O CDS rosseauniano de Nuno Melo e a lei da rolha

«O CDS-PP vai realizar no sábado, em Aveiro, o seu 30.º Congresso para alterar os estatutos do partido, e assinalará na mesma ocasião os 48 anos, com intervenções de alguns notáveis e encerramento pelo presidente, Nuno Melo. A alteração aos estatutos pretende sobretudo acabar com a existência de tendências internas, uma forma de organização de militantes que foi criada por Paulo Portas.»

CDS-PP faz congresso para acabar com tendências de opinião organizadas


Nuno Melo segue Rousseau à letra:

Segundo Rousseau, o que interfere com a expressão da “vontade geral ” é a existência de “associações subordinadas” ― ou seja, comunidades da sociedade civil —, porque (alega ele) cada uma delas quer ter a sua vontade geral, que pode ser oposta à da comunidade como todo. Escreve Rousseau que “pode dizer-se não que há tantos pareceres como homens, mas tantos como associações. (…) É portanto essencial, se a vontade geral pode exprimir-se, que não haja sociedades parciais dentro do Estado, e cada cidadão pense apenas por si; tal é o sublime e único sistema estabelecido pelo grande Licurgo”.


Por exemplo, os Tories do Reino Unido têm tendências internas organizadas, e até o Partido Republicano dos EUA, maioritariamente seguidor de Donald Trump, tem tendências internas organizadas. Ambos os partidos seguem Locke, e não Rousseau.

O CDS rosseauniano de Nuno Melo pode ser tudo, mas não é certamente um partido da Direita Conservadora.

A Preta Matumba da Sorbona

A matumbice não impede que se tire um doutoramento em filosofia na Sorbona. Hoje, qualquer preta matumba, que pense da forma considerada “correcta” e imposta pelas elites plutocratas mundialistas, tira vários doutoramentos na Sorbona. É o caso da Luísa Semedo. Hoje, um doutoramento é um alvará da sapiência politicamente correcta.

Neste texto, está muito aquilo que deve ser combatido. Por exemplo, a ideia de que é possível — e até desejável — existir democracia sem liberdade. “Democracia sem liberdade” é matumbice pós-modernista, coisa “desconstrucionista” própria dos “filósofos” pós-modernistas da moda.

evolucao da esquerda web


A Preta Matumba quer-nos impôr coercivamente a liberdade dela, proibindo a nossa liberdade. É assim que a matumbice concebe a “liberdade”.

Por isso é que ela diz que o “branquelas” não é “atingido pelo opróbrio” como “preto” ou “monhé” — ela lê pela cartilha do “racismo ao contrário” de tipo “Mamadou Ba”: só falta à Preta Matumba defender que “os brancos deveriam ser todos mortos” (e depois, os jornalistas branquelas e bloquistas vêm dizer que “essa afirmação é apenas simbólica”).

Para a Preta Matumba da Sorbona, o “progresso” é uma lei da Natureza, por um lado, e o “progresso” opõe-se à liberdade, por outro lado — mas, ainda assim, este “progresso” da matumbice, alegadamente, é sinónimo de “democracia”. É a Preta Matumba da Sorbona no seu melhor; é a ideia fascista (que está na moda) segundo a qual o “progresso” não se coaduna com a liberdade: é a utopia da matumbice.

Qualquer crítica à matumbice da preta é concebida como um acto de “racismo” e de “afirmação de supremacia branca”.

A Preta Matumba não pode ser criticada nas suas ideias, porque o “opróbrio branquela” é unívoco: é apenas o que vitimiza sistemicamente os “não-brancos”.

Nós, aqui em Portugal, começamos a ficar saturados da matumbice bloquista e dos “Mamadous” desta vida — mesmo quando os matumbos são branquelas, o que ocorre na maior parte dos casos.


A ler:

Em terra de cegos, quem tem um olho é Pacheco

« O marxismo, que relativiza a moral dos outros, situa-se no plano da ética absoluta […]. Assim, a ideologia [marxista] coloca-se num trono auto-cêntrico, no lugar da Terra no sistema de Ptolomeu, no lugar do Sol no sistema de Copérnico.
Torna-se o centro de referência absoluto».

Edgar Morin (“Pour sortir du XX siècle”, 1981)


O Pacheco vê o perigo, e trata de avisar a malta (“o que faz falta, é avisar a malta”).

É uma das principais funções dos comissários políticos do regime: avisar a malta. É claro que ele [o Pacheco] vê o perigo que a esmagadora maioria dos seus compagnons de route não vê; e por isso é que ele é um dos comissários políticos do sistema (há outros, por exemplo, Daniel Oliveira).

[Segundo os comissários do sistema] o Totalitarismo de Veludo deve ter uma agenda de aplicação/implementação discreta; deve ser inteligente e preguiçoso; deve ir amarrando paulatinamente a liberdade à moda de Gramsci, mas já não à moda de Lenine.

Porém, a actual Esquerda, em geral — a que adopta os tiques da moda americana —, é míope (incluindo grandes franjas do Partido Socialista, a ala esquerda do PSD, a totalidade do Bloco de Esquerda, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, o LIVRE, o IL [Iniciativa Liberal], e até uma parte “moderna” do Partido Comunista): não enxerga as possíveis (ou mesmo prováveis) consequências nefastas (para a Esquerda e para o “progressismo”) do radicalismo politicamente correcto pós-modernista (ou marxista cultural).

Esta é uma das razões por que o Pacheco diz que “não existe tal coisa como ‘marxismo cultural’”: convém sempre negar que, aquilo que nos ameaça, possa existir — não por razão de uma dissonância cognitiva, mas antes por estratégia de prestidigitação no discurso político/ideológico.

O Pacheco diz que “o marxismo cultural não existe”, porque o reconhecimento público de que ele existe é dar munições à Não-esquerda, porque esse reconhecimento objectificaria a realidade política.

O que o Pacheco critica, neste momento e neste artigo, é uma certa forma radical do marxismo cultural “Made in USA”, que pode fazer com que a agenda política da Esquerda dê com os burros na água. [Segundo os comissários políticos do regime] É preciso ir com calma e devagar (como defendeu Gramsci), para não assustar a “caça” (o povo).

O Pacheco já viu que as “teorias identitárias” (um marxismo cultural mais radical, ou o chamado “Interseccionalismo”, na esteira ideológica do Homem Unidimensional de Herbert Marcuse), irá inexoravelmente arrebentar com a Esquerda: a atomização da sociedade que a Esquerda actual defende, a imigração em massa defendida pela Esquerda que pretende [claramente] destruir a coesão social (dividir para reinar), a celebração cultural do modus vivendi LGBTQPBBQ+ (não se trata de “tolerância”: o que se pretende é celebração cultural unanimista dos “direitos de braguilha”) que condiciona ou mesmo retira as defesas naturais de uma dada sociedade; e a anomia conduzida por esta nova Esquerda marxista cultural radical cunhada em Manhattan — como escreveu G. K. Chesterton:

“FOR the next great heresy is going to be simply an attack on morality; and especially on sexual morality. And it is coming, “not” from a few Socialists surviving from the Fabian Society, but from the living exultant energy of the rich resolved to enjoy themselves at last, with neither Popery not Puritanism not Socialism to hold them back….The madness of tomorrow is “not” in Moscow, but much more in Manhattan.”

→ G. K. Chesterton: ‘The Next Heresy,’ in “G.K.’s Weekly”, 19 de Junho de 1926.

O Pacheco sabe (ao contrário da maioria do esquerdalho, que não sabe) que a impossibilidade de prever o futuro histórico prende-se essencialmente com os fenómenos de retroacção das ideias-força (ideológicas) que podem conduzir a um resultado totalmente contrário ao da intenção original, e liga-se a uma certa “ecologia das ideias”, em que os sistemas de ideias funcionam como uma espécie de ecossistemas, que influenciam mas não determinam a cultura antropológica.

O Pacheco sabe disto. E por isso é que ele nega que o marxismo cultural exista, por um lado, e por outro lado, só agora ele vem a terreiro criticar a estratégia [que já tem décadas) desta nova Esquerda marxista cultural — a de Marcuse e de Wilhelm Reich.

Em terra de cegos, quem tem um olho é Pacheco.

JPP-ZAROLHO

Não tarda nada, veremos o Carlos Fiolhais defender a necessidade de eliminar o azoto da atmosfera

protesto agricultores holandesesNa Holanda, o governo pretende reduzir a superfície arável do país em 50% até 2030 — alegando que pretende reduzir a utilização de óxido de azoto (não confundir com dióxido de azoto) nos fertilizantes agrícolas; mas, em boa verdade, do que se trata é de mais uma ladroagem da plutocracia mundialista que tenciona abarbatar as terras dos agricultores holandeses para constituir habitação em massa para alojar imigrantes ilegais e mão-de-obra barata.

Os mais ricos do mundo (os Bilderbergers) estão a utilizar o argumento da “poluição do azoto” para roubar as terras dos campesinos holandeses.

O azoto compõe cerca de 4/5 da atmosfera terrestre (cerca de 780.000 partes por milhão), e o oxigénio cerca de 209.000 partes por milhão.

Ora, o CO2 (dióxido de carbono) compõe apenas cerca de 411 partes por milhão da atmosfera, para além de ser um gás raro e essencial à vida na Terra, e de fazer parte do ciclo de renovação do oxigénio — o que poderá levar a que cientistas peregrinos, como o Carlos Fiolhais, venham a defender a necessidade de eliminar o azoto da atmosfera para “salvar o planeta”.

Só é possível ser reaccionário dentro de parâmetros católicos tradicionalistas

Devo dizer que eu não concordo, em muita coisa, com as ideias de António José de Brito — nomeadamente com o hegelianismo (de Direita) que ele apostolou. Durante toda a primeira metade do século XX, Hegel esteve na moda na Europa; e até uma certa Esquerda actual (por exemplo, com José Pacheco Pereira) foi influenciada por Hegel.

O monismo de Hegel é veneno ideológico. Ademais, a única forma de ser (realmente) “reaccionário” traduz-se na adopção de determinadas premissas católicas fundamentais e tradicionais.

Acerca deste texto de António José de Brito: naturalmente que ele tem razão quando critica a censura da opinião — o que não significa que todas as opiniões devam ou possam ser ensinadas ou divulgadas nos estabelecimentos de ensino pré-universitários — como escreveu Hannah Arendt (e eu concordo), a educação das crianças deve ser conservadora (no Ocidente, no sentido cristão):

“Porque a criança tem necessidade de ser protegida contra o mundo, o seu lugar tradicional é no seio da família.” (Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro, 2006, pág. 196)

(…)

“A própria responsabilidade alargada pelo mundo que a educação assume, implica, como é óbvio, uma atitude conservadora.” (idem, pág. 202)


O professor António José de Brito escreve:

“Em nome da liberdade de opinião numerosas opiniões são banidas, sob o pretexto que não são opiniões. O monolitismo doutrinário instala-se sob a égide da luta contra o monolitismo doutrinário.”

Porém, o argumento do António José de Brito é o de Reductio ad Absurdum em relação ao conceito de “liberdade de opinião”; o raciocínio dele, mutatis mutandis, é o seguinte: “se a liberdade de opinião não existe de facto, fica então justificada a defesa da censura da opinião defendida pela ultra-direita”. Em António José de Brito, a crítica à “liberdade de opinião que não existe” é uma crítica determinista.

Uma das características principais do hegelianismo, é o determinismo. Uma das características principais do Cristianismo é o livre-arbítrio (liberdade).

O determinismo é a ideologia das perversões humanas: para poder abusar da sua liberdade, o ser humano necessita de se converter a doutrinas deterministas. O determinismo é invocado para exorcizar a Graça: com a ideia absolutista de “causa/efeito”, abafamos o nosso medo e emudecemos a nossa culpa. O determinismo histórico é ideologia de doutrinas que recusam a paternidade dos seus crimes.

O determinismo hegeliano, universal, seria concebível se não existisse a sua noção.

A Europa que é apenas das elites: na União Europeia, matar crianças passou a ser um “direito humano”

O parlamento europeu adoptou ontem uma “Resolução” que define a matança de seres humanos nascituros e inocentes como um “direito humano”. Matar gente, agora, é “direito humano”.

Estamos já próximos do nazismo.

O próximo “direito humano” europeu, defendido pela Esquerda acolitada pelos liberais, será o infanticídio: chegará o dia em que matar uma criança já nascida fará parte do trivial dia-a-dia, nesta Europa das elites.

O cientista que acredita que o processo de Conhecimento não existia antes de o ser humano surgir na Terra

No blogue Rerum Natura, faz-se a apologia da ciência da seguinte forma:

«O livro de Gary Ferguson, “Oito grandes lições da Natureza”, publicado recentemente, é muito bom, pelas grandes ideias que contém e pela inspiração que encerra. É que “nós somos natureza,” como o autor refere. Parece óbvio, mas nem sempre é bem entendido. Eu diria mais: o que fazemos e o que produzimos é também Natureza


Pergunto: ¿O que é “Natureza”?

¿A Natureza (segundo o autor do artigo) inclui o Cosmos? ¿Ou apenas se limita ao conjunto ordenado de seres vivos, ou seja, a “natureza das coisas”, segundo o materialista Lucrécio? ¿Será, a “Natureza”, o princípio criador do universo, segundo o ateu e monista Espinoza (Deus Sive Natura)?

Para que haja ciência é necessário postular a insignificância do universo.

O problema que se coloca é o de que, para que haja ciência é necessário postular a insignificância do universo — porque a neutralidade axiológica (que a ciência diz defender) não é uma conclusão científica, mas antes é um postulado metodológico. Por isso, há que saber o que se entende por “Natureza”.

«A primeira “lição” é o mistério. Cita Albert Schweitzer: “à medida que adquirimos mais conhecimento, as coisas não se tornam mais compreensíveis mas sim mais misteriosas”».

Muito antes de Schweitzer, Nicolau de Cusa (1401 – 1464) resumiu esta ideia mediante o conceito de “Douta Ignorância”: se a verdade é do domínio do infinito, e o conhecimento humano é do domínio do finito, por mais que o Homem se aproxime do conhecimento da Verdade por graus sucessivos de conhecimento, todo o esforço de conhecer redundará em um relativo e proporcional “quase nada”.

«Embora a Natureza seja uma fonte sempre promissora de novos medicamentos, esses 60% não são sequer inspirados pelos seres vivos ou pela Natureza “clássica.” São criações humanas usando bases de dados de moléculas, computadores, conhecimentos sobre os alvos terapêuticos, síntese química, e muito mais coisas que a química medicinal inventou. Isso não é maravilhoso? Não aumenta o encanto? Eu acho que sim.»

O autor daquele texto acredita certamente que os números primos são invenções humanas: antes de o ser humano os inventar, “os números primos não existiam”.

A ideia segundo a qual “os conhecimentos sobre os alvos terapêuticos” já existiam antes de o ser humano os descobrir, é-lhe completamente estranha. Para ele, os princípios matemáticos e os axiomas da lógica não existiam antes de o ser humano os “criar”; e o universo também não!: “Afinal, ¿o que seria do universo se não existisse o ser humano?!”

Esta deificação prometaica do ser humano é a coisa mais estúpida que se aprende hoje nas universidades; e está ligada ao completo absurdo que é o materialismo.

Violência da polícia globalista na Holanda