“Igualdade” é a Pita que os piruta !

O Ludwig Krippahl foi (não sei se ainda é) apoiante do partido LIVRE do Rui Tavares que foi, por sua vez, deputado pelo Bloco de Esquerda no parlamento europeu; e por isso fiquei surpreendido com este verbete do Ludwig Krippahl.

Por muito que os me®dia tentem maquilhar a imagem do Rui Tavares (e fazem-no), a verdade é que este é essencialmente marxista, e o partido dele, de “livre”, tem quase nada. O Rui Tavares, à semelhança do Bloco de Esquerda, defende a igualdade de rendimentos, independentemente da dedicação e do trabalho despendidos pelos indivíduos. Rui Tavares é um comunista.

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O Igualitarismo de Procrustes


Em aditamento ao referido artigo de Ludwig Krippahl, com o qual concordo maioritariamente, tenho a dizer o seguinte:

A obsessão pela “igualdade de rendimentos” é o fundamento de um velho totalitarismo travestido de “nova liberdade”. Como escreveu Fernando Pessoa: “é a velhice do eterno novo”.

O comunista (camuflado, ou não) começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado. Para o comunista, a igualdade de rendimentos é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias (Che Guevara, Fidel Castro, Pol-Pot, Estaline, Mao, etc. ) — por exemplo, com a instituição do aborto como um “direito à igualdade da mulher”.

As matanças esquerdistas pertencem à lógica do próprio sistema obcecado pela “igualdade”.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais “iguais”, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem (pelo Estado ou pelo Poder) como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

Para além dos comunistas, os auto-proclamados “liberais, progressistas e igualitaristas”, (por exemplo, IL [Iniciativa Liberal]) ignoram a diferença entre verdades e erros: apenas distinguem a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. E depois dizem que “os populistas são os outros”.

Em nome da “igualdade”, o “liberal” português degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo dito “liberal” não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes. Graças aos “liberais” portugueses, os ricos são hoje (em geral) uma cambada de gente amoral. Já lá vai o tempo em que o patrão se preocupava minimamente com as famílias dos seus operários: hoje, salvo excepções, um rico é sinónimo de filho-de-puta.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura actual, dita “liberal”, espelha a merda em que se transformou o espírito humano.


Porém, sendo a igualdade impossível, Aristóteles criou o conceito de “equidade” — que é diferente do conceito de equidade adulterado pelo Wokismo.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade”, distingue-se do direito igualitário porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural (o jusnaturalismo, que a Esquerda e os liberais repudiam, por exemplo, Isabel Moreira) nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Segundo Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito do que à lei e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.

A equidade é acção do espírito sobre a lei — em que esta (a lei) é subordinada àquele (ao espírito).

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A equidade não significa que se justifique a existência de privilégios concedidos por intermédio do Direito Positivo — como, por exemplo, a restrição da liberdade individual, por exemplo, quando o Estado impõe as chamadas “quotas de género”, que a “Direitinha” do Montenegro e/ou do Nuno Melo também defende: aqui, não se trata de “equidade”: em vez disso, é ideologia marxista disfarçada.

A equidade não garante igualdade de rendimentos (ou igualdade de qualquer outra coisa) — exactamente porque equidade não é a mesma coisa que igualdade.

O conceito de “equidade”, segundo a Esquerda

Para a Esquerda, equidade é uma corruptela do conceito de “equidade” segundo Aristóteles.


Uma vez que o princípio de justiça não pode ser uma igualdade aritmética — não se pode pretender o nivelamento de todas as condições — o problema que se põe é o da distribuição social equitativa dos constrangimentos, dos fardos, dos privilégios e das honrarias.

A equidade não é igualdade: antes, é o equilíbrio, conformidade e justa medida da Justiça.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade”, distingue-se do “direito” comum porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural, nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Segundo Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito, do que à lei, e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.


Para a Esquerda, “equidade” é o resultado de uma relação de soma-zero entre pessoas (ou entre determinados grupos de pessoas) — em que o ganho de uma pessoa (ou grupo de pessoas) representa, necessariamente e sempre, uma perda para outra pessoa ou grupo de pessoas.

Para a Esquerda, para que o negro ganhe seja o que for, o branco tem necessariamente que ser prejudicado.
Meus amigos: isto vai ter que acabar — a bem ou a mal!

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Em 2020, o branco Kyle Rittenhouse baleou três criminosos (negros) em legitima defesa; teve que pagar 2 milhões de US Dollars de fiança depois de vários meses na pildra, e nenhum advogado quis representá-lo.

Há poucos dias, o negro Timothy Simpkins levou uma arma de fogo para a escola, baleou 4 pessoas brancas incluindo um professor, foi libertado com uma fiança de 25 mil US Dollars em menos de 24 horas depois do crime.

Acerca do actual conceito esquerdopata de “equidade”

Nos Estados Unidos, a actual Esquerda radical descobriu o conceito de “equidade”, embora de forma enviesada: a noção aristotélica de “equidade” foi adulterada pelos esquerdopatas para poderem assim sustentar a recusa política do conceito de “igualdade” de direitos, por um lado, e por outro lado, para poderem defender a discriminação negativa dos brancos americanos.

A Esquerda americana (o Partido Democrata do João Bidé) pretende transformar os Estados Unidos em uma espécie de África do Sul, com a diferença de que a repressão política passa agora a ser efectuada em relação a uma maioria americana de origem europeia (na África do Sul, a repressão política é feita em relação a uma minoria branca).


O conceito aristotélico de “equidade” não implica a repressão política de grupos sociais, maioritários ou minoritários.

A Esquerda concebe a “equidade” como um jogo de soma zero: alegadamente, para que os pretos ganhem alguma coisa, a Esquerda pretende retirar direitos aos brancos. E chamam “equidade” a esta aberração ideológica.

Para Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito do que à lei, e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que esta se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade” distingue-se do Direito, porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Uma vez que o princípio de justiça não pode ser uma igualdade aritmética — não se pode pretender o nivelamento de todas as condições — o problema que se põe é o da distribuição social equitativa (equidade) dos constrangimentos, dos fardos, dos privilégios e das honrarias.

Mas de modo nenhum se pode conceber a “equidade” como um meio de acção política radical para se retirar direitos a um determinado grupo social, para acrescentar privilégios a um outro grupo social.