Artigo da Cristina Miranda acerca do Poder proxeneta dos sibaritas do Terreiro do Paço

Aconselho a leitura deste artigo da Cristina Miranda acerca do resultado das últimas eleições e as suas (destas) repercussões nos me®dia.

Ao contrário, por exemplo, do Henrique Pereira dos Santos e do Corta-fitas, que preferem e proferem uma narrativa apologética do sistema político rotativista que nos governa desde há 50 anos — fruto de um CDS completamente vendido à Esquerda e destruído por dentro por Paulo Portas e Assunção Cristas —, a Cristina Miranda tem uma leitura crítica e independente acerca do Poder proxeneta instalado há 50 anos na capital-do-império-que-já-não-existe, e dos sibaritas que pululam pelo Terreiro do Paço.

Dois excertos do texto:

«Está mais do que provado: os jornalistas de hoje são meros fazedores de opinião, verdadeiras claques políticas, ao serviço de agendas bem definidas. Alguns cumprem ordens, outros fazem-no com entusiasmo.

Mas estes resultados eleitorais também lhes pertencem — são o reflexo do descrédito gerado por um serviço público profundamente degradado».

tropa fandanga

«Há cerca de 1,5 milhão de imigrantes com NISS mas sem registo activo de contribuições na Segurança Social. Isso não significa que todos vivem à custa do sistema, mas:

  • Muitos não trabalham legalmente (ainda).
  • Outros aguardam regularização.
  • Alguns estão em actividade informal.
  • Existem dependentes (filhos, cônjuges) sem obrigação de descontar.

A discrepância revela um modelo insustentável a longo prazo, se não houver políticas activas de integração laboral. Gera tensões sociais e percepções de injustiça fiscal entre os cidadãos nacionais. Pode colocar em risco a sustentabilidade da Segurança Social se o número de beneficiários passivos ultrapassar o de contribuintes activos.»

Leiam o resto.

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Começamos a ficar cansados das imposições absurdas do governo do Brasil

puta que pariu

Um dia destes, o Lula impõe ao governo português que a TAP (Transportes Aéreos da Portela) transporte um dinossauro na cabine do avião, do Rio de Janeiro para Lisboa; e o fantoche Luís Monta-o-negro obedece caninamente. O Luís Monta-o-negro só monta os negros de cá: os neguinhos do Brasil merecem-lhe muito respeitinho… não vá o cachaceiro ficar ofendido…

O Brasil não tem que interferir na gestão das empresas portuguesas. O Lula não manda em Portugal.

Aristóteles, e o Modernismo e Pós-modernismo

direito natural e positivo horse webA professora Helena Serrão cita aqui Aristóteles (o ateniense) em um texto que versa os temas da política e da Justiça. Em aditamento, Helena Serrão questiona-se acerca dos actuais “líderes [políticos] que ignoram a comunidade que representam, e que se motivam pela ganância”.

O assunto é muitíssimo complexo e liga-se, em primeiro lugar, com a Modernidade; e depois com a Pós-modernidade — com a Modernidade, quando o Iluminismo é colocado em causa pelo Idealismo de Hegel e seus apaniguados coevos e futuros (como por exemplo, a cáfila da Escola de Frankfurt ou o irracionalismo de Heidegger); na Pós-modernidade, quando o Iluminismo é finalmente “assassinado” pelo irracionalismo de Derrida e pela sua tropa fandanga (entre outros notórios e notáveis malucos de Esquerda).

A actual atomização da sociedade deriva, em grande parte, da forma como o Modernismo organizou o trabalho, em que ninguém sabe concretamente para quem trabalha, nem quem concretamente trabalha para si. E a Esquerda foi uma das grandes beneficiárias deste Modernismo.

A classe política é sempre produto das ideias prevalecentes no Zeitgeist. Sempre.

E o Zeitgeist actual é maioritariamente irracional, fruto de um acumular de erros graves — ao longo de muitas décadas — da concepção da Realidade, desde Hegel até Derrida. O corolário lógico do descalabro das ideias psicóticas desde Hegel até Fukuyama, passando por Derrida, é a actual situação internacional em que a irracionalidade impera e o subjectivismo relativista dita a prevalência impune do narcisismo exacerbado nas classes políticas.

Em Portugal, basta olhar paras as estações de televisão (e os me®dia em geral) e verificar a prevalência deste fenómeno de irracionalismo instituído nas “classes dirigentes” (os ingleses chamam-lhe “ruling class”): desde logo, desapareceu, da cultura portuguesa, o conceito de “escol” (muito bem ilustrado por Fernando Pessoa): hoje, os políticos constituem-se como uma classe social separada do comum dos mortais, em uma espécie de apartheid político, acolitada por comentadeiros e jornaleiros coordenados por gentalha como, por exemplo, Cláudia Azevedo (SONAE) que financia afanosamente o défice de exploração deste jornalixo que temos.

É uma “pescadinha de rabo-na-boca”: o jornalixo promove positivamente a classe política elitista junto da opinião pública, e a classe política, por sua vez, compensa materialmente o jornalixo e os seus patronos. “Uma mão lava a outra”. Por isso é que nunca vimos, por exemplo, o Partido Comunista a criticar abertamente os donos do pasquim “Público”.

Estamos em presença de um irracionalismo político pós-moderno potenciado por esteróides. Os tecidos sociais gangrenam, quando os deveres da maioria se transformam nos direitos de minorias.

Por exemplo, isto acontece quando a elitista Isabel Moreira defende a negação do Direito Natural, pespegado no Direito Positivo (ver ficheiro PDF), paradoxal- e contraditoriamente concebendo o “progresso anti-natural” como uma lei da natureza.

A ciência foi “tomada” / dominada pela ideologia irracionalista pós-moderna: hoje, é a classe política irracionalista que valida e chancela a ciência, e já não os cientistas propriamente ditos.

Em Portugal, é gentalha como a Isabel Moreira que carimba a “boa ciência” (através do conceito de “consenso científico” politicamente correcto) e repudia a “má ciência” que é aquela que não corrobora a ideologia do Zeitgeist.

Os intelectuais pós-modernos não conseguem compreender S. Tomás de Aquino

A professora Helena Serrão transcreve aqui um texto que menciona filósofo inglês George Edward Moore e que trata da problemática do Bem, do Belo, e da Arte.

Porém, muito mais importante do que Moore, na problemática do Bem e do Belo, é S. Tomás de Aquino:

1/ como todos os seres, o ser humano tende necessariamente para o seu fim e segundo a sua natureza: como todos os seres vivos, o Homem tem um arbítrio e escolhe certos actos entre outros; mas, diferentemente de outros seres vivos, o Homem é capaz de representar o objecto do seu desejo na ausência desse objecto. No ser humano, a vontade é um desejo informado pelo intelecto;

2/ mas, a partir do momento em que o Bem (ou o Belo) se apresenta ao intelecto, este deseja-o naturalmente (mesmo se se mantém a capacidade de se abster Dele). A falta (o erro) consiste em querer um bem particular, que não é o Bem devido, e explica-se pela mediação do intelecto: este (o intelecto) pode apresentar ao Desejo um objecto menos perfeito do que o Bem, e arrastar então para uma escolha desviante.

3/ A liberdade humana consiste em querer o que é racional. O Desejo humano alcança o seu repouso e o seu cumprimento perfeito na visão do Bem absoluto (Deus) que não depende do ser humano (Realismo).

4/ uma escolha desviante, que não é o Bem (ou o Belo) devido, não deixa de ser um bem — desde Sócrates (o grego) que sabemos que ninguém faz o mal apenas pelo mal: as pessoas querem sempre um qualquer bem, nem que seja o seu bem exclusivo e egoísta.

Ora, o autor do referido texto (Clive Bell) não se lembrou de S. Tomás de Aquino — o que não é de espantar: também Heródoto não conseguiu compreender as obras de Homero.

Para o Henrique Pereira dos Santos, o CHEGA é um partido “iliberal”

Francamente, não sei mais o que esta gente irá inventar para adjectivar o CHEGA (ver ficheiro PDF).

Ao lermos o textículo do dito cujo, ficamos com a ideia de que “democracia liberal” é sinónimo de “ausência ou niilificação da nação”; uma boa “democracia liberal” é, alegadamente e segundo o Henrique Pereira dos Santos, uma sociedade desnacionalizada.

Como dizia Sá de Miranda: “M’espanto às vezes, outras m’avergonho”.

No caso do referido texto do Henrique Pereira dos Santos, não sei se me espante ou se me envergonhe de forma alheia.

O texto do dito senhor é extraordinário ! — por um lado, o dito senhor reconhece que o liberalismo é pródigo em “corrupção e protecção endogâmica das elites, excluindo informalmente o povo do processo democrático, deixando-o sem representação, apesar da manutenção dos formalismos democráticos”; mas, por outro lado, diz que o CHEGA é um partido pária por não ser (alegadamente) liberal.

Ou seja, segundo o douto senhor, ser corrupto, elitista, exclusivista, etc, é “coisa fixe”!

Depois, diz (o senhor) que o CHEGA é “populista” — mas que os outros partidos não são populistas.

Porém, quando começamos a definir, o Henrique Pereira dos Santos engasga-se — porque não existe uma noção de “populismo”: existe um conceito (muito vago) de “populismo”, mas não uma noção de “populismo”.

Até a esquerdista Wikipédia é vaga numa pseudo-definição de “populismo”:

“Populism is a contested concept, used to refer to a variety of political stances that emphasize the idea of the “common people” and often position this group.”

Quando o CHEGA anula o CDS (partido manifestamente submisso em relação à Esquerda) da Assunção Cristas e do Nuno Melo, o Henrique Pereira dos Santos diz que é por causa do “populismo do CHEGA”.

Talvez o mais espantoso, vindo do Henrique Pereira dos Santos, é o branqueamento ético do comportamento do Luís Mente-ao-Negro no caso da empresa (deste) SpinumViva: para defender a sua dama (CDS), o Henrique até faz pactos com o diabo (PSD do Luís Monta-o-negro).

É preciso repetir até à exaustão: um primeiro-ministro em exercício não pode receber avenças pecuniárias de empresas privadas que usufruem de contratos com o Estado.

Eu vou repetir, para o Henrique Pereira dos Santos perceber bem: um primeiro-ministro em exercício não pode receber avenças pecuniárias de empresas privadas que usufruem de contratos com o Estado. Haja por aí quem lhe faça um desenho, que eu não tenho jeito nem paciência.

Os libertários que defendem o totalitarismo da liberdade

O Ludwig Krippahl escreve aqui um textículo que diz, mutatis mutandis, basicamente o seguinte:

1/ “se Donald Trump é corrupto, é evidente que o André Ventura também é corrupto”. André Ventura é considerado corrupto por associação [falácia ad Trumpum].

2/ O Ludwig Krippahl escreve o seguinte (sic):

“Este mandato de Trump mostra também o erro de procurar empresários para a política.” [falácia da generalização].

Por exemplo, se há coisa que Fidel Castro, Hitler , Mao Tsé Tung ou Estaline não foram, foi serem empresários; e Konrad Adenauer e Friedrich Merz foram empresários. Porém, posso conjecturar que o Ludwig Krippahl considera estes dois últimos como sendo “fassistas”.

3/ o Ludwig Krippahl escreve o seguinte:

“O progresso tecnológico está a tornar cada vez mais difícil obter capital vendendo trabalho e cada vez mais fácil investir capital sem comprar trabalho. Isto está a desequilibrar a economia e a dificultar a redistribuição pelo trabalho. Nestas condições é preciso reforçar o papel do Estado na redistribuição.”

Através deste tipo de raciocínio, o “libertário” Ludwig Krippahl condiciona “progressivamente” a liberdade do indivíduo. O Ludwig Krippahl é como o Rui Tavares: só é libertário para algumas poucas coisas: no resto, é a favor do “progresso” do reforço do poder do Estado.

Por isso é que o Ludwig Krippahl (e o Rui Tavares) defendem o multiculturalismo trazido pela imigração massiva e desenfreada: colocando as diferentes comunidades umas contra as outras, enfraquecendo a coesão social, iremos alegremente construindo um Estado totalitário que sirva de árbitro entre culturas muitas vezes irreconciliáveis.

O Ludwig Krippahl tem um arquétipo mental totalitário, mas, alegadamente, em nome da liberdade. A liberdade serve-lhe para impôr um Estado totalitário.

O erro do Ludwig Krippahl — também o erro de gente como Isabel Moreira — é pensar que o Direito Positivo, por si só, resolve os problemas da sociedade.

A verdade é que o Direito Positivo apenas organiza as premissas metajurídicas que estão subjacentes ao Direito e à herança da cultura antropológica — ao contrário do que defendeu Karl Marx, a Cultura não preencherá, jamais, o ócio do trabalhador, porque é apenas trabalho do ocioso.

Quando o Direito Positivo ignora as suas raízes metajurídicas, acontece a actual arbitrariedade americana com Donald Trump: o Direito passa a ser arbitrário, uma espécie de folha Excel em que o governo escreve o que quiser, reorganiza os Valores e os Fundamentos do Direito, discricionariamente e a seu bel-prazer [ver Carl Schmitt, Max Weber].

Ou seja, gente como Ludwig Krippahl critica Donald Trump, mas adopta exactamente os mesmos princípios da elaboração do Direito que o Trump adopta para fazer as asneiras que faz.

Quando definem a propriedade como função social, é certo que se avizinha o confisco. E quando definem o trabalho como função social, vislumbra-se nitidamente a escravatura.

O Ludwig Krippahl, defendendo o reforço do poder do Estado, defende o socialismo que é a economia que monta, meticulosa- e laboriosamente, os mecanismos (outrora) espontâneos do capitalismo.

Donald Trump quer uma parada militar milionária no dia do seu aniversário

Nem a rainha de Inglaterra alguma vez pretendeu ter uma parada militar no dia do seu (dela) aniversário.

O que se está a passar nos Estados Unidos é estranhamente extraordinário!

Donald Trump compara-se com Kim Jong-un, que se tornou o modelo a emular pelo americano. Nem Putin alguma vez realizou uma parada militar pelo seu aniversário. O culto de personalidade imposto pelos acólitos de Donald Trump ultrapassa todos os limites da racionalidade.

Todos nós temos uma dose (aceitável) de narcisismo, a que se convencionou chamar de “auto-estima”, e que os filósofos católicos medievais chamavam de “amor-próprio”. Porém, em Donald Trump, o amor-próprio é doentio e ultrapassa os limites do razoável.

Por exemplo, o novo avião-caça dos Estados Unidos, que ainda está em fase de construção, terá a designação de “F-47” em honra do 47º presidente dos Estados Unidos (Donald Trump).

O culto de personalidade construído em torno de Donald Trump só é comparável com o de Kim Jong-un ou de Mussolini.

O CHEGA tem que rapidamente desmarcar-se da colagem mediática a Donald Trump. Ser identificado com Donald Trump não faz bem a ninguém.

Carlos Moedas é muito perigoso

É conhecido o apoio público do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, à tipologia globalista da “cidade 15 minutos”, que restringe claramente a liberdade de circulação dos cidadãos (o que já acontece, de certo modo e até certo ponto, em Londres).

Carlos Moedas tem uma noção de “liberdade de cidadania” muito restrita e elitista. A pobre criatura acha-se superior ao comum dos mortais.

Desta vez, o Carlos Moedas decide proibir, por alta recreação, uma Manif do partido Ergue-te!, baseando-se em critérios subjectivos. O Henrique Pereira dos Santos destrói aqui a argumentação autoritarista do presidente da Câmara Municipal e Lisboa.