O Luís Mente-ao-Negro quer vender a TAP aos espanhóis

«Segundo a empresa [TAP], representantes do grupo [International Airlines Group] já participaram de reuniões com o governo português ao longo do último ano para discutir a operação.

“A IAG apoia o processo de privatização. Acreditamos que a TAP prosperaria dentro do modelo distintivo e comprovado da IAG — um modelo que prioriza o investimento em companhias aéreas e a expansão de HUBS estratégicos”, declarou um porta-voz da empresa à agência Reuters.»

Grupo IAG, dono da British Airways e Iberia, anuncia planos para adquirir a portuguesa TAP

Vender a TAP aos espanhóis é transferir o HUB de Lisboa para Madrid — e o Luís Monta-o-negro sabe bem disso; mas há aqui negociata socratina envolvida.

Do ponto de vista estratégico, a única possibilidade de garantir um futuro razoável para a TAP será um acordo com a Lufthansa.

Donald Trump aproveitou-se da situação dramática da Ucrânia para humilhar a União Europeia

O acordo comercial entre Donald Trump e Ursula von der Leyen é uma humilhação para a União Europeia — principalmente no que diz respeito aos 600 mil milhões de Euros de investimento em empresas americanas por parte da União Europeia, o que significará um défice de investimento em empresas europeias.

Donald Trump só conseguiu este acordo leonino e ganancioso porque utilizou a venda de armas à Ucrânia como moeda de troca. Repito: Trump não oferece armas à Ucrânia: vende-as aos europeus que, por sua vez, enviam-nas para a Ucrânia. Ainda assim, Trump fez chantagem com a venda de armas aos países europeus da NATO, e pediu em troca um acordo comercial imoral e pornográfico.

A Europa tinha duas soluções: ou se submetia à violência de Putin (abandonando a Ucrânia, numa primeira fase, e depois abandonando outros países da própria NATO, como por exemplo a Finlândia), ou se submetia à violência de Trumpterceiro excluído.

Chegou a hora de Ursula von der Leyen ir embora. Já cumpriu a função dela. Já fez a merda que tinha que fazer.

O Marcelo é aquele que sabe o que o povo quer, mesmo que o povo não queira

O povo acredita no desinteresse dos políticos ditos “benfeitores” até que estes lhe passem a factura — o moderno “mandatário do povo” é o representaste do Absolutismo absoluto.

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A factura do Marcelo será avultada; talvez o pior presidente que Portugal teve desde o golpe-de-estado republicano de 1910; mas seguramente o pior presidente da III república.

A dialéctica do comuna Daniel Oliveira

Por um lado, defendeu claramente a política de imigração desenfreada e radical da Geringonça de Esquerda; mas, por outro lado, diz que “a imigração baixa os salários”.

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É esta a dialéctica do comuna (“uma no cravo, outra na ferradura”), prosélito da Teoria Crítica: de uma maneira ou de outra, sai sempre por cima e tem sempre razão.

O comuna quer o melhor dos dois mundos; almeja a perfeição que reflicta a sua própria essência perfeita, e a sua superioridade moral. O comuna pertence a uma seita que exige a perfeição aos outros, e partindo do princípio de que ele próprio é um iluminado perfeito.

A dialéctica garante-lhe “cautela e caldos de galinha” proveniente de um dos comissários do Totalitarismo de Veludo, que permite (à seita) continuar a abusar da ascendência política sobre o povo. Como diria a Ivone Silva: “Com um vestido preto, nunca me comprometo”.

O comuna Daniel Oliveira é perito em f*der a sociedade sem deixar impressões digitais.

Vai lá estar o Boaventura Sousa Santos?

Estão todos deitados na mesma cama; não tenhamos ilusões.

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O Partido Socialista é o Mefistófeles da Esquerda, sem o qual seria muito mais difícil a sobrevivência de partidos mais radicais como o LIVRE e/ou o Bloco de Esquerda.

O radicalismo de Esquerda é alimentado pelo Partido Socialista, porque é a forma que o Partido Socialista encontrou para justificar (perante o povo) o seu estatuto de “partido político moderado”.

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Ao Rui Tavares, todas as asneiras lhe são perdoadas

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Basta que o político actual se proclame “esquerdista” para que tudo lhe seja permitido e tudo lhe seja perdoado.

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A tentativa absurda de separar a modernidade e o fascismo

“Acredito que o mundo moderno é uma empresa de desnaturação do homem e da criação. Acredito na desigualdade entre os homens, na maldade de certas formas de liberdade, na hipocrisia da fraternidade. Acredito na força e na generosidade. Acredito em hierarquias que não sejam a do dinheiro. Acredito que o mundo está podre pelas suas ideologias. Acredito que governar é preservar a nossa independência e, depois, deixarmo-nos viver como quisermos.”

Maurice Bardèche, neofascista

O fascismo está tão profundamente mergulhado na modernidade quanto o está o comunismo marxista, ou o liberalismo. Um neofascista, como Maurice Bardèche, é uma espécie de Mariana Mortágua virada do avesso (mas o tecido é o mesmo).

maurice bardeche webAs hierarquias do fascismo (de Mussolini) foram fortemente marcadas pelo dinheiro, nomeadamente pelos latifundiários italianos que fomentaram decisivamente a ideologia e o regime. Afirmar que, no fascismo, as hierarquias não foram “as do dinheiro”, é uma falácia.

O mundo moderno, ocidental e ocidentalizado, não nega a existência de desigualdades: apenas segue o Direito Natural, medieval e cristão, que atribuía uma igualdade ontológica (à nascença) a todos os seres humanos em uma determinada sociedade com uma cultura antropológica comum. Por isso é que o Direito Positivo, desprovido da influência do Direito Natural (os “princípios metajurídicos” do Direito), é uma aberração. O fascismo afasta-se do Direito Natural medieval, no sentido em que nega (implícita- ou explicitamente) o princípio da igualdade ontológica.

A par com o comunismo, não há movimento mais conspurcado pela merda modernista do que o fascismo — incluindo o nazismo nietzscheano, que é uma corruptela socialista do fascismo original italiano.

Afirmar que o fascismo não é produto de uma ideologia, como escreveu Maurice Bardèche, é afirmar o absurdo, é negar a própria essência do fascismo. É como se alguém dissesse: “Eu não sou eu”.

Uma coisa é a crítica salutar à modernidade (incluindo a crítica ao modernismo “progressista” católico); outra coisa, diferente, é afirmar que “o fascismo é contra a modernidade”. Não é. O fascismo é a favor de uma outra forma de modernidade, que não deixa por isso de ser moderna.

O fascismo é uma vergôntea do romantismo de Rousseau.

O homem tribal primitivo transformava objectos em sujeitos; o homem moderno transforma sujeitos em objectos — com especial ênfase para os sistemas comunista e fascista que se especializaram na arte de coisificar a pessoa.

Salazar era demasiado inteligente (e cristão) para se sujeitar a ser fascista.

O José Pacheco Pereira, e o maniqueísmo Marcuseano do “mundo dos brutos” que não são de Esquerda

O José Pacheco Pereira escreveu um artigo no jornal Púbico com o título “O mundo é dos brutos — a ascensão da violência e a queda da empatia”. A crítica do José Pacheco Pereira resume-se, mutatis mutandis, a um tipo de sociedade que institucionaliza “a pena de morte, a tortura, censura, ausência de direitos, em que todos são indefesos face aos mais fortes” (sic).

autocracias incOra, aquela elite que trabalha afanosamente para a “queda da empatia” (atomização da sociedade) é a mesma que se assume como concordante com o artigo do José Pacheco Pereira: é isto o que os anglo-saxónicos chamam de “SPIN”.

Por exemplo, a pena-de-morte, entendida como a legitimação da afirmação cultural de um acto gratuito, é hoje praticada mediante o aborto “a pedido da freguesa”, o que revela de facto uma “queda de empatia” na cultura antropológica do Ocidente; mas não tenho dúvidas de que o José Pacheco Pereira, como bom esquerdista, é a favor da prática social e cultural do aborto.

Ou seja, a Esquerda pratica o crime cultural procurando não deixar impressões digitais, e acusando os outros daquilo que ela própria faz.

O mesmo se passa com a eutanásia “a pedido do freguês” (defendida pela Esquerda), que rapidamente se transforma em uma pena-de-morte utilitarista e prescritiva. Porém, as mesmas pessoas que defendem a eutanásia são as que vêm a terreiro dizer que “os brutos são os outros que não concordam connosco”.

O maniqueísmo da Esquerda não é baseado em factos (intersubjectividade): em vez disso, é baseado em sentimentos, em subjectividade e mundividência (muitas vezes psicóticas ou fundamentadas por uma Fé Metastática) circunscritas a um determinado grupo cultural elitista.

O maniqueísmo da Esquerda é uma transposição do maniqueísmo gnóstico da Antiguidade Tardia, em que os Pneumáticos iluminados (de Esquerda) “se salvam”, ao passo que os Hílicos (os brutos, que não alinham ideologicamente com os iluminados) se perdem no curso da História, e deveriam ser mesmo eliminados.

Por exemplo, o José Pacheco Pereira critica Comte e as consequências do Positivismo; a Esquerda racionalista (Carlos Fiolhais, e quejandos) venera o Positivismo de Comte; e, no entanto, esta Esquerda afirma que concorda com o Pacheco Pereira. É um SPIN vergonhoso.

O texto do Pacheco Pereira é “reaccionário”, entendido no sentido da filosofia comunitarista; poderia ter sido escrito por A. MacIntyre, Michael Walzer, ou Charles Taylor — o que está nos antípodas do que pensam os compagnons de route do Carlos Fiolhais.

No blogue Rerum Natura não há outra coisa senão “deslumbramento tecnológico” e científico positivista (por exemplo, o Galopim e o Eugénio Lisboa), e anti-religião. O impacto da ciência sobre a religião aconteceu no século XIX; o que acontece hoje é o impacto da técnica sobre a imaginação dos imbecis elitistas que pretendem construir um putativo Mundo Novo nietzscheano que tenta transformar a Natureza Humana — porque as opiniões mudam, a elite esquerdista, relativista e imbecil crê que as verdades mudam também.

Para não pensar no mundo que a ciência descreve, a elite positivista esquerdista embriaga-se de técnica. O técnico crê-se superior aos demais porque sabe o que, por definição, qualquer pessoa pode aprender. Esperar que a vulnerabilidade crescente de um mundo exponencialmente integrado pela técnica não exija um despotismo total, é mera estupidez.