Donald Trump, o cripto-socialista

O governo de Donald Trump comprou (na passada Sexta-feira) 10% da empresa privada norte-americana INTEL, produtora de Micro-chips.

Donald Trump anunciou já que o governo americano tenciona comprar parte do capital da Boeing.

É a primeira vez que o governo americano intervém directamente na economia depois do New Deal, quando o socialista Franklin Delano Roosevelt desatou a intervir na economia através de regulações, supervisões, e até controlo temporário de empresas e de sectores inteiros da economia.

Entretanto, Donald Trump, na qualidade de accionista da INTEL, já pediu a demissão do CEO da INTEL, o senhor LIp-Bu Tan.

Na passada Segunda-feira, 26 de Agosto, Donald Trump ameaçou directamente as cadeias de televisão NBC e ABC porque as considera uma “verdadeira ameaça à democracia”, defendendo a ideia de que as respectivas licenças de actividade televisiva deveriam ser revogadas.

Em apenas três dias, o governo de Donald Trump 1/ comprou acções de uma empresa privada (INTEL), na sua qualidade de accionista já 2/ pediu a demissão do CEO da INTEL, 3/ anunciou a compra de parte de acções da Boeing, e 4/ ameaçou duas cadeias de televisão de revogação das respectivas licenças de actividade.

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A Mariana Mortágua quer mais socialismo

Devido a falta de combustíveis fósseis, o povo cubano recorre ao transporte de tracção animal, fazendo com que Cuba seja o país mais ecológico do planeta e seja considerado como “um país socialista exemplar” pela Mariana Mortágua.

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Em Cuba não há emissões de CO2; as vacas não tossem e estão proibidas de peidar. Cuba é o paraíso da Mariana Mortágua na Terra. É pena que ela não vá viver para Cuba: ficávamos felizes por cá, e ela também por lá.

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A “Direita” que apoia o cripto-comunismo

Na actual Europa, há dois tipos de Direita: a democrática — que defende a liberdade segundo os princípios defendidos por John Locke — e a antidemocrática — que existe na linha ideológica de Hobbes e de Rousseau.

Obviamente que partidos políticos como por exemplo o PSD e o CDS não pertencem à Direita, na medida em que são nítida- e ideologicamente controlados pela Esquerda.

Porém, o mesmo não podemos dizer, por exemplo, do partido alemão CDU/CSU de Friedrich Merz que, ao contrário de Angela Merkel, se tem demarcado da Esquerda alemã.

O partido alemão CDU/CSU actual é um exemplo de um partido que se afirma de Direita sem prestar vassalagem à Esquerda.


Há dois grupos distintos de partidos da Direita na Europa: 1/ os Reformistas e Conservadores Europeus, e 2/ os Patriotas pela Europa.

Do primeiro grupo fazem parte, por exemplo, o “Partido da Família” da Alemanha, o partido “Fratelli d’Italia” de Giorgia Meloni, o partido “Lei e Justiça” da Polónia, e o partido “Democratas Suecos” (Suécia).

Do segundo grupo fazem parte, por exemplo, o partido “Rassemblement National” de França (de Marine Le Pen et all), o partido “Fidesz” de Viktor Órban (Hungria), o partido “Lega Nord” de Umberto Bossi e Matteo Salvini (Itália), o partido “Partij voor de Vrijheid” de Geert Wilders dos Países Baixos (Holanda), o partido espanhol VOX liderado por Santiago Abascal, e o partido português CHEGA.

Verificamos, no segundo grupo, uma clara simpatia pela Rússia antidemocrática de Putin — ou seja, existe no segundo grupo uma simpatia por regimes autoritaristas —, nomeadamente o partido espanhol VOX que é financiado por Putin através do partido húngaro de Viktor Órban; o próprio partido “Fidesz” de Viktor Órban da Hungria que é claramente contra a União Europeia e a favor da Rússia de Putin; e o partido “Rassemblement National” de Marine Le Pen que se tem financiado através da Rússia de Putin.

O partido CHEGA (tal como o partido holandês “Partij voor de Vrijheid” de Geert Wilders) encontra-se no grupo errado, na medida em que estes dois partidos apoiam as sanções económicas internacionais contra a Rússia de Putin — o que não acontece com quase todos os partidos do grupo dos Patriotas pela Europa, que se posicionam a favor da Rússia e contra as sanções económicas.

Este apoio à Rússia, por parte da maioria dos partidos do grupo “Patriotas pela Europa”, inclui uma anuência tácita em relação à política de direitos humanos de Putin, nomeadamente o apoio tácito ou mesmo explícito à perseguição política dos dissidentes russos Vladimir Kara-Murza e Alexei Navalny, por um lado, e por outro lado o apoio claro ao terrorismo de Estado instituído por Putin.

O que é surpreendente é o facto de partidos ditos “de Direita” apoiarem o cripto-comunista Putin.

Que o comunista Lula da Silva apoie Putin, não me surpreende; mas que gente que se diz da Direita apoie um ex-agente da KGB, não lembra ao careca.

Alguns dos partidos do segundo grupo tendem para a implementação de sistemas políticos autocráticos e mesmo totalitários. Não merecem o meu respeito. A guerra cultural contra a Esquerda pós-estruturalista não justifica tudo.

O elogio fúnebre da socialista radical Isabel Moreira a Teresa Caeiro

Há dias escrevi uma crítica ao liberalismo feminista em Portugal, nomeadamente, uma crítica a Teresa Caeiro.
A prova de que eu tenho razão nas críticas que fiz é este encómio fúnebre (no X) de Isabel Moreira a Teresa Caeiro:

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Seria impossível vermos um elogio fúnebre, por parte de Isabel Moreira, a uma qualquer mulher da Direita propriamente dita — o que explica como uma (alegadamente) militante do CDS manteve uma relação com um cripto-comunista como é Miguel Sousa Tavares.

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A Traição do Alasca

Donald Trump é um ignorante, em geral. Ortega y Gasset tinha razão acerca da ética pragmatista inventada nos Estados Unidos, e que ainda hoje norteia ignorantes americanos como o Donald Trump.

Em termos de conhecimento da História, Donald Trump é uma nulidade; um zero à esquerda. Donald Trump é intelectualmente sofrível. Provavelmente, o nome de Neville Chamberlain não lhe diz nada: Donald Trump só tem noção do que comeu ontem, e dos peidos que deu hoje.


Em 1938, aconteceu a Conferência de Munique, em que participaram Hitler, Mussolini, o primeiro-ministro francês Édouard Daladier, e o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain.

Depois da Conferência, Neville Chamberlain solicitou uma audiência a Adolfo Hitler nos seus (deste) aposentos privados, ao que este anuiu com alguma complacência. Nesta audiência, Hitler assinou um papelito encorrilhado que dizia “Acordo Anglo-germânico” com três parágrafos, em que se classificada o Acordo de Munique como sendo “um símbolo do desejo dos nossos povos de não entrar em guerra nunca mais”. E Hitler assinou o papelito sem pestanejar.

Neville Chamberlain quis apaziguar a besta nazi, cedendo à Alemanha 20% do território da Checoslováquia, com o compromisso de Hitler não anexar mais território deste país.

Três meses depois da Conferência de Munique, a Eslováquia transformou-se em um Estado fantoche da Alemanha de Hitler; meio ano depois, toda a Checoslováquia fazia parte do III Reich. Onze meses mais tarde, Hitler invadiu a Polónia e deu início à II Guerra Mundial.

Os paralelismos entre Donald Trump e Neville Chamberlain são evidentes, mas vão para além do óbvio.

Chamberlain tinha a desculpa da recente I Guerra Mundial, e qualquer coisa lhe parecia melhor do enviar meio milhão de jovens para a morte nas trincheiras francesas. Donald Trump não tem essa desculpa. O ignorante americano está disposto a oferecer a Putin 20% do território ucraniano só para satisfazer o seu próprio ego. Neste sentido, Donald Trump é incomparavelmente pior do que Neville Chamberlain.

Não há nenhuma razão militar, geopolítica, ou de qualquer outro tipo que justifique apagar oitenta anos de Direito Internacional.

Putin não respeitou qualquer acordo assinado pela Rússia e por ele próprio, desde a sua chegada ao Poder. Desde o Memorando de Budapeste, não houve nenhum Tratado, Acordo, ou Pacto com Putin que este não tenha limpo o cu utilizando os respectivos papelitos encorrilhados.

Antes e depois da anexação da Crimeia, e antes da invasão do Donbass, a Ucrânia e a Rússia tiveram centenas de encontros e reuniões, cujo resultado final foi a brutal invasão de Putin em 2022.

A verdade é só uma: o expansionismo — seja o de Hitler, seja o de Putin — só se apazigua fazendo-lhe explodir uma bomba nas fuças.

A Europa — entendida como um todo, e não só a Ucrânia — está à mercê de um idiota americano extravagante com menos estaleca intelectual do que um menino do Burkina Fasso.

Os historiadores da Chéquia e da Eslováquia classificam o Acordo de 1938 como “Traição de Munique”. Na Europa actual e na Ucrânia, teremos a “Traição do Alasca” como início de uma repetição da História. Tomara que eu esteja enganado.

O pensamento silogístico e científico da SIC Notícias acerca de Pinto Balsemão

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Para o canal SIC Notícias, “quando não se prova que uma informação é falsa, então deve-se concluir que essa informação é verdadeira”.

Por exemplo: eu recebo a informação de que o Pinto Balsemão é um grandessíssimo filho-de-p*ta.

Ora, e segundo a SIC Notícias, se não se provar que esta informação recebida seja falsa, então devemos inferir que essa informação é verdadeira.

Aristóteles não diria melhor.

A conclusão silogística e científica da SIC Notícias é a de o Pinto Balsemão é um grandessíssimo filho-de-p*ta, porque não se provou ser falsa a asserção acerca da filha-da-putice da referida criatura.

As consequências do liberalismo feminista na política portuguesa

Na primeira metade da primeira década do século XXI, ouvi na rádio TSF a Teresa Caeiro (então uma militante proeminente do partido CDS) afirmar (mutatis mutandis) que “hoje já não existe Esquerda nem existe Direita”.

Era a instauração do relativismo político em Portugal. Seria isto talvez em 2002 ou em 2003, em uma entrevista radiofónica.

Teresa Caeiro fez parte de uma moda política prevalecente naquela época, seguida também por mulheres ditas “de Direita” como Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz, que valorizaram romanticamente a pusilanimidade das posições tradicionais de Direita, estas baseadas em uma diferente mundividência em relação à Esquerda marxista ou marxizante.

O relativismo político da Teresa Caeiro (et compagnons de route) baseou-se-se na visão liberal de “Fim da História” de Francis Fukuyama, mundividência esta que se revelou desastrosa para a Direita conservadora em todo o mundo Ocidental, e que deu alento ao neomarxismo sob a forma de Wokismo.

A mundividência liberal — personificada em Portugal por mulheres como Teresa Caeiro, Teresa Leal Coelho ou Paula Teixeira da Cruz — trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita conservadora, e tenta absorver os da Esquerda.

O resultado está a vista, para quem quiser ver: o liberalismo resultou desfavorável à liberdade porque ignorou as restrições que a liberdade deve impôr a si mesma para não se auto-destruir.

Na esteira dessas mulheres ditas “liberais”, surgiram posteriormente a Assunção Cristas (que obedecia caninamente às ordens públicas da socialista Isabel Moreira), em primeiro lugar, e depois e recentemente a Mariana Leitão. Todas as mulheres citadas (e as outras mulheres “liberais”, em geral) são o exemplo da tentativa de absorver a Esquerda, ao mesmo tempo que diabolizavam a Direita tradicional.

Depois de ouvir a Teresa Caeiro na TSF, compreendi que o CDS passou a “fechar a Esquerda à direita” (o CDS passou a ser o partido da Esquerda mais à direita), por um lado, e, por outro lado, passei a ser muito céptico em relação ao papel das mulheres na política — cepticismo esse que mantenho até hoje.

Viktor Órban, o agente de Putin

Uma das importantes diferenças entre o partido VOX espanhol e o partido CHEGA português, é o de que o VOX é financiado pelo regime de Putin, através do amigo deste, Viktor Órban da Hungria. Que eu saiba, isto não acontece com o CHEGA.

Ou seja, o VOX é um partido anti-europeísta — o que não acontece com o CHEGA. Qualquer semelhança entre os dois partidos é mera coincidência. Ou deveria ser.

Na actual conjuntura internacional, em que parece imperar escandalosamente a lei do mais forte, por um lado, e por outro lado prevalece o desprezo pelo Direito Internacional subsequente à II Guerra Mundial, ser anti-europeísta é ser estúpido.

O VOX é um partido auto-contraditório: por um lado, aceita dinheiro de Putin; por outro lado, diz que é um partido nacionalista, “ignorando” que Putin financiou a intentona catalã de 2017, e que Putin até ofereceu 10 mil soldados para ajudar a defender a nova república catalã.

O partido VOX é uma anedota.

Isto não significa que tenhamos que concordar com tudo o que vem da União Europeia: o CHEGA, não sendo um partido anti-europeísta, tem contudo manifestado publicamente muitas críticas em relação à Comissão da União Europeia liderada pela sra Ursula von der Leyen.

Dos 27 países da União Europeia, o único que votou contra o apoio à Ucrânia foi a Hungria de Viktor Órban.

Não se trata, aqui, de opinião diferente, por parte de Viktor Órban: trata-se de apoio claro a um inimigo (Putin) dos países ocidentais que abertamente se declarou como tal; trata-se da assunção do papel de quinta-coluna que, por razões ideológicas, pretende destruir a própria União Europeia actuando por dentro desta.

Viktor Órban apoia claramente os inimigos dos interesses de Portugal enquanto nação.