A estratégia de branqueamento da conduta de Otelo Saraiva de Carvalho

1/ Uma das estratégias da Esquerda (e dos idiotas úteis) de branqueamento da figura do figurão Otelo, é a invocação do seu papel de “capitão de Abril”, ou seja, de co-autor do golpe-de-estado de 25 de Abril de 1974.

A bitola da conduta de vida dos capitães de Abril (por exemplo, capitão Salgueiro Maia [╬], capitão Vasco Lourenço, capitão Luís Macedo [╬], capitão Andrade da Silva, capitão Sousa e Castro, entre outros) é medida pela conduta do capitão Otelo Saraiva de Carvalho — o que é um insulto para os outros capitães, em geral, a quem não podemos assacar responsabilidades pessoais em crimes de sangue.

Ou seja, a Esquerda “mete” os capitães de Abril todos “no mesmo saco”, para assim supostamente branquear os crimes de Otelo Saraiva de Carvalho.

2/ Outra forma de “branquear” Otelo é o uso e abuso da figura jurídica (e ética) de “intenção”.

Por exemplo, no Direito Positivo, a intenção prévia à pratica de um acto (com consequências puníveis por lei), pode ser atenuada (ou agravada) em função da intenção do perpetrador — o assassínio por negligência, por exemplo, tem a atenuante da “intenção”, ou da “falta de intenção”.

Porém, no Direito como na ética, a intenção tem que ser objectivamente comprovada; não chega que se invoque subjectivamente a “intenção” para que o acto criminoso seja jurídica- e/ou eticamente atenuado.

Otelo, a audácia de mandar (matar e roubar)

Era suposto eu não dizer mais nada acerca do Otelo, mas este artigo (ver ficheiro PDF) de Eugénio Lisboa, publicado pelo Carlos Fiolhais (que devia ter um pouco de vergonha na cara) causou-me náuseas.

Especialmente dedicada ao professor Eugénio Lisboa, aqui vai a lista dos crimes do “herói Otelo”:

Sequência cronológica dos atentados


1980

  • Março – Formação da coligação Força de Unidade Popular;
  • 20 de Abril – Apresentação pública da organização Forças Populares 25 de Abril com o rebentamento por todo o país de dezenas de engenhos explosivos de fraca potência contendo o documento “Manifesto ao Povo Trabalhador”;
  • 3 de Maio – Assalto simultâneo a dois bancos no Cacém, Banco Totta e Açores e Crédito Predial Português que resulta na morte do soldado da GNR Henrique do Nascimento Hipólito, durante a confrontação com elementos da organização; Neste assalto foi roubado 5.141.982$00.
  • 9 de Maio – Assalto ao Banco Espírito Santos em Paço de Arcos e colocação de uma bomba- relógio contra o administrador da fábrica Alfa. Esta bomba não chegou a deflagrar.
  • 13 de Maio – Morte do militar da GNR Agostinho Francisco Ferreira, por tiros de pistola metralhadora, durante a detenção de elementos de um comando da organização em Martim Longo, Algarve;
  • 9 de Julho – Assalto ao Banco Borges e Irmão na Cruz de Pau. Neste assalto foram roubados 1.340.207$00;
  • Julho – Destruição por incêndio de viaturas da PSP;
  • 22 de Julho – Assalto à Conservatória do Registo Civil de Vila Nova de Gaia tendo sido roubados impressos para bilhetes de identidade;
  • 30 de Julho – Assalto ao Caixa Geral de Depósitos em Xabregas. Neste assalto foram roubados 113.500$00;
  • 12 de Setembro – Rebentamento de explosivos no consulado e na embaixada do Chile respectivamente no Porto e em Lisboa;
  • 4 de Outubro – Rebentamento de explosivos nas sedes dos ex-Comandos em Faro e Guimarães e Porto; esta associação era considerada pelas FP-25 como a tropa de choque das desocupações de terras no Alentejo;
  • 6 de Outubro – Assalto simultâneo a dois bancos na Malveira na sequência do qual são mortos três pessoas: dois elementos da organização mortos durante a fuga, (Vítor Oliveira David e Carlos Alberto Caldas) um morto por tiros de caçadeira por um comerciante local e outro linchado pela população. Nesse assalto viria ainda a morrer um cliente de um dos Bancos (José Lobo dos Santos), baleado na cabeça quando tentava desarmar um dos terroristas, ficando ainda feridos dois elementos da população local; Neste assalto foram roubados 2.854.822$00;
  • 5 de Novembro de 1980 – Troca de tiros com PJ na Cova da Piedade;
  • 24 de Novembro de 1980 – Assalto ao Banco Pinto e Sotto Mayor no Fogueteiro. Neste assalto foram roubados 3.200.787$00;
  • 28 de Novembro de 1980 – Tentativa de assalto ao Banco Totta e Açores em São Roque da Lameira, Porto. Na troca de tiros com a PSP é morto o terrorista Carlos Pé Curto. Na fuga os terroristas atiram uma granada para baixo de um dos carros da PSP, provocando ferimentos graves em dois agentes e seis transeuntes.

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¿O que é uma pergunta “fassista”?

Uma pergunta “fassista” é aquela que causa, no esquerdóide típico, uma dissonância cognitiva que é classificada — pelo esquerdóide — como uma “micro-agressão”.

Um exemplo de uma pergunta “fassista”:

«Em todas as publicações sobre tratamentos seguros para a Covid-19, como a Ivermectina ou a Hidroxicloroquina, o Facebook opta por colocar o aviso: “Alguns tratamentos não aprovados para a Covid-19 podem causar danos graves”.

¿Por que é que o Facebook não coloca o mesmo aviso em relação às vacinas contra a Covid-19?»


Para perguntas “fassistas”, tolerância zero! Nem sequer merecem resposta!

social media nazis web

“Morreu o homem que mandou matar o meu Pai”

“Para muitos, morreu hoje o Capitão de Abril, para outros o responsável máximo do COPCON, para mim morreu o homem que mandou matar o meu Pai” – palavras de Manuel Castelo-Branco , hoje na sua página da rede social Facebook, a propósito da morte de Otelo Saraiva de Carvalho, de 84 anos.

Manuel Castelo-Branco sobre a morte de Otelo: “Morreu o homem que mandou matar o meu Pai”

O romantismo que os me®dia apregoam e propagandeiam

Eu tenho um sério enviesamento lógico, na minha forma de pensar; talvez por isso, textos como este são-me de difícil assimilação.

Por exemplo, não me parece que seja plausível colocar, em um mesmo plano de avaliação crítica, um texto de Camilo Castelo Branco (um romântico, tal como Rousseau antes dele) e outro do Padre António Vieira (um clássico, na forma de pensar).

“O clássico é a saúde; o romantismo é a doença” (Goethe)

O romantismo continua a ser o combustível ontológico que alimenta a actual Esquerda (e o politicamente correcto) — pelo menos no que diz respeito à ideologia.

agir-webA actual cultura de auto-vitimização (politicamente correcta e de Esquerda) e o narcisismo exacerbado, são próprios do romantismo da segunda metade do século XVIII, e inclui (tal como aconteceu no século XVIII) uma revolta contra os padrões éticos e estéticos em vigor na sociedade.

Assim escreveu Bertrand Russell: “O homem de sensibilidade [ou seja, o romântico do século XVIII) choraria ao ver a miséria de uma só família camponesa, mas ficaria frio diante de um plano bem gizado para melhorar a sorte do camponês, inserido na sua própria classe” [História da Civilização Ocidental].

O homem culto da segunda metade do século XVIII tinha “uma tendência para a emoção, em especial a da simpatia” (idem). Ora, é este tipo de “homem de sensibilidade” (o “homem culto” actual) que controla a ideologia dominante da Esquerda actual (o politicamente correcto ou marxismo cultural, e a “cancel culture”).

O romântico é sempre do contra (em tudo: na ética, na estética, na cultura, na política, etc.), independentemente das consequências; é do contra, porque sim!.

Para o romântico do século XVIII (Rousseau et Al) e para os românticos actuais (por exemplo, as ideologias do Bloco de Esquerda ou Partido Socialista), o erro humano não advém da psicologia humana (o erro não se deve a culpa própria), mas antes advém dos padrões de valores dominantes na cultura e na sociedade (a culpa é da sociedade).

Por isso é que a Esquerda “progressista” (marxismo cultural), nos Estados Unidos, diz que “a matemática é racista”: alegadamente, os negros têm mais dificuldade na matemática (quando comparados com os asiáticos, por exemplo), por culpa dos padrões de valores sociais (a culpa é sempre da sociedade).

Para o romântico, a culpa do mal é sempre dos outros. A genealogia do mal assenta na própria sociedade, da qual o romântico (de uma forma assumidamente superior) se auto-exclui.

A oposição ao capitalismo — tanto no século XVIII na guerra contra a burguesia, como no século XXI na guerra contra os judeus — é uma característica do romantismo. E, na medida em que (alegadamente) o romantismo pretende libertar o ser humano de convenções e da moralidade sociais, não se deu conta de que as soluções e alternativas que apresenta para a sociedade roçam a barbárie.

A pergunta do "Polígrafo" : “¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!”

A imagem, em baixo, foi respigada no Adamastor; mostra uma comparação entre o que se passou, no dia 13 de Maio, no santuário de Fátima e no campo do Martim Moniz, em Lisboa.

Portanto, nós vemos, verificamos in loco; mas segundo o “Polígrafo”, os nossos olhos são mentirosos.

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Agora, caro leitor, imaginem que a Igreja Católica adquiria o hábito de ocupar sistematicamente, por exemplo, a praça do Rossio (em Lisboa) para as suas celebrações religiosas semanais: teríamos a Esquerda a berrar, e a pedir ao governo para enviar a polícia de choque “contra os reaccionários”; mas tratando-se dos parceiros da Aliança entre Marx e Maomé, nem o “Polígrafo” se inibe de sair em defesa deles.

Allauhakbar !

Nota: A frase “¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!” é de autoria de Groucho Marx; a política portuguesa transformou-se em uma anedota.

“Escumalha de esgoto” e “micróbio de site”, diz o Polígrafo

Juro, pelo que me é mais sagrado, que até hoje eu desconhecia a existência do jornal “Inconveniente” dirigido pelo António Balbino Caldeira; e só fiquei a saber da existência daquele sítio através da venenosidade da linguagem esquerdopata do Polígrafo. Afinal, o “Polígrafo” consegue servir para alguma coisa.

Porém, o “lápis azul” do “Polígrafo” não age sozinho: existe uma série de “comissários políticos” do Totalitarismo de Veludo que se encarregam de fazer o “trabalho de sapa” que depois transparece na censura legitimada por este regime político corrupto.

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Acerca do actual conceito esquerdopata de “equidade”

Nos Estados Unidos, a actual Esquerda radical descobriu o conceito de “equidade”, embora de forma enviesada: a noção aristotélica de “equidade” foi adulterada pelos esquerdopatas para poderem assim sustentar a recusa política do conceito de “igualdade” de direitos, por um lado, e por outro lado, para poderem defender a discriminação negativa dos brancos americanos.

A Esquerda americana (o Partido Democrata do João Bidé) pretende transformar os Estados Unidos em uma espécie de África do Sul, com a diferença de que a repressão política passa agora a ser efectuada em relação a uma maioria americana de origem europeia (na África do Sul, a repressão política é feita em relação a uma minoria branca).


O conceito aristotélico de “equidade” não implica a repressão política de grupos sociais, maioritários ou minoritários.

A Esquerda concebe a “equidade” como um jogo de soma zero: alegadamente, para que os pretos ganhem alguma coisa, a Esquerda pretende retirar direitos aos brancos. E chamam “equidade” a esta aberração ideológica.

Para Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito do que à lei, e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que esta se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade” distingue-se do Direito, porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Uma vez que o princípio de justiça não pode ser uma igualdade aritmética — não se pode pretender o nivelamento de todas as condições — o problema que se põe é o da distribuição social equitativa (equidade) dos constrangimentos, dos fardos, dos privilégios e das honrarias.

Mas de modo nenhum se pode conceber a “equidade” como um meio de acção política radical para se retirar direitos a um determinado grupo social, para acrescentar privilégios a um outro grupo social.

O António Guterres dá o cu e dois tostões para ser reeleito na ONU

A actual narrativa da Esquerda — que controla a esmagadora maioria das instituições — é a de que qualquer pessoa que esteja em dissonância em relação ao discurso oficial esquerdista, é “neo-nazi” e “supremacista branco”.

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Se eu discordo do Guterres, seguramente que sou “neo-nazi”.


E mais: qualquer pessoa que defenda (por exemplo) a ligação estreita e necessária entre o Estado-Nação, por um lado, e a democracia representativa, por outro lado — é imediatamente classificada pela Esquerda (incluindo o Guterres) de “neo-nazi”, enquanto consequência lógica da aliança entre o globalismo (promovido pela plutocracia de Bilderberg), por um lado, e o internacionalismo neomarxista, por outro lado (a aliança tácita entre Pinto Balsemão e Francisco Louçã).

A guerra promovida pelas elites contra o Estado-Nação (apenas no Ocidente, mas já não na China, por exemplo), é avassaladora; e parece imparável, invencível (como os dinossauros desaparecidos).

Chegamos ao absurdo de verificarmos que os chamados “liberais” defendem hoje o fim da democracia (aliás, na esteira do que defendem o António Guterres e os neomarxistas: Les bons esprits se rencontrent…), como acontece com conhecido “liberal” belga Guy Verhofstadt que defende a abolição das democracias nacionais na Europa, e a instauração, em seu lugar, de um “império europeu”.

E quem se opõe a Guy Verhofstadt é certamente neo-nazi e supremacista branco. É o meu caso.

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