A União Europeia pidesca censura as redes sociais

Até 2022, era o Twitter que censurava opiniões por Motu Proprio. A partir do momento em que Elon Musk tomou conta do TwitterX, a censura deixou de existir por lá — excepto nos casos previstos na lei criminal americana.

Perante a liberdade de expressão no TwitterX, os burocratas da União Europeia entraram em pânico; e trataram de impôr a censura legal à moda da P.I.D.E., em assuntos tão banais como informação acerca da imigração.

A União Europeia aproxima-se, a passos largos, do regime totalitário chinês (sinificação).

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A contradição insanável do Jorge Bergoglio

Para o Bergoglio, fica fora da instituição (Igreja Católica) toda a gente que pretenda que alguém fique fora da instituição. Ou seja: quem não for “inclusivo”, é excluído da Igreja Católica.

O Bergoglio exclui, alegadamente em nome da inclusão. O único critério da exclusão, é a falta de inclusão. Não há outro critério objectivo.

Por definição, numa instituição, e em função de um código de simbolismos, há sempre os que estão dentro dela porque reúnem determinadas características e/ou condições, e os que estão fora dela pela mesma ordem de razões.

Uma instituição (neste caso, a Igreja Católica) sem os que estão fora e os que estão dentro dela, não é nada: é uma instituição sem símbolos, uma contradição em termos.

E a ideia de que é possível a existência de uma instituição sem símbolos traduz o simbolismo da actual “elite” da Igreja Católica, de negação da natureza humana.

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A questão da “proporcionalidade jurídica”

No Verão de 1998, apanhei um ladrão em minha casa em flagrante delito. Acto contínuo, dei-lhe uma coça e imobilizei-o, antes de chamar a polícia.

O meliante teve que receber tratamento no hospital. O ladrão foi solto imediatamente por um juiz barbudo comunista — o mesmo juiz comunista que me condenou a pagar uma indemnização ao ladrão por lhe ter esfacelado a cara, e outra indemnização por ter imobilizado / atado o ladrão. Segundo o juiz comunista, era minha obrigação deixar fugir o ladrão.

O juiz comunista alegou que os meus actos teriam sido ilícitos porque “o roubo é uma mera mudança de propriedade” (sic), e porque “não foram proporcionais” à gravidade dos actos do ladrão.

Do ponto de vista do Direito Positivo, a resposta “proporcional” a um determinado acto depende sempre do valor atribuído (por quem julga) ao acto que provoca a resposta. Se um juiz comunista decidir ou julgar que “roubar não é crime”, qualquer reacção ao roubo passa a ser ética- e criminalmente “desproporcional”.

Obviamente que eu excluo, aqui, do acto de “roubar”, o conceito hegeliano de Notrecht. Não é do roubo para matar a fome de que estamos a falar aqui.

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A ideia segundo a qual “o Direito Positivo é objectivo” (Kelsen) é a das maiores falácias políticas, um autêntico embuste, da modernidade. Basta olhar para a Isabel Moreira e constatar o absurdo da realidade do Direito em Portugal.

Se utilizarmos o mesmo critério de juízo, utilizado pelo referido juiz comunista, podemos achar que é “proporcional” meter uma bala na cabeça desse juiz comunista — uma vez que, segundo os modernos, o Direito Positivo depende apenas da vontade humana.

Se não existem princípios metajurídicos que sejam válidos, é tão justo que o juiz comunista me condene por eu defender a minha propriedade privada, como é justo que eu lhe meta um balázio nos cornos.

Alea jacta est.

O controlo da ciência pela ideologia

“Sem a filosofia, as ciências não sabem o que sabem”.

Nicolás Gómez Dávila 


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Uma pessoa serve-se de uma pretensa autoridade de direito em matéria de “ciência”, para impingir uma ideologia.

A “justificação científica” é patética; por exemplo, a ideia de que “a maioria das pessoas não sabe os seus cromossomas” — como se esse conhecimento prévio (no sentido de “consciência de”), por parte do sujeito, fosse importante para a definição objectiva do sexo da pessoa em causa.

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É verdade que cada indivíduo é irrepetível — ser “idêntico” significa ser “único” (A=A). Porém, o facto de cada ser humano ser único (é idêntico a si próprio, e por isso, tem a sua própria identidade), isso não significa que cada ser humano não caiba numa categoria  ou classe.

Uma pessoa que recusa a categorização objectiva da realidade, assume uma posição anticientífica. O alegado mestrado em medicina (da criatura em causa) é irrelevante.

Torna-se difícil escrever

Ainda há poucos anos, aparecia, de vez em quando, um anormal; hoje, a anormalidade é a regra.

Ora, nas actuais circunstâncias, em que quase tudo é anormal, é praticamente impossível escrever acerca da anormalidade.

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agir-webTodas as épocas exibem os mesmos vícios; mas nem todas mostram as mesmas virtudes: em todos os tempos há tugúrios, mas os palácios estão reservados apenas para algumas épocas.

Vivemos em um tempo de tugúrios morais, onde até os palácios se transformaram em fojos.

Torna-se difícil distinguir o humano, da besta. As próprias instituições tornaram-se paulatinamente irracionais — a começar pela Igreja Católica, por exemplo, quando ouvimos um recém cardeal português afirmar que “a Igreja não pretende converter os jovens”… ou quando ouvimos um primeiro-ministro dizer que “os portugueses nunca viveram tão bem como hoje”, negando assim a realidade imposta pelos factos… hoje, os factos são um instrumento de poética pessoana aplicada à política; para a classe política, em geral, não há factos: apenas há interpretações de factos — e “como vivemos em democracia, cada um interpreta os factos como quiser!”


«Narrar é enganar-se, porque narrar repousa sobre factos; e não há factos, mas apenas impressões. Certos argumentos são bem feitos; é isso que é verdade.

Não há factos, só interpretações de factos. Quem narra factos, só pode ter a certeza de que corre o risco de errar nos casos, no que narrou, e na maneira de o narrar. Quem só interpreta, dispensa um dos riscos. Certos argumentos são bem feitos, porque os factos são apenas os argumentos.»

Fernando Pessoa (“O Sentido do Sidonismo”)


o cardeal de merda webEsta ambiência, de confusão acerca dos factos, foi propositadamente criada pelas elites contemporâneas, porque sabem que o homem vulgar admira mais o que é confuso do que aquilo que é complexo. Estamos em presença de puro trabalho do Demo.

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Essa é uma das razões por que a classe política vem eliminando a matemática do currículo escolar. O cidadão anódino mistura “confusão” e “complexidade”: as ideias confusas (propaladas pelas elites, como por exemplo o conceito de “CO2 como gás perigoso”) e as águas turvas parecem, ao vulgo humano, ser profundas.

Ora, neste ambiente [cultural, político] irracionalizado torna-se difícil exercer o nosso sentido crítico — porque teríamos que criticar quase tudo e, neste contexto, a crítica deixa de fazer sentido.

A quem pergunte, angustiado: ¿o que te calha escrever hoje? — respondamos, com probidade, que hoje só nos cabe (a nós, todos) uma lucidez impotente. O pensamento que reage à irracionalidade institucionalizada é impotente, embora lúcido: para quem parece ser incapaz de renunciar à análise do absurdo, aquele que renuncia parece-lhe impotente.

Os comissários políticos do Totalitarismo de Veludo apoiam o Rui Rio

Hoje ouvi o Daniel Oliveira na TSF, a defender o Rui Rio no caso da busca domiciliária da Polícia Judiciária — o mesmo Daniel Oliveira que diz que o Bloco de Esquerda é um partido social-democrata; o mesmo Daniel Oliveira que é um dos (muitos) comissários políticos do Totalitarismo de Veludo vigente em Portugal desde que apareceu o Bloco de Esquerda do Francisco Louçã.

Os dignitários do sistema fazem sistematicamente asneira da grossa, e depois dizem que a culpa é do CHEGA.

Eles (os dignitários do sistema) estão a proteger-se uns aos outros; estão a colocar as caravanas em círculo.

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São os Senhores da Lei: fazem as leis que não se aplicam a eles próprios.

E depois têm comissários políticos que fazem a inspecção pública e publicada que garanta e assegure, em causa própria, a inocuidade da iniquidade.

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E quando a Justiça (enquanto braço independente do Poder) segue a lei que lhes cause dano, é repreendida publicamente pelos comissários políticos do Totalitarismo de Veludo (por exemplo, Daniel Oliveira, José Pacheco Pereira).

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O romantismo do povo português, em relação ao Brasil, acabou !

“Avisámos para isto vezes sem fim. Denunciámos o mar de imigração, tráfico e escravidão em que se estava a tornar Portugal. Infelizmente, o Governo e os partidos não quiseram ouvir!”

André Ventura


“Escravidão” é a condição social e psicológica da “escravatura” que, por sua vez, é a condição POLÍTICA e HISTÓRICA inerente ao tráfico de escravos.

Imaginem este texto de Manuel Alegre:

“Mesmo nas noites mais tristes / em tempo de escravidão / há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz ‘não’”.

Aqui, “escravidão” é a condição social e psicológica da pessoa oprimida, que pode não ser escrava (no sentido político e económico), mas simplesmente perseguida politicamente.

Uma pessoa vítima de “escravidão” pode não ser escrava (no sentido político e económico); mas uma pessoa vítima de “escravatura” é com certeza escrava.

Falem e escrevam português; deixem a língua brasileira para os brasileiros.


Nota: O ódio dos brasileiros em relação aos portugueses é institucional, foi aprendido nas escolas e nas universidades, e propalado na cultura antropológica. Os portugueses vão ter também que devolver esse ódio institucional. Não esquecer que o QI médio dos brasileiros é inferior ao dos marroquinos.

O Anselmo Borges e a teologia radical


“Para aligeirar o barco cristão que naufraga nas águas modernistas, a teologia liberal desfez-se da divindade de Cristo, e a teologia radical desfaz-se hoje da existência de Deus.”

(Nicolás Gómez Dávila)


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