Há quem queira transformar o CHEGA em uma espécie de CDS/PP, fechando a Esquerda à direita
Um tal José Maria Matias, que é familiar da deputada do CHEGA Rita Matias, escreveu o seguinte no Twitter:
“Há uma diferença entre fazer um combate à imigração ilegal e alguma legal, que se tem tornado o principal problema da Europa, com a legitimação do racismo e xenofobia.
Há uma diferença entre alertar para os perigos da islamização da Europa e as consequências que isso traz para as mulheres, para os cristãos e para a identidade das nações, com a legitimação do discurso racista e xenófobo.
Há uma diferença entre o combate ao Inverno Demográfico, e aqui podemos seguir o que melhor fazem os governos da Hungria e da Polónia, com a semântica racista e xenófoba.
Se devemos combater os negacionistas da realidade europeia, os pseudo moderados, desde o centro direita até à extrema esquerda, deve-se combater quem, aproveitando-se da realidade, quer subjugar todos a um conjunto de velhas práticas que deviam estar enterradas no século passado.
Já chega de quererem instrumentalizar boas pessoas para o pior que a Humanidade tem: o racismo e a xenofobia.”
O Matias diz que “há uma diferença” entre “isto e aquilo”, mas não diz qual é a diferença.
Este é o discurso do Nuno Melo e dos “católicos fervorosos” — que são os católicos que renegam personagens como por exemplo S. Bernardo de Claraval ou/e Padre Pio de Pietrelcina: basta ouvir o discurso do actual papa para percebermos que os milagres e os ensinamentos do Padre Pio de Pietrelcina já não são bem-vindos à actual Igreja Católica.
A Esquerda é especialista em não definir conceitos, porque a indefinição é uma arma ideológica; e o Matias segue a estratégia da Esquerda. E quando começamos a definir, a Esquerda e o Matias desatam a fugir.
Segundo o dicionário da Texto Editora:
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Racismo: doutrina que tende a preservar a unidade da raça e assenta em uma suposta superioridade de uma raça que se confere o direito de exercer domínio sobre outras raças.
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Xenofobia: aversão às pessoas ou coisas estrangeiras.
Ora, quem não quer imigração em massa não é racista, exactamente porque não pretende criar as condições sociais para que se exerça qualquer domínio de uma etnia sobre outras. Seria racista quem deixasse entrar toda a gente e depois assumisse uma política de superioridade rácica sobre os imigrantes.
O Matias, tal como a Esquerda, mistura “raça” e “cultura antropológica”.
No caso da Esquerda, é propositado; no caso do Matias é estupidez. Por exemplo, quando eu critico o Islamismo, a Esquerda chama-me de “racista” — como se o Islão fosse uma “raça”; mas o Islão não é uma raça.
O Matias alinha inconscientemente nesta falácia: foram muitos anos de colonização mental esquerdista em Portugal.
Temos, por exemplo, o deputado do CHEGA, Mithá Ribeiro, que sendo mestiço, identifica-se plenamente com a cultura antropológica portuguesa; e há muito branco estrangeiro que, vivendo em Portugal, não se identifica com a nossa cultura antropológica. Portanto, a raça tem muito pouco ou nada a ver com cultura antropológica.
Não gostar da cultura antropológica islâmica, e criticá-la, por exemplo, não significa “xenofobia” — desde logo porque xenofobia é, por definição, uma fobia, e por isso é irracional, ao passo que a crítica ao Islão pretende ser racional.
O Matias é um dos que, no seio do CHEGA, pretende transformar este partido em uma segunda versão do CDS/PP.
Mas, votar por votar, prefiro então votar na versão original.
O Nominalismo radical da Esquerda, o José Pacheco Pereira, e o repúdio em relação à ciência
O Nominalismo, no tempo de Guilherme de Ockham, tinha como intenção o foco na realidade das coisas concretas e no experimentalismo que fundamentassem a ciência.
Hoje, o Nominalismo radical é a recusa liminar do conceito de juízo universal e da indução, ou seja, é a recusa da própria ciência.
Aquilo a que chamamos “Wokismo” é, sem dúvida uma consequência do marxismo cultural (que o José Pacheco Pereira diz que não existe), mas é também a incapacidade de discernir entre os conceitos de “indivíduo” e de “comunidade”. Para as pessoas, como o Pacheco, que dizem que “o marxismo cultural não existe”, citamos o intelectual inglês Douglas Murray :
«O marxismo cultural é geralmente concebido como “inexplicável” somente por pessoas que adoptaram esse conceito ao longo das suas vidas; e depois fazem-se de estúpidos».
Esta frase vai direitinha para o José Pacheco Pereira e encaixa nele como uma luva.
Mas voltando ao Nominalismo:
Os esquerdistas têm hoje grande dificuldade em generalizar; em epistemologia (ciência), a indução é uma inferência conjectural ou não-demonstrativa; é o raciocínio que obtém leis gerais a partir de casos particulares.
Ora, o esquerdopata actual não consegue extrapolar para leis gerais a partir de casos particulares. É-lhe muito difícil fazer esse exercício (narcisismo exacerbado).
O “caso particular”, que o esquerdista observa, é entendido por ele como uma realidade não-extrapolável — segue, no fundo, o arquétipo mental de Antístenes, que se dirigiu criticamente ao realismo de Platão, dizendo-lhe:
“Eu vejo aqui um cavalo, mas não vejo a ‘cavalaridade’”.
Antístenes não conseguia ver a classe ou a categoria dos equídeos…!
Ele só conseguia ver um cavalo de cada vez, e o conceito de “categoria de equídeos” era-lhe totalmente estranho.
Ora, é isto que se passa, em geral, com o militante de base dos partidos de esquerda — refiro-me ao militante de base da ala mais radical do Partido Socialista, e do Bloco de Esquerda em geral; mas não só: este tipo de “cegueira” em relação ao geral/universal, a recusa da indução e da inferência como forma de categorizar a realidade, começa a ser parte do arquétipo mental de uma grande parte da população.
A ideia-base das elites de Esquerda é a seguinte: “não podemos generalizar!”.
A partir daqui, qualquer tipo de generalização passa a ser proibida, e o acólito ignaro esquerdista passa a olhar a indução científica como uma Expressão do Mal.
Porém, quando a ciência corrobora a ideologia política vigente, ou quando a ciência é retorcida e manipulada para acomodar a ideologia política, então o esquerdista aceita a ciência no sentido em que esta justifique a legitimidade ideológica e existencial do “Caso A”, do “Caso B”, “C”, “E”, etc. — um caso de cada vez, porque o esquerdopata só vê um caso de cada vez.
¿Alguém me pode confirmar se isto é verdade?!
A educação que o Partido Socialista pretende para as nossas crianças
E o padreco e “teólogo” Anselmo Borges diz que “o diabo não existe” e que “o exorcismo não é necessário”.
Augusto Santos Silva tem que ser afastado da vida política
O Poder dos cornudos socialistas
“As decisões despóticas do Estado moderno são finalmente tomadas por um burocrata anónimo, subalterno, pusilânime, e provavelmente cornudo.”
Desde logo, é preciso saber o que significa “terrorismo”. Por exemplo, se um cidadão diz que “o monhé é um filho-de-puta”, ¿isso faz dele um “terrorista”? ¿O “terrorismo” pode ser “dissensão de opinião, agravada”?
¿Quem define “terrorismo”? — ¿Um agente cornudo da Polícia Judiciária, subalterno anónimo de um preeminente cornudo ministro socialista?
A Isabel Moreira defende a censura de opinião do cidadão por parte do Estado
Se há pessoa odiosa e odienta, é a Isabel Moreira; representa praticamente tudo o que de mau existe na sociedade pós-moderna. É uma pessoa que diz combater o ódio, odiando patologicamente; é uma sociopata que contribui activamente para a construção de uma sociedade com uma cultura antropológica que retira o sentido-de-vida aos jovens, substituindo esse sentido-de-vida por um princípio abstracto e ideológico de “igualdade” exarado em uma norma jurídica.
Porém, ninguém em Portugal tem a coragem de a contradizer, para não se revelar nela a bruxa odienta que já vimos na televisão. Abrenúncio! Vade Retro Filia Satanas!
Todas as intervenções públicas e/ou publicadas da criatura, sem excepção, destilam o ódio do demo em nome da “igualdade” — o ódio exercido pelos “progressistas”, em nome de uma estratégia supostamente infalível para promover a justiça e a igualdade que matou milhões em dezenas de revoluções socialistas fracassadas.
O ódio da estuporada tem um principal objectivo: castrar a liberdade individual, criar uma sociedade de emasculados que obedeçam caninamente a um Estado leviatão — em nome de uma putativa luta pela “igualdade”. A estratégia é demoníaca: para coarctar a liberdade, defende a censura da opinião através da lei; e sabemos todos que, quando a lei não é a forma jurídica dos costumes, torna-se num atropelo à liberdade.
A condição necessária e suficiente do despotismo é o desaparecimento de todo tipo de autoridade social não conferida pelo Estado. Reformar a sociedade por intermédio de leis é o sonho daquela estúpida avantesma, e é o preâmbulo de toda a tirania. O controlo da linguagem é o primeiro passo para qualquer forma de totalitarismo. É esta a estratégia política diabólica daquele estafermo. Puta-que-pariu!
Alfred Tarski, linguagem-objecto, a metalinguagem, e o Monhé das Cobras
O leitor assíduo deste blogue poderá ter-se apercebido de que eu utilizo amiúde as “aspas” na linguagem escrita. Há uma razão para isso: a distinção entre linguagem-objecto, por um lado, e metalinguagem, por outro lado.
Por exemplo, a frase “O Monhé é manhoso” está aqui entre aspas porque, neste caso, pertence à linguagem-objecto, ou seja, pertence à linguagem que se fala comummente: “O Monhé é manhoso”, entre aspas, pode ser considerado como um nome, porque o objecto de que se fala é sempre representado por um nome.
Mas o mesmo conceito — Monhé manhoso —, sem estar entre aspas, pertence à metalinguagem, que é a linguagem que utilizamos para falarmos da linguagem-objecto: ou seja, a frase “O Monhé é manhoso” é verdadeira se, e só se o Monhé é manhoso.
A metalinguagem fica mais rica e mais comunicativa se contiver em si mesma a linguagem-objecto.




