Para aturar o comissário Tiago Freitas, é preciso paciência de chinês

S. Tomás de Aquino escreveu que “não devemos respeitar quem não merece respeito”; mas um tal Tiago Freitas — que, aparentemente, mete o Santo numa algibeira — diz-nos que devemos não só respeitar, mas também demonstrar reverência em relação a gente desprovida de bom-senso.

Na questão da Ideologia de Género (e na lei dos “transgéneros”), as posições da Esquerda (e da Isabel Moreira, por exemplo) são, a todos os níveis, indefensáveis.

Vai daí, o Freitas faz um “spin-off” (“dá a volta ao texto”): diz ele que a maluquice da Ideologia de Género não está apenas na Esquerda, mas está também em quem critica as posições da Esquerda em matéria de “identidade de género” — trata-se da aplicação da falácia lógica “Tu Quoque“: a melhor forma de anular o valor de uma crítica é dizer que quem critica também não tem razão.

“Nesse domínio , a sugestão de Isabel Moreira de que aqueles que aprovaram a alteração da lei de 2018, e por essa razão, são cúmplices retroactivos da morte de Gisberta, é de um capciosismo intelectual raramente visto, e que merecia outra censura pública.

Do outro [da Direita], um discurso trocista, que reduz vidas humanas a cromossomas, piadas sobre “XX e XY” ou comentários de mau gosto sobre corpos e parte da fisionomia humana.

Ambos os lados falham o essencial: o respeito.”

Convém dizer que a palavra “capciocismo” não existe no dicionário de Língua Portuguesa. Existe, outrossim, a palavra “capciosidade” que deveria ter sito utilizada em seu lugar.

Este tipo de “spin-off”, que atenua a crítica ao Delírio Interpretativo próprio da Esquerda mediante a extensão, à Direita, da “culpa” (“são todos culpados”), é próprio dos comissários do Totalitarismo de Veludo que actuam nos me®dia — por exemplo, o Freitas, o Daniel Oliveira, Clara Ferreira Alves, Pedro Marques Lopes, etc. —, que se encarregam de universalizar a merda produzida pela Esquerda, por um lado (por exemplo, quando o Daniel Oliveira dizia que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista eram “partidos da social-democracia”), e por outro lado atacar a Direita mesmo quando esta tem razão mediante uma qualquer Falsa Dicotomia e do sofisma “Tu Quoque“.

Se o Imperador Calígula vivesse hoje, o Freitas diria que ele mereceria respeito em nome da “complexidade”.

A “complexidade” é a palavra mágica que resgata a psicose de Esquerda. A “complexidade” significa, aqui, a intelectualização da maluqueira: “não devemos criticar o maluco porque ele é complexo”.

Escreve, o Freitas:

“No desporto, por exemplo, a questão da equidade não pode ser ignorada: diferenças biológicas são reais e relevantes.

Já em contextos como concursos de beleza, onde não existe essa vantagem estrutural, a participação de mulheres trans não levanta o mesmo tipo de problema, podendo até ser motivo de reconhecimento. No fundo, o problema não está na diversidade. Está na incapacidade de a discutir com nuance.”

Reparem como o comissário Freitas começa por aplicar o termo auto-contraditório “mulheres trans”, que desafia o Princípio de Identidade — princípio fundamental segundo o qual uma mesma proposição não pode ser, ao mesmo tempo, verdadeira e falsa e sob a mesma relação, e enuncia-se: A = A.

Uma mesma pessoa não pode ter cromossomas XX e cromossomas XY. A proposição “mulheres trans” é uma contradição em termos.

Por outro lado, o comissário Freitas extirpa, da beleza, a genuinidade que é própria e é intrínseca da beleza. Seria como se o Freitas comparasse uma flor de plástico com uma flor natural, e dissesse que têm o mesmo valor.

Aquilo que é genuíno tem sempre mais valor do que o que é artificial. Como bom esquerdóide, o comissário Freitas menospreza a Natureza, em geral, e a Natureza Humana em particular.

O “spin-off” do comissário Freitas pretende justificar o absurdo da Ideologia de Género, mas alternativamente de uma forma mais “complexa”. Pretende salvar as aparências, está em missão de resgate das Isabéis Moreiras deste país.

A doença mortal da Igreja Católica

A Igreja Católica está moribunda. As notícias acerca do actual Papa Pachamama e dos padres progressistas e neomarxistas, revelam já uma Igreja Católica ferida de morte. A infiltração da Esquerda mais radical no seio da Igreja Católica, desde que o papa Chiquinho entrou no Vaticano, tem levado a uma derrocada, lenta mas persistente, da instituição católica.

Senão, vejamos este título de uma “notícia” da Rádio Renascença (presumivelmente católica), assinada por uma tal Manuela Pires:

doença catolica web

Imagine o leitor que 99% dos deputados do parlamento eram de Direita, e que apenas 1% eram de Esquerda. A tal Manuela escreveria o título da mesma forma: “A Direita ficou isolada.” Isto é a inversão factual da realidade, por razões estritamente ideológicas.

A Rádio Renascença é tão credível quanto o jornal Púbico; mas o problema não é esse: o problema é que, alegadamente, a Rádio Renascença é um órgão de Comunicação Social que é propriedade da Igreja Católica. A Rádio Renascença é, ou deveria ser, (supostamente) católica. É suposto que a Rádio Renascença diga a verdade, ou seja, que não diga que uma minoria “isola” a maioria.

Desde que eu fui assistir a uma missa católica, aqui no norte de Portugal, e o padreco começou a dançar samba no presbitério, ao som da música do coro, nunca mais fui a uma missa. Para mim, a Igreja Católica acabou.

Todo o mundo, hoje e em Portugal, é de Esquerda! Que alívio!

Eu tenho andado arredio da blogosfera, essencialmente num período de reflexão, mas também por assombro face aos recentes acontecimentos nacionais e internacionais. Por vezes dá a sensação de que entrei numa espécie de Twilight Zone, em uma realidade nebulosa, semi-opaca, em que não se enxerga a Razão e a Lógica.

Por exemplo, quando verifiquei o apoio explicito de todos os partidos políticos portugueses (com excepção do CHEGA) a um candidato presidencial socialista, senti que toda a minha opinião política, desde os meus 18 anos, deixou de fazer sentido, como se o meu mundo político tivesse desabado.

Eu sempre pensei que havia uma Direita portuguesa; mas a verdade é que nunca houve Direita em Portugal: há, sim, partidos que, circunstancialmente, “fecham” a Esquerda à direita desta. Ser de Direita, em Portugal, é pertencer à dinâmica radical da Esquerda que esgaça a Janela de Overton.

A actual aliança entre os dois partidos do Rotativismo no sentido de censurar as redes sociais corrobora a ideia segundo a qual todo o governo é autenticamente de Esquerda se mantém uma polícia política. A actual Direita portuguesa nada mais é do que uma Esquerda desejosa de digerir em paz.

Todo o mundo, hoje e em Portugal, é de Esquerda! Que alívio!

No plano internacional, assisto, atónito, à irracionalização sistemática da política conduzida pelo estertor dos Estados Unidos enquanto líder mundial.

Por vezes fico tão estupefacto com as noticias me®diáticas que fico tolhido no meu raciocínio: é como se me dissessem que a ciência chegou à conclusão de que 2 + 2 = 25: toda a estrutura lógica desaba em nome de uma irracionalidade vencedora e imbatível. Aplica-se, aqui, o pensamento progressista segundo o qual a “lógica evolui”: ora, a “evolução da lógica” levou à sua própria negação.

Há quem diga que o mundo voltou ao século XIX; mas não é verdade: voltamos à Idade do Ferro.

O prelúdio da deriva “católica” do Bloco de Esquerda

Já escrevi aqui (na categoria “José Manuel Pureza”) que a nova deriva “católica” do Bloco de Esquerda do José Manuel Pureza é extremamente perigosa; mas ainda não vi ninguém da Direita a chamar a nossa atenção para o “novo” Bloco de Esquerda.

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Não tarda muito (isto é uma hipérbole) e iremos ver o José Manuel Pureza no lugar de Padre a conduzir a missa em directo na televisão, e com jeitinho o papa Leãozinho faz dele cardeal.

A nova ameaça é a aliança entre a hierarquia da Igreja Católica (o clero) e a Esquerda radical, iniciada pelo papa Chico e normalizada agora pelo Leãozinho.

O último papa foi Bento XVI. As duas personagens que se lhe seguiram não representam a Igreja Católica: não são hereges; são apóstatas.

A angústia da Igreja Católica progressista e apóstata, perante a miséria das multidões, obscurece a sua consciência de Deus.

Disse Jesus Cristo aos seus apóstolos:

“Sereis expulsos das sinagogas; há-de chegar mesmo a hora em que quem vos matar pensará estar a prestar um serviço a Deus! E farão isto por não terem conhecido o Pai nem a mim.”

S. João, 16, 2-3

O católico medieval sentia a transcendência como um atributo do objecto que é perceptível ao sujeito; no catolicismo apóstata da Igreja Católica do papa Leãozinho e do Bloco de Esquerda, não só a transcendência é um conceito absurdo, como dizer-se “cristão” é uma forma de indicar que não se luta contra o Cristianismo a partir de fora, mas sim a partir de dentro das estruturas e hierarquias institucionais cristãs (à boa maneira de Gramsci).

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Donald Trump foi eleito duas vezes exactamente por causa desta Esquerda radical — desde Barack Obama até Joe Biden — acolitada pela Igreja Católica do Chiquinho.

Donald Trump tirou partido do voto popular contra a Esquerda da Ideologia de Género e do marxismo cultural , para se enriquecer, a si e à sua família, mas também para encher os bolsos dos seus acólitos mais próximos.

Donald Trump está a roubar o seu país.

Donald Trump é o presidente mais corrupto da História dos Estados Unidos, e transformou o seu país em uma república das bananas — tudo isto graças ao voto popular contra uma Esquerda radical anti-científica e intelectualmente corrupta, que recusa e nega as categorias lógicas da realidade.

A Esquerda radical não está isenta de culpa na eleição de Donald Trump.

A direita e a esquerda no Evangelho de S. Mateus

As noções actuais de “direita” e “esquerda” provêm da Revolução Francesa e da forma como os deputados da nova Assembleia Nacional Francesa se distribuíram pelos assentos.

Porém, no Evangelho de S. Mateus mencionou-se já a diferença dicotómica entre esquerda e direita.

Mateus, 25, 31-33

“Quando o filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.

À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos.”

Idem, 25, 34

“O Rei dirá, então, aos da sua direita: ‘Vinde, benditos do meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo’.”

Idem, 25, 41

“Em seguida, dirá aos da esquerda: ‘afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos!’”

Há mais de dois mil anos, Jesus Cristo sabia bem a diferença entre esquerda e direita.

Mais uma “polémica artificial” para o Zé Mané Pureza

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Quando o deputado único do Bloco de Esquerda falar no paralamento, aconselho aos deputados do CHEGA seguirem o exemplo do Mister Bean — porque, segundo a Mariana Mortágua e o Zé Mané, não se trata de um insulto: é apenas uma forma inócua de expressão.

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O multiculturalismo dá muito jeito à Esquerda

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O multiculturalismo dá muito jeito para matar judeus que a Esquerda gostaria de matar mas não pode, porque lhe fica mal.

Por outro lado, quanto mais e maiores diferenças culturais existem em uma determinada sociedade, mais o Estado tem que intervir na sociedade para impôr uma disciplina que reprima a “inclusividade” das diferenças.

A luta contra o terrorismo islâmico é inseparável da luta que a sociedade tem travar contra a Esquerda.

A Lei 67/2025 ou Lei dos Okupas, e a Direita esquerdista do PSD/CDS

Desde que Paulo Portas se apoderou do CDS (1997), eu sempre disse que “o CDS fecha a Esquerda à direita” — ou seja, a Esquerda tinha e tem um espectro político que vai da extrema-esquerda (Bloco de Esquerda) até ao chamado “centro político” (CDS).

O CDS só foi de Direita com Adriano Moreira e Manuel Monteiro, e talvez com Lucas Pires. A partir da tomada de poder, no partido, de Paulo Portas, o CDS tem vindo “a fechar a Esquerda à direita”.

Hoje, o PSD absorve o CDS de Nuno Melo, e ambos os partidos “fecham a Esquerda à direita”.

A lei dos Okupas, ou seja, a Lei 67/2025 de 24 de Novembro, é um exemplo de uma lei de uma pseudo-direita maçónica:

  • com a alteração do Código Penal, estabelece as penas para os Okupas;

  • mas, através da alteração do Código de Processo Penal, a alteração referida do Código Penal é “minada” através da definição clara da possibilidade de discricionariedade de juízo por parte do juiz (Artº 200, nº 8), por um lado, e por outro lado através da revogação automática da culpa e da pena aplicável no Código Penal se “tiver lugar a desocupação voluntária do imóvel” (idem, nº 9).

Ou seja: eu ocupo uma casa, o juiz pode ou não (discricionariamente) obrigar a desocupação imediata; mas se eu sair da casa voluntariamente, segue-se que então não há crime e nada me acontece.

Esta lei é de Esquerda.

Viva o racismo !

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É isto que me obriga a ser racista. Eu não queria, mas sou obrigado, pela lógica imposta pela realidade política.

A política correcta impele-nos ao racismo — porque a “discriminação” dita “positiva” é uma forma prática de racismo. Somos racistas porque não temos alternativa: somos impelidos para o racismo pela lógica do sistema.

Se as pessoas no cartaz fossem brancas, a DGS não “apagaria” o cartaz porque — alegadamente — não seria discriminatório. O cartaz só é discriminatório quando as pessoas são negras.

Viva o racismo!

Uma Justiça enviesada irá tornar o ambiente político irrespirável

Imaginem um cartaz do Bloco de Esquerda com as seguintes frases: “A lei é para todos”; e “os capitalistas têm que pagar impostos”.

capitalistas impostos web

Não lembraria ao careca que a AEP fosse processar a Mariana Mortágua por injúria ou difamação — porque o cartaz seria de Esquerda.

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Mas se o cartaz é de Direita — como é o cartaz dos “ciganos que têm que cumprir a lei” —, então já vale a judicialização da política, e a intervenção de uma Justiça enviesada e injusta.

Aplica-se aqui o conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse:Tudo o que vem da Esquerda é bom, e tudo o que vem da Direita é mau”. E os juízes da república das bananas assinam por baixo.