Como o partido CHEGA deve lidar com a safardana Isabel Moreira

A Isabel Moreira e respectiva família é oriunda de uma aldeia do concelho de Mirandela, Trás-Os-Montes, onde predomina a herança genética e cultural sefardita. Basta olhar para ela (ou/e para uma fotografia do pai dela) para inferirmos as origens hebraicas da criatura.

isabel-moreira-85210-webUma característica cultural multissecular hebraica, que advém do esoterismo esconso no Talmude e da Cabala, é a quasi-simultaneidade da auto-vitimização e da agressividade obscena, como estratégia de confrontação.

O judeu chora baba e ranho, fazendo-se de vítima, ao mesmo tempo que, furioso, te espeta uma faca nas costas. Estas duas atitudes do safardana são quase simultâneas.

Esta táctica sefardita da safardana Isabel Moreira é utilizada amiúde, nos me®dia, nos confrontos políticos — por exemplo, contra o partido CHEGA.

As fauces da criatura contorcem-se, transparecendo um sofrimento vitimado de quem está a ser violentada, ao mesmo tempo que cospe impropérios mais ou menos insultuosos. É a táctica do judeu. Esta táctica de confrontação retórica foi utilizada sistematicamente pela Isabel Moreira para neutralizar politicamente a Assunção Cristas, ex-dirigente do CDS.

A única forma de lidar com a sefardita Isabel Moreira é deixar de lado a correcção política. Quem vai à guerra, dá e leva. Não queremos deputados bonzinhos no CHEGA. Os deputados bonzinhos e educadinhos (e anjinhos) pertencem ao PSD e CDS: por isso é que a Isabel Moreira (e a Esquerda) gosta deles.

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Galopim de Carvalho: a prova de que um cientista pode ser um imbecil

Quando lemos este texto de Galopim de Carvalho (ver ficheiro PDF), ficamos com a ideia de que poderia ter sido escrito por um idiota qualquer, aspirante a secretário-geral do Partido Comunista. Não é disto que se espera de um cientista, ou mesmo de um defensor da ciência.

A ciência não é um instrumento de ideologia política. Aliás, a ciência deve ser o oposto de uma qualquer ideologia.

O supracitado idiota vem (outra vez) com a lengalenga das “perseguições” da Igreja Católica a Giordano Bruno (um frade dominicano católico, e lunático) e a Galileu (não houve perseguição alguma a Galileu, houve problemas pessoais com o papa), mas esquece-se das perseguições do chamado “espírito científico” em relação à humanidade que matou mais de 100 milhões de seres humanos no século XX.

O galopim é um idiota chapado.

« A revolução francesa matou mais gente em apenas um mês e em nome do ateísmo, do que a Inquisição da Igreja Católica em nome de Deus durante toda a Idade Média e em toda a Europa. »

→ Pierre Chaunu, historiador francês

Se entendermos a ciência na perspectiva actual e actualizada, a reacção do Papa medieval às teses de Galileu foi absolutamente correcta, do ponto de vista do método científico (paradigma).

As teses de Copérnico (um Padre católico que defendeu a tese do heliocentrismo) receberam o imprimatur da Igreja Católica porque foram formuladas como hipóteses — o que não aconteceu com Galileu, que não quis formular hipóteses, mas antes pretendeu afirmar verdades absolutas. E a tentativa de afirmação das suas verdades absolutas aconteceu numa época em que a hipótese geocêntrica de Ptolomeu (um paradigma) podia explicar melhor muitos fenómenos celestes.

Segundo a perspectiva actual da ciência (o conceito de “paradigma” ) e, por isso, racional e científica propriamente dita, a Igreja Católica do tempo de Galileu defendeu a concepção científica mais moderna, embora tenha errado tanto quanto erra a ciência actual.

O galopim é uma besta.

Para além disso, o galopim é burro, porque a hipótese do heliocentrismo é muitíssimo anterior a Copérnico e Galileu: Aristarco de Samos, que viveu no século III a.C., foi simbolicamente condenado à morte — ou seja, não foi realmente morto — por ter dito que era a Terra que se movia em torno do Sol e que as estrelas não rodopiavam à volta da Terra; e foi simbólica- e virtualmente condenado à morte precisamente porque Aristarco colocava assim em causa a existência da morada dos deuses gregos, porque segundo a mitologia grega, era suposto que a Terra fosse o centro do universo, explicando-se assim a existência do Olimpo.

Sobre Giordano Bruno, escrevi aqui. Giordano Bruno não foi morto por serviços prestados à ciência. Bruno foi morto por razões que se misturam entre a transgressão espiritual e teológica, e questões pessoais e privadas.

O galopim é ignorante.

O galopim vive sob o jugo irracional de um paradigma, mas, simultaneamente, recusa o conceito de paradigma. A linguagem do galopim é ideológica, dogmática.

“There are two kinds of people in the world: the conscious dogmatists and unconscious dogmatists. I have always found myself that the unconscious dogmatists were by far the most dogmatic.”

→ G. K. Chesterton, ‘Generally Speaking.’

O galopim vem dizer que a ciência positivista “não impõe”. Claro que impõe! E a prova disto é a imposição imbecil dele, segundo a qual a ciência positivista e a religião são oponentes. O positivismo é uma espécie de ideologia.

Comparar ciência e religião é próprio de um asno. O galopim é um asno.

Erich Fromm e a liberdade do medo

“Nas sociedades tradicionalistas são talvez os Mortos que mandam; nas sociedades democráticas, porém, é a Morte que manda.”

→ Fernando Pessoa


Temos aqui um texto publicado pela professora Helena Serrão, da autoria do marxista cultural e judeu Erich Fromm, um dos fundadores e seguidores da Escola de Frankfurt. Tal como o judeu Herbert Marcuse, o judeu Erich Fromm fugiu da Alemanha nazi e levou o seu inferno ideológico para os Estados Unidos.


“Só nas épocas de decadência e de esgotamento social, quando o valor humano do indivíduo se abate e o seu dinamismo social afrouxa, pode uma doutrina altruísta (socialista) criar raízes na alma popular.”

→ Fernando Pessoa


Eu não concordo em quase tudo com Erich Fromm;

  • por exemplo, não concordo com a ideia de Fromm segundo a qual o instinto, no ser humano, vai desaparecendo com o incremento do “processo de individuação”; Erich Fromm ganharia alguma coisa se tivesse lido Fernando Pessoa, Leonardo Coimbra, Antero de Quental, ou Henri Bergson (segundo Bergson, a intuição é o instinto que no ser humano se tornou desinteressado, consciente de si próprio, capaz de reflectir sobre o seu objecto ― é o retorno consciente da inteligência ao instinto. No ser humano, a ordem natural é essa conjugação consciente entre a inteligência e a intuição. Defender esta ordem natural do ser humano é a coisa mais racional do mundo), ou mesmo a fenomenologia de Husserl.

  • ou que a “liberdade humana” significa “independência em relação às leis da Natureza”: estas duas noções, oriundas do marxismo cultural (por exemplo, Adorno, Marcuse, Wilhelm Reich, Erich Fromm), envenenaram o pensamento académico português e solidificaram-se ideologicamente nas elites políticas portuguesas depois do 28 de Abril de Mil Novecentos e Troca o Passo.


“O socialismo, em vez de ser uma libertação económica, é uma ausência completa de liberdade. O socialismo torna extensivo a toda a gente o servismo da maioria. Não são os escravos que querem libertar-se: são os escravos que querem escravizar tudo. Se eu sou corcunda, sejam todos corcundas.

É esta a razão por que, sem querer mas sabiamente, a Natureza fez o Homem construir o privilégio. (…) Bem diziam os homens da Idade Média, concebendo a liberdade, não como um direito, mas como um privilégio.”

→ Fernando Pessoa, “Cinco Diálogos Sobre a Tirania”, Obras em Prosa, Tomo III, edição do Círculo de Leitores, 1975.


O homem moderno — por exemplo, um intelectual académico de alto coturno, altamente “individualizado” — reage da mesma forma, a um terramoto, que um outro homem, da idade da pedra: borrando-se todo!


“Revolucionário ou reformador — o erro é o mesmo. Impotente para dominar e reformar a sua própria atitude para com a vida, que é tudo, ou o próprio ser, que é quase tudo, o homem foge para querer modificar os outros e o mundo externo. Todo o revolucionário, todo o reformador, é um evadido. Combater é não ser capaz de combater-se. Reformar é não ter emenda possível.”

→ Fernando Pessoa, Livro do Desassossego


O conceito de “individuação” (ou “processo de individuação”, como escreveu Fromm), utilizado pelo judeu Erich Fromm, tem origem na escolástica medieval: o Princípio de Individuação, é o princípio da Escolástica em virtude do qual uma categoria do Ser se singulariza numa realidade única ou singular – por exemplo, no indivíduo Orlando Braga. Portanto, neste aspecto, não há nada de novo em Erich Fromm.

O partido CHEGA e o jornaleiro André Carvalho Ramos

Na CNN Portugal, acabei de ver mais um deputado do CHEGA (desta vez foi o Filipe Melo) a ser maltratado pelo jornaleiro fanchono André Carvalho Ramos (na imagem em rodapé) em uma “entrevista”.


Penso que o partido CHEGA se deveria recusar à ir a essa estação de televisão para ser entrevistado por um jornaleiro apanascado condenado em tribunal por violência gay.

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O progressista Ludwig Krippahl : “a única verdade verdadeira é a da Esquerda quando esta diz a verdade que o CHEGA diz”

Neste textículo, o progressista Ludwig Krippahl defende a ideia segundo a qual existe de facto um “politicamente correcto” (no caso vertente, o politicamente correcto actual coincide em grande parte com o “marxismo cultural” ou “movimento ideológico pós-modernista”, como lhe quiserem chamar), por um lado; mas por outro lado ele diz que o politicamente correcto é mau, principalmente, porque beneficia o CHEGA.

Ou seja, para o progressista Ludwig Krippahl, não é a negação da expressão da verdade que, de facto e em primeiro lugar, o preocupa: o que é preocupante é que a expressão da verdade beneficie o CHEGA.

Quando o CHEGA diz a verdade, para o progressista Ludwig Krippahl isso significa que a verdade expressa pelo CHEGA torna-se “tomaticamente” xenófoba, homófoba, transfóba, misógina, sexista, machista, rassista, fassista, escroto patriarcal, supremacista branquela, pai de família, marialva, negacionista, chalupa, preconceituosa e reaccionária.

Ou seja, a verdade, vinda da boca do CHEGA, é falsa. A única verdade boa, segundo o progressista Ludwig Krippahl, é aquela que vem da Esquerda quando esta diz a mesma coisa que o CHEGA diz.

A profunda desonestidade do “progressismo” do Ludwig Krippahl

Quando a Mariana Metágua declarou exclusividade no parlamento, e estava com avenças salariais no sector privado — o Ludwig Krippahl prefere criticar o André Ventura (ver ficheiro PDF)  por não ter declarado exclusividade, enquanto deputado, e trabalhado para o sector privado.

Isto revela, por si só, a profunda desonestidade do progressista Ludwig Krippahl, que traduz o conceito de “tolerância repressiva” de Herbert Marcuse: “quando a Esquerda faz merda, só criticamos a merda da Direita e projectamos a nossa culpa para a Direita”.

O argumento primeiro contra o CHEGA é o seguinte:

“O CHEGA até tem razão em relação à corrupção em Portugal, mas não adianta ter razão: temos que nos conformar com o status quo”.

Outra característica do argumentário do Ludwig Krippahl contra o CHEGA é o de que este partido não apoia ou não defende o multiculturalismo. E o progressista Ludwig Krippahl considera isso um mal.

Para o Ludwig Krippahl, quando o CHEGA diz que “o partido é neutro em questões religiosas”, isso deveria significar “apoio ao multiculturalismo”.

Neutralidade religiosa = apoiar o multiculturalismo.

Toda a História de Portugal, a herança cultural centenária de um povo, segundo o progressista Ludwig Krippahl, deve ser expurgada e erradicada em nome da “neutralidade religiosa” e da “diversidade”, que é literalmente sinónimo de “multiculturalismo”. E depois, diz ele que o CHEGA não é coerente.

O progressista Ludwig Krippahl defende o multiculturalismo, alegadamente em nome da liberdade.

Ora, em uma sociedade multiculturalista, a intervenção do Estado na sociedade civil é necessariamente muito maior, quando comparada com a intervenção estatal numa sociedade em que exista uma suficiente coesão social e cultural.

O Ludwig Krippahl defende uma maior intervenção do Estado na sociedade, e em nome da “liberdade”. E depois diz que o CHEGA é contraditório e ambíguo.

Thomas Kuhn e a “ciência revolucionária”

A professora Helena Serrão transcreve aqui um textículo de Thomas Kuhn acerca do conceito de “anomalia” (em filosofia da ciência).

Kuhn categorizou a ciência como “normal” e como “revolucionária”. O conceito de “paradigma” aplica-se à ciência normal, em que um paradigma é aceite e aplicado a novas situações que surjam.

Porém, a presença / existência de uma anomalia (ou duas) não é suficiente para causar o abandono de um paradigma — porque, segundo Kuhn, a lógica da falsificabilidade não é aplicável no caso de rejeição de um paradigma (o paradigma não é rejeitado apenas na base de uma comparação das suas consequências e das “provas” empíricas): a rejeição de um paradigma é uma relação de três termos que envolve 1/ o paradigma estabelecido, 2/ um paradigma rival, 3/ e as “provas” resultantes da observação empírica.

Quando surge, de facto, um paradigma rival, surge um estádio da “ciência revolucionária”.

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Dou o exemplo da lei de Fourier. Surge a notícia de que o paradigma subjacente à lei de Fourier sofre de (pelo menos) uma anomalia; mas ainda não existe um novo paradigma viável em competição com o anterior, e por isso é que o actual paradigma da lei de Fourier (ainda) não é colocado em causa pela anomalia recentemente descoberta.

Porém, o novo paradigma da lei de Fourier, quando surgir, representará uma mudança da percepção da realidade (Gestalt-shift): a nova lei de Fourier, a surgir em função das anomalias verificadas, pode diferir do paradigma anterior em relação ao tipo de resposta admissível aos problemas colocados pela observação — ou seja, os dois paradigmas (o velho e o novo) não poderão ser medidos / avaliados num mesmo nível / qualidade de percepção da realidade.

O conceito pós-modernista e bergogliano de “respeito” do Anselmo Borges

Posso estar de acordo com quase tudo o que o Anselmo Borges escreveu aqui (ver ficheiro PDF), com uma excepção: o respeito pelo outro não é “incondicional”, como ele alude. Antes de mais, vamos falar sobre o que significa “respeito pelo outro”, para que não haja mal-entendidos.

S. Tomás de Aquino escreveu que “não devemos respeitar quem não merece respeito”. E, que eu saiba, S. Tomás de Aquino não era menos santo do que o Anselmo Borges.

S. Tomás de Aquino referia-se ao “comportamento do outro” (juízo moral, racionalmente fundamentado), e não ao “desrespeito em relação ao outro enquanto ser humano” (respeito ontológico). Anselmo Borges mete estes dois conceitos no mesmo saco — como é característica do Pós-modernismo.

Uma coisa é o respeito pelo outro enquanto ser humano (respeito ontológico); outra coisa, bem diferente, é o “respeito” que sanciona, ou tolera, ou até aceita, qualquer tipo de comportamento em nome de um putativo “respeito pelo outro”. É neste segundo sentido que se insere o conceito de “respeito” adoptado pelo papa Chico e seus acólitos (como é o caso do Anselmo Borges), na linha ideológica do Pós-modernismo.

Porém, o este segundo conceito de “respeito pelo outro” é ambíguo — como em quase tudo o que prevalece na Igreja Católica do papa Chico: a ambiguidade é chave-mestra da mundividência bergogliana (pós-modernista) —, porque só se aplica em alguns casos politicamente motivados.

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É claro que Anselmo Borges invoca Kant para fundamentar o conceito pós-modernista de “respeito”; mas esqueceu-se do conceito kantiano de “autonomia” (que é também da razão prática). A ambiguidade bergogliana pós-modernista (que caracteriza o Anselmo Borges) faz com que se escondam os conceitos que não interessam ou que incomodam a narrativa politicamente correcta, mesmo sendo da mesma fonte autoral.

O conceito de “autonomia”, de Kant, dá razão a S. Tomás de Aquino: a “autonomia”, segundo Kant, pode definir-se 1/ como liberdade no sentido negativo, isto é, como independência do cidadão em relação a qualquer coacção exterior (ou seja, o cidadão, enquanto indivíduo), 2/ mas também no sentido positivo, como legislação da própria Razão pura prática (o cidadão, enquanto legislador).

Ou seja, para Kant, a autonomia consiste em ser simultaneamente “cidadão e legislador”: a vontade do Bem é ela própria uma criação livre.

A radicalização do princípio da “autonomia” de Kant, que ocorre na contemporaneidade pós-modernista (e, por maioria de razão, na Igreja Católica bergogliana defendida pelo Anselmo Borges), consiste grosso modo em adoptar a liberdade em sentido negativo (o “cidadão”) e excluir o sentido positivo da função da Razão no papel do “legislador”, transformando a autonomia em subjectivismo puro e não passível de universalidade, levando à atomização da sociedade.

É isto que a actual Igreja Católica do Bergoglio defende.

João Caupers, Isabel Moreira, e a institucionalização da eutanásia

Não podemos confiar, exclusivamente ao Direito, as decisões sobre a vida ou morte de uma pessoa; não nos esqueçamos que o holocausto nazi, e/ou os Gulag soviéticos, foram perpetrados de forma legal. Aquilo que é legal não é necessariamente legítimo.

«De acordo com o Presidente do Tribunal Constitucional à data, João Caupers, “a este respeito considerou o tribunal que o direito a viver não pode transfigurar-se num dever de viver em quaisquer circunstâncias”.»

O Caupers confunde “dever”, por um lado, e “necessidade”, por outro lado — o que revela impreparação para lidar com problemas desta índole. João Caupers é apenas um técnico; não passa disso.

O “dever” distingue-se, em primeiro lugar, contrariamente do que sugere o Caupers, da “necessidade”, que se impõe a todos e não deixa qualquer alternativa — por exemplo, temos necessidade de comer, para viver, quer queiramos ou não.

A obrigação (quando coincide com o dever), pelo contrário, implica a vontade e a liberdade de escolha — por exemplo, “devo dizer a verdade” implica a possibilidade de não o fazer. O “dever” tende, assim, a confundir-se com “obrigação”, embora nem toda a obrigação seja dever: os deveres ligados a uma função, ou mesmo a um compromisso, não são ainda o dever moral.

De facto, o verdadeiro dever é distinto de qualquer móbil sensível: cumprir o dever não traz vantagem material, independentemente de todo o contexto ou condições particulares — é o imperativo categórico: “Age unicamente de acordo com o princípio que desejes poder tornar-se numa lei universal” (Kant).

Em suma: o dever é apenas a intenção e a vontade de fazer as coisas bem, exigência puramente desinteressada, motivada simplesmente pelo respeito pela lei (seja esta a lei divina, a lei natural e/ou a lei dos homens), e mais precisamente, do seu carácter universal.

A utilização do conceito de “dever” neste contexto por parte do Caupers, revela ou ignorância ou perversidade própria do relativismo esquerdopata caracterizado por um nominalismo radical que destrói o Direito e a nossa cultura.

A filha-da-putice de Alexandre Morais, um ministro brasileiro que seria magistrado em Portugal

Em Portugal, um juiz de Direito é um magistrado — porque exerce um magistério (origem etimológica: latim magisterium, cargo de mestre).

Por maioria de razão, um juiz do Supremo Tribunal de Justiça português é um magistrado.

Um magistrado é sempre alguém com um estatuto mais elevado do que um ministro: um magistério tem uma condição superior à do ministério — excepto no Brasil.

A originalidade brasileira deturpa, por definição, a etimologia da língua. No Brasil, um juiz do Supremo Tribunal de Justiça é chamado de “ministro” — e não de “magistrado”, como é chamado em Portugal.

Por isso é que os “ministros” (os juízes) do Supremo Tribunal de Justiça do Brasil se imiscuem amiúde na política corriqueira do dia-a-dia, fazendo concorrência com os ministros do governo.

Entre esses “ministros”, destaca-se um verdadeiro filho-de-puta: Alexandre Morais.