Eu peço desculpa aos leitores por ter apoiado politicamente Donald Trump

Confesso que fui enganado; ou deixei-me enganar. Acreditei que um homem de 78 anos não pudesse ter uma mentalidade de adolescente.


trump-lead2Como escrevi noutro artigo, Donald Trump tem uma concepção de soma zero das relações dos Estados Unidos com a União Europeia, Reino Unido, Canadá, México, entre outros países: é a noção de que a desgraça dos outros é sempre boa para os Estados Unidos (“pimenta no cu dos outros, é chupa-chupa para nós”).

Donald Trump pretende recuperar / reaver, para os Estados Unidos, a indústria deslocalizada dos Estados Unidos para países de produção mais barata (por exemplo, China, Indonésia, Malásia, México). Porém, a forma como Donald Trump pretende fazer essa recuperação da indústria é própria de um Estado pária e/ou terrorista: o governo de Donald Trump não é muito diferente do governo do Irão ou da Rússia. Explico por quê.

Donald Trump pretende:

1/ baixar muito significativamente o valor do dólar americano + impôr taxas aduaneiras;

2/ simultaneamente, manter o dólar (subvalorizado) como principal moeda mundial.

Baixar o substancialmente o valor do dólar é essencial para tornar competitivas as exportações americanas, fazendo com que os industriais americanos reinvistam na indústria dentro dos Estados Unidos, e acabando assim com as deslocalizações industriais (para a China, México, etc.). Ademais, Donald Trump pretende impôr taxas aduaneiras significativas aos produtos mais baratos fabricados em outros países.

O problema do dólar com valor baixo é o de que dificilmente essa moeda se poderá manter como principal moeda internacional (como é, por exemplo, o petro-dólar). Se o dólar americano viesse a valer, por exemplo, metade do que vale hoje, seria impossível que continuasse a ser a moeda de referência mundial que é hoje.

A forma que Donald Trump encontrou para tornear esta incompatibilidade entre um dólar baixo, por um lado, e a continuação do dólar como moeda de referência mundial, por outro lado, é a destruição das economias concorrentes que detenham moedas fortes — por exemplo, a Libra inglesa, o Euro, e o dólar canadiano.

Para a estratégia de Donald Trump de recuperação industrial dos Estados Unidos, é essencial destruir as moedas fortes do Ocidente, nomeadamente a Libra inglesa, o Euro e o dólar do Canadá. Como é óbvio, destruir uma moeda de um determinado país significa destruir a sua respectiva economia. É o que Donald Trump está a fazer, com a ajuda de Elon Musk e J. D. Vance.

Donald Trump pretende destruir as economias do Ocidente (Canadá, Reino Unido, União Europeia), numa lógica de soma zero, para (alegadamente) recuperar a produção industrial perdida com as deslocalizações para países mais baratos.

O revolucionário Donald Trump

Uma das características da mente revolucionária é a inversão da moral. Trata-se de uma moral teleológica (a de Donald Trump): os fins justificam todos os meios possíveis.

Outra característica do arquétipo mental revolucionário de Donald Trump é a inversão do sujeito-objecto: a culpa dos actos de horror causados pela guerra na Ucrânia, segundo Donald Trump, é das vítimas agredidas (os ucranianos): as vítimas civis da agressão russa não foram assassinadas: antes, suicidaram-se, porque não se submeteram a Putin.

Segundo Donald Trump, a submissão da Ucrânia a Putin teria salvo centenas de milhares de vítimas.

A noção de “liberdade política”, para Donald Trump, é, assim, condicionada pelo pragmatismo — não no sentido vulgar de “pragmatismo”, mas no sentido ideológico do pragmatismo americano que evoluiu a partir do início do século XX.


fuck-trumpDonald Trump tentou sacar praticamente todos os recursos físicos da Ucrânia, através da intenção de celebrar um contrato leonino que pretendia o monopólio da exploração das “terras raras” da Ucrânia. Ora, Zelensky não aceitou a proposta americana — não só pelas “terras raras”, mas porque Donald Trump pretendia também o monopólio da exploração de “gás, petróleo, portos e outras infra-estruturas” da Ucrânia.

Mais: Donald Trump pretende ter o controlo privilegiado da compra de licenças sobre minerais exportáveis pela Ucrânia, assim como o controlo das condições contratuais de todos os projectos futuros a realizar na Ucrânia.

A Ucrânia seria, assim, transformada, literalmente, por Donald Trump em uma colónia americana sem um disparo de fuzil.

Entre as exigências de Donald Trump, está o controlo dos depósitos de lítio da Ucrânia, quantificados em cerca de 500 mil toneladas de oxido de lítio.

Outro recurso físico que Donald Trump exige de Zelensky, é o urânio ucraniano: a Ucrânia é o maior produtor europeu de urânio, com 2% da produção mundial e com extracção de 107 mil toneladas que constituem o dobro da extracção americana de urânio.

Outra exigência de Donald Trump é o controlo do grafite ucraniano: a mina de Zavallia, no centro da Ucrânia, é uma das maiores do mundo, e estima-se uma produção anual de 50 mil toneladas de grafite.

Por fim, Donald Trump pretende a exclusividade da exploração de titânio e berílio ucranianos. A Ucrânia é um dos produtores-chave de titânio, que é necessário para a indústria aero-espacial e aplicações médicas. E quanto ao berílio, a Ucrânia tem já uma mina no noroeste do país que é uma das maiores do mundo.

O que é extraordinário é que Donald Trump serve-se da ameaça de Putin para remeter a Ucrânia para uma situação de colónia, no sentido histórico do termo.

Se a Esquerda americana de Joe Biden era má, Donald Trump não é melhor.

O piano toca sozinho e cria a sua própria música

Temos aqui um texto publicado pela professora Helena Serrão que pretende demonstrar que quando uma vitrola toca música, essa música é de autoria da própria vitrola.

Olhamos para a vitrola a tocar música, e pensamos:

“É a vitrola que produz a música; não há razão nenhuma para que pensemos que a criação da música possa ser produzida de outra forma senão pela vitrola”.

Ou seja, segundo o referido texto, o ser humano não é mais do que o seu cadáver.


Porém, pelo menos desde Kant que sabemos que sem a autoconsciência de que a consciência se pensa, não é possível qualquer conteúdo dessa consciência.

Vivemos hoje num mundo em que é legítimo dar, a uma pessoa estúpida, uma resposta estúpida a uma pergunta estúpida — porque o pensamento e as crenças não coincidem.

vitrola-web

Alinhamento planetário extraordinário a 25 de Janeiro de 2025

No próximo dia 25 de Janeiro, acontecerá um alinhamento planetário (em relação à Terra) raro de Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno, visível depois do pôr-do-sol. A próxima vez que estes oito planetas (incluindo a Terra) apresentarão um alinhamento deste tipo (de 180 graus) será no dia 6 de Maio de 2492, aproximadamente daqui a cerca de 450 anos.

No mesmo dia 25 de Janeiro, terá lugar o início de uma Algol Mínima — que durará até ao dia 28 de Janeiro.

Tenho a certeza que todas as crianças que nascerem na Europa, no dia 25 de Janeiro de 2025, serão monitorizadas pelas tropas herodianas maçónicas que controlam o mundo: “Há que seguir a tradição de Herodes e continuar a matança de inocentes”.

A estaurofobia anticatólica doentia da maçonaria

O professor Alberto Bárcena, especialista crítico na área da maçonaria, dá uma entrevista (ver vídeo, em baixo) que ainda não foi censurada pelo YouTube.

Da entrevista, ressalto duas ideias do professor Alberto Bárcena :

1/ quando o Estado espanhol transferiu os restos mortais do Gen. Franco, do Vale dos Caídos para uma campa rasa no cemitério de Mingorrubio em Madrid (2017) — a Maçonaria realizou um Ritual de Castigo maçónico, em que estiveram presentes 9 maçons ligados ao corrupto Partido Socialista espanhol de Pedro Sánchez . Para tal efeito, a Maçonaria aproveitou a exumação do corpo, mas não conseguiu abrir o caixão porque uma das netas de Franco não autorizou a abertura.

2/ Ademais, a maçonaria luta agora pelo derrube da maior cruz do mundo — a que está no Vale dos Caídos: a estaurofobia maçónica não conhece limites.

Cito a seguinte frase: se alguém achar, em determinado momento, que algo é impossível de acontecer e depois venha a acontecer — é porque a maçonaria esteve por detrás do acontecimento.