão já perdeu o sentido da sua própria dignidade; esse cidadão está pronto a ser controlado pelo Estado totalitário inspirado pelo Bloco de Esquerda (com o apoio ideológico do PSD de José Pacheco Pereira).

Quando os ideólogos marxistas culturais sentenciam (por exemplo) que “um homem é uma mulher” (e/ou vice-versa), e que os cromossomas não têm qualquer valor de categorização da realidade sexual — o que fazem é tentar impôr ao cidadão uma estimulação contraditória que causa exactamente a humilhação do cidadão (um sentimento de vergonha que o indivíduo sente face à autoridade ontológica exercida pela ideologia marxista cultural sobre ele próprio) de que nos fala Theodore Dalrymple; e assim o cidadão é forçado a negar a própria realidade objectiva e auto-evidente: esta estimulação contraditória  tem como consequência a dissonância cognitiva do cidadão que nega a própria realidade que está a ver.


E depois, o paspalho José Pacheco Pereira vem dizer que “o marxismo cultural não existe”.

A normalização da eutanásia: estamos a caminho da barbárie

eutanasia-velhariasO ex-deputado do PSD Manuel Correia de Jesus faz aqui (ler em ficheiro PDF) uma síntese do que realmente se passa com relação às ditas “causas fracturantes”, e nomeadamente em relação à normalização jurídica e consuetudinária do aborto e da eutanásia.

Convém dizer que Manuel Correia de Jesus já não se enquadra ideologicamente no PSD de Rui Rio; a julgar pelo novo normativo ideológico deste novo PSD “apêndice do Partido Socialista”, o Manuel Correia de Jesus passou a ser da “extrema-direita”; e o Bloco de Esquerda diria que ele é “fassista”.


« Em artigo publicado no Jornal da Madeira, edição de 20 de Maio de 2005, escrevi o seguinte:

Sob a capa da despenalização do aborto e com base em argumentos e dados estatísticos falaciosos, Sócrates levou a cabo uma completa liberalização do aborto, transformando-o num verdadeiro expediente contraceptivo à custa do erário público. Prometeu que, na regulamentação da lei, seriam tomadas medidas com vista a evitar, sempre que possível, a interrupção da gravidez, nomeadamente através do estabelecimento de um período de reflexão devidamente acompanhado por um médico, mas nada disso foi consagrado em termos adequados e, na prática, o aborto tornou-se verdadeiramente livre, com todas as consequências aos níveis da defesa da vida, do preenchimento do nosso défice demográfico e da organização e custos do Serviço Nacional de Saúde”.

O processo de destruição de valores e princípios, de ataque à família tradicional e de reforço dos poderes do Estado e consequente fragilização da sociedade civil, tem-se inspirado na agenda fracturante do Bloco de Esquerda, perante a passividade amoral e o voto decisivo do Partido Socialista. Tudo isto tem sido feito menos por convicção que por tacticismo, em obediência às cartilhas ideológicas das esquerdas e por motivos conjunturais de mero interesse político.»


Faltou (a Manuel Correia de Jesus) referir a cumplicidade (os idiotas úteis) do PSD ao longo de todo este processo político de destruição da tradicional cultura antropológica portuguesa. Não é só o Partido Socialista que deve ser responsabilizado; o PSD também é co-responsável (como podemos ver a postura do Rui Rio em relação à normalização da eutanásia).

Manuel Correia de Jesus fala em “liberalização da eutanásia”; eu vou mais longe: o que está em jogo é a normalização da eutanásia — assim como o aborto já foi normalizado (na cultura antropológica) como um mero acto contraceptivo.

A argumentação de Manuel Correia de Jesus é de tal forma clara e racional, que eu duvido que uma pessoa com um QI médio não a possa apreender — mesmo que se trate do QI mediano de um deputado ao paralamento.

No processo político de normalização da eutanásia, o doente “deixará de ter opção entre a vida e a morte, e passará a sujeito passivo do direito potestativo da pessoa a quem cabe executar a eutanásia”. Acrescenta o Manuel Correia de Jesus: o doente, “em vez de um direito, passará a estar submetido a uma verdadeira sujeição, em sentido jurídico”.

O passo seguinte da normalização da eutanásia é a invocação de uma pretensa “liberdade” de solicitação da eutanásia por parte de pessoas que não estejam em uma situação de doença terminal.

Esta fase do processo de normalização virá a seguir à legalização da eutanásia terminal (como já acontece na Bélgica ou na Holanda), em que pessoas com problemas do foro psicológico terão a “liberdade” de pedir para ser assassinadas pelo Estado — cabe perguntar: ¿se as pessoas estão malucas, onde está a sua “liberdade” para pedir a eutanásia?


eutanasia-cadeiras

Esta classe política irá certamente pagar, com língua de palmo, o que anda a fazer. Convém que alguém se dê ao trabalho de tomar nota dos deputados que votaram a favor da normalização da eutanásia. Essa gente (ou os seus descendentes) terá que ser punida.

Quando os utilitaristas se aliam à Utopia Negativa

Maria Susana Mexia descreve aqui uma das vertentes do Pós-modernismo: o desconstrucionismo de Foucault.

escape-webOs Pós-modernistas — como por exemplo Jean-François Lyotard, Deleuze, Foucault, Derrida (os pós-modernistas são quase todos franceses), entre outros — são todos (literalmente!) marxistas frustrados com o resultado histórico da práxis marxista. Ou seja, não podemos separar o Pós-modernismo, por um lado, do marxismo, por outro lado; e sobretudo não podemos separar o Pós-modernismo e o marxismo cultural (ou Utopia Negativa) que o José Pacheco Pereira diz que não existe.

Não podemos separar o marxismo de Lenine ou de Trotski, e o marxismo de Lukács ou de Gramsci; e não podemos fazer de conta que não existiu uma influência ideológica de Gramsci em alguns membros da Escola de Frankfurt, nomeadamente em Marcuse. O que a professora de filosofia Maria Susana Mexia faz (no referido texto) é o estabelecimento de uma determinada relação ideológica objectiva que o José Pacheco Pereira diz que não existe.

A pergunta que podemos fazer é a seguinte: ¿por que razão a legalização da prática da eutanásia (por parte do Estado) foi defendida por gente tão diversa como (por exemplo) o comunista / bloquista João Semedo (que, por princípio e sendo marxista, não deveria adoptar o utilitarismo), e o utilitarista Rui Rio?

Do que se trata, neste caso, é de uma aliança circunstancial entre o utilitarismo (a estupidez pontifícia dos libertários que não passam de uns idiotas úteis) e o marxismo cultural (ou, se quiserem, o conjunto ideológico da “evolução” da Utopia Negativa até ao Pós-modernismo) que defende (por exemplo, através da Teoria Crítica) a dissolução (a qualquer custo e preço) da realidade social/cultural existente, na esperança do surgimento espontâneo (uma espécie de “mão invisível”) de uma nova realidade (a fé metastática) sublimada e purificada das cinzas da obliteração da realidade humana impura existente (a defesa neognóstica uma espécie de “escape” em relação à realidade).

Ou seja, o que o Bloco de Esquerda defende em matéria de eutanásia é objectivamente ideológico e profundamente pensado (é a guerra sem quartel contra a realidade cultural e metafisica existente); o que Rui Rio e outros idiotas úteis defendem nesta matéria é apenas produto de uma profunda ignorância.

Aconselho a leitura do texto de Maria Susana Mexia. E já agora, o José Pacheco Pereira que aprenda alguma coisa com ela, embora — lá diz o povo — “burro velho não tome andadura”.

¿O que é o “discurso de ódio”?

Na lei penal portuguesa existe a figura de “incitamento à violência”, que é punível — por exemplo, incitamento à violência contra o Estado de Direito, incitamento à desobediência colectiva, incitamento à guerra civil, incitamento ao suicídio, entre outros.

A injúria também é punível por lei, assim como a calúnia.

Os crimes contra as pessoas também são puníveis — por exemplo, os crimes contra a honra, ou contra a liberdade pessoal (entre estes, o assédio), ou os crimes contra a integridade física, ou contra a liberdade e auto-determinação sexual, ou contra a reserva da vida privada, e contra a vida (intra-uterina ou não), etc.

Neste contexto, não consigo perceber o conceito de “discurso de ódio” de que nos fala aqui o cantarino canhestro Miguel Guedes:

“Desde que a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, avançou com a garantia de que o discurso de ódio nas plataformas online iria ser monitorizado, protofachos e mini-trumps soltaram angústias existencialistas sobre a sua visão da vida em liberdade, para eles um parente próximo da lei da selva”.

reddit-web


Repare-se que a argumentação do referido “grandoleiro” é, desde logo, ad Hominem; e depois, defende como bom aquilo que ele próprio condena e critica.

A ideia daquela avantesma é a de que “o discurso” (ou seja, a expressão de opinião) “deve ser regulado pelo Estado”; e, segundo o dito cujo, quem não defende a regulação do discurso por parte do Estado é “proto-fassista” e “mini-trump”.

Estamos em presença de um indivíduo com um arquétipo mental totalitário, mas que se considera a si próprio um virtuoso “anti-fascista” (ou seja, trata-se de um puritano do século XXI).

Naturalmente que o referido social-fascista defende a censura na comunicação social — e até menciona abonatoriamente a “censura do Reddit” que permite o bullying e o assédio em relação às maiorias.

Caros leitores: é gente deste calibre que manda em Portugal. É gente que pretende limitar a liberdade de expressão utilizando a força bruta do Estado: hoje é, alegadamente, por “discurso de ódio” (que ninguém sabe bem o que é); amanhã será a censura, pura e dura, por delito de opinião política.

Puta-que-os-pariu!


Ficheiro PDF do texto do cantarino canhestro.

A Gaja das Causas

GAJA DAS CAUSAS (SOCIAL JUSTIÇA GUERREIRA XXI)

Eu sou a Gaja das Causas (olá!)
E vou faltar a todas as aulas (ahn ahn)
Para te poder chamar Facho
Enquanto cozo a soja no tacho (uuuuu)
Para te poder chamar Facho
Enquanto cozo a soja no tacho (hmm hmm)

História não é comigo (ahn ahn)
Mas sei que o homem branco é o bandido (ya ya)
Racista, machista, fascista
E o meu jantar são pedras com alpista (hmmm)
Racista, machista, fascista
Queimar o porco capitalista (ai que bom…)

Não posso magoar animais (nao nao)
Só polícias, patrões e outros que tais (toma!)
Eu gosto é de vandalizar
Para quê arrendar, quando posso ocupar (é o direito à habitação)

Eu gosto é de vandalizar
Para quê arrendar, quando posso ocupar (é o direito à habitação)

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A revolução pequeno-burguesa no seu melhor

Tal como aconteceu em Maio de 68 em Paris, agora nos Estados Unidos, os filhos da burguesia atiram pedras aos filhos dos proletários.