A restrição da liberdade da “Cultura do Cancelamento” do Bloco de Esquerda que manda em Portugal

Lembro-me de um comício do CDS na Póvoa do Varzim em 1976 (¿ou 1977?), em que o Zeca Afonso (que se dizia que era simpatizante do Partido Comunista) abrilhantou a festa do CDS. Naquela altura, não passava pela cabeça do Zeca Afonso pedir desculpas públicas por cantar numa festa do CDS.

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Vivemos hoje num país menos livre do que em finais da década de 1970 — em parte devido ao efeito “Bloco de Esquerda”, que é o partido da “Cultura do Cancelamento” em Portugal.

E o Olavo Bilac não teve outra hipótese senão pedir desculpas públicas por cantar numa festa do CHEGA, sob pena de ser culturalmente “cancelado” pelo Bloco de Esquerda que é quem manda em Portugal.

Bardamerda, Joana!, Bardamerda!

A Joana Amaral Dias — e os seus (dela) camaradas do Bloco de Esterco e o camarada Mamadou Ba do “SOS Racismo” — vieram a terreiro clamar por “acto de racismo” (ver vídeo abaixo) no caso do homicídio de Bruno Candé. Porém, não me lembro de a Joana Amaral Dias (e a escumalha dela) vir berrar por “racismo” quando, no passado dia 25 de Maio, um cigano assassinou um preto no Seixal.

Chama-se a isto “memória selectiva” de marxista cultural: só quando o branco agride um preto se pode invocar o “racismo”; quando um cigano mata um preto, No Pasa Nada.


Edmund Burke escreveu o seguinte1 :

“O espírito de inovação 2 é geralmente o resultado de um temperamento egoísta […] Quando não estão sob controle, os progressistas 3 tratam a parte mais humilde da sociedade com um grande desprezo, enquanto, ao mesmo tempo, fingem fazer dessas pessoas os depositários do seu Poder.”

Edmund Burke tinha razão. A Esquerda actual não olha a meios para atingir fins políticos de Poder. A ética do esquerdalho — se é que podemos chamar àquilo de “ética” — é teleológica. Vale tudo!; até arrancar olhos!

Quando a Joana Amaral Dias (e a escumalha da laia dela) dizem que “o povo português é racista”, nada mais fazem do que tratar a parte mais humilde da sociedade portuguesa com um grande desprezo; e, simultaneamente fazem passar — para parte mais humilde da sociedade portuguesa — a ideia de que eles são a elite apoderada que representa os mais humildes (que eles desprezam) — ou seja, aquilo que Olavo de Carvalho descreveu como promoção de um “estado de atonia mental da população que predispõe à subserviência passiva” (Estimulação Contraditória).



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Notas
1. “Reflections on the Revolution in France” (1790)
2. Com o termo “inovação”, Edmund Burke pretende também dizer “revolução”
3. Os democratas

A nacionalidade portuguesa está em saldo

O Bloco de Esquerda — o campeão do fomento do aborto em Portugal — pretende que a nacionalidade portuguesa seja atribuída às crianças que nasçam em Portugal, ainda que os respectivos pais sejam estrangeiros e não residam no país.

Por um lado, o Bloco de Esquerda promove activamente o aborto de crianças portuguesas autóctones, e uma cultura abortifaciente; mas, por outro lado, o Bloco de Esquerda pretende dar a nacionalidade portuguesa a crianças estrangeiras cujos pais nem sequer vivem em Portugal.

E depois, os iluminados do esquerdalho — de tipo “José Pacheco Pereira” — dizem-nos que a substituição da população portuguesa (autóctone), por estirpes estrangeiras, é uma “Teoria da Conspiração da extrema-direita”.

Esta proposta do Bloco de Esquerda não foi (ainda!) aceite pelo resto da Esquerda que adoptou (por enquanto) uma outra: os filhos dos imigrantes legais (com autorização de residência) ou que fixaram residência há pelo menos um ano, e que nasceram em território nacional, passam automaticamente a ter a nacionalidade portuguesa.

¿Quem votou contra este atentado ao valor da nacionalidade portuguesa? PSD, CDS, IL (Iniciativa Liberal) e CHEGA.

A Gaja das Causas

GAJA DAS CAUSAS (SOCIAL JUSTIÇA GUERREIRA XXI)

Eu sou a Gaja das Causas (olá!)
E vou faltar a todas as aulas (ahn ahn)
Para te poder chamar Facho
Enquanto cozo a soja no tacho (uuuuu)
Para te poder chamar Facho
Enquanto cozo a soja no tacho (hmm hmm)

História não é comigo (ahn ahn)
Mas sei que o homem branco é o bandido (ya ya)
Racista, machista, fascista
E o meu jantar são pedras com alpista (hmmm)
Racista, machista, fascista
Queimar o porco capitalista (ai que bom…)

Não posso magoar animais (nao nao)
Só polícias, patrões e outros que tais (toma!)
Eu gosto é de vandalizar
Para quê arrendar, quando posso ocupar (é o direito à habitação)

Eu gosto é de vandalizar
Para quê arrendar, quando posso ocupar (é o direito à habitação)

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Esta gente tem que ser erradicada / eliminada de Portugal

Esta gente é parte activa do governo de António Costa; esta gente contribui decisivamente para a feitura das leis de Portugal.

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Quando os idosos com covid19, provenientes de lares de terceira idade, são enviados para o hospital militar do Porto (que tem as condições mínimas e precárias de acolhimento), esta gente defende a nacionalização de hospitais privados de luxo para acolher criminosos!

Reparem como esta gente diz que os reclusos criminosos são “prisioneiros” — utilizam a linguagem militar, em que o “prisioneiro” é consequência de uma guerra, e não de uma actividade criminosa.

O Lumpemproletariado é a essência da estratégia de acção política desta gente.

Não existem pontos de contacto ideológico entre o bom-senso e o senso-comum nacional, por um lado, e esta gente, por outro lado.

Não podemos continuar a conviver com esta gente. Esta gente está a destruir o nosso país.

Esta gente tem que ser eliminada — física- e espiritualmente.
Esta gente está a mais, em Portugal.

O efeito “cebola” do Bloco de Esquerda: a Hannah Arendt é que os topa ao longe

O Insurgente João Cortez escreve um artigo com o título “Retrato do Bloco de Esquerda em Tempo de Crise”, com tuites do Bloco de Esquerda e outras imagens (convém clicar para ver), e remata o artigo da seguinte forma: “que este partido reúna cerca de 10% dos votos em Portugal é um mistério para mim”.


«Em oposição quer aos regimes tirânicos quer autoritários, a imagem mais adequada do governo e organização totalitários parece-me ser a estrutura de uma cebola, em cujo centro, numa espécie de espaço vazio, está situado o líder; o que quer que este faça — quer integre o corpo político como numa hierarquia autoritária, quer oprima os seus súbditos à maneira de um tirano — fá-lo a partir de dentro, e não de cima ou de fora.

coronavirus_beToda a extraordinária diversidade de partes deste movimento — as organizações e as várias agremiações profissionais, os membros do partido e a burocracia do mesmo, as formações de elite e os grupos de polícia — estão relacionadas de tal como que cada uma forma uma fachada numa direcção e o centro noutra, ou seja, desempenha o papel de um mundo normal exterior numa das faces, e o de um radicalismo extremo noutra.

A grande vantagem deste sistema é que, mesmo numa situação de governo totalitário, o movimento fornece a cada uma das suas camadas a ficção de um mundo normal e, ao mesmo tempo, consciência de ser diferente dele e mais radical.

Assim, os simpatizantes nas chamadas organizações de fachada, cujas convicções só em intensidade diferem das dos membros do partido, rodeiam todo o movimento e providenciam uma enganadora fachada de normalidade para o mundo exterior devido à sua ausência de fanatismo e de extremismo, ao mesmo tempo que representam o mundo normal para o movimento totalitário, cujos membros acabam por acreditar que as suas convicções só em grau diferem das crenças das outras pessoas e que, desse modo, nunca precisam de ser conscientes do abismo que separa o seu mundo do mundo que de facto o rodeia.

A estrutura em forma de cebola faz com que , do ponto de vista da organização, todo este sistema seja invulnerável à factualidade do mundo real. »

(Hannah Arendt, “Entre o Passado e O Futuro”, 2006, página 113)


A “casca da cebola” do partido Bloco de Esquerda dá uma aparência de um partido político benigno, igual aos outros, ou provavelmente igual ao Partido Socialista de António Costa. O Bloco de Esquerda passa a mensagem, nos me®dia, segundo a qual votar no Bloco de Esquerda não é muito diferente que votar no Partido Socialista.

É claro que a influência do Bloco de Esquerda na sociedade portuguesa, com os seus 10% de votos, ainda não atingiu um ponto de não-retorno (que é, numa primeira fase da revolução, o Estado de Polícia, em lugar do Estado de Direito), mas o apoio (ou, pelo menos, a abstenção crítica) de António Costa ao Bloco de Esquerda amplia a influência deste partido na sociedade portuguesa.

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