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O preço do petróleo em crude — o Brent — baixou 14% desde a semana passada, mas os combustíveis continuam a subir.

Eu estou convencido que se o Brent baixar e chegar aos 80 US Dollars por barril, os preços dos combustíveis continuarão a subir nas bombas — porque o aumento dos preços dos combustíveis tem menos a ver com o preço do crude do que com a política da Esquerda Neanderthal e do filho-de-puta do monhé manhoso.

Segundo a Nova Esquerda (patrocinada e sustentada pelos plutocratas globalistas), aliás Esquerda Neanderthal, invocar a palavra “liberdade” é sinónimo de identificação com os “fassistas”, racistas e “supremacistas brancos”.

Razão tinha George Orwell, no seu livro “1984”: “A liberdade é opressão.”

«A noção de “liberdade” é coisa de “brancos fassistas, racistas, nazis e filhos-de-puta supremacistas”» — diz a Esquerda Neanderthal, aplaudida pelos plutocratas globalistas que a sustenta.


A construção de um Totalitarismo de Veludo
Quando falamos hoje em “regime político” (em Portugal), em geral, já não podemos distinguir claramente a Esquerda e a Direita: é praticamente tudo igual, excepto algumas diferenças na forma como a economia deve ser orientada.
A Direita não é mais do que uma “Esquerda moderada” — porque a sua ideologia parte dos mesmos pressupostos / princípios (acerca da realidade, entendida em si mesma) dos que são adoptados pela Esquerda.
A Direita do nosso tempo é uma “Esquerda de Ontem”, desejosa de digerir, em paz e sossego, o seu opíparo manjar de iguarias burguesas.
Por exemplo, a diferença entre Rui Rio e António Costa tem a ver apenas com o carácter pessoal e personalidade, por um lado, e, por outro lado um deles é monhé e o outro não; em tudo o resto (na mundividência), são iguaizinhos.
A Esquerda controla o regime, e a chamada “Direita” vai a reboque.
Um indivíduo da “Direita normalizada” é hoje um “progressista paralisado” — como é o caso da Assunção Cristas que destruiu o CDS. E quando alguém da “Direita” (ou da Não-esquerda, como queiram) se rebela contra a agenda política da Esquerda, entra em funcionamento o “bullying” da Esquerda — como foi o caso do “bullying” sistemático da Isabel Moreira (Partido Socialista) sobre Assunção Cristas (a ler, por exemplo: “A lógica política da puta chamada Isabel Moreira”).
Todo o indivíduo que desagrade ao intelectual de Esquerda, merece a morte. Por isso é que vemos a Isabel Moreira com aquelas trombas de bruxa, quando confrontada pelo Pedro Frazão; ou o nervoso miudinho do José Pacheco Pereira, face aos “negacionistas” da vacina covideira.
O controlo do regime pressupõe a existência de privilégios concedidos à Esquerda, e dos quais a Direita não pode — de modo nenhum! — usufruir (tolerância repressiva).
Por exemplo, é permitido (pelo regime) que a Esquerda possa publicamente insultar, difamar, vilipendiar. Mas se alguém se lembra de fazer o mesmo em relação a um dignitário de Esquerda, é logo metido em tribunal. Esta é a nova estratégia da Esquerda, face ao surgimento de uma nova Direita que se rebelou contra o seu estatuto de menoridade e de inferioridade.
A liberdade de expressão só se aplica plenamente à Esquerda.
O esquerdista português (a mente revolucionária, em geral, como são os casos do Fernando Rosas ou do Francisco Louçã) clama pela “liberdade que está moribunda!”, quando as suas vítimas se recusam a contribuir para os seus próprios assassinatos — físicos, intelectuais ou morais.
A judicialização da política tem uma relação estreita com a assumida “superioridade moral” da Esquerda.
A judicialização da política cumpre o desígnio da construção de um Totalitarismo de Veludo, substituindo provisoriamente as funções de uma polícia do pensamento, e com a contribuição valiosa dos juízes activistas que exercem (provisoriamente) as funções de inspectores de uma polícia política em construção.
Por outro lado, o esquerdista acredita piamente que a opinião de um antagonista de Direita é refutada acusando-o de “imoral” (ad Hominem). O seu antagonista é “imoral”, e por isso “não tem razão” — sendo que a “moral” adoptada pelo esquerdista é discricionária, por um lado, e por outro lado é considerada a única, e sem qualquer discussão possível.
O esquerdista diz-se, dele próprio, que é uma parte do processo democrático; mas, em boa verdade, sente-se o juiz.
Hoje, só é considerado “imparcial” aquele que aceita, sem discutir, as teses da Esquerda; e quem as discute e as coloca em causa — muitas vezes respondendo na mesma moeda utilizada pela Esquerda —, é condenado em tribunal por um qualquer juiz activista.
Convém dizer que nem o Cristianismo, nem o paganismo, ensinam éticas altruístas
Tanto a moral cristã como a moral pagã (não a actual moral pagã dos nazis, mas antes a moral pagã da Antiguidade Tardia), são individualismos éticos que impõem deveres sociais apenas como meios de atingir um determinado fim — no caso do paganismo: o fim é a perfeição terrena; no caso do Cristianismo: a salvação eterna.
Portanto, a ideia segundo a qual “o esquerdista procura a colectivização de uma ética altruísta, na esteira do Cristianismo” (como defendem o Anselmo Borges ou/e o papa Chico), é absolutamente falaciosa.
Portugal tem virado à esquerda, nas últimas duas décadas; só não vê quem não quer.
Verificamos que até os liberais, ditos “defensores dos capitalistas”, vivem hoje, em grande parte, à custa do Estado. Vejam como, por exemplo, os herdeiros de Belmiro de Azevedo e da SONAE andam a mamar nas tetas do Estado.
O Estado português engordou os seus poderes de uma forma assustadora; e vemos liberais, como o Cotrim, a orbitar na esfera da babujem no Orçamento de Estado.
Quando o governo do Grande Babush Monhé ofereceu 15 milhões de Euros, provenientes do Orçamento de Estado, a algumas empresas (ditas, “privadas”) da comunicação social, verificamos como Portugal virou, de facto à Esquerda.
Não se trata de progresso; trata-se de viragem à esquerda e, por isso, de amputação crescente das liberdades individuais; trata-se de colectivização da cultura, da economia, da opinião individual, e imposição de um pensamento único.
É fascismo.
Esta viragem à esquerda resulta na aliança entre as empresas ditas “privadas”, por um lado, e um Estado cada vez mais poderoso — ou seja, resulta em um regime fascizante.
O regime do Grande Babush Monhé é claramente fascizante.

O raciocínio da Esquerda Neanderthal é o seguinte: o risco de apanhares uma miocardite (por exemplo, nos jogadores de futebol) não vem das vacinas de tipo mRNA que induzem uma imunodeficiência; em vez disso, a miocardite que venhas a sofrer é consequência de respirares muito, durante o dia: vais ter que respirar menos, para poupar o ar e salvar o planeta.
EsquerdaA Neanderthal é herdeira directa de Rousseau e do seu conceito de “bom selvagem”: defende (para o povo, mas não para eles próprios!) uma espécie de retorno ao passado idílico dos caçadores recolectores e das trocas em espécie.
Pretendem submeter a humanidade à miséria, em nome de uma alucinante histeria de “salvação do planeta” e do “fim do mundo que se aproxima”. Trata-se de um culto milenarista e neognóstico que nos convida a uma certa forma de primitivismo.
Em 1754, Rousseau escreveu um livro com o título “Discurso Sobre a Desigualdade” em que afirmou que “o “homem é naturalmente bom e só as instituições [da sociedade] o tornam mau”.
“O primeiro homem que vedou um terreno e disse: ‘isto é meu’, e achou pessoas bastantes simples para acreditar nisso, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”. [Rousseau]
Rousseau vai ao ponto de deplorar a introdução da metalurgia e da agricultura. O trigo é símbolo da nossa infelicidade. A Europa é um continente infeliz por ter o máximo do trigo e do ferro. Para abandonar o mal, basta abandonar a civilização, porque “o homem é naturalmente bom, e o selvagem depois de jantado está em paz com toda a natureza e é amigo de todas as criaturas.”
Rousseau enviou uma cópia do seu livro a Voltaire que, depois de o ler, escreveu-lhe em 1755 uma carta em que dizia o seguinte:
“Recebi o seu novo livro contra a raça humana, e agradeço. Nunca se utilizou tal habilidade no intuito de nos tornar estúpidos. Lendo este livro, deseja-se andar de gatas; mas eu perdi o hábito há mais de sessenta anos, e sinto-me incapaz de readquiri-lo. Nem posso ir ter com os selvagens do Canadá porque as doenças a que estou condenado tornam-me necessário um médico europeu, e por causa da guerra actual naquelas regiões; e porque o exemplo das nossas acções fez os selvagens tão maus como nós.”
A Catarina Martins começa qualquer discurso no paralamento com a cantilena do “Aquecimento Global Antropogénico”; e o Monhé das Cobras defende o aumento astronómico do preço da gasolina para evitar as putativas “alterações climáticas”.
O escritor escocês Neil Oliver resume o ideário desta gente:
“Os carros eléctricos estão relacionados com a ausência de carros. A energia verde significa ausência de energia. Isto não tem nada a ver com ambiente verde: tem, antes, a ver com ausência de energia”.
A chamada “Agenda 2030”, de que tanto falam o Monhé das Cobras e a Catarina Martins, é um plano congeminado pelas elites económicas e plutocratas globalistas, e que tem o apoio da Esquerda Neanderthal no sentido de proibir, a uma grande percentagem da população mundial, o acesso a muitos bens e serviços que o capitalismo tinha tornado comuns.
Durante a pandemia do COVID-19, os povos do Ocidente perderam 3.700 mil milhões de Euros em rendimentos, e os bilionários ocidentais ganharam cerca de 3.900 mil milhões de Euros.
Foi a maior transferência de riqueza da História, mas não vemos ninguém da Esquerda Neanderthal a falar dela.
Esta aliança entre os plutocratas e a Esquerda Neanderthal necessita de uma narrativa convincente e apelativa que facilite a aceitação da renúncia, por parte do Zé Povinho, de bens e serviços que até agora tem desfrutado — e essa narrativa “convincente” não é mais do que o anúncio de um apocalipse do ambiente natural e a histeria climática milenarista.
Graças a um discurso catastrofista e apocalíptico (“Vem aí o fim do mundo! Convertei-vos!”), as sociedades ocidentais parecem dispostas a aceitar um empobrecimento generalizado e renunciar ao seu nível de vida que só será, doravante, acessível aos ricos e aos políticos — por isso é que o Rui Moreira, na Câmara Municipal do Porto (e também o homólogo em Lisboa) já está a infestar as ruas da cidade com ciclovias: o destino do Zé Povinho será o de andar de bicicleta, enquanto os ricos e os políticos se pavoneiam pelas ruas da cidades em automóveis (eléctricos).
A Esquerda Neanderthal, aliada à plutocracia globalista, está a encarecer propositada- e artificialmente a energia e os combustíveis com taxas (cada vez maiores) de emissão de CO2: pretendem impedir o acesso de automóveis às cidades (com excepção dos automóveis sofisticados e de topo de gama caríssimos, que só os ricos e os políticos podem ter, ou os “automóveis de boutique” que são os carros eléctricos), e proibir os voos comerciais regionais.

Os bilionários, plutocratas globalistas e malthusianos, pretendem convencer o Zé Povinho que os recursos do planeta estão prestes a esgotar-se, e que, por isso, é necessário que o Zé Povinho renuncie a comodidades básicas para que o planeta não expluda.
O que move os plutocratas globalistas é o sentido da exclusividade: os prazeres da vida deixam de o ser, quando toda a gente tem acesso a eles.
Para os bilionários, por exemplo, passar as férias nas Seicheles deixa de ser tão agradável quando lá vêem gente da classe média nos hotéis das ilhas. Que horrível cheiro a povo! Os bilionários aplicam, a toda a realidade envolvente, o princípio do “paradoxo do valor”, defendido pelo Marginalismo: as coisas baratas perdem valor (por exemplo, os automóveis a combustão), e tornam-se valiosas quando são escassas (por exemplo, a última coca-cola do deserto).
Assim, e para garantir que determinadas coisas (por exemplo, a carne de bovino) possam continuar a ser valiosas, há que promover a sua escassez. Lá chegará o tempo em que a classe média não irá ter dinheiro para comer uma costeleta de vitela.
Conduzir pelas auto-estradas será praticamente exclusivo para ricos e para os políticos, assim como comer carne de vaca, viajar de avião, ter filhos, ou entrar de automóvel dentro de uma cidade. A Agenda 2030 impõe, à população mundial, um estilo de vida precário que não afectará as elites que o promovem (a Esquerda Neanderthal e os plutocratas globalistas), dentro de um regime político fascizante, à imagem da China (sinificação).