A Fé é confiança

“Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei (…)” — Jeremias 1, 4

“Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca esqueceria.” — 2 Isaías 49, 15

“Até à vossa velhice, Eu serei o mesmo; sustentar-vos-ei até virem as cãs. Como já fiz, continuarei a fazê-lo. Cuidarei de vós e hei-de livrar-vos.” — 2 Isaías 46, 4.

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A ideologia e os seus lugares-comuns

Um “cliché”, ou “lugar-comum” em bom português, é uma expressão linguística que foi — outrora — inovadora, mas que perdeu a sua novidade e originalidade devido a um excesso de uso.

Um “slogan” publicitário também pode ser considerado um “lugar-comum”, por exemplo: por exemplo, a frase de Fernando Pessoa, referindo-se à Coca-cola: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

Os slogans políticos (os clichés ideológicos) também são “lugares-comuns” cunhados originalmente por ideólogos, mas que são repetidos ad Nauseam pelos seguidores da ideologia.

A forma de pensar através de clichés (ou de “lugares-comuns”) é característica de pessoas que seguem fielmente uma determinada ideologia — sendo que uma ideologia é uma redução e/ou simplificação de uma determinada corrente filosófica que, não tendo o estatuto de ciência, também não é possível decidir da sua exclusão do domínio dos conhecimentos regidos pela relação entre a teoria e a prática.


A professora Helena Serrão transcreve aqui um texto de Hannah Arendt acerca do nazi Eichmann que, segundo esta, se expressava constantemente através de lugares-comuns (ou clichés). A expressão sistemática através de clichés revela, por um lado, uma mente com limitações cognitivas, e por outro lado revela o espírito de um burocrata — o que vai dar no mesmo: um burocrata é quase sempre (em juízo universal) limitado no que diz respeito ao Coeficiente de Inteligência.


Porém, convém dizer que nem sempre o uso de lugares-comuns é negativo; por exemplo, é positivo quando são utilizados pontualmente para estabelecer uma sincronização comunicacional imediata com uma plateia ou com os leitores.


O que a Hannah Arendt se refere, no texto, é ao uso sistemático dos lugares-comuns, que é característica do espírito do burocrata (neste caso, do burocrata nazi Eichmann).

Segundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;
2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;
3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes (clichés) que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.

Por exemplo, a ideia de “transformar o mundo” (Karl Marx), que é um cliché progressista e revolucionário de tipo “Pacheco Pereira”, significa ultimamente, de facto, burocratizar o Homem. Não tenho dúvidas que este cliché poderia ter sido utilizado por Eichmann. Por exemplo, o marxismo cultural (ou politicamente correcto que o Pacheco Pereira nega que exista) é a burocratização do espírito do nosso tempo.

Quando uma burocracia cativa ou controla um sistema político — que é o que está acontecer hoje, por exemplo, na União Europeia —, seguem-se as revoluções que são os seus partos sangrentos. Eichmann já era um burocrata do sistema político alemão, antes da revolução nazi de 1933.

Uma situação semelhante acontece com a democracia portuguesa: está a burocratizar-se rapidamente.

Por exemplo, o espírito da Constituição portuguesa já perdeu o seu valor simbólico (por exemplo, com a legalização da eutanásia), e foi substituído pelos clichés anónimos e anódinos de uma classe de burocratas politicamente instalada, que custa muitíssimo mais ao povo português do que custaria uma aristocracia (entendida enquanto escol).

As decisões despóticas do Estado socialista português são finalmente tomadas por um burocrata anónimo, subalterno, pusilânime, e provavelmente cornudo.


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A evolução natural de um jornalista do semanário Expresso

Na década de 1970, havia o Restaurador Olex, utilizado pelos machos que não queriam parecer velhotes devido às cãs que a idade serôdia concede.

restaurador olex

Hoje, o macho-rabeta pinta o cabelo para se apanascar; o arrombado que se preza pinta o cabelo de cenoura, ou até de roxo; e um factor de apanascamento é a frequência dos me®dia do Pinto Balsemão: o semanário Expresso “abichana”.

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Algumas notas acerca dos putativos “neonazis” na Ucrânia

1/ A defesa da Ucrânia é compostas por duas forças distintas:

  • as Forças Armadas, propriamente ditas, com os seus três ramos, que dependem do ministério da Defesa;
  • e a Guarda Nacional, que depende do ministério do Interior e que compõe cerca de 40% das forças de defesa da Ucrânia.

2/ Da Guarda Nacional da Ucrânia, uma parte dela é composta por milícias para-militares (tipo mercenários) que desde 2014 (desde a anexação da Crimeia pela Rússia) são financiadas pelos Estados Unidos (Joe Biden), França (Macron), Reino Unido (Boris Johnson), e Canadá (Trudeau). Existem milícias para-militares (mercenários) provenientes de 19 países e nacionalidades.

3/ Passam em alguns me®dia e blogues de extrema-esquerda “notícias” de que a) a Guarda Nacional ucraniana é toda composta por milícias para-militares (o que é absolutamente falso), e que b) as milícias para-militares são todas de extrema-direita (o que também é falso).

Existem batalhões de milícias para-militares controlados por mercenários de extrema-direita (nomeadamente na região do Donbass e em Mariupol), mas é totalmente falso que se diga que toda a Guarda Nacional ucraniana é controlada pela extrema-direita”.

A razão por que aparecem estes combatentes de extrema-direita na Ucrânia (é absurdo dizer deles que são “neonazis”, porque o seu anti-semitismo é cultural, e não político) serão eventualmente explicados noutro verbete.

André Ventura contrata Cristina Rodrigues, e o Ferro "Estou-me Cagando" Rodrigues a rir

A ex-deputada do PAN – Pessoas-Animais-Natureza, Cristina Rodrigues, ¿agora trabalha para o CHEGA?!

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Por este andar, iremos ver o José Manuel Pureza a conselheiro político do André Ventura!

Ainda veremos o André Ventura a meter os toureiros, todos amarrados uns aos outros, no Campo Pequeno!

E não vale o estafado argumento segundo o qual “trata-se de apoio meramente profissional”.

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Segundo o jornalista britânico John O’Sullivan, há uma lei segundo a qual uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios éticos e na sua acção política, com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda.

Trata-se da Lei de O’Sullivan.

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Parece-me que o André Ventura anda à procura de um pretexto qualquer para substituir Rui Rio no assalto ao “centro político” esquerdista — talvez por isso é que o André Ventura anda obcecado com o Monhé das Cobras. E quem se está a rir, com isto tudo, é o Ferro “Estou-me Cagando” Rodrigues.