A terrível escolha das palavras

O André Ventura terá que ter algum cuidado com a escolha das palavras:

“O partido (CHEGA) deve defender não só a identificação das comunidades subsídio-dependentes, onde estão localizadas, qual é a prevalência da subsídio-dependência, qual é o nível de subsídio-dependência, porque na verdade somos todos nós que estamos a pagar isso, como deve ter uma espécie de cadastro ou de identificação étnica ou racial“.

André Ventura

Segundo o dicionário, “cadastro” também pode significar “registo policial ou judicial de criminosos ou de penas aplicadas”. Para evitar mal-entendidos que a extrema-esquerda logo aproveita, seria desejável que o André Ventura evitasse a utilização da palavra “cadastro”, neste contexto.

Por outro lado, o André Ventura comete um erro: a subsídio-dependência é um problema cultural, e não necessariamente um problema racial. Existe subsídio-dependência em comunidades de brancos (por exemplo, nos bairros sociais da cidade do Porto).

O problema da subsídio-dependência não é propriamente um problema “étnico-racial”, mas é sobretudo um problema cultural — ou é característica de micro-culturas de pequenas comunidades.

A partir do momento em que o Estado substitui a capacidade de iniciativa e de auto-organização da sociedade civil, surge a subsídio-dependência. É um problema cultural.

A definição de “politicamente correcto”

“Os Coxi estiveram a trabalhar por todos nós – pelo nosso direito a um espaço público um pouco mais salubre, menos infectado pelo racismo e pelo oportunismo de vigaristas políticos. Graças a esta família, o nosso ambiente fica um pouco mais saudável e a nossa política menos indigna.”

→ frase do comunista Rui Tavares (respigada aqui)




Definição de “politicamente correcto”

O politicamente correcto é uma doutrina promovida por uma minoria ilógica e desfasada da realidade, radicalmente propagandeada pelos me®dia sem escrúpulos, que defende o princípio segundo o qual é perfeitamente possível agarrar um cagalhão pela sua parte mais limpa.

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É esta a merda de “Direita” que temos

No momento em que o ministro socialista Pedro Nuno Santos hostiliza o investimento estrangeiro em Portugal, Pedro Santana Lopes diz que “Sá Carneiro nunca aceitaria ser invocado pelo Chega”, José Miguel Júdice diz que “Ventura não devia ter sido convidado para a Convenção do Movimento Europa e Liberdade”, e Paulo Portas lamenta democracia transformada em “gritaria” com o advento do CHEGA.

É esta a merda de Direita que temos.

Pedro Santana Lopes é, de longe, o mais burrinho de entre os três “direitinhas” supracitados; o burro consegue saber os sentimentos mais íntimos de alguém que morreu há mais de 40 anos!

Os outros dois “direitinhas” são daqueles “serenos”: perante os berros da Esquerda radical, mantém-se calminhos… porque lhes convém: enquanto “rolar o marfim” (“uma mão lava a outra”, diz o povo), qualquer tipo de reacção veemente contra a Esquerda, é contraproducente.

Além disso, a agenda cultural da Esquerda mais radical vai ao encontro dos desideratos de Paulo Portas: ele é “anti-Bloquista”, mas nem tanto… e só quando lhe convém. Ólarilas!

A juíza Francisca Martins Preto terá que ser (necessariamente) afastada da magistratura

Temos aqui uma descrição do que se passou em Janeiro de 2019 no bairro da Jamaica, em que um grupo de imigrantes agrediu a polícia.

politicamente correcto gráfico webPortanto, quando alguém (neste caso, André Ventura) chama de “bandidos” a um grupo de pessoas que agride a polícia, ele está a dizer a verdade. São bandidos.

Por isso, não se compreende por que razão a verdade é punida pela juíza Francisca Martins Preto — a não ser que haja alguma conotação sentimental entre o seu (dela) sobrenome e a cor da pele dos agressores.

A politização da Justiça chegou a um grau insuportável, e agentes como a juíza Francisca Martins Preto terão que ser responsabilizados por instrumentalização da Justiça para fins políticos.

  • Não há nada, na lei, que me impeça de chamar “ladrão” a um ladrão objectivamente comprovado.

  • Não há nada, na lei, que me impeça de chamar “bandido” a quem é julgado em tribunal por agredir um polícia.

Dizer a verdade não é ilegal — a não ser que acreditemos (como parece ser o caso da dita juíza e do Marcelo) ser possível agarrar num cagalhão pela sua parte mais limpa.

O que é importante é que activistas políticos, da índole de Francisca Martins Preto, sejam rápida- e sumariamente afastadas da Justiça (tal como o juízo dela foi rápido e sumário).

A juíza francisca e a justiça marcelista

Em Portugal, se eu chamar publicamente (nos me®dia) de “ladrão” a um ladrão comprovado, há sempre uma juíza francisca qualquer que me irá condenar por crime de calúnia.

Ou seja: em Portugal, dizer a verdade sobre outrem é crime punível por lei.

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Em França, 1 nova mesquita é construída a cada 15 dias

Em França, 1 nova mesquita é construída a cada 15 dias; e uma igreja ou capela cristã é destruída nesse mesmo período de tempo.

Entretanto, a socialista Ana Catarina Martins escandalizou-se, no paralamento, quando André Ventura defendeu a ideia segundo a qual a imigração islâmica para Portugal deve ser evitada a todo o custo.

São estas as “socialistas feministas”.

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A moderada radical

Temos aqui um texto de uma tal Mafalda Anjos, directora da revista “Visão”, que coloca em uma mesma categoria o Bloco de Esquerda, por um lado, e o CHEGA, por outro lado. Aliás, este tipo de classificação “moderada” está na moda, como prova a opinião balofa de uma outra que tal, Susana Dias.

Se, em alguma coisa, a sociedade portuguesa já ganhou com a presença política do CHEGA, foi fazer com que este tipo de criaturinha me®diática se atrevesse a colocar em causa, aberta- e publicamente, a agenda política do Bloco de Esquerda. O CHEGA funciona como uma espécie de “válvula de escape” social que permite (concede a oportunidade e o pretexto) a esta gentinha dar largas à sua liberdade de opinião.

Colocar o mesmo saco (como o faz a tal Mafalda) o Bloco de Esquerda — um partido que procura activamente a construção de um totalitarismo estatal —, por um lado, e o CHEGA — um partido que defende a liberdade do indivíduo face ao Estado —, por outro lado, só pode vir de uma mente desconfigurada. Ou de uma “moderada radicalizada” que olha para o Bloco de Esquerda com um certo complexo de Édipo.