O meu “problema” em relação à Raquel Varela pode ser resumido da seguinte forma:
“¿ A tragédia da Esquerda? Diagnosticar correctamente a doença, mas agravá-la com a sua terapêutica.” — Nicolás Gómez Dávila
É um pouco o que se passa com a pandemia do COVID-19: a doença foi correctamente diagnosticada; mas, a terapêutica, ou é praticamente inexistente, ou agrava a situação da doença.
Acerca da censura do jornal Púbico em relação ao dr Pedro Girão, a Raquel Varela escreve o seguinte (o sublinhado é meu):
«Os últimos dias em Portugal merecem uma reflexão – a “despublicação” no Público de um artigo de um médico anestesiologista, depois de aprovado para publicação, com uma linha face às vacinas nos jovens igual à da maioria dos órgãos técnicos e acusado pelo jornal de colocar em causa o “relativo consenso” (se há relativo consenso em Portugal é contra a vacinação de jovens).
Sobre o “tom” do artigo nem me pronuncio – o Público teve 20 anos Vasco Pulido Valente a tratar abaixo de cão tudo e todos como cronista, nunca achei que fosse o grande pensador que a direita, com falta de quadros, construiu, mas jamais achei que devia ter sido apagado, cancelado; ficámos também a saber (para quem não tinha tirado uns minutos a ver os vídeos racistas no Instagram da “influencer”, pode surpreender) que a ex-enfermeira “blogger” Carmen Garcia, acarinhada pelo Público, e o veterinário e virologista Pedro Simas são agora candidatos pelo PSD/CDS às autárquicas; o médico de saúde pública, já era sabido, Ricardo Mexia é director de campanha da coligação da direita em Lisboa, liderada por Carlos Moedas.
Ao mesmo tempo o ex-jornalista Pedro Almeida Vieira torna público que parte dos médicos que subscreveram a actuação do governo na pandemia recebem em alguns meses mais das farmacêuticas do que do SNS, a partir de uma investigação simples dos sites de transparência (mas que nunca nenhum jornalista foi investigar até ele o fazer).»


Para os religiosos da ciência, basta que alguém publique “um estudo científico que prova qualquer coisa”, para que essa “qualquer coisa” fique definitivamente “provada” desde que não cause uma 


