Guterres: "É preciso acabar com o vício das energias fósseis"


Guterres: “É preciso acabar com o vício das energias fósseis”

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Se esta frase fosse proferida por um adolescente de 17 anos, eu não a classificaria de extraordinária. Faz parte da adolescência, a revolta contra o mundo.

Porém, vinda de um velho caduco e responsável da ONU, essa frase incomoda-me sobremaneira. Incomoda-me saber que há caquécticos em lugares de Poder que raciocinam como putos.

¿Porquê esta radicalização do discurso político, vinda de um cadáver ambulante?

¿Quanto é que o Guterres irá receber, em milhões de US Dollars, depois de sair do cargo que ocupa na ONU?

“Igualdade” é a Pita que os piruta !

O Ludwig Krippahl foi (não sei se ainda é) apoiante do partido LIVRE do Rui Tavares que foi, por sua vez, deputado pelo Bloco de Esquerda no parlamento europeu; e por isso fiquei surpreendido com este verbete do Ludwig Krippahl.

Por muito que os me®dia tentem maquilhar a imagem do Rui Tavares (e fazem-no), a verdade é que este é essencialmente marxista, e o partido dele, de “livre”, tem quase nada. O Rui Tavares, à semelhança do Bloco de Esquerda, defende a igualdade de rendimentos, independentemente da dedicação e do trabalho despendidos pelos indivíduos. Rui Tavares é um comunista.

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O Igualitarismo de Procrustes


Em aditamento ao referido artigo de Ludwig Krippahl, com o qual concordo maioritariamente, tenho a dizer o seguinte:

A obsessão pela “igualdade de rendimentos” é o fundamento de um velho totalitarismo travestido de “nova liberdade”. Como escreveu Fernando Pessoa: “é a velhice do eterno novo”.

O comunista (camuflado, ou não) começa por pedir a “igualdade de oportunidades”, mas acaba sempre por exigir que se penalize o bem-dotado. Para o comunista, a igualdade de rendimentos é a condição psicológica prévia das matanças científicas e frias (Che Guevara, Fidel Castro, Pol-Pot, Estaline, Mao, etc. ) — por exemplo, com a instituição do aborto como um “direito à igualdade da mulher”.

As matanças esquerdistas pertencem à lógica do próprio sistema obcecado pela “igualdade”.

Os seres humanos, à medida em que se sentem mais “iguais”, mais facilmente aceitam e toleram que os tratem (pelo Estado ou pelo Poder) como peças intercambiáveis, substituíveis e supérfluas.

Para além dos comunistas, os auto-proclamados “liberais, progressistas e igualitaristas”, (por exemplo, IL [Iniciativa Liberal]) ignoram a diferença entre verdades e erros: apenas distinguem a diferença entre opiniões populares e opiniões impopulares. E depois dizem que “os populistas são os outros”.

Em nome da “igualdade”, o “liberal” português degrada a liberdade antes de a estrangular; o igualitarismo dito “liberal” não suprimiu os ricos e poderosos: apenas acabou com os ricos e poderosos decentes. Graças aos “liberais” portugueses, os ricos são hoje (em geral) uma cambada de gente amoral. Já lá vai o tempo em que o patrão se preocupava minimamente com as famílias dos seus operários: hoje, salvo excepções, um rico é sinónimo de filho-de-puta.

Se a cultura é a expressão da alma colectiva — sendo que a civilização é o propósito do intelecto —, a cultura actual, dita “liberal”, espelha a merda em que se transformou o espírito humano.


Porém, sendo a igualdade impossível, Aristóteles criou o conceito de “equidade” — que é diferente do conceito de equidade adulterado pelo Wokismo.

A aplicação do conceito aristotélico de “Equidade”, distingue-se do direito igualitário porque consiste na correcção da lei positiva mediante a consideração da lei natural (o jusnaturalismo, que a Esquerda e os liberais repudiam, por exemplo, Isabel Moreira) nos casos em que a sua aplicação pudesse contribuir para uma maior e melhor justiça.

Segundo Aristóteles, a equidade é a Justiça que diz mais respeito ao espírito do que à lei e que pode mesmo moderar ou rever esta última, na medida em que se mostre insuficiente devido ao seu carácter geral.

A equidade é acção do espírito sobre a lei — em que esta (a lei) é subordinada àquele (ao espírito).

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A equidade não significa que se justifique a existência de privilégios concedidos por intermédio do Direito Positivo — como, por exemplo, a restrição da liberdade individual, por exemplo, quando o Estado impõe as chamadas “quotas de género”, que a “Direitinha” do Montenegro e/ou do Nuno Melo também defende: aqui, não se trata de “equidade”: em vez disso, é ideologia marxista disfarçada.

A equidade não garante igualdade de rendimentos (ou igualdade de qualquer outra coisa) — exactamente porque equidade não é a mesma coisa que igualdade.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado

“A humanidade não existe sociologicamente, não existe perante a civilização.

Considerar a humanidade como um todo é, virtualmente, considerá-la como nação; mas uma nação que deixe de ser nação passa a ser absolutamente o seu próprio meio. Ora um corpo que passa a ser absolutamente do meio onde vive é um corpo morto.

A morte é isso — a absoluta entrega de si próprio ao exterior, a absoluta absorção no que o cerca. Por isso, o humanitarismo e o internacionalismo são conceitos de morte, só cérebros saudosos do inorgânico o podem agradavelmente conceber.

Todo o internacionalista deveria ser fuzilado para que obtenha o que quer: a integração verdadeira no meio a que tende a pertencer. Só existem nações, não existe humanidade.”

(Fernando Pessoa)

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Há limites para a loucura globalista

Há um frase que diz: “De génio e de louco, todos temos um pouco”; até há um livro com este título.

Portanto, uma pequena loucura, de vez em quando, não faz mal a ninguém. O problema agrava-se quando a loucura se torna epidémica, e quando circula pelas elites (a chamada “ruling class”, que não se circunscreve apenas à classe política) que criam as modas [o Trickle-down Effect, de George Simmel].

macron-webO senhor Macron, globalista de gema (e de merda), autorizou que corpos policiais e militares de 43 países patrulhem as ruas de Paris — durante o próximo evento dos Jogos Olímpicos.

Entre os países que policiam as ruas de Paris, está o Catar que apoia oficialmente o Hamas; está a polícia dos Emirados Árabes Unidos, país que defende abertamente a islamização da Europa; as polícias da Coreia, ou do Brasil de Lula da Silva.

Portanto, já não falamos de “intercâmbio” de polícias e forças militares de países da União Europeia e/ou de Schengen: trata-se da imposição, na cultura antropológica dos povos da Europa, de um plano globalista / mundialista de banalização da ideia de uma “polícia internacional”.

Trata-se, também, de uma tentativa de humilhação do povo francês que, assim, é controlado no seu próprio território por polícias de outros países com quem a França não tem acordos de segurança bilaterais.

O senhor Macron continua a cometer erros, atrás de erros, até finalmente arrebentar totalmente com o centro político em França. E depois, estas bestas ditas “liberais” queixam-se da polarização na política.

A diluição retórica do Mal

Há muitos anos, um militante do Bloco de Esquerda disse-me que “o aborto é um acto de amor”.

Vemos aqui como um mal, entendido em si mesmo (o aborto), é justificado retoricamente utilizando o argumento do “amor” no casal. O argumento é o seguinte: para que o amor vingue, no seio do casal, é (muitas vezes) necessário sacrificar a vida de um ser humano em formação.

O “argumento” supra não é racional: é puramente retórico.

A retórica é tudo o que exceda o estritamente necessário para uma pessoa se convencer a si mesma.


A retórica de pior gosto é a que renuncia às exigências estritas e mínimas da cidadania, mas sem renunciar ao seu vocabulário — como é o caso deste textículo do Henrique Pereira dos Santos acerca da corrupção na política:

Eu compreendo que, politicamente, é muito mais eficaz falar de corrupção (do) que falar da simplificação de processos de decisão, que é onde acaba a desaguar o discurso racional sobre corrupção (a versão abrutalhada do discurso sobre corrupção acaba em discussões sobre penas, perseguições, justiça e essas coisas todas que, essencialmente, podem servir para assinalar a virtude superior de quem fala, mas são largamente inúteis para limitar a corrupção).”

Henrique Pereira dos Santos

O Henrique Pereira dos Santos confunde “Poder”, por um lado, e “corrupção”, por outro lado — na ânsia (irracional) de criticar o CHEGA.

A verdade, porém, é que o Poder (entendido em si mesmo) não corrompe!, apenas liberta a corrupção larvar (latente), principalmente de quem aspira irracionalmente ao Poder.

Alguns políticos actuais nem sequer se corrompem!: oxidam-se!.

Portanto, a corrupção não é uma fatalidade do Poder — ao contrário do que afirma (implicitamente) o Henrique Pereira dos Santos.

Ou seja, a “simplificação de processos de decisão” não implica necessariamente “corrupção”, mas o Henrique Pereira dos Santos argumenta que quem pretende combater a corrupção (o CHEGA) faz a ligação entre as duas coisas — tal como o militante do Bloco de Esquerda fazia a ligação entre o “amor” e o “aborto”.

É a diluição retórica do Mal.

Em bom português, não é brasileiro

“Ontem o Público tinha uma entrevista com Raquel Machaqueiro, a senhora que organizou uma formação “histórias difíceis, legados difíceis”, na Fundação Gulbenkian, que pretenderia ensinar os professores de história a ensinar melhor os alunos em matérias relacionadas com a escravidão.”

Henrique Pereira dos Santos

Em português correcto, escreve-se “escravidão” quando nos referimos à condição ontológica ou de experiência subjectiva de um escravo, ou de um alegado escravo.

Quando se fala da condição social, política e cultural objectiva (no sentido de cultura antropológica) de um (alegado / eventual) escravo, escreve-se “escravatura”.

Qualquer dia, entramos, em Portugal, na diglossia própria do Brasil.

Maçonaria é uma forma actualizada de gnosticismo

pensamento Ferando Pessoa webO livrinho “Pensamento Maçónico de Fernando Pessoa”, de Jorge de Matos (Editora Sete Caminhos), é essencial para se entender como pensa a elite maçónica portuguesa.

A maçonaria é (em juízo universal) anticatólica — mas, o anticatolicismo, entendido apenas e só em si mesmo, não é relevante: o que é relevante é o anticatolicismo (que Fernando Pessoa chama de “Cristismo”, e “igreja romana”) aliado a uma visão prometaica e evolutiva da Natureza Humana, que caracteriza o anticatolicismo maçónico.

Para a maçonaria, a Lógica e a Natureza Humana, “evoluem” — o que é extraordinário!

Fernando Pessoa chama ao catolicismo (e seus fiéis) de “forças involutivas”, por um lado, e por outro lado faz a apologia do protestantismo. Ou seja, a maçonaria é nítida- e claramente (também) uma vergôntea do protestantismo mais radical.

Ademais, há na maçonaria portuguesa uma aversão à ruralidade e à economia agrícola — vem daqui a crítica de Marcelo Rebelo de Sousa a Luís Montenegro, apodando-o de alguém com “comportamentos rurais”: apesar de Luís Montenegro ser membro da maçonaria dita “regular”, é alvo de crítica de Marcelo Rebelo de Sousa por causa do seu perfil não-coetâneo e de repúdio pela ruralidade. Para o maçon que se preze, ser “rural” é pertencer à Idade da Pedra.

A maçonaria detém um misticismo gnóstico (também por isso podemos dizer que a maçonaria é uma religião).

Devemos distinguir o misticismo teísta (catolicismo), o misticismo naturalista (monismos, panteísmo) e o misticismo personalista (gnosticismo, maçonaria): o primeiro, manifesta a experiência da realidade de Deus; o segundo, a experiência da incorrupção do mundo; e o terceiro, a experiência da sempiternidade do Eu.

O misticismo teísta (católico) é incorruptível; mas o misticismo naturalista (monismos) é pervertido em panteísmo, quando a consciência extática identifica o esplendor da criação intacta, por um lado, com o esplendor do próprio Criador, por outro lado; e o misticismo personalista (maçonaria) é pervertido em gnosticismo, quando a consciência egocêntrica identifica a eternidade da alma com a eternidade de Deus (chamado de “Arquitecto”, pelos maçons).

(a continuar, se Deus quiser).

Isabel Moreira

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«Todo o indivíduo que desagrade ao intelectual de Esquerda, merece a morte.

Ser esquerdista é crer que os presságios de catástrofe são augúrios de bonança.

O mau humor é uma secreção específica do intelecto de Esquerda.

O esquerdista berra que ‘a liberdade perece’, quando as suas vítimas se recusam a financiar os seus próprios assassinatos.

O esquerdista vive das genuflexões que são feitas em relação às suas próprias virtudes.

O mundo burguês trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita e absorve os da Esquerda.

Todo o mundo, hoje, é de esquerda. Que alívio!»

(Nicolás Gómez Dávila)