Com a ascensão do monhé Costa, os políticos portugueses ficaram capados

A excepção é André Ventura.

“O deputado único do Chega entregou esta sexta-feira um projecto de resolução no Parlamento para revogar a decisão do Conselho de Ministros de declarar a situação de contingência em todo o país a partir de 15 de Setembro”.

André Ventura contra estado de contingência a partir de 15 de Setembro


O único deputado com colhões é André Ventura; o resto é tudo uma cambada de capados que não se atreve a desafiar o monhé — incluindo o Marcelo Rebelo de Sousa, que se converteu num castrato e agora pia fininho.

Rui Rio é o capado-mor: quando o monhé berra, o Rio assobia.

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Ricardo Quaresma está errado; e é racista

Eu não tenho nada contra a comunidade Cigana, assim como nada tenho contra (por exemplo) a comunidade Evangélica.

Porém se a comunidade Evangélica violasse a lei de isolamento social do covi19, não constataríamos certamente a benevolência complacente de gentinha estúpida como (por exemplo) Isabel Moreira, Francisco Louçã, Ana Gomes, Teresa Leal Coelho, António Costa e outras avantesmas (que já estão a mais na nossa política) que demonstram agora em relação à comunidade cigana.


chesterton-tolerancia-webSlavoj Žižek, em uma palestra nos Estados Unidos, fez uma crítica feroz à Esquerda de Raça Branca (‘white liberals’); e contou o episódio de um nigeriano (negro) se sentir insultado pela “Esquerda de Raça Branca” porque nem sequer concede aos negros a prerrogativa humana de “ser mau”.

Segundo a “Esquerda de Raça Branca”, o negro (ou o cigano) nunca tem culpa; e a culpa da maldade do negro é do colonialismo europeu.

A historieta do “bom selvagem” (de Rousseau) ganhou raízes na cultura do Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca”.

Neste caso concreto, juntou-se a ignorância e o facciosismo étnico (que é uma forma de racismo) do cigano Ricardo Quaresma, por um lado, com o Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca”, por outro lado; e esta mistura é explosiva.

Quando o cigano Ricardo Quaresma nega quaisquer defeitos comportamentais generalizados da comunidade cigana, demonstra ele próprio ser racista em relação às pessoas que não são ciganas. O Ricardo Quaresma é racista.

E o paternalismo obsolescente do Imbecil Colectivo da “Esquerda de Raça Branca” em relação a determinadas minorias (mas já não em relação a outras minorias), e, no caso concreto, em relação à comunidade cigana, é uma forma de racismo encapotado.

Quando o André Ventura pretende que os ciganos cumpram a lei (não vou discutir agora se a lei está certa, ou não), como quaisquer outros portugueses, é tudo menos “racista”; e o ónus de “racismo” cai sobre gentalha da laia da Isabel Moreira, Francisco Louçã, Ana Gomes, Teresa Leal Coelho, António Costa e outras bestas ambulantes que, tal como um vírus letal, contaminam mortalmente a cultura portuguesa.

Eu não estou a gostar da atitude do André Ventura

snowflake-webTodos nós somos (mais ou menos) narcisistas; e os políticos são mais narcisistas do que as pessoas normais.

Porém, as atitudes recentes do André Ventura ultrapassam os limites do bom-senso e desafiam claramente o senso-comum — desde logo porque ele “se arma” em vítima, por exemplo, quando se demite da direcção do CHEGA porque tem sido (alegadamente) “vítima dos malandros do partido que o criticam” (é o momento “Bruno de Carvalho” de André Ventura), e por isso pede aos militantes do CHEGA que o legitimem nas próximas eleições internas do partido, quiçá com 99% dos votos.

O André Ventura embarca assim na cultura do politicamente correcto — nomeadamente, a cultura política de auto-vitimização própria da Geração Floco de Neve (Hoje doeu muito! Coitadinho de mim! Tenham pena de mim porque eu estou a sofrer muito! Buáááááá ! Sniff !”).

O narcisismo do André Ventura é de tal forma exagerado e abstruso, que ele já vive em uma realidade (política) alternativa. Parece-me que muitas das críticas internas do CHEGA ao André Ventura terão razão de ser; só que o narcisismo da criatura já a impede de as ouvir.

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O André Ventura vai com muita sede ao pote

«O líder do Chega, André Ventura, anunciou, este sábado, a sua candidatura às próximas eleições presidenciais, marcadas para Janeiro de 2021

O CHEGA, de André Ventura, faz-me lembrar uma experiência que eu tive em um Verão no princípio da década de 1990, quando fui passar uns (poucos) dias de férias à praia de Vila Chã, perto da Póvoa de Varzim: estava por lá, de passagem, um circo; e resolvi levar as crianças a ver os palhaços.

Reparei numa coincidência: o homem da bilheteira era o mesmo que controlou os bilhetes à entrada; além disso, ele era o domador dos leões, e era também o palhaço. Ou seja, era o “homem-circo”.

O André Ventura também parece o “homem-circo”. Faz também lembrar um certo partido político que já não existe, e que foi fundado por um advogado que tinha sido bastonário da Ordem e euro-deputado.

Os “liberais” andam ceguinhos de todo

Um deputado parlamentar não pode tomar posições públicas contra os portugueses (em geral) e contra Portugal.

Quando uma deputada assume oficialmente posições políticas contra o seu próprio país de adopção (ela não nasceu em Portugal), o que fica em causa é a sua própria nacionalidade — como é evidente! —, independentemente de ela ser negra, amarela, vermelha, branca, ou o diabo que a carregue!

Se a deputada Joacine “Vai-te Katar” Moreira fosse branca-de-neve e de olhos azuis, e descendente de imigrantes ucranianos, por exemplo, e tomasse posições públicas contra Portugal e/ou contra os portugueses, a sugestão de André Ventura de “devolução ao seu país” seria igualmente válida.

O que está em causa é a posição política de uma deputada da nação que se assume claramente contra os portugueses; e é isto que os “liberais” não vêem porque estão já sob a tutela ideológica da Esquerda.

A crítica de Alberto Gonçalves a André Ventura

«André Ventura aborreceu-se por não ser chamado a conviver com o lixo, atitude curiosa que traduz na perfeição a ambiguidade dele, dos seguidores dele e dos inimigos dele.

(…)

André Ventura queixa-se do desprezo do “sistema” que afirma combater.

(…)

A maior e mais indiscutível virtude do Chega é a capacidade de horrorizar criaturas horrorosas.»

Alberto Gonçalves


O Alberto Gonçalves tem razão em algumas críticas que faz a André Ventura — por exemplo quando aquele diz (implicitamente) que o André Ventura é muitíssimo vulnerável ao ataque ideológico vindo da Esquerda. É verdade.

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A mentalidade liberal nunca percebe que os horrores que a espantam fazem parte do lado avesso das falácias que admira.

Porém, o Berto perde a razão quando diz que o Passos Coelho é melhor peça do que o Ventura — alegadamente porque este último é detentor de uma “bazófia nacionalista” (ao contrário de Passos Coelho, que felizmente vendeu o país inteiro por dez mil reis de mel coado), de uma “subtil aversão ao capitalismo e à globalização” (o que é falso, desde logo porque “globalização” não é a mesma coisa que “globalismo”, e depois porque o programa do CHEGA é de um capitalismo ortodoxo; só não vê quem é Betinho cegueta).

Ademais, quando o Berto não tem argumentos plausíveis, opta por chamar o seus interlocutores ideológicos de “malucos” (o Beto anda a aprender umas coisas com a Isabel Moreira).

O que me chateia em certo tipo de “liberais”, como é o caso do Berto, é o que nunca dizem claramente aquilo com que concordam; tal como os defensores da Teoria Crítica, só revelam publicamente aquilo com que não concordam. Ficamos com um vago esboço acerca do que eles pensam através de uma análise negativa.

“O liberalismo prega o direito do indivíduo ao embrutecimento, desde que esse embrutecimento não estorve o embrutecimento do seu vizinho.”Nicolás Gómez Dávila 

Para o Betinho, “a família é matéria privada e francamente não diz respeito a terceiros”; e por isso, o Ventura não teria que entrar pela “exaltação vazia da família”, por exemplo, quando este critica o “casamento” gay. Para o Beto, o “casamento” gay e adopção de crianças por pares de invertidos são supostamente “porreiros pá”, porque fazem parte de “matéria privada e francamente não diz respeito a terceiros”a mentalidade liberal nunca percebe que os horrores que a espantam fazem parte do lado avesso das falácias que admira.

A diferença entre “escol” e “classe política”

A Cristina Miranda escreveu o seguinte, a propósito do fenómeno político “André Ventura”:

« O problema dos intelectuais que andam na política é mesmo esse: não entendem o segredo por trás da popularidade. Todos pensam que tem a ver com palavras eruditas contidas num discurso pomposo (que quase só de dicionário ao lado e manuais sobre economia conseguem ser entendidos), politicamente correcto, que agrada a todos e quando não agrada, tem flexibilidade suficiente para se contorcer até agradar.

E quando vêem alguém com uma mensagem mais simples, mais transparente, mais assertiva, mais forte, mais abrangente, ficam atónitos e perguntam-se: como foi possível aquela pessoa tão “básica” chegar a tanta gente? Não percebem porque para se perceber tem-se de ser genuinamente do povo ou ter pelo menos vivido com ele ou perto dele


Fernando Pessoa estabeleceu o conceito político de “escol”.

“Populismo” é a palavra que a classe política utiliza quando a democracia a assusta.

Em primeiro lugar, “um escol não quer dizer uma classe, mas antes é uma série de indivíduos”. A classe política não é um escol; a classe dos “intelectuais” (seja o que isso for) não é um escol.

O escol é composto por indivíduos que se distinguem claramente um dos outros e são independentes entre si.

Em segundo lugar, “o escol é diferente do resto da população em grau de tudo”, por um lado; mas, por outro lado, “o escol está unido ao povo pelo interesse nacional”.

Ou seja, o escol é composto por indivíduos (que não constituem, em si mesmos, uma classe social) que estão unidos ao povo pelo interesse nacional — interesse nacional que, no povo, é instintivo — , mas que, em tudo o resto, se distinguem do povo.

Ora, a “intelectualidade” a que se refere a Cristina Miranda é a da classe política, ou a de aspirantes à inclusão na classe política. Essa “intelectualidade” não constitui um escol: em vez disso, é uma classe ou uma corporação (com interesses corporativos).

O escol é “a parte mais forte, mais audaz, mais competente da nação” — ou seja, um membro do escol também é “intelectual”: só que é uma intelectualidade liberta em relação às modas e ao “espírito do tempo”, por um lado, e por outro lado é uma intelectualidade que está perfeitamente alinhada com o instinto do povo (interesse nacional); e por isso, a classe política chama de “populismo” a essa identificação do escol com o interesse nacional.

“Populismo” é a palavra que a classe política utiliza quando a democracia a assusta.