Agora começa a “caça às bruxas”, por parte do sistema político.
A Helena Damião utiliza Kant para negar Kant
Dois dos paradoxos do Pós-modernismo são a legitimação racional da Contradição (Estimulação Contraditória e Compartimentação), por um lado, e a redução de toda a realidade a “construções sociais”, por outro lado.
Dou um exemplo: em Espanha, um vasto grupo de jornalistas, afectos ao Partido Socialista espanhol, publica um manifesto contra a liberdade de imprensa… mas, alegadamente, em nome da defesa liberdade de imprensa! É a legitimação racional da Contradição (Estimulação Contraditória e Compartimentação) como estratégia política.
Outro exemplo da cultura pós-modernista é o da Helena Damião, que defende aqui, alegadamente, o conceito de Liberdade e de Educação, segundo Kant, mas ocultando dos leitores a importância do indivíduo na filosofia de Kant, por um lado, e a importância da disciplina no conceito de Educação de Kant, por outro lado.
Para Kant, a disciplina é a parte negativa da educação ; e a instrução é a parte positiva da Educação.
“Um governo que fosse fundado sobre o princípio da benevolência para com o povo, tal como a do pai para com os filhos, quer dizer, uma governo paternal (imperium paternale), no qual, por consequência, os súbditos, quais filhos menores, incapazes de decidir do que para eles é verdadeiramente útil ou prejudicial, são obrigados a comporta-se de maneira unicamente passiva, a fim de esperar apenas do juízo do Chefe de Estado o modo como devem ser felizes, e apenas da sua bondade que ele igualmente o queira — um tal governo, digo, é o maior despotismo que se pode conceber ”.
→ Kant, “Teoria e Prática”, 1793, II, p. 31
Ora, o socialismo (a Esquerda em geral) que a Helena Damião defende é a antítese do conceito de “liberdade” e de “educação” defendida por Kant. Para a Esquerda, a escola pública deve “educar” as crianças, substituindo-se aos pais. Ora, é este tipo de escola pública que a Helena Damião chama de “instituição maravilhosa”.
A partir de Rousseau, “a educação transformou-se num instrumento da política, e a própria actividade política foi concebida como uma forma de educação”.
→ Hannah Arendt, “Entre o Passado e o Futuro”, 2006, pág. 186).
“Porque a criança tem necessidade de ser protegida contra o mundo, o seu lugar tradicional é no seio da família.”
(idem, pág. 196)
(…)
“A própria responsabilidade alargada pelo mundo que a educação assume, implica, como é óbvio, uma atitude conservadora.”
(ibidem, pág. 202)
Chegou o momento de substituir o conceito de Ministério da Educação pelo de Ministério da Instrução, como aconteceu na Primeira República (Leonardo Coimbra foi ministro da Instrução).
A educação é competência dos pais e/ou família; a instrução é competência da escola pública — sendo que “escola pública” não tem que ser necessariamente “escola estatal”: as escolas privadas também são públicas.
A arte é metafísica
A professora Helena Serrão transcreve um texto de Aires de Almeida, através do qual se defende a ideia (de Bell) de que uma cópia / réplica de uma obra de arte também é uma obra de arte.
Eu defendo a ideia de que uma réplica de uma obra de arte não passa disso mesmo: uma réplica. Não é propriamente uma obra de arte, mas antes tem uma estrutura diferente da obra de arte propriamente dita. Podemos dizer, no limite e com muita condescendência, que “uma réplica é arte”; mas não podemos dizer que “uma réplica é uma obra de arte”.
Invoquemos a regra de Leibniz da “identitas indescernibilium” (a identidade do indistinguível). Segundo esta regra, as unidades que não se distinguem, em nenhuma característica, devem ser consideradas completamente iguais, ou seja, idênticas. E esta identidade é não só material, mas também metafísica. Ora, esta comunhão identitária não existe entre uma obra de arte e a sua réplica.
Vamos dar o exemplo do mito do Navio de Teseu. Depois de Teseu matar o Minotauro, os cidadãos de Atenas guardaram o seu navio no porto de Atenas, onde era alvo de romarias populares, e onde foi conservado com primor. Quando uma peça do casco apodrecia, a elite ateniense substituí-a por outra. E, à medida que as peças apodrecidas do casco iam sendo substituídas, o povo não duvidou que o navio continuava a ser o Navio de Teseu.
Depois de todas as peças de madeira do navio terem sido substituídas, os filósofos de Atenas questionaram-se sobre se o navio que se encontrava no porto não seria já um navio diferente do original Navio de Teseu. Estamos aqui perante a metáfora da obra de arte e da sua réplica. O Navio de Teseu foi duplicado a nível da dimensão do espaço, mantendo-se inalterado a nível do tempo. Ora, a regra da identitas indescernibilium aplica-se tanto na dimensão do espaço como na dimensão do tempo — daí podermos dizer, com propriedade, que aquele navio no porto de Atenas já não era o Navio de Teseu.
A identidade de uma obra de arte existe (também) em uma dimensão metafísica, porque a sua génese existe em uma dimensão não-física e intemporal, manifestando-se contudo na dimensão do espaço-tempo.
Se considerarmos uma obra de Picasso, por exemplo, como uma espécie particular de sistema quântico, então poderíamos dizer que dois quadros de Picasso, que estivessem no mesmo estado quântico, seriam exactamente o mesmo quadro (identitas indescernibilium). Ora, o vector de estado quântico do Navio de Teseu e o da sua réplica não era o mesmo — e por isso é possível distingui-los.
Uma réplica de uma obra de arte não é obra de arte: é uma réplica porque tem um vector de estado quântico totalmente diferente. Uma réplica apenas reflecte o valor da obra de arte, assim como a Lua reflecte a luz do Sol.
O Celinho sefardita está a ficar xexé

“O presidente da República diz que o primeiro-ministro Luís Montenegro tem “comportamentos rurais”. Num jantar com jornalistas estrangeiros, Marcelo Rebelo de Sousa comparou o actual primeiro-ministro com António Costa. Diz que, por ser oriental, António Costa é mais lento. O presidente confessa que não encontra qualquer ofensa nestas declarações.”
Há coisas que que um presidente da república pode pensar mas não deve dizer publicamente — mesmo que sejam verdades. Chegou o momento de o Celinho sefardita escrever as suas memórias, com todas as verdades que lhe aprouver publicar.
O progresso politicamente correcto no Reino Unido
“Vem aí a primeira geração livre de fumo: venda de tabaco e vaporizadores a quem nasceu depois de 1 de Janeiro de 2009 — actualmente com 15 anos — vai passar a ser crime no Reino Unido a partir de Abril do próximo ano.”
→ Quem nasceu depois de 2009 nunca mais poderá comprar tabaco no Reino Unido
Quem nasceu depois de 2009 nunca mais poderá comprar tabaco no Reino Unido, mas poderá cortar a pila (se for YX) ou extrair os ovários ou abortar à fartazana sem conhecimento dos pais (se for XX).
E mais: não poderá comprar tabaco, mas poderá comprar legalmente Cannabis.
É o progresso.
O comunista galopim do carvalho diz que o povo português é burro
O galopim do carvalho, que defende a ideia segundo a qual a vida (célula) surgiu espontaneamente das pedras e da lama, queixa-se do sistema educativo português.
Diz, o galopim, que o povo português é inculto porque não acredita que a vida celular surgiu das pedras e da lama.
“Foram as pedras e os fósseis, que muitas delas trazem dentro, que nos deram a conhecer a origem e a evolução da Terra e da Vida, ao longo de centenas de milhões de anos (Ma). Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida e, através do cérebro humano, adquirir capacidade de pensar.”
O galopim faz parte deste novo puritanismo que, tal como os gnósticos da Antiguidade Tardia e como os puritanos do século XVII, se julga acima do comum dos mortais. É também este excepcionalismo neognóstico que transforma o Rerum Natura em um antro de comunistas, os auto-denominados “donos da liberdade” de acreditar que a vida celular surgiu das pedras e da lama depois de uma chuvada.
A classe política idealizada pelo galopim, como sendo perfeita, é a preconizada pelo Partido Comunista — aqui, na Coreia do Norte, na China ou em Cuba. O galopim fala em “cultura civilizacional”, e lembro uma frase de G. K. Chesterton:
“Some of the most civilized and highly organized cultures, like Carthage at its wealthiest, had human sacrifice at its worst. Culture, like science, is no protection against demons.”
A cultura e a ciência das pedras (a ciência do galopim), não nos protegem dos demónios.
Segundo o galopim, não é o Partido Comunista que tenta destruir a democracia; segundo a estupidez doutoral de quem defende que a célula vital surgiu das pedras, o perigo para a democracia vem do CHEGA.
A amálgama de um filho-de-puta
Temos aqui um filho-de-puta que defende a ideia segundo a qual o progresso é uma lei da Natureza. Basta uma plêiade de selvagens civilizados da índole dele para deitar o progresso pela pia abaixo.
O texto é iníquo. Compromete todos os professores, sem excepção, com uma determinada visão da sociedade; ou seja, com uma determinada visão ideológica da sociedade. E quem não concorde, é “estúpido e intolerante”. E tudo isto em nome do “progresso”.
Quando nós vemos, e verificamos, por exemplo, que na Alemanha saiu uma nova lei que permite que crianças com menos de 14 anos mudem de sexo uma vez por ano — vem este filho-de-puta dizer que não existe Ideologia de Género nas escolas da União Europeia e de Portugal.
Quando os tribunais do Canadá exigem que todos os intervenientes de julgamentos (incluindo os réus) se identifiquem previamente com os seus “pronomes” — vem este filho de um cabrão dizer que “a Ideologia de Género é a tua tia”.
Depois, a amálgama destes filhos-de-puta é sempre feita invocando as excepções à regra: transformam, por passe de mágica, as excepções em regra, ignorando a noção de juízo universal, desvalorizando as consequências nefastas da Ideologia de Género (que, dizem eles, não existe), e dizendo que o mais importante é o caso isolado e raríssimo daquele aluno choroso que tem uma tetravó moribunda.
O canalha que dá pelo nome de Rui Correia não é propriamente uma caricatura de Groucho Marx, que perguntava:
“¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!”
O palhaço é sempre uma caricatura dele próprio.
Wittgenstein é um caso Wittgensteiniano
No seu último livro (“A Vida do Espírito”, publicado postumamente e inacabado), Hannah Arendt refere-se a Kant e à “Crítica da Faculdade de Julgar”, em que se defende que o ser humano, de uma forma intersubjectiva, procura a verdade: a partir da “Analítica do Belo”, Arendt define uma faculdade subjectiva que discerne o bem do mal, da mesma forma que o juízo estético distingue o belo do feio.
Porém, Kant defendia uma abertura de espírito, por forma a acomodar concepções alógenas de “Belo” e de “Bom”. Mas, conforme Arendt, isso não é sempre possível quando existe um conflito com os valores civilizacionais.
Mutatis mutandis: haverá sempre alguém que gosta do cheiro a merda — isto é “inevitável”, acontecerá sempre (Mateus 18, 7) —, o que não significa que uma minoria merdosa ganhe legitimidade e Poder para ditar o Gosto intersubjectivo e o conceito vigente de Belo e de Bom (que é o que acontece actualmente com uma minoria merdosa).
“Reduzir a filosofia à análise linguística equivale a supôr que só há pensamento alienígena.”
Wittgenstein estudou engenharia; e depois aprendeu filosofia com Bertrand Russell que nunca lhe dedicou uma linha nos seus escritos. Bertrand Russell ignorou completamente Wittgenstein.
A única obra publicada por Wittgenstein (em vida) foi o Tractatus Logico-philosophicus que é uma espécie de livro de aforismos altamente subjectivos, e que supostamente apresenta uma reflexão analítica da linguagem e as condições de representação do mundo através da linguagem.
Ou seja: o Tractatus Logico-philosophicus é um livrinho de defesa do positivismo puro e duro, que reduz a “verdade” ao “verificável”.
¿O que é, para Wittgenstein, uma proposição dotada de sentido? É uma proposição passível de ser verificada (ver verificação).
A velha “lógica” positivista (a tal “lógica que evolui”) é a seguinte: o critério da significação — ou seja, o critério da razão, ou o critério daquilo que pode ser considerado ‘racional’ — é a verificação. Tudo o que não é verificável não tem significado, ou seja, não é racional.
Isto é um nominalismo radical.
Porém, esta proposição — “o critério da significação é a verificação” — não é, ela própria, verificável. O engenheiro Wittgenstein não se deu conta da sua própria contradição.
A viragem de 180 graus: Wittgenstein é um caso Wittgensteiniano
Na última fase da sua vida, Wittgenstein mudou de tom: abandonou o nominalismo radical (atomismo lógico), e avança com a noção de “jogo de linguagem”, referida aqui pela professora Helena Serrão com o significado de “semelhança de família”.
No contexto de “jogo de linguagem”, a linguagem passa a ser (para Wittgenstein) uma espécie de caixa de ferramentas, com muitos instrumentos com muitíssimas funções, fazendo com que (alegadamente) não exista uma maneira correcta e outras incorrectas de os utilizar — se Wittgenstein vivesse hoje em Portugal, seria um acérrimo defensor do Acordo Ortográfico “à la carte”.
Por outras palavras: segundo Wittgenstein, não há regras na linguagem significante: não existe (alegadamente) uma essência da significação. Nesta última fase da sua vida, Wittgenstein já não concebe a linguagem do ponto de vista cognitivo, mas antes do ponto de vista da comunicação, variada e variável.
Em função da comunicação, toda a linguagem passa a ser legítima, mesmo que não signifique nada de preciso (por exemplo: “A isto, e a coisas parecidas, chama-se ‘jogo’” — isto é um “positivismo ao contrário”, um subjectivismo exacerbado que continua, porém, a negar a existência das categorias universais (realismo).
As “semelhanças de família”, segundo Wittgenstein, não são categorias (científicas) que tentam classificar a realidade (realismo): são impressões subjectivas, que não têm que ser necessariamente intersubjectivas. E a linguagem científica não é (para ele, esta fase) mais do que um jogo de linguagem, entre outros jogos.
Agora percebemos por que razão Bertrand Russell ignorou Wittgenstein.
Para o Mário Machado, não há metáfora que o valha: não é imigrante!
Quando o preto Mamadou Ba afirmou, nas redes sociais, que “devemos matar o homem branco”, o sistema de justiça português ficou quedo e calado — alegadamente porque o referido preto proferiu aquelas palavras “metaforicamente”.
Quando o Mário Machado escreveu no TwitterX que as meninas da Esquerda radical “deveriam ser violadas pelos imigrantes indostânicos de que elas tanto gostam”, não só a mensagem dele foi retirada do seu contexto irónico (pelos jornaleiros dos me®dia e pelo Ministério Público), como também a metáfora não foi sequer equacionada como possível, pelo sistema de Justiça português.
A metáfora só é válida quando se aplica à mensagem da Esquerda radical. E dos imigrantes.
A pseudo-informação e sub-informação dos jornaleiros portugueses
Aconselho a leitura deste artigo acerca da censura exercida em Portugal pelos “jornalistas”, com o apoio dos donos dos jornais — por exemplo, a censura do jornal Público apoiada por Cláudia Azevedo que é proprietária do jornal.
O mesmo se passa com o Pinto Balsemão que é dono do grupo Impresa que detém a televisão SIC, o semanário Expresso e outros me®dia.
Os proprietários de jornais, em Portugal, são coniventes com os jornaleiros de extrema-esquerda.
O pior, porém, passa-se na RTP — que é um canal de televisão do Estado, pago por todos os portugueses. A RTP é uma coutada da aliança entre os dois partidos rotativistas (Partido Socialista + PSD) e a extrema-esquerda. Eu estou absolutamente convencido de que se o CHEGA tiver um dia a maioria absoluta no parlamento, a RTP não muda um milímetro — porque o Poder da maçonaria é descomunal.
A essência do actual sistema político, controlado pela Esquerda (Partido Socialista, PSD) e extrema-esquerda (Bloco de Esquerda, Livre, Partido Comunista), é a pseudo-informação (propaganda ideológica através dos me®dia) e a sub-informação (censura mitigada — censura parcial — dos factos).
No caso da recente reunião em Bruxelas de nacionalistas e conservadores, de que nos fala o referido artigo, os jornaleiros portugueses (com a bênção dos capitalistas donos dos jornais) exerceram a sub-informação misturada com pseudo-informação.
Não fosse Portugal pertencer à União Europeia, já estaríamos numa ditadura esquerdista.

