O pânico moral da nova Inquisição esquerdista

politicamente correcto gráfico webO António Balbino Caldeira (ABC) é o exemplo do pânico moral imposto pela Esquerda: a reacção à censura de opiniãoqualquer que seja o tipo de opinião, desde que não coincida com os cânones do politicamente correcto do esquerdalho — é de pânico: tal como a vítima da velha Inquisição, o ABC jura a pés juntos que “não é racista”.

Uma das consequências do pânico moral que a Esquerda instituiu é a de que o cidadão tem que provar a sua inocência: é a chamadainversão do ónus da prova”; não são os censores que têm que provar a culpa do acusado: é o próprio acusado que tem que provar que é inocente (neste caso, que não é “racista”) 1.

Foi o que fez o António Balbino Caldeira com esta lengalenga, em que ele jura “que não é racista” — tal como a súplica do condenado à fogueira ou à forca, no tempo em que os acusados tinham que provar que estavam inocentes.

Mas não lhe adianta muito: o novo tribunal do santo ofício, coordenado pelos plutocratas globalistas em aliança tácita com os caciques locais radicais de Esquerda, já lhe colou o rótulo. Perante a acusação que o incrimina automaticamente, só resta ao ABC enfiar a carapuça e sair de cena, entrar no anonimato. De nada lhe adianta chorar baba e ranho e de pedir perdão pelo pecado que não cometeu.

O que há de mais pérfido no governo dito “democrático” de Esquerda, é que consegue ser pior do que uma ditadura: é um regime de Silêncio que se verga a uma pretensa “Tolerância” Tirana.

Adenda: aconselho a leitura deste artigo da Helena Matos no Observador (ver aqui em PDF).


Nota
1. A plataforma mais livre, do ponto de vista da liberdade de expressão, é o Twitter.


Porém, convém dizer que quem cesura o ABC no FaceBook (como já me censuraram também; não tarda muito e o ABC será apodado de “Radical de Extrema-direita) é português: embora com o patrocínio do FaceBook nos Estados Unidos, os censores do FaceBook em Portugal são portugueses. São militantes políticos esquerdistas que actuam no Facebook.

A legalização da eutanásia, e a “destruição criativa” da sociedade

A Ana Sofia de Carvalho faz aqui um “diagnóstico” correcto acerca da posição putativamente “libertária” da Esquerda em matéria da legalização da eutanásia (que inclui o PSD de Rui Rio), mas depois ela aplica-lhe o “tratamento analítico” errado.

“Volto uma vez mais ao tema da eutanásia. Confesso que ao ler a exposição de motivos dos projectos de lei apresentados pelo BE, PS e PAN me fez revisitar uma corrente filosófica, denominada de libertária, que teve como principal autor um filósofo de Harvard, Robert Nozick.”

A crítica feita, por diversos filósofos, ao “libertarismo” de Nozick, é devastadora!

Desde logo, a crítica do filósofo Michael Sandel, que demonstra que o erro dos libertários é o de “adoptarem uma concepção voluntarista do sujeito” — isto é, adoptam a ideia segundo a qual o sujeito preexiste (existe anterior- e separadamente) aos fins que ele próprio elege. Em bom rigor, é impossível que o sujeito tenha um tal desapego de si mesmo a respeito dos fins, e por isso torna-se necessária a admissão de que a própria identidade (do sujeito) é constituída por aqueles fins.

Sandel defende a ideia segundo a qual a questão de saber se o Estado deve recusar intervir no tema do aborto depende da verdade ou falsidade da doutrina moral que concebe o aborto como um assassínio — e apenas se as teses substantivas da Igreja Católica sobre este assunto se revelarem falsas se terá o direito de exigir do Estado que permaneça neutro nesta matéria.

Ou seja, em matéria do aborto, o Estado actual não é neutro! E o mesmo se aplica à lei da eutanásia. Defender a ideia de neutralidade do Estado em matéria do aborto ou da eutanásia, é um sofisma.


eutanasia-velhariasA crítica do filósofo MacIntyre à chamada “escolha soberana” do indivíduo, em relação a uma escolha com a qual não estaria previamente comprometido, é a de que o sujeito (o indivíduo) é, em primeiro lugar, um agente (uma pessoa que age), e, nesta qualidade de agente, deve dar um sentido inteligível às suas acções. Ora, esse sentido inteligível não pode resultar de um acto isolado, mas, pelo contrário, deve ser encontrado numa sequência de actos, para que possa adquirir um mínimo de inteligibilidade. Essa “sequência de actos” é parte da identidade do individuo.

Qualquer interpretação de uma “acção deliberada” do sujeito necessita de ser contextualizada para adquirir sentido — e esse contexto não é objecto de escolha por parte do agente, mas antes é imposto ao agente. Esse contexto é constituído, em primeiro lugar, por um conjunto de práticas para as quais não estabelecemos (nós próprios, enquanto indivíduos isolados) as respectivas regras (por exemplo, através da herança histórica, ou da tradição).

Portanto, antes de a Ana Sofia de Carvalho criticar as posições contraditórias da Esquerda utilitarista (Bloco de Esquerda, PAN, Partido Socialista, PSD), deveria (em primeiro lugar) criticar a própria posição libertária de Nozick que se apoia numa concepção voluntarista do sujeito.

Ou seja, o Estado não é neutro, e esta Esquerda utilitarista sabe muito bem disso!

É suposto, segundo a Esquerda, que a legalização da eutanásia — assim como aconteceu com a legalização do aborto — deva ser financiada e imposta coercivamente pelo Estado em nome de uma putativa (e inexistente, em termos práticos) “liberdade do indivíduo a escolher”.

A legalização da eutanásia — assim como a legalização do aborto — serve fins políticos inconfessáveis e sinistros; e é sustentada por dois tipos de agentes políticos: os ignorantes — como é o caso de Rui Rio ou dos dirigentes do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) — ou os que defendem a “destruição criativa da sociedade”, como é o caso da liderança do Bloco de Esquerda.

A soteriologia aquecimentista ao serviço da versão 2.0 do totalitarismo marxista

O João Távora admira-se pelo facto de um comunista empedernido (americano) defender a ideia da promoção do aborto nos países pobres — alegadamente para “salvar o planeta” do Aquecimento Global Antropogénico: é a soteriologia  aquecimentista ao serviço da versão 2.0 do totalitarismo comunista.

Porém, a soteriologia aquecimentista só se aplica no Ocidente: é o principal instrumento da sinificação dos países ocidentais que possuem (ainda) uma cultura política democrática que (segundo os comunistas ocidentais travestidos de “democratas”) é preciso erradicar.

A soteriologia aquecimentista não se aplica na China, que, por sinal, é o país do mundo que mais emite CO2 1 e sem qualquer “remorso”: a China está a construir geradores eléctricos a carvão que irão produzir (ainda) mais 300GW, até 2030; e a Índia tem programada a extracção de vários milhares de milhões de toneladas de carvão, até 2025.

E, enquanto isto, os comunistas no Ocidente clamam pelo dia do juízo final da Mãe-terra, e apelam à miséria humana (material e ética) em nome da “salvação da humanidade”.

Pela primeira vez na História, a Esquerda defende actualmente um retrocesso do nível de vida das massas trabalhadoras.

Hoje, as elites de Esquerda defendem o fomento activo da miséria (material) humana 2.

Ainda assim, imagine-se a estupefacção do João Távora quando souber que um “cientista social” esquerdista sueco defende a ideia segundo a qual é necessário promover o canibalismo na cultura antropológica dos países ocidentais, para salvar o planeta.

Até agora, os comunistas “doavam o corpo à ciência”; não tarda nada, os comunistas irão “doar os seus corpos” ao talho mais próximo.

AOC-world-end-650


Notas

1. não é verdade que o CO2 cause o aquecimento do planeta: um novo estudo científico irlandês demonstra que os chamados “efeitos de gases de estufa” não causam o Aquecimento Global

2. E o papa Chicuzinho apoia a actual Esquerda

Devemos generalizar para melhor compreender

O politicamente correcto (a Esquerda, mesmo que seja a “Direitinha”) defende a ideia segundo a qual “não devemos generalizar” (nominalismo radical) — excepto quando se trata da promoção pública de ataques ad Hominem contra quem não alinha com a distopia neomarxista.

Ora, a não-generalização é própria de uma mente acientífica (ou mesmo anticientífica), porque a ciências naturais baseiam-se na indução que é, por sua própria natureza, generalizante.


fatima-bonifacio-webTenho discordado fundamentalmente da Fátima Bonifácio — por exemplo, quando ela escreveu que “é uma condição muito solitária, a do liberal deixado frente a frente com as suas dúvidas e angústias, sem poder refugiar-se na invocação de uma Autoridade, divina ou terrena, apenas entregue à racionalidade dos seus argumentos.”

Ou quando a Fátima Bonifácio não se deu conta de que o liberalismo não poderia levar a outro lado senão à construção de um Estado plenipotenciário (por favor ler o livro “¿Por que falhou o liberalismo?”, de Patrick Deneen), como aliás já tinha sido previsto por Carl Schmitt, ou anteriormente por Alexis de Tocqueville na “Democracia na América”).

Porém, desta vez não discordo fundamentalmente da Fátima Bonifácio — porque ela descreve factos (um facto é um dado da experiência com o qual o pensamento pode contar). Através da indução  (que é também característica da intuição acerca dos factos) que generaliza, podemos chegar à mesma conclusão a que chegou a Fátima Bonifácio neste texto.


O “problema” da actual Esquerda (de que faz parte o Partido Socialista de António Costa, e também o PSD de Rui Rio) é complexo: desde logo, 1/ o Partido Comunista, o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e o PSD do Rui Rio participam afanosamente no fenómeno do Imbecil Colectivo português.

Quanto mais imbecil é o colectivo político, mais progressista este se torna.

Depois, 2/ a utopia modernista e esquerdista é uma manifestação actualizada do Romantismo do século XVIII e XIX na cultura contemporânea — o mesmo Romantismo que nasceu com Rousseau no século XVIII e que, já no fim do século XIX, evoluiu para o Niilismo de Schopenhauer, de Byron ou de Nietzsche.

O romantismo é (hoje, como foi no século XIX) a revolta contra os padrões éticos e estéticos tradicionais na Europa, por intermédio da valorização exacerbada da emoção e da desvalorização da razão (o romantismo é feminista). Mas é uma revolta que não nos oferece uma alternativa credível (é a utopia negativa).

Para a Esquerda utópica e romântica, o erro (do indivíduo) nunca é considerado do (seu/dele) foro psicológico, mas antes é atribuído a um qualquer padrão social de valores que (alegadamente) está errado.

Por isso é que, segundo a Esquerda, “a sociedade e a respectiva mentalidade/cultura antropológica podem ser mudadas por decreto” (conforme escreve a Fátima Bonifácio): para a Esquerda, os achaques ou insucessos dos indivíduos (neste caso, os das minorias étnicas) podem ser resolvidos através da mudança por decreto do padrão social de valores em vigor na sociedade em geral: ou seja, a psicologia do indivíduo não conta para nada, a genética não conta também, e a História e a cultura antropológica de origem também não. Tudo se resume ao meio-ambiente.

O romantismo esquerdista é anti-civilização.

O hábito de renunciar aos desejos e satisfações imediatistas (o “carpe Diem” do esquerdopata) — tendo em vista a realização de necessidades futuras — é considerado penoso (pelo esquerdopata romântico); por exemplo, o anti-capitalismo do esquerdista baseia-se na negação do sacrifício de quem prefere “semear hoje para colher amanhã”: quando as paixões do esquerdopata romântico despertam, as restrições prudentes do comportamento social tornam-se insuportáveis.


O problema da integração das minorias étnicas e culturais na sociedade só se revolve através da valorização sistemática da cultura antropológica (portuguesa) tradicional e de origem — que é exactamente o que a Esquerda (portuguesa e ocidental) não quer fazer, porque reconhecer o valor da cultura antropológica tradicional portuguesa é reconhecer a importância do Cristianismo na cultura antropológica e na História europeias.

Ora, é esse legado histórico cristão (que esteve na origem cultural do próprio capitalismo e da ciência) que a Esquerda pretende destruir com toda a violência possível (na esteira do que foi defendido por Gramsci, entre outros).

Por fim, não concordo com a Fátima Bonifácio sobre as quotas para as mulheres. Por exemplo, a Margaret Thatcher não precisou de quotas.

A igualdade não se aplica na realidade concreta; mas o esquerdopata corta as cabeças dos indivíduos em nome da “igualdade” — porque é a cabeça de cada um que faz a desigualdade. O bom esquerdopata que se preze faz da decapitação pública o ritual da missa esquerdista.

Perante os factos e perante a ciência, a Esquerda recorre ao ataque pessoal

O secretário de Estado da Inducação, um tal João Costa (ver foto), depois de ler um artigo do Padre Portocarrero de Almada acerca da Ideologia de Género, optou por insultar o Padre em vez de rebater as suas (do Padre) ideias.

a merda que alimenta o ps web

O recurso sistemático ao ataque ad Hominem é uma característica da Merda que compõe os quadros do Partido Socialista.

A ler: → O secretário de Estado da (má) Educação